História Amizade - Reescrita - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Tao, Xiumin
Tags Chansoo, Sebaek, Taohun, Xiuhan
Visualizações 17
Palavras 993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Fluffy, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


yoo, e aqui está mais um capítulo, espero que gostem

Capítulo 4 - Matando aula


Kyungsoo me ligou um pouco cedo naquele dia, disse que eles iriam cabular aula — de novo — num café perto da escola e perguntou se eu queria ir junto, mas neguei, precisava me dedicar aos estudos no segundo semestre. Ele me xingou, eu xinguei de volta e desliguei o telefone. Olhei para o relógio e vi que eram quase sete horas. Me arrumei para o colégio e  enquanto caminhava até o local, pensei em uma coisa. Coisa que eu não devia ter pensado.

Bom, minha frequência no primeiro semestre foi muito boa, só faltei uns três dias porque estava doente. Eu também nunca matei aula, parece divertido. Enquanto meus amigos estão descansando e se divertindo, eu fico na aula de matemática. Não, isso não é justo!

Virei a esquina do colégio rezando para que ninguém tivesse me visto e vi Kyungsoo e Luhan rindo de algo em uma das mesas do café. Ótimo, pelo menos eu não ficaria sozinho ali.

— Bom dia, Soo. Bom dia, Luhan — eu olhei meio envergonhado para o chinês que havia tratado mal há alguns dias — Ainda está bravo comigo?

— Não se preocupe com isso, eu entendo que você tenha ciúmes dos seus amigos

Eu. Não. Tenho. Ciúmes.

— Só tem vocês? — perguntei me sentando junto deles

— Chanyeol foi assaltado ontem e não conseguiu nem se levantar da cama hoje, deve estar traumatizado — explicou Kyungsoo

— Puxa, assaltado? Mas ele se machucou?

— Só teve um arranhão no rosto, mas está bem porque tem o melhor namorado do mundo — sorriu — Sehun disse que viria, mas não chegou ainda. Falando nisso, o que está fazendo aqui? Não queria se dedicar aos estudos?

— Eu andei pensando melhor

— Nós vamos na casa do Minseok depois, quer vir com a gente? — perguntou Luhan — É o único lugar que podemos ir, já que ele mora sozinho e tal...

— Tudo bem, eu vou. Mas, cadê ele?

— Estão falando de mim? — Minseok apareceu com uma bandeja contendo cinco xícaras de café e alguns bolinhos — Bom dia, Baekhyun

— Bom dia. Como você está?

— Eu estaria bem melhor se não tivesse que acordar cedo e ir à escola todos os dias — ele se sentou na cadeira vazia ao lado de Luhan.

Nós tomamos o café e conversamos um pouco, até que Sehun chegou também. Ele estava com uma blusa preta, usando capuz e óculos escuros, mas tirou ao ver que éramos nós.

— Qual é a do disfarce? — perguntei assim que ele se sentou ao meu lado

— Eu não queria correr o risco de ser reconhecido pelos meus pais que saíram depois de mim — pegou um bolinho e começou a comer — Espera, quem é você? Não pode ser Byun Baekhyun, o cara que só sabe estudar e nunca mata aula com a gente!

— Sabe, de vez em quando aquele Baekhyun que vocês conhecem pode mudar um pouco

— Ouviram? Ele vai mudar e nunca mais vai ser chato!

— Só de vez em quando, bebê. Que graça teria se eu não reclamasse dos seus namorados a cada cinco minutos?

Todos riram, exceto Sehun, mas não fiquei sabendo o motivo.

*

No final, acabaram entrando na escola atrasados, já que Minseok e Luhan tiveram uma pequena discussão e resolveram não matar mais aula. Pedi para que Sehun ficasse comigo, ele aceitou, não queria mesmo ouvir o diretor reclamando do atraso. Kyungsoo apenas foi embora.

— Eu não entendo essas pessoas que se amam, mas brigam

— Está falando da discussão que tiveram há pouco?

— É. Por que não podem trocar palavras bonita de amor, em vez de palavrões? Por que discutiram mesmo?

— Baekhyun, meu querido — ele parou de andar e se sentou em um banco do parquinho — As pessoas brigam.

— Eu não quero brigar quando encontrar a pessoa certa — me sentei ao seu lado

— Esqueça a pessoa certa, ela não existe! Não existem pessoas que não querem apenas diversão

— Eu discordo com você. Não sou assim.

— Você é você.

Olhei para ele por alguns segundos.

— Como está o seu namorado?

— Zitao não é meu namorado, e eu nem quero que seja, ele está indo rápido demais

— Ele está querendo fazer sexo com você?

— Se fosse isso, seria bom. Ele quer me pedir em namoro. É óbvio que eu não vou aceitar, nos conhecemos há duas semanas. E mesmo que fosse dois anos, eu não quero isso.

— Ah.

Por algum momento da minha vida, pensei que talvez pudesse gostar de Sehun. Na verdade, começou quando ele me mostrou uma música e eu me apaixonei. Ninguém nunca ficou sabendo, é claro. Às vezes eu cantava a música bem alto no meu quarto, mas nunca deixei que ele soubesse que eu ainda ouvia. A verdade era que aquela música tinha se tornado a minha música favorita. No meu mundo, era a nossa música.

— Baekhyun, você está quieto há mais de cinco minutos, está pensando em alguma coisa? — ele me fez acordar de meus pensamentos

— Você se lembra aquela música que me mostrou em 2011? Aquela do filme Dirty Dancing?

— Ainda ouve aquilo? Precisa se atualizar, meu filho! Olhe só, eu... — ele começou a mexer no celular

— Eu amo aquela música. Quero que esteja tocando quando eu encontrar a pessoa certa. Então vamos dançar e...

— Se você disser “pessoa certa” mais uma vez, eu juro que te dou um soco

— Sehun, você já gostou de algum amigo?

Senti um aperto no coração ao ver que ele estava ouvindo uma música no celular, mas ao mesmo tempo fiquei aliviado.

— Você falou alguma coisa? — perguntou tirando os fones de ouvido

— Não, deve ter sido impressão sua.

Talvez eu realmente gostasse de Sehun. Sentia vontade de contar para alguém às vezes, mas não estava confiante o suficiente. Também pensava em contar diretamente a ele, mas não seria muito legal chegar no meu amigo e dizer “Oi, eu gosto de você. Na verdade, não tenho certeza ainda. Tchau.”

A coisa mais adequada que eu devia fazer, era mesmo esperar.

Hoje foi um dos piores dias... e o maior motivo nem foi eu ter matado aula

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