História Amizade Colorida - Capítulo 39


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Konan, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Amigos, Amizade Colorida, Amor, Drama, Hentai, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 801
Palavras 6.862
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Harem, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLAAARR
Mais um capítulo para vocêes!
Respondendo alguns comentários que li no capítulo anterior, eu normalmente posto uma vez por semana, mas quando dou a louca, resolvo postar uns dois! Mas nunca dou uma data exata por motivos de não quero ser xingada caso não consiga cumprir o prazo! hahaha
Mas sempre terá um por semana! Isso eu garanto!
QUERIA DAR PARABENS PARA A JUJUBAAA!!! NOSSA AMIGA DO GRUPO DA FIC <3
Esse capítulo vai para você, Jujubaa!!
Acho que é isso, galeris!
Não revisei, então perdão qualquer erro!
Boa leitura! ;)

Capítulo 39 - Capítulo XXXIX


Capítulo XXXIX

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                            Ato I

 

 

 

 

    Bombom número 11.

 

 

 

    Sakura

 

    14:25

    É incrível o meu dom de conseguir me atrasar para coisas que não são prováveis que eu me atrase.

    Eu sabia que tinha marcado com Hidan às três na portaria do prédio de Ino, mas parece que meu cérebro não processa tão bem as informações que eu dou. Era para eu ter acordado mais cedo, eu teria um tempo maior para me arrumar. Não era necessário acordar trinta e cinco minutos antes... EU NUNCA ACORDO TÃO TARDE! Isso é sabotagem do meu subconsciente, só pode!

    Levantei às pressas, eu já estava atrasada e aquela cama ainda piorava mais ainda as coisas. O jeito era não enrolar ali deitada, caso contrário, eu não conseguiria mais sair dali. Aquela cama parecia me atrair de uma forma mágica com aquele edredom branquinho e macio, aqueles travesseiros de pena de ganso...

    FOCO, SAKURA!

    Puxei a porta de correr do guarda roupa branco, sim, eu já tinha me apoderado do guarda roupa, agora todas as minhas coisas estavam lá.

    Fiquei encarando o guarda roupa por um tempinho, tentando achar alguma roupa sexy, porém não tão exagerada para o dia. Hidan não havia me dito para onde íamos, somente avisou que estaria aqui às três em ponto.

    Não passava pela minha cabeça o que poderia ser, afinal, três horas é tarde para um almoço, porém muito cedo para um jantar; talvez um cinema, mas normalmente as pessoas preferem ir à noite; quem sabe ele não é amigo do Kakashi, e o meu professor não falou pra ele o quanto eu gosto de sorvete? Isso seria estranho. Última teoria descartada com sucesso.

    Eu não fazia a menor ideia de onde íamos!

    E isso é um pouco perigoso... Eu posso estar muito arrumada para a ocasião, ou pouco arrumada. Tô me sentindo o gato de Schroedinger! Eu só vou saber se minha roupa está boa caso eu saia de casa e encontre o Hidan!

    Confesso que dessa vez a minha comparação foi bem nerd. Ainda bem que Ino não lê meus pensamentos!

    Puxei um vestido vinho, de decote ombro a ombro, me vestindo em seguida. O tecido caía muito bem no meu corpo, destacando todas as minhas curvas e marcando minha cintura. Ele não era curto, seu comprimento ia até um pouco acima do joelho.

    Agora é só torcer para Hidan não me levar para comer, se não minha barriguinha vai ficar avantajada no vestido, e eu vou ficar parecendo uma cobra guardando ovinhos na barriga.

    Fui em direção ao espelho do banheiro, para dar um trato nessa minha aparência sonolenta.

    Avaliei meu cabelo no espelho gigante, o bom do meu corte é que quanto mais bagunçado meu cabelo está, mais bonito ele fica. Então dei mais uma bagunçada, já que a que o travesseiro fez nos meus fios à noite não foi o suficiente.

    Não achei necessário fazer alguma maquiagem elaborada, já                que eu nem fazia ideia de onde ia. Imagina chegar toda maquiada em um clube em plena tarde ensolarada? Clube! Será que nós íamos ao clube?

    Balancei a cabeça, deixando minha ansiedade de lado.

    Talvez só um lápis preto para destacar meus olhos e um batonzinho nude cairiam bem.

    Terminei de me maquiar, olhando o resultado no espelho.

    Tinha ficado ótimo!

    Dei generosas borrifadas do meu perfume favorito, aproveitando para curtir um pouquinho do cheiro dele.

    Peguei uma bolsa pequena, mas antes de colocar meu celular ali dentro, fui checar o horário.

    14:35

    Mais rápida do que eu, não existe!

    Guardei o aparelho na bolsa, pegando um salto delicado na minha mala.

    Na verdade, esse foi o único salto que eu trouxe para cá. Ainda bem que ele combinava com quase todas as minhas roupas.

    Calcei o salto, descendo as escadas que dão acesso à sala.

    A voz dos meus amigos já era audível dali de cima, mas conforme eu me aproximava mais de lá, mais eu conseguia ouvir as reclamações matinais de Ino. Matinais não, porque já está de tarde. Acho que estou perdida no tempo.

    Ri, descendo o último degrau, e dando de cara com meus amigos na cozinha.

    - Bom dia, bela adormecida! – Sai falou acenando para mim com um molho de tomate na mão.

    - Bom dia, Sai! – Sorri.

    - TESTUDINHA! Ajuda a gente!

    - Bom dia para você também, Ino! – Ri, dando a volta no balcão, para ficar perto dos meus amigos.

    - Bom dia, Testuda! – Estalou a língua. – O que você prefere para o almoço? – Puxou o molho de tomate da mão de Sai. – Macarrão com molho branco... – Levantou a mão esquerda, que segurava uma caixinha do molho. – Ou vermelho? – Levantou a direita agora, mostrando o molho que havia pegado de Sai.

    - Vocês ainda não almoçaram? – Falei rindo.

    - A gente tava tentando decidir qual vai ser o molho. – Sai falou entortando a boca.

    - Mas são quase três horas! – Ri, olhando para o relógio digital da parede.

    - Está sendo uma discussão longa, amiga! – Sai riu.

    - Acho justo a Sakura decidir qual vai ser então! – Ino pegou uma panela que estava sobre o fogão, me mostrando o conteúdo. – Qual você acha que fica mais gostoso com o macarrão de unicórnios?

    - É o mesmo macarrão de ontem? – Levantei as sobrancelhas. Aquilo estava nojento. – Isso tá parecendo massinha de criança! – Peguei o garfo que estava lá dentro, mexendo na massa. – Não dá nem para identificar os fiozinhos do macarrão! Isso é uma bola de massa colorida!

    - Aff, Sakura! – Ino puxou a panela para longe de mim. – Se for para criticar, não come! Simples!

    - O que vale é o sabor, não a aparência, queridinha! – Sai falou rindo.

    - Justo! – Ri também. – Mas de qualquer forma, não vou poder comer com vocês. – Fiz um biquinho. – Já já eu vou sair.

    - Nós vamos juntas, amoreco! – Ino falou. – Um carro só tá ótimo!

    - Eu não vou para o mesmo lugar que você, Ino. – Falei.

    - Não? – A loira fez uma cara confusa. – Mas o negócio do Narutinho é três horas!

    - Eu avisei lá no grupo que eu não iria... – Falei sem graça. – Tenho outro compromisso. – Ri amarelo.

    - Outro compromisso, hum? – Sai deu um sorrisinho malicioso. – Posso saber o nome do novo ursão?

    - Ursão? – Falei rindo.

    - É! – Sai riu também. – Ursão, sapão, affair, macho alfa... Como preferir!

    - E o que te leva a pensar que eu vou sair com algum cara? – Semicerrei os olhos.

    - Você tá arrumada demais, Testuda! – Ino me encarou com os braços cruzados. – Eu não sou boba nem nada, minha filha, você não se arruma tanto assim!

    - Exatamente! – Sai apontou o dedo indicador para a loira, concordando com ela. – Só não me diz que é algum boy lixo, porque se não...

    - É o Hidan. – Falei sem cerimônia, dando um olhar para Ino, que com certeza ela entenderia.

    - De nada! – Ela falou batendo palminhas. – Eu sabia que isso ia dar certo! – Riu de uma forma maligna.

    - O que você fez, Malévola? – Sai encarou Ino, confuso.

    - Apenas juntei alguns pauzinhos, e fiz o que você não conseguiu fazer. – Ino deu duas batidinhas no ombro de Sai. – Eu dei o número dela para o gostosão!

    - Muito errado de sua parte, Porquinha! – Falei a repreendendo.

    - Não ligo. – Deu de ombros. – O que importa é que deu certo!

    - É... – Falei pensativa. – Ainda bem que ele não é tão doido quanto parecia ser.

    - Não? – Sai falou surpreso.

    - Não! – Ri. – Pelo menos não me pareceu enquanto conversávamos ontem...

    - HUMMMM! – Ino falou parecendo aquelas crianças irritantes quando a amiguinha arranja o primeiro namoradinho. – Então é por isso que você acordou só agora né, safada? Ficou conversando com o boy magia de madrugada né?

    - Talvez... – Falei, dando um sorrisinho inocente com um fundinho de malícia.

    - Minha amiga é demais! – Sai levantou as mãos, para que eu batesse nelas. O fiz. – Essa sabe como pescar um tubarão!

    - Não exagera, Sai! – Falei rindo.

    - GENTE! – Ino chamou nossa atenção.

    - Hum? – Eu e Sai falamos juntos.

    - Agora, pensando aqui... – Ino arregalou os olhos azuis. – Eu vou ter que dividir o ambiente com aquele paquiderme!

    - Quem? – Falei confusa.

    - O mestre da escuridão... – Ino falou como se fosse óbvio.

    - Com o Sasuke? – Sai falou franzindo as sobrancelhas.

    - Não, com o lúcifer! – Ino falou sarcástica.

    - Isso foi um pleonasmo, loirinha. – Sai riu. – Seu sarcasmo não deu certo dessa vez.

    - Pelo menos concordamos que aquele embuste é um ser sem luz alguma! – Ino riu.

    - Credo, gente! – Ri.

    - Não começa a defender esse merda não, Sakura! – Ino me olhou com raiva nos olhos. – Você tem o Hidan agora!

    Não é tão fácil assim, Ino...

    Desviei meu olhar, não dando continuidade a conversa que não chegaria a lugar nenhum se eu resolvesse falar algo.

    - Mas a Hinatinha vai também, Ino! – Sai falou.

    - Mas ela é a namorada do Naruto, meu filho! – Ino passou as mãos nos longos fios loiros. – Eu vou ficar de vela junto com o Sasuke!

    - É... – Sai falou pensativo, estalando a língua em seguida. – Vocês vão ser um candelabro! – Riu.

    Confesso que ri também. Mais ainda depois da careta que Ino fez.

    - Se eu fosse vocês, eu não riria disso. – Seu olhar tinha ficado assustador. – Se eu ficar sozinha com aquele gótico encubado, eu não tomo responsabilidade pelos meus atos.

    - E o que você vai fazer? – Sai riu. – Bater nele com sua Gucci?

    - Idiota. – Ino deu dedo para o branquelo. – Eu já avisei para Sakura, e aviso novamente. Se eu ficar sozinha com ele, a primeira coisa que vai acontecer vai ser a minha mão rodando naquela fuça!

    - Ui, que meda! – Sai riu.

    - Se eu fosse você, não me subestimaria, Sai. – Ino olhou séria para o rapaz. – Você não sabe do que eu sou capaz.

    Sai me olhou assustado.

    - Tudo bem então! – Levantou se rendendo, com as mãos jogadas para cima. – Eu vou com você!

    - Vai mesmo? – Ino abriu um sorriso no rosto.

    - Vou! – Sai sorriu também. – Ele tinha me convidado antes mesmo! Acho que não dá nada eu ir agora.

    - Isso! – Falei. – O Sai pode ir no meu lugar também...

    - Ótimo, então! – Ino bateu palminhas. – Você vai ajudar a combater um assassinato hoje, Sai! Olha o quanto você vai contribuir com a sociedade só por essa pequena decisão que acabou de tomar!

    - Você é muito exagerada, Ino. – Olhei para o relógio digital, que já marcava três horas.

    Acho melhor já ir descendo.

    - Exagerada? EU? – Ino colocou as mãos no peito, se fingindo ofendida. – Aquele Uchiha é impossível! Tô no meu direito!

    - A Ino até que está certa em partes. – Sai coçou o queixo. – O Batman perto daquele alí fica é colorido!

    Ri, me levantando da cadeira.

    - Vou corrigir minha frase. – Falei andando até a porta. – Vocês dois são exagerados!

    Antes que eu pudesse sair do apartamento, meu celular vibrou com uma mensagem.

 

    3 novas mensagens de Hidan:

    Hidan 15:01 – Fui pontual, porém demorei um minuto para pegar o celular! Droga!

    Hidan 15:01 – Espero que não desista de mim por isso!

    Hidan 15:01 – Pronta para almoçar? Já estou aqui.

 

    - Tchau, amigos! – Mandei um beijo, acenando com a mão.

    - Tchau, Testudinha! – Ino gritou. – Ah! Espera!

    Parei diante da porta, fazendo o que ela pediu.

    - Vocês vão para onde, afinal? – Ino riu maliciosa.

    - Eis a pergunta do século... – Sai falou rindo.

    - Almoçar!

    Fechei a porta assim que a respondi.

    No elevador, dei a última checada na minha aparência.

    - Que mulher! – Falei sozinha, me observando.

    Aquela roupa estava boa demais!

    Já fazia um tempinho que eu não ia mais à academia, mas mesmo assim, aquele vestido me deixou com um bundão!

    Arrumei meus seios dentro do vestido vinho, já que era ombro a ombro, eu estava sem sutiã. Teria que ficar mexendo no seios algumas vezes, vestidos colados sem sutiã me dão um pouco de aflição, pois se meus mamilos ficarem arrepiados, qualquer um consegue ver!

    O sino do elevador tocou, me tirando dos meus pensamentos paranoicos.

    Passei pelo hall de entrada, ainda dando uma última checada no visual pelo espelho grande que ficava próximo à porta.

    Desci as escadas, encontrando Hidan em um Honda Civic prata de frente para a portaria.

    Sorri quando ele me avistou, saindo de dentro do carro.

    - Sakura! – Também sorriu.

    - Oi! – Sorri o abraçando.

    O rapaz de cabelos claros terminou o abraço, me dando um beijo na bochecha. Um pouco mais perto da boca, para ser mais exata.

    - E aí, tudo bem? – Ele falou com aquele sorriso lindo nos lábios, dando a volta no carro, e abrindo a porta do passageiro para mim.

    - Estou ótima! – O segui, entrando no carro. – Obrigada!

    - Disponha!

    Ele deu a volta novamente, entrando no lado do motorista.

    - Eu sei que pode ser estranho almoçarmos por agora, mas foi o único horário que eles tinham vago para reserva! – Riu, dando partida no carro, depois de colocar o cinto de segurança.

    - Caramba! – Ri também. – E eu posso saber qual restaurante daqui de Brasília é tão badalado assim, ou vai continuar no mistério? – Coloquei o cinto de segurança.

    - Você sabe muito bem que eu poderia continuar no mistério né? – Riu, dando uma olhada rápida para mim, voltando a prestar atenção no trânsito depois. – Mas eu não vou fazer isso. – Sorriu. – Não com uma bela mulher como você. – Me olhou novamente. – Você é maravilhosa, Sakura.

    - Obrigada, Hidan. – Sorri. – Então eu posso saber onde vamos?

    - Não sei...

    - Ué! – Ri. – Mas você não acabou de me dizer que falaria?

    - Eu mudo de ideia rápido. – Levantou as sobrancelhas.

    - Acho que eu não deveria ter entrado no carro de um estranho que fez um ritual comigo na primeira vez que nos vimos. – Fingi estar desapontada. – Talvez eu esteja sendo levada para a minha morte e nem sei... – Dramatizei mais ainda. – Essas podem ser as minhas últimas palavras!

    Hidan deu uma risada gostosa, parando o carro no sinal.

    - Pelo menos seus últimos momentos vão ser comigo. – Me olhou intensamente.

    - Confesso agora que não sei mais se isso é bom. – Levantei uma sobrancelha, o desafiando. – Você é meu sequestrador...

    - Se eu fosse mesmo um sequestrador, pode ter certeza que eu não estaria te levando para comer um camarãozinho na orla do lago! – Riu.

    - Hum... – Semicerrei os olhos. – Então estamos indo em um restaurante de frutos do mar, na beira do lago...

    - Seu poder de dedução é incrível, Sakura. – Falou ironicamente, rindo em seguida.

    - Idiota! – Dei um tapinha no seu ombro largo. – O sinal abriu. – Apontei para a luz, que já estava verde.

    - Mas você gosta de frutos do mar né? – Hidan falou atento ao trânsito. – Eu fiquei com medo de marcar com você lá, e você odiar esse tipo de comida...

    - Deu sorte que eu gosto! – Ri. – Mas lá só tem frutos do mar?

    - Uhum. – Confirmou com a cabeça. – É no Coco Bambu.

    - Caralho! – Falei surpresa. – Como você conseguiu reserva pra hoje lá? Não precisa ligar com um mês de antecedência?

    - Esqueceu que eu mexo com magia negra? – Me olhou sério.

    Meus olhos arregalaram. Aquele homem era bem excêntrico.

    - Eu tô brincando, Sakura! – Ele começou a rir. – Meu amigo de faculdade é o dono de lá! Kisame, o nome dele. – Continuou rindo. – Você precisava ver sua cara!

    - Eu nunca sei quando você tá brincando, cara! – Ri também. – Aquele nosso “primeiro encontro” – Fiz aspas com os dedos, para me referir à primeira vez que nos vimos. – foi um pouco demais para mim!

    - Eu te traumatizei nesse nível? – Riu, levantando as sobrancelhas. – Desculpa, Sakura. Não era minha intenção.

    - Tudo bem. – Sorri. – Só me tira uma dúvida...

    - Depende. – Me encarou sério. – Se não for sobre as velas vermelhas que eu tenho ali atrás para levar para a encruzilhada de madrugada, eu respondo na maior tranquilidade.

    Meus olhos se arregalaram novamente, e minha cabeça virou para o banco de trás do carro na maior rapidez, procurando pelas velas.

    A risada de Hidan voltou a ecoar pelo carro.

    - Eu tô brincando com você, Sakura!

    Coloquei as mãos sobre meu peito, demonstrando alívio.

    - Você realmente ficou traumatizada! – Riu.

    - Um pouquinho... – Ri de nervoso.

    - Eu normalmente faço essas brincadeiras em sala de aula para tornar tudo mais dramático, sabe... – Fez uma pausa. – Mas às vezes o personagem insiste em aparecer nos meus momentos de Hidan humano! – Riu.

    - Então quer dizer que você usa uma máscara para dar aulas...

    Interessante.

    - Todo mundo usa máscaras no dia a dia, Sakura. – Me encarou. – Um exemplo disso é você aqui, agora.

    - Hum?

    - Tenho certeza, mais que absoluta, que a Sakura que está aqui comigo não é a mesma Sakura quando você está com seus pais.

    Meus pais...

    Eu havia entendido o que ele queria dizer, e nem o culpo por tocar nesse assunto. Tentei não demonstrar tristeza ao continuar a conversa.

    - Entendo... – Fiz uma pausa. – E qual é o Hidan que está aqui comigo, hum? – O desafiei.

    - Quer mesmo saber? – Sorriu com malícia nos lábios.

    - Seria um prazer. – Também sorri maliciosa.

    - Acho que agora não é conveniente lhe contar. – Estacionou o carro em uma vaga próxima à orla. – Quem sabe depois do nosso almoço... – Seus olhos castanhos, que se aproximavam de um tom avermelhado, agora estavam de encontro aos meus.

    - Vou te cobrar. – Não deixei, em momento algum, que meus olhos desviassem do seu olhar penetrante.

    - Sabe de uma coisa? – Seu rosto se aproximava cada vez do meu.

    - Hum? – Também me aproximei dele.

    Hidan era um rapaz de uma beleza muito exótica.

    Seus fios claros, se aproximavam de um cinza quase lilás, seus olhos eram castanhos, mas se forçasse mais a vista, observando com cautela, daria para encontrar um tom avermelhado nos orbes do rapaz. O formato do seu rosto, sem nenhum sinal de barba aparente, era perfeito. O queixo parecia daqueles atores de cinema, sem falar no seu corpo definido. Hidan era aquele tipo de cara que tem os músculos aparentes, mas não com exagero. Era na medida certa.

    Sua camisa polo, com os botões abertos e gola aberta, deixava um pouco de seu peitoral, que fiquei tentando ver ontem de madrugada pela foto de whatsapp do rapaz, exposto, me dando a oportunidade de ver de primeira mão o que eu tentava ver naquela telinha de celular.

    As mangas da camisa agarravam nos seus braços, dando ênfase nas veias que saltavam ali.

    - Acho que seria interessante você ter uma amostra grátis do que eu quero fazer com você. – Sua boca já roçava na minha enquanto ele falava.

    - Amostras grátis sempre são boas... – O provoquei, afastando meus lábios dos seus, brincando com o meu nariz no nariz dele.

    Hidan sorriu, encaixando sua mão na minha nuca. Pude sentir sua respiração quente perto da minha boca.

    Quando me dei conta, nossos lábios já estavam colados. Sua língua massageava a minha de forma deliciosa, passeando por toda minha boca lentamente, porém, intensamente. Seu beijo era muito bom, e seus toques, o tornava melhor ainda. Com aquela simples troca de saliva, meu corpo já havia se entregado para ele. Eu já estava ficando excitada.

    Nos separamos por falta de ar, e eu, sem querer, soltei um gemido de reprovação. Eu queria mais.

    Hidan sorriu, parecendo perceber o que passava pela minha cabeça.

    - Só foi uma amostra grátis, Sakura.

 

 

 

 

 

    [...]

 

 

 

 

 

    - Desculpa falar, mas seu amigo realmente parece um tubarão! – Falei rindo, enquanto descíamos as escadas do restaurante, indo em direção ao estacionamento.

    - Sabe que eu nem achava antes? – Ele riu. – Foi depois dos meus amigos tanto falarem isso que minha mente não conseguiu mais desver!

    - Mas eu sou a prova viva de que ele se parece sim um tubarão! – Ri. – Você só foi me contar do apelido dele depois que o Kisame saiu lá da mesa!

    - Certamente! – Hidan fez uma pausa. – Da próxima vez que eu me encontrar com ele, vou contar que você percebeu sem que eu falasse nadinha! – Riu.

    - Mas você não disse que ele odeia que o chamem assim? – Levantei uma sobrancelha.

    - É para isso que servem os amigos, Sakura! – Riu também.

    - Serem filhos da puta... – Ri, completando seu raciocínio.

    - Exatamente! – Riu.

    - Mas você viu aqueles dentes pontudos? – Falei impressionada. – Ele só pode ser um híbrido de tubarão com humanos! Aquilo é surreal!

    - SIM! – Hidan falou empolgado. – E você reparou nos olhos dele também?

    - SIM! – Eu estava tão empolgada quanto Hidan. – Ele tem olhar de predador! É assustador!

    - E para completar a coincidência, ou não... – Hidan sorriu sacana. – Quando nós estávamos na faculdade, ele fazia parte da equipe de natação.

    - NÃO!

    - SIM!

    - Isso não é coincidência, cara! – Falei com os olhos arregalados. – A gente podia fazer alguns testes com ele para ver se ele não tem nenhum gene de tubarão, ou de cartilaginosos.

    - É uma boa... – Hidan sorriu. – Adoro quando você fala coisas inteligentes de biologia.

    - Eu nem falei tanto hoje! – Ri.

    - Falou cinco vezes hoje. – Coçou o queixo. – E mais algumas ontem enquanto conversávamos de madrugada.

    - Touché! – Ri. – Você anda contando as palavras que eu falo?

    - Algumas! – Riu, concordando com a cabeça.

    Fui procurar meu celular para olhar nossa conversa de ontem, eu não poderia ter falado tantas coisas nerds assim, mas só agora me dei conta de que minha bolsa não estava comigo.

    - Algum problema? – Hidan falou me encarando preocupado.

    - Eu acho que deixei minha bolsa no restaurante. – Falei rindo amarelo.

    - Eu vou lá pegar para você! – Falou voltando a subir os degraus.

    - Vai mesmo?

    - Já tô quase lá! – Riu, enquanto continuava subir.

    - Boa sorte! – Falei mais alto para que ele pudesse ouvir. – Cuidado com as criaturas do mar!

    Ouvi apenas a risada de Hidan, depois o rapaz sumiu pela porta de vidro.

    Dei mais um passo, ficando mais perto do estacionamento.

    O dia estava lindo! O céu quase sem nenhuma nuvem, a luz do sol refletia no lago, trazendo alguns reflexos para a superfície, o vento balançava as folhas dos coqueiros que enfeitavam o local, trazendo uma brisa agradável para o ambiente.

    Fechei os olhos, sentindo aquele sopro nos meus cabelos.

    Enquanto esperava Hidan, fiquei pensando no nosso dia.

    Ele era um rapaz, acima de tudo, muito bem humorado, sempre com alguma piada sobre qualquer coisa que estivesse a sua volta, mas eram piadas de um nível elevado, todas carregadas de um sarcasmo intenso, eram bem inteligentes. Assim como ele. Ele parecia saber de tudo, chegava a ser impressionante. Hidan sempre tem um comentário interessante para acrescentar sobre qualquer coisa que se falasse com ele.

    Mesmo com esse humor, pude notar o quanto Hidan é sério e compromissado com tudo. Ele parece ser um cara de responsabilidade, que sabe o que quer, e faz de tudo para ter. Pude entender então, sua personalidade na sala de aula. Já que o que aplicava era leitura dramática, porque não fazer jus ao que se ensina? Atrairia a atenção dos alunos, e reforçaria ainda mais o que ele ensina.

    Hidan me contou de algumas peças que já fez pelo Brasil, e até de alguns convites que recebeu para trabalhar fora, porém ainda não se sentia preparado e capaz para isso tudo. Além de todas as qualidades, o rapaz ainda era humilde.

    - SAKURA! – Ele gritou, me fazendo virar para trás.

    Hidan tinha uma expressão assustada no rosto, e um de seus braços fortes estava para dentro da camisa polo cinza.

    - EU FUI ATACADO PELO TUBARÃO REI! – Descia as escadas em minha direção.

    - Oh não! – Tentei entrar no teatro dele, rindo de sua palhaçada.

    - Eu estou me transformando, Sakura! – Hidan começou a fazer algumas caretas engraçadas, e ele continuava andando em minha direção.

    Fui me afastando, desse jeito ele me atropelaria.

    - Você não vai fugir de mim! – Fez uma voz grossa, tirando o braço de dentro da camisa.

    - Não vem não, Hidan! – Falei rindo, quando finalmente entendi suas intenções.

    - Tarde demais, Sakura!

    Hidan me pegou pela cintura, me levantando em seguida.

    - HIDAN! EU TÔ DE VESTIDO! – Gritei rindo.

    - Você já é minha presa, Sakura! – Falou com seu tom normal. – Não adianta espernear. – Me desceu até o chão, novamente.

    - Quem disse que eu sou sua presa? – Ri.

    - Prefiro te responder com uma pequena demonstração. – Voltou a me olhar com a intensidade de antes.

    - Esse povo de artes cênicas... – Falei rindo, enquanto balançava a cabeça.

    Hidan não disse nada.

    Sua boca atacou meu pescoço com um beijo que me fez suspirar.

    Minhas mãos se prenderam em seus fios claros, e as mãos dele, desceram para a minha cintura com força. Seus lábios criaram um caminho entre meu pescoço e minha boca, parando ali no final. Sua língua pediu passagem, e eu cedi sem nenhum empecilho.

    Enquanto nos beijávamos, suas mãos desceram mais ainda, chegando finalmente na minha bunda, onde foram apertadas deliciosamente por suas mãos grandes.

    Soltei um gemido involuntário no meio do beijo, devido ao seu ato anterior.

    Hidan separou nossas bocas, me encarando.

    - Nossa! – Falou ofegante.

    Seus olhos realmente pareciam ser a janela de sua alma, já que só de os fitar, eu já sabia como ele se sentia, e tenho certeza absoluta que ele também sabia o que eu queria.

    - Quer sair daqui? – Sussurrou, alterando o olhar entre meus lábios e meus olhos.

    Mordi meu lábio inferior ao ouvir sua voz grossa sussurrando.

    - Quero.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                  Ato I

 

 

 

 

 

 

    Ino

 

    - Parece que a gente tá comprando as coisas pro seu casamento, isso sim, Naruto! – Falei carregando uma sacola imensa, cheia de tecidos azuis.

    - Se isso tudo é para o lançamento do produto dele, imagina quando sair o TCC! – Sai falou com duas sacolas grandes nos braços. – Deus me livre!

    - Esse vai ser meu TCC também! – Naruto falou empolgado, com algumas sacolas nos braços. – Eu conversei com alguns professores, e eles me disseram que eu poderia já trabalhar nesse projeto como o Trabalho de Conclusão de Curso, só precisaria manter o formato do trabalho e não desobedecer às regras estabelecidas.

    - Que inteligente... – Sai falou tentando arranjar um jeito de coçar o queixo com as mãos ocupadas.

    - Mas você não disse que tava trabalhando com químicos também? – Sasuke falou, não segurando nada nas mãos. NADA.

    Vou descrever a cena para vocês terem noção de quanto o babaca do Uchiha é folgado.

    Cinco pessoas saindo do shopping de móveis e decoração: Naruto levava as coisas mais pesadas nos braços, dando o total de quatro sacolas gigantes; Hinata levava alguns tecidos em algumas sacolas, junto com alguns papeis do contrato com o buffet, pessoal que organiza e decora tudo e o contrato da locação; Sai também carregava as coisas mais pesadas, em algumas das sacolas tinha até uns caixotes de madeira; euzinha, a mais princesa dali, carregava, assim como Hinata, alguns tecidos, e na outra mão algumas peças de cristal; e por último, e sim, o menos importante de todos, o merdinha do Sasuke. ELE NÃO SE OFERECEU PARA LEVAR PORRA NENHUMA, viu que todos ali contribuíram com alguma coisa, mas ele não fez NADA! Nem dar opinião ele deu! Sinceramente, não faço ideia do que ele estava fazendo ali. Parecia até uma sombra, não fazia a menor diferença ele ter ido ou não. O cara sequer abriu a boca hoje!

    Passado o meu momento de indignação, estávamos indo em direção ao carro de Naruto colocar as coisas no porta malas, quando o loiro deu uma ideia que me fez ser mais infeliz ainda nesse dia.

    - Vocês querem ver o lugar que eu aluguei para o evento? – Falou empolgado.

    Eu não poderia acabar com a felicidade dele assim. Mesmo tendo que passar mais algumas horas ao lado de Sasuke. Se era importante para Naruto, eu iria.

    - Claro! – Sorri.

    Sai fez uma careta, me fazendo dar uma cotovelada nele, em seguida.

    - Nós vamos sim, Sai! – Falei entredentes. – Você tá de carona comigo, fofo, esqueceu?

    - Tá! – Falou revirando os olhos.

    - Vamos, gente! – Hinata falou empolgada, entregando as sacolas para Naruto guardar. – Lá é maravilhoso, e a vista é incrível!

    - Tá, gente! – Sai levantou as mãos ao ar, se rendendo. – Eu sei como minha presença é importante! Eu vou!

    - Você vai né, Sasuke? – Hinata sorriu para o moreno. – É bem pertinho daqui, gente!

    - Sim.

    “Sim”. Até a voz desse cara tá me irritando.

    - Beleza então! – Naruto falou batendo o porta malas. – Sigam o meu carro então.

    - Ok. – Eu e Sai falamos em uníssono.

    - Tá. – Sasuke saiu de perto de nós, indo em direção à sua gôndola do purgatório, ou, como a maioria conhece e prefere chamar: “carro do Sasuke”.

    Eu e Sai também fomos para o meu carro.

    Assim que coloquei o cinto, Sai abriu a boca para falar alguma coisa, mas eu já sabia o que era.

    - Eu já sei até o que você vai falar! – Falei dando partida no carro.

    - Se você sabe, então por que não faz? – Também colocou o cinto.

    - Porque eu não quero deixar o Naruto chateado. – Falei procurando o carro dele para poder seguí-lo.

    - Ele não vai ficar chateado, amiga! – Sai apontou para o carro vermelho. – Ali ó. – Balançou o indicador para me situar. – É só você dar um perdido nele no meio do caminho.

    - Não tem como dar um perdido nele no meio do caminho. – Falei entrando na pista de saída, logo atrás do carro de Naruto. – A Hinata disse que o caminho era rápido, e ainda por cima o Sasuke tá atrás da gente, ele vai ver.

    - A gente pode falar que você é burrinha e se dispersou, o que não deixa de ser verdade, amiga! – Sai ligou o rádio. – E qual é o problema do gostoso do mal estar atrás da gente?

    - Vai se foder, Sai! – Ri. – O Sasuke vai abrir o bico pro Naruto né? Esse cara só pensa em perversidade! Você acha mesmo que ele vai perder a chance de me foder?

    - Do jeito que ele tá, eu duvido que ele faça isso. – Sai falou rindo. – Você não percebeu que ele tá todo lerdinho não?

    - Como assim?

    - Você não viu na hora que o Naruto pediu pra ele fazer a conta dos tecidos antes do cara da loja, para ver se ele não tinha acrescentado mais coisa não?

    - Não. – Dei de ombros. – Eu tava vendo aquele tecido roxinho maravilhoso que eu te mostrei. – Sorri. – Ele ficaria perfeito como um vestido coladinho no corpo.

    - Fica mesmo! – Sai falou empolgado. – Mas voltando ao assunto, o Sasuke é o fodão da matemática, sempre fez essas contas fodas de olho fechado! E ele cagou legal na conta que era só uma multiplicaçãozinha, até eu tinha conseguido fazer!

    - E agora vemos que milagres também acontecem! – Ri, dando a seta para mudar de faixa. – O Sasuke também erra. – Confirmei com a cabeça. – Não são só seres humanos que cometem erros bestas, amor.

    - Não foi isso que eu quis dizer, Ino...

    - Eu entendi, Sai. – Olhei rapidamente para o meu amigo. – A Sakura é o problema ali.

    - Sim...

    - Mas foi ele que fez a merda! – Falei apertando o volante. – Ele que venha atrás dela tentar corrigir tudo! Ele tá desse jeito porque quer!

    - Por que será que ele não foi falar com ela então? – Sai falou curioso.

    - Orgulho... Sei lá! – Entrei no estacionamento do lugar. – Não faço ideia de como aquela cabeça maligna funciona! – Ri.

    - É... – Sai estalou a língua.

    - Nossa, mas o Naruto tá cagando essa grana toda pra fazer o evento dele aqui na orla do lago? – Falei observando o lugar enquanto procurava alguma vaga.

    Essa orla, mais conhecida como “pontão*”, é onde os melhores bares e restaurantes de Brasília se encontram. Há um estacionamento relativamente grande no meio, e umas passarelas que dão acesso aos estabelecimentos. Na frente do estacionamento, há uma vista maravilhosa para o lago, rodeado de coqueiros e com alguns bancos de madeira e gramados verdíssimos. Um ótimo lugar para um piquenique. Alugar alguma coisa ali deve ser o olho da cara!

    - Eu acho que não é ele que tá pagando não, amiga. – Sai falou saindo do carro.

    - A UnB tá pagando isso tudo? – Falei boquiaberta, trancando o carro em seguida.

    - Acho que sim. – Sai deu de ombros. – Quer ver? Pergunta para o Naruto.

    Nos aproximamos de nossos amigos.

    - Me perguntar o quê? – Naruto falou com as sobrancelhas levantadas.

    - É você que tá pagando isso tudo? – Falei.

    - Você é doida? – Naruto riu. – Claro que não! Eu jamais pagaria isso tudo pra alugar e fechar um restaurante só para fazer uma festinha de apresentação.

    - Agora sim eu entendi! – Ri.

    - Então é a UnB que tá cagando dinheiro! – Sai concluiu.

    - Também não. – Naruto riu. – É por aqui. – Apontou um caminho para seguirmos.

    - Como assim? – Sasuke se pronunciou. – O dinheiro vem de onde então?

    - É meio complicado... – Naruto coçou a cabeça. – Um pouco do dinheiro vem sim da universidade. O que eu dei sorte foi de ter feito com o menino da química também, porque o dinheiro veio dos dois departamentos, o de química e o de comunicação social. O resto do dinheiro veio de... digamos que patrocinadores que gostaram da nossa ideia.

    - E QUE MERDA DE IDEIA É ESSA? – Sai gritou angustiado.

    - Só vai ficar sabendo no dia! – Naruto riu. – É aqui! – Abriu os braços, mostrando o local.

    Ali era maravilhoso!

    Eu nunca tinha ido para aquele lado do pontão.

    Aquele lugar parecia uma mansão dessas mais modernas, com várias partes de vidro, e coqueiros entorno dele. Ali de noite deveria ser maravilhoso! Para ter o acesso, havia uma porta dupla de madeira na frente, e uma escada na lateral, que parecia dar para uma espécie de cobertura.

    - Aqui também tem cobertura, amor? – Hinata falou, observando o mesmo que eu.

    - Eu ainda não fui lá em cima, mas me falaram que lá em cima tem uma parte com teto, mas a maioria é como se fosse uma varanda gigante.

    - Caralho, Narutinho! – Sai falou, batendo no ombro do loiro. – Você sabe escolher muito bem onde gastar o dinheiro dos outros!

    - Na verdade nem fui eu que escolhi! – Coçou a cabeça, rindo. – Foi o Haku.

    - Haku? – Sai falou levantando uma sobrancelha.

    - Quem é Haku, doido? – Perguntei, franzindo as sobrancelhas.

    - Ah! – Naruto riu amarelo. – O Haku é quem me ajudou na parte de química! Ele que tá fazendo o projeto comigo.

    - Entendi... – Sai balançou a cabeça.

    - A gente vai entrar ou não? – Falei ansiosa para ver aquilo tudo. – Se aqui fora é bonito, imagina lá dentro!

    - Ah! – O loiro falou sem graça. – Eu trouxe vocês aqui só para vocês verem de fora, eu não estou com as chaves.

    - E quem tá com as chaves? – Falei alterando o tom de voz.

    - O Haku. – Deu um sorriso largo.

    - Nem conheço esse Haku mas já odeio ele com todas as minhas forças! – Sai falou cruzando os braços.

    - Vai por mim. – Hinata falou. – Lá dentro é lindo!

    - Você não começa não, Hinata! – Falei voltando para o estacionamento. – Só porque você viu, não tem o direito de ficar fazendo invejinha não!

    - Isso aqui tá muito misterioso, Naruto! – Sai falou seguindo todos para o estacionamento. – Espero que você não esteja fazendo uma mega propaganda de uma coisinha pequena.

    - Fica tranquilo, que vocês ainda vão ficar mais surpresos ainda! – Naruto riu, colocando as duas mãos atrás da cabeça.

    - Gente! – Hinata parou no meio do caminho, fazendo nós todos pararmos junto com ela. – Aquela ali não é a Saky? – Apontou para o estacionamento.

    Meus olhos seguiram seus dedos até onde apontavam.

    Nem precisei forçar minha vista para identificar. Era, sem dúvida alguma a minha amiga.

    Ela parecia encarar o lago, mas nem percebeu que estávamos ali perto. Deveria estar alheia à tudo.

    - Sai. – Sussurrei, para que apenas o meu amigo ouvisse.

    - O que foi? – Sussurrou também.

    - O que ela tá fazendo aqui? – Continuei sussurrando, enquanto a observava.

    - Eu também não sei. – Continuou com o mesmo tom de voz.

    Agora Sakura tinha se virado para a escadaria que antes estava atrás de seu corpo.

    Ela parecia se divertir com alguma coisa que acontecia ali, mas graças a alguns coqueiros, minha visão se limitava somente a isso.

    Meus olhos se arregalaram quando eu descobri o que era.

    Na verdade, nem era para eu estar surpresa. Eu estava ciente que ela tinha saído com Hidan, mas acho que meu susto foi mais que para a reação dos outros ali. Podemos dizer que foi um susto solidário.

    Hidan tinha a pegado pela cintura, tirando os pés da rosada do chão.

    Sakura parecia se divertir com o tal ato.

    - Ela não disse que ia almoçar? – Continuei sussurrando para Sai.

    - Eu acho que ali é um restaurante! – Sai sussurrou.

    Eu virei meu rosto para ver o dele, que estava do mesmo jeito que o meu. Surpreso.

    Estiquei o pescoço para ver o dos meus amigos e de Sasuke.

    Naruto tinha os olhos semicerrados, e fazia um biquinho torto.

    Hinata somente avaliava a cena, com a boca aberta em um perfeito “o”.

    E agora o mais esperado de todos.

    O canalha máster.

    Ele olhava a cena com a cara de bunda normal que ele sempre faz.

    Isso é sério? Ele não vai fazer nenhuma expressão diferente?

    Voltei a observar a cena.

    Hidan tinha acabado de colocar Sakura no chão, eles trocaram algumas palavras, e do nada o cara atacou o pescoço de Sakura com uma voracidade e tanto!

    Meus olhos se arregalaram com aquilo.

    As mãos de Sakura se agarraram no cabelo do cara, e os dois começaram com um beijo de tirar o fôlego.

    As mãos dele desceram para a bunda dela, e ela não reclamou!

    Caralho!

    Sakura safadinha!

    Minha boca se abriu junto aos meus olhos agora, e eu não pude deixar minha curiosidade de lado. Eu precisava ver como o Uchiha reagiu a isso.

    Virei minha cabeça com rapidez, antes que ele tentasse esconder o que sentia com aquela cara de paisagem de sempre.

    Ele estava totalmente diferente do que eu pensei.

    Imaginei que seus olhos estivessem quase soltando raios laser, com aquela cara de “vou te matar” e sua famosa feição sombria, misturada com, talvez, algum comentário rude de sua parte, vindo seguido de seu maxilar trincando.

    Mas não.

    Sasuke tinha o olhar perdido naquela cena.

    Ele parecia tentar manter a expressão de desinteresse, mas tava na cara que isso não estava dando certo.

    Ele respirava profundamente, parecendo tentar se conter, e, quando finalmente os dois se separaram do beijo, Sasuke apenas abaixou o rosto, dando as costas para nós.

    - Eu vou pra casa.

 

 

 

 

 

                                                          ***

 

Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it's an ache I still remember

You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So when we found that we could not make sense
Well, you said that we would still be friends
But I'll admit that I was glad that it was over

But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough

No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know

Now and then I think of all the times you screwed me over
But had me believing it was always something that I'd done
But I don't wanna live that way, reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn't catch you hung up on somebody that you used to know

But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know

Somebody, I used to know
Somebody, now you're just somebody that I used to know
Somebody, I used to know
Somebody, now you're just somebody that I used to know

I used to know
That I used to know
I used to know
Somebody

 

 

 

 

                                                    ***

   

   

   

   

 

   

 

 

   

 

   

 

 


Notas Finais


*Pra quem quiser saber como o pontão é: https://www.google.com.br/search?q=pont%C3%A3o+brasilia&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwithpLNkKvWAhXEDJAKHfkYCVoQ_AUICygC&biw=1536&bih=758

Música: Somebody That I Used To Know - Gotye ft. Kimbra

E por hoje é só!
Espero que tenham gostado! ;)
Até o próximo! :))

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