História Amizade: O Maior Amor - Segunda Temporada - Capítulo 13


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Categorias Originais
Exibições 18
Palavras 1.298
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi Gente! :)

Então... Nos vemos lá embaixo...

Capítulo 13 - Doze


Doze

O bip ritmado dos aparelhos não cumpriam a função de acalmar aos pais do garoto. Ao contrário, se se sentiam piores a cada barulho emitido pela máquina que mantinha seu filho vivo.

Era Bryan quem estava deitado na cama do hospital. Parecia dormir o mais tranquilo dos sonos. Nathan e Greg porém, não dormiam a dias. A causa disso não era o ambiente hospitalar, ou o desconforto da poltrona do quarto. Não queriam dormir e acordar com seu filho sem vida.

Bryan estava entre a vida e a morte. Todos os outros ocupantes do carro ainda estavam desacordados, mas nenhum deles se encontravam no mesmo estado que o adolescente.

Flashback

Bryan só viu que iam se chocar com o o outro carro, quando Luke tentou desviar. O outro carro porém, não tentou sair do caminho.

Ele viu seu tio girar o volante com força, mas não havia mais jeito. Ou batiam contra o carro, ou batiam no acostamento. Não se passou nem um minuto depois daquela percepção, o corpo de Bryan já estava sobre o de Henrique. O metal retorcido que atingiria a barriga do deficiente, furou a lateral do tronco de Bryan, bem abaixo dos pulmões.

Henrique nem teve tempo de se desesperar, no segundo seguinte o automóvel se chocou contra a mureta da rua. Desmaiou antes que pudesse pensar em qualquer coisa.

- Nate, a gente precisa comer - Greg tentava sem sucesso fazer o marido se afastar da cama do filho - vamos?

- Não estou com fome - Nathan nem olhou para o marido. Seu filho era a prioridade.

Greg se deu por vencido. Nathan precisava daquele tempo sozinho com Bryan. Avisou que iria comprar alguma para para os dois e saiu do quarto. Deu um último olhar confortador para Nathan e se foi. A cantina não estava tão cheia naquele horário. A maioria dos pacientes estavam recebendo visitas. Greg enxergou Renan em uma das mesas.

- Oi - o goleiro cumprimentou - como ele está? - perguntou se referindo a Nathan. Todos já sabiam que o estado de Bryan era grave.

- Ele está tentando não se desesperar - Greg disse suspirando - tenho certeza de que ele não quer se mostrar assim na minha frente. Ele está sofrendo por nós dois.

- Deve estar sendo muito difícil para vocês dois. Se precisarem de qualquer coisa falem com a gente.- Renan se ofereceu solícito.

No momento em que se viu sozinho, Nathan derramou a primeira lágrima desde que aquela situação havia começado. Greg estava certo de pensar daquele jeito. Nathan se esforçou o máximo que pôde para ser a força para o marido. Nas madrugadas, quando Greg precisou de um abraço, foi ele quem deu, nos momentos em que o historiador se sentia mal, foi Nathan o sorriso que ele precisava. E o mais velho não exigiu nada. Aquilo era o amor, fazer o possível e o impossível para ver quem ama feliz.

- Filho, acorda - Nathan segurou a mão  quente e imóvel Bryan - Bry, eu não sei se você está escutando isso, mas, por favor, por mim, acorda. E se eu prometer que vou permitir seu namoro com o Henrique? - Nathan quase beirava ao desespero, principalmente por não haver respostas da parte do filho - filho, só volta pra gente.

As lágrimas saíram como se houvessem aberto uma torneira nos olhos de Nathan. Quem já esteve em situações assim, diz que a vida passa diante de seus olhos. Aconteceu ali também, mas para Nathan.

Se lembrou do momento em que Bryan nasceu. Era o melhor de sua vida, o único motivo para sustentar uma família infeliz. Quantas vezes Nathan não demonstrou pela ex um amor que não existia apenas para deixar o filho feliz, exibindo aquele lindo sorriso sem dentes.

Se lembrou de quando Bryan conheceu Greg. E agora com dentes, sorria para o novo namorado do pai. “Pai, casa com ele! É muuuito mais legal que a mamãe!”. Nathan desejou que o tempo pudesse voltar, para reviverem cada momento juntos, outra vez.

- Bry, sinto saudades até de quando você cresceu. Eu achei que ia perder você para as namoradas, mas elas nem passaram pela sua vida. - Nathan quase sorriu - você gosta tanto do Henrique, talvez eu devesse parar de impedir o namoro dos dois. Um dia você iria crescer, não posso te proteger para sempre, eu sei. Nem posso mandar em você a vida toda, mas só dessa vez, me obedece e acorda Bry! - Nathan não conseguia mais. Não sozinho. Nunca desejou tanto que Greg estivesse ali. - Acorda, Bry. Por favor!

Como se lesse pensamentos, Greg estava lá, no momento em que Nathan mais precisava. Ele trazia os lanches que havia comprado, mas nem ele queria comer. Não sabia o que Nathan havia dito, mas percebeu que que o marido precisava dele.

Abraçou a Nathan, e fez carinho em seus cabelos enquanto segurava suas próprias lágrimas nos olhos.

******

Yan não estava muito diferente de Nathan. Seu filho e seu noivo estavam desacordados e ele não tinha estrutura para estar com nenhum dos dois. Era Bernardo quem cuidava de Henrique, e outro médico de Luke.

- Yan, você precisa descansar - Bernardo aconselhava o amigo - você não sai desse hospital há dias.

- Eu não quero, Bê - Yan tinha as mãos secando inutilmente as lágrimas que saiam sem trégua de seus olhos - não quero ir pra casa, não quero ficar sem eles.

- Eles não vão morrer - Bernardo garantiu a ele - só estão se recuperando. Já explicamos que o estado deles não é grave.

- NÃO IMPORTA! - Yan gritou assustando ao pediatra e aos enfermeiros que passavam ali - eu não vou me mover daqui até que eles possam ir também.

- Tudo bem - Bernardo desistiu. Não havia ficado chateado com o amigo, estava sendo muito difícil para ele também. - Olha, eu tenho que ir. Mas se precisar de qualquer coisa pode me chamar, tudo bem?

Yan assentiu e viu Bernardo ir embora. O pediatra estava a caminho da cantina.  E lá encontrou Renan.

- Amor, eu não aguento mais - foi o médico quem disse - eu não aguento mais!

Renan não pensou duas vezes antes de ir até o namorado (haviam decidido que começariam tudo do início) e abraçá-lo ali mesmo. Sob os olhares preconceitusos ficaram juntos como nunca deveriam ter deixado de estar.

****
O médico deixou Luke medicado no coma induzido no qual se encontrava. Ficaria assim até que as lesões internas melhorassem. O médico saiu do quarto e acenou para que a enfermeira cuidasse de toda a higiene pessoal do paciente. Nem reparou que ela não era da equipe de enfermagem.

Luna entrou no quarto de Luke com um sorriso no rosto. Era quase macabro.

- Oi Amor, gostou do meu presente? - ela acariciava a face serena de Luke - sabe, era para o Yan ter ido buscar os garotos naquele dia. Porque foi você? Quase me sinto mal de ver você nessa cama.

Luna andou pelo quarto. Olhou para o ex, sorriu ao passar suas mãos pelo peito malhado do militar.

- Você está mais gostoso ainda. Pena que é o Yan quem se  aproveita disso - ela estava enojada por aquilo - Era para ser tudo meu - ela foi até os aparelhos que mantinham o coma - o filho, não aquele garoto defeituoso, mas uma linda criança nascida de mim. Era para ser a nossa família. - ela tinha o tubo de oxigênio nas mãos - uma pena, sabe? Que eu não tenha sido eu. Porque dele também não vai ser.

O tubo de oxigênio foi desconectado do corpo de Luke. Antes que alguém viesse verificar os bips no quarto, ela havia desaparecido pelo corredor.


Notas Finais


Não vou falar nada! Vou me esconder em um buraco no meio do deserto para não me matarem por esse capítulo! Nos vemos quando eu tomar voragem para encarar vocês novamente. .

Running in 3, 2, 1
Fui!


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