História Amnésia - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Castiel, Lysandre, Personagens Originais, Rosalya
Tags Castiel, Lysandre
Visualizações 3
Palavras 1.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Amigos


Fanfic / Fanfiction Amnésia - Capítulo 2 - Amigos

- Lysandre...

- Era para ser eu, deveria ter sido eu, você estava lá... – as lagrimas caiam enquanto forçava um sorriso. – A culpa é toda minha. – Começou a limpar os olhos com o dorso das mãos. Castiel veio ao seu socorro, em um gesto nada habitual, o abraçou, surpreendendo o outro.

- Cara, isso não foi culpa sua. Poderia ter sido qualquer um, o mais importante, é que ela está bem. – disse sem soltar o amigo que parecia que desabaria a qualquer momento. Ele tremia. – serio, isso é muito esquisito pra mim... você sabe... abraçar pessoas.

Deu leves batidinhas na costa de Lysandre. O comentário fez com que ele soltasse um pequeno riso. Eles se afastaram sorrindo um pro outro.

- Ninguém é culpado disso. – nesse exato momento ele fechou a cara como quem é possuído por alguma coisa. - só aquele merda de motorista – chutou a parede. -que acelerou quando vocês passavam na faixa de pedestres e ainda fugiu emprestar socorro! – grunhiu raivoso. – Eu poderia matar quem fez isso... – Sussurrou. Lysandre se aproximou colocando a mão em seu ombro.

- É como você disse, vai ficar tudo bem. – sorriu.

- É... – soltou o ar dos pulmões, porem, ainda chateado com o ocorrido.

#

O medico já havia conversado com a garota e feito mais variados tipos de exames exigido para o seu condicionamento. Ela tinha tido uma espécie de traumatismo leve, o medico a tinha informado que por sorte não ouvera nenhuma sequela mais grave do que a perda de memoria recente.

A conversa entre o medico, a mãe e ela se estendeu por algum tempo pois não havia como prever quando, ou se, as lembranças iriam voltar. Mas advertiu que era melhor que nenhum acontecimento marcante fosse exposto para ela, pois isso poderia causar um atraso, ou quem sabe, uma piora.

Sua mãe conversou com ela por algum tempo, jogando conversa fora sobre coisas engraçadas e piadas sobre o esquecimento da filha, apenas para amenizar o clima. Emma entendia perfeitamente e não se sentia mal com isso, pelo contrario, estava otimista sobre a sua melhora.

Já se passavam lá pelas duas horas da tarde, as visitas para pessoas que não eram da familia, estavam liberadas.

- Emma querida, uma amiga sua quer te ver. Posso pedir que entre?

- Claro! – sorriu. A mais velha se retirou e logo mais uma garota de pele bronzeada e cabelos prateados entrou no cômodo.

- O-oi. – A morena sorriu tímida, para o que para ela, era amizade recente. A garota sorriu de volta, se aproximando e sentando no banco próximo a cama.

- Me contaram que você não lembra de algumas coisas. – as duas sorriram

- É.

- fico feliz que tenha lembrado de mim. Sabe, eu sei que é dificil pedir isso, mas quero dizer que pode confiar em mim. – ela se aproximou de Emma como quem conta um segredo mortal, abafando o som da voz com uma das mãos. – sabe, somos parceiras de muitos crimes. – Emma gargalhou pela maneira engraçada e natural com que ela agia.

- pode deixar, eu realmente sinto isso. Tenho que dizer que ate ficaria menos surpresa se tivesse encontrado primeiro você do que o Castiel.

- Serio? Mas, teoricamente, ele é uma pessoa mais próxima de você do que eu. – Surpresa.

- eu sei – riu. – Mas... digamos que não nos damos muito bem... aliais, eu gostaria de saber, eu e ele. – pausou. – somos amigos? – questinou fazendo uma certa careta.

- sim sim, e pela sua cara, não duvido que realmente não tenham se dado bem no começo. Mas acredite, são bons amigos. – riu.

- eu sei que não lembro das coisas, mas obrigada por ter vindo. – a outra deu um sorriso gentil e pegou a mão da morena.

- Você é uma fofa mesmo toda enfaixada. Todos nós ficamos muito preocupados. – Emma ficou seria.

- Devem ter te falado que não pode me contar coisas muito impactantes ou sei la o que. – revirou os olhos - Eu ouvi a conversa da minha mãe com o médico – respirou fundo. – por causa disso, ninguem me conta o que realmente aconteceu. – rosalya fez uma cara pessimista, de quem adivinhara o que estava por vir, e em duvida do que deveria fazer. – por favor, preciso saber. – encarou amiga apertando sua mão, enquanto a outra apenas se mantinha estática e calada. – por favor. – fez carinha de cachorro pidão. Ela riu.

- Você é impossivel. Eu não deveria. – A morena piscou os olhos fazendo bico. Rosalya soltou o ar de derrotada. – não quero ninguem me culpando depois! – avisou. – Lysandre estava tentando alcançar uma pessoa que disparou ate o outro lado da rua, ele atravessou a faixa de pedestre com pressa, mas um motorista não parou, iria bater nele... – pausou percebendo que a outra a ouvia atenta. – Você salvou a vida dele. O empurrou, e foi atropelada no lugar dele. – os olhos se arregalaram em surpresa pela revelação. Nenhuma resposta veio. – isso te faz lembrar de algo? – ela suspirou abaixando a cabeça e fechando os olhos.

- Não. – levantou o olhar. – Mas estou impressionada comigo mesma. – riu. – parece ate que esta falando de outra pessoa. – ela riu.

- vocês tambem são bons amigos. – a sua feição entristeceu.

- sei que ele ficou bem triste por eu não lembrar.

Antes de alguma resposta, sons de leves batidas na madeira foram ouvidas. Sem que alguém respondesse, a porta de abriu de leve, revelando um jovem de cabelos castanhos e olhos verdes. Emma arqueou uma das sobrancelhas sem conseguir identificar a pessoa.

- Desculpa, estou atrapalhando? – as bochechas deram leves ruborizadas enquanto passava a mão pelos cabelos, visivelmente tímido. Ele era bonito.

- Ah, não claro que não. – Ela sorriu. Sem entender, Emma deu um leve aperto na mão da amiga fazendo com que ela a encarasse. A morena pedia socorro com o olhar. – pensei que se lembrasse do kentin. – susurrou para que somente as duas pudesse escutar enquanto o outro se aproximava.

- Kentin?! – olhou para o outro assustada. Chamando a atenção de ambos. As bochechas da menina ruborizaram , ela colocou as mãos enfrente da boca na tentativa de esconder o quanto estava impressionada pela mudança do amigo.

- O- o que foi? – ele disse.

- Nada, nada – gesticulou com as mãos em frente ao corpo. – só estou feliz em ve-lo. Sabe, a ultima coisa que lembro de você é aquela despedida, entao estou realmente feliz em ve-lo. – sorriu. A outra achava graça do nervosismo que ela exalava. – Deus, como ele ta diferente – confidenciou para a amiga antes que ele terminasse de se aproximar completamente.

- Ainda bem que você ta legal. – Ela respondeu com um “joinha”, era estranho demais ve-lo daquele jeito. Ela olhou para a calça que ele usava e não se conteve.

- Você entrou no exército? – apontou para a peça de roupa. Rosalya riu.

- so se for do mal gosto, já disse pra ele que estampas de camuflagem sairam de moda a muito tempo. – ele fez careta para ela. – o que é? É a verdade. – fechou os olhos e cruzou os braços.

- Er... acho legal, só é diferente do que eu lembro. – sorriu.

- viu, pelo menos alguém me entende. – se referia a rosalya.

- ela não quer te magoar. – debochou.

- eai, vocês vão se mudar para o quarto dela ou vão deixar os outros falarem com ela também. – o ruivo surgiu na soleira da porta com os braços cruzados e uma cara de poucos amigos.



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