História Amor à distância - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~heyParrilla_

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Ouat, Swan Queen
Exibições 140
Palavras 2.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá!! Eu queria dizer que mudamos o nome do pai da Emma (que é citado no segundo capítulo), de David para James. E também que acrescentamos algumas coisas nesse capítulo. Boa leitura!!

Capítulo 4 - Capítulo IV


Regina Mills. 

Acordei por volta das 17 horas no dia 10 de fevereiro de 2012. Depois de tanto chorar e passar a noite toda acordada o cansaço me venceu e dormi assim que encerrei a chamada de vídeo com Emma. A dor não havia sumido, de forma alguma ela havia ido embora, mas a loira conseguiu, mesmo que por hora, que eu me esquecesse dela ou que ela fosse amenizada fazendo-me sorrir. 

Depois do infeliz ocorrido na última noite que estive com meu pai eu não tive mais forças para voltar a escola, eu tentei, por alguns meses, e logo depois desisti. Minha mãe contratou um professor particular para que eu não me atrasasse nos estudos e "manchasse" a história da bela e renomada família Mills. Ter uma filha retardatária seria péssimo para os negócios principalmente quando Cora estava no milésimo auge da carreira.  

Não que ela não ligasse para mim, ela o fazia. Mas nada seria capaz de afastá-la do trabalho.  

Minha relação com Zelena foi de ótima a perfeita depois de perdermos a pessoa que mais amávamos, porque do mesmo modo que ele era comigo ele era com ela e compartilhávamos do mesmo sentimento para com o homem. Zelena por mais que fosse mais velha, viajasse sempre e falássemos pouco por dia, era bastante presente me enviando mimos junto de cartas extensas de todos os lugares que visitava, eu tinha objetos do mundo inteiro enquanto mal tinha saído da França. Quando nosso pai foi assassinado ela só pode nos visitar 2 meses depois, nesse momento eu já tinha desistido da escola e estava me fechando completamente, preocupada, minha mãe ordenou que ela viesse tentar algo comigo. Ela conseguiu. Conseguiu convencer minha mãe a me mandar para a Espanha para aprender espanhol e aqui estou eu. Há cinco meses tentando terminar de aprender algo que meu pai tentou me ensinar.  

Era sábado, 17:30 e eu ainda na cama olhando para o teto amarelo daquele quarto sem graça, exceto pela parte dos meus pôsteres que foi a única coisa que eu quis trazer comigo de casa, já que lá, mamãe não me deixa colar na parede nem metade deles. Peguei o meu fone junto do celular e coloquei as músicas para tocar no aleatório enquanto inundava meus pensamentos com lembranças alegres que aquelas músicas animadas me traziam. Não parecia ter se passado 10 minutos desde que liguei o som e me perdi ali. Mas senti meu telefone vibrar e já eram 18:01 quando conferi as horas, 12:01 para a pessoa responsável por me despertar do meu mundo musical perfeitinho e colorido. Poderia esganá-la porem era Emma e embora tivesse o fato de eu mal lhe conhecer, era Emma.  

Emma: Boa noite senhorita.  

Foram as palavras que fizeram meu coração acelerar ao ponto de eu pensar que ele fosse parar. 

Regina: Boa tarde loirinha.  

Regina: O que está fazendo? 

Emma: Limpando as babas do meu braço :p 

Regina: Estou morrendo de rir sua boba. :p 

Emma: Eu não sou boba e é a verdade oras.  

Recebi a mensagem e estava pensando em algo para responder quando ela me mandou uma foto de sua incrível carinha angelical e fofa toda amassada. Sorri largamente e comecei a digitar a mensagem mas meu telefone passou a vibrar sem parar. Era Cora ligando. Atendi a chamada sem muita vontade e ela notou isso em minha voz.  

— Algum problema Regina? — Perguntou desconfiada. 

— Não mãe, de jeito algum. — Respondi sorrindo, uma bolha criada por Emma Swan explodiu em minha cabeça e passei a imaginar ela como um problema em minha vida. Um problema bom. 

— Hum. E como tem passado filha? Como vão os estudos? — Perguntou mais relaxada.  

— Estão indo maravilhosamente bem mãe, entraremos nas provas finais em alguns dias. Preciso estudar. — Falei com esperança de que ela desligasse.  

— Aposto que tem estudado muito, acho que pode falar um pouco com sua mãe. — Falou com calma e eu bufei.  

— Como está tudo por aí? Espero que meu quarto esteja como eu deixei. — Introduzi logo um assunto para a conversa acabar mais rápido, queria responder Emma.  

— Esta tudo bem. Estou com saudades de você, sempre entro no seu quarto para tentar amenizar um pouco mas não mexo em nada. — Falou e soltou uma leve risada, sorri com aquilo. Também morria de saudades da minha mãe, ela poderia ser rígida como fosse mas ninguém me amaria como ela o faz.  

— Estou com saudades também. — Falei e um silêncio se fez presente.  

— Zelena esteve aqui.. — Falou depois de um tempo.  

— O QUÊ???? MENTIRA!! — Levantei num pulo me sentando na cama e choraminguei. 

— Calma Regina, — Minha mãe riu. — Ela prometeu estar aqui quando você voltar. — Completou e fiz um biquinho, sabia que ela não poderia ver mas era inevitável. 

— Sinto falta da Zel mamãe. — Falei.  

— Ela também sente a sua querida. Mas me diga, tem dormido direito? Arrumado a casa? — Não evitou de perguntar e eu sorri, mais divertida dessa vez.  

— Sim mãe. — Respondi revirando os olhos. — Aliás, acabei de acordar... 

— Como assim acabou de acordar Regina? Não estava estudando? — Maldito momento para brincar. 

É que eu me empolguei ontem a noite nos estudos, acabei terminando hoje de manhã e foi quando dormi. — Tentei enrolá-la. — Mas isso não acontece sempre, foi só ontem. Prometo.  

— Regina, Regina... Então quer dizer que não almoçou? Como tem sido sua alimentação? Marcarei um clínico geral para o dia seguinte em que chegar na França! — Falou já brava, revirei os olhos novamente e respirei fundo. 

— Mãe, estávamos tendo uma conversa tão boa. Não acha? — Perguntei e a resposta demorou séculos, não conseguia imaginar o que ela estava fazendo. Será que já era marcando a consulta? Não, ela precisaria do telefone para aquilo.  

— Olha filha, eu tenho que desligar. Coisas do trabalho, mas por favor se cuide. Falta apenas um mês para você voltar então aproveite bastante mas por favor, não desande completamente. — Falou e me despedi dela, ela desligou rapidamente e no mesmo instante já senti fala dela.  

Quando a ligação foi encerrada e a janelinha da chamada sumiu, a conversa com Emma apareceu novamente. 

Emma: Ei, onde você foi?  

Emma: Nossa eu sou tão feia assim ao ponto de você me abandonar aqui falando sozinha? 

Emma: Regina? 

Emma: Reginaa 

Regina: Minha mãe me ligou, desculpe.  

Regina: Hahahah, você tem a carinha amassada mais fofa que eu já vi. Acredite ;) 

Emma: Oh, e como foi? 

Emma: Você não contou nada a ela sobre eu ter pedido para ligar a webcam certo?  

Regina: Não. 

Regina: Mas essa sua preocupação meio que te entrega, Swan.  

Emma: Você acha mesmo que a carinha amassada mais fofa da América poderia fazer mal a alguém? 

Ri, ri muito da mensagem de Emma e custei a responder devido as gargalhadas.  

Regina: Lúcifer era um anjo. 

Emma: Quer dizer então que eu não devo me preocupar com você? Porque sua beleza deve ter vindo de algum demônio para iludir as pessoas aqui na terra. Não sei se Deus seria capaz de fazer algo tão bonito. Então se isso que você me diz se aplica ao contrário, você deve ser um anjo.  

Regina: Você está me chamando de demônio senhorita Swan?  

Emma: Hahahah 

Emma: Quais os planos para a noite e para amanhã?  

Regina: Você. E os seus? 

Emma: Espera, deixa eu pegar minha agenda. 

Respirei fundo e torci os lábios, óbvio que Emma teria algo mais importante para fazer em vez de ficar pendurada no telefone ou computador o dia inteiro, era sábado pelo amor de Deus. Que pessoa em seus plenos dezenove anos ficaria em casa numa noite sábado? Joguei meu celular na cama e me levantei indo em direção ao banheiro, ele vibrou mas não queria ver, era Emma dizendo que tinha um compromisso. Me encarei por um tempo no espelho e ele vibrou mais uma, duas, três vezes. Seria ela se despedindo? Fiz mais alguma horinha mas não seria muita má vontade eu não me despedir dela? Ela não ficaria chateada?  

Voltei para o quarto pisando forte e peguei o telefone já revirando os olhos só de pensar em não ter Emma o resto do dia comigo. Iluminei a tela e desbloqueei, as mensagens que apareceram botaram um sorriso enorme no meu rosto.  

Emma: Mudei todos os meus, agora só tem você.  

Emma: A não ser que você não queira 

Emma: E tenha encontrado algo para fazer, porque me abandonou.  

Emma: Devo recolocar meus compromissos na agenda? 

Dei pulinhos de alegria sentada na cama apertando o celular contra meu peito como se ele fosse Emma. 

Regina: Acho que não vai ser preciso Srta. Swan 

Foi a última mensagem que mandei antes de entrarmos em conversas profundas sobre diferentes assuntos e ficarmos a noite toda naquilo. Fui dormir definitivamente por volta de três da manhã porque eu dei várias cochiladas entre algumas mensagens enquanto esperava a resposta de Emma, até que finalmente ela me liberou já que eu estava demorando demais a responder. 

No domingo de manhã resolvi stalkear Emma no facebook um pouquinho e só constatei mais ainda o que eu já sabia, ela era muito bonita. Não que isso importasse para mim mas eu queria saber um pouco mais sobre a loira. Descobri que ela realmente gostava das bandas e filmes que conversamos e que tinha um grande interesse pelo teatro. Perdi horas navegando entre as fotos de peças que ela tinha feito, fiquei com vergonha de mim mesma quando percebi ter chegado ao ponto de ver os vídeos no YouTube dela representando e fechei todas abas do site que estavam abertas.  

Ouvi o barulho da chamada do Skype quando estava terminando de almoçar e como o notebook estava aberto e já na janela do programa, consegui ver a foto de Emma da cozinha. Peguei o celular ao meu lado e pedi a ela que esperasse um minutinho só para eu terminar de comer e lavar as louças que sujei. Fiz isso rápido e corri para o notebook para retornar a chamada de Emma, passei a mão no cabelo provavelmente bagunçado e limpei os dentes com a língua.  

— Boa tarde. — Emma disse antes de abrir o sorriso que brilhava mais que o sol lá fora. 

— Bom dia. — Respondi retribuindo o sorriso, parei para olhar ao redor e Emma estava ainda deitada. Ela usava um pijama cumprido de sorvetinhos, carinha amassada, cabelo bagunçado, extremamente adorável. Emma bocejou e se ajeitou melhor em seu travesseiro, ela estava deitada de lado e provavelmente usava o celular. — Não vai falar nada? — Perguntei e ela negou. 

— Estou bem assim, olhando para você. — Respondeu séria, franzi o cenho e não disse nada por um tempo.  

— Bom... vamos nos olhar então. — Respondi um pouco confusa mas forcei um sorriso. Me lembrei do que fiz mais cedo e acabei fazendo uma expressão surpresa demais a ponto de Emma perceber.  

— O quê foi? — Perguntou sorrindo.  

—Nada.. Você já tem 18 anos né? Você faz faculdade? — Perguntei para disfarçar e também descobri mais sobre ela.  

— Sim, teatro! — Respondeu rapidamente. — Você pretende fazer? 

— Sim, só não sei o que. — Respondi e sorri, Emma bocejou de novo e imaginei se ela realmente tinha acabado de acordar.  

— Você ainda tem um tempinho para decidir. O que estava comendo no almoço?  

— Macarrão e salada. Comi a salada primeiro e depois o macarrão. — Respondi fazendo careta ao falar a palavra "salada". Emma riu.  

— Também não gosto de salada. Mas você é responsável, se fosse eu provavelmente não comeria. 

— Minha mãe tem um dispositivo para saber quando estou mentindo. — Falei séria.  

— Sério? — Emma perguntou com o cenho franzido.  

— Ela é mãe, Emma. — Respondi rindo de sua expressão. — Elas sabem de tudo. Você vai saber quando for mãe também.  

— Eu não sei se serei mãe. Acho que não dou conta, bebês são estranhos. Você quer ser mãe?  

— Quero. É o que eu mais quero na verdade mas não sei se terei coragem, acho que vou adotar.... 

— Você não quer engravidar? — Perguntou e eu dei de ombros, não sabendo o que responder.  

Acabamos trocando de assunto até que Emma levantou para se alimentar, fiquei fazendo coisas aleatórias até ela voltar. Quando disse que meus planos para o dia era apenas ela eu não estava brincando, ficamos o dia todo conversando por mensagens e quando cansávamos de digitar passávamos para o vídeo.  

Eu estava contando as horas para dar meia noite, faria uma surpresinha para Emma e estava ansiosa por sua reação. Ela não mencionava nada sobre amanhã ser seu aniversário mas eu não havia me esqueci do fato um segundo se quer desde o momento em que ela me disse.   


Notas Finais


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