História Amor à distância - Capítulo 46


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Ouat, Swan Queen
Visualizações 493
Palavras 7.183
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá. Me desculpem a demora eu não tinha inspiração nenhuma para escrever. Agora vamos torcer para a do próximo capítulo vir com tudo porque é o capítulo que alguns de vocês mais esperam né? kksa Esse capítulo é mais ou menos uma transição, conta o que aconteceu no tempo que se passou até o momento atual.

A música dele é "Pra Sonhar - Marcelo Jeneci"

Capítulo 46 - Quarante et six


{T R Ê S   A N O S   D E P O I S} 

{Regina Mills} 

— Kristin? — Chamei saindo de meu quarto e fui em direção a cozinha.  

— Sim? — Perguntou quando cheguei ao cômodo. Ela estava lá terminando de servir o café da manhã. 

— Bom dia. — Saudei sorrindo e me sentando.  

— Bom dia! — Respondeu e se sentou também, retribuindo o sorriso. — Alguma coisa do casamento para resolver hoje depois da aula? — Perguntou enquanto nos servíamos, engoli a colherada de iogurte com frutas que tinha levado a boca e assenti.  

— Sim! — Respondi com um sorriso enorme no rosto. Kristin continuou me olhando esperando eu dizer o que era. — Tenho que marcar a última prova do vestido e ver como anda a confecção das lembranças para os padrinhos e participantes especiais. Também fiquei de ver com Gold o melhor lugar para as fotos pré casamento... Aliás, Emma deve passar aqui depois do teatro e deixar os documentos que minha mãe está pedindo, então se até umas sete ela não chegar você pode me ligar? Não podemos mais atrasar esses papeis. — Pedi. Comia rapidamente alternando entre o iogurte com frutas e uma torrada. 

— Sim senhorita. Mas por favor, coma devagar. — Kristin pediu, ouvi o tom preocupado em sua voz.  

— Não posso, tenho uma prova agora no primeiro horário e quero chegar na faculdade a tempo de repassar algumas coisas com meu colegas. — Respondi e terminei com o iogurte, praticamente engoli a torrada e peguei um pedacinho bem pequeno de bolo de chocolate ainda quente, Kristin tinha acabado de fazer. Despejei um pouco de suco de laranja em um copo e o bebi enquanto embrulhava um pouco mais do bolo para levar, estava delicioso. Terminei com o suco e fui escovar os dentes.  

— Não está se esquecendo de nada? — Kristin perguntou quando me viu voltando do banheiro já com minha bolsa em mãos indo em direção a porta e me virei para ela, fingi pensar e sorri travessa. Ela me sorriu também e fui até ela, dei em sua bochecha o beijo que ela estava me cobrando e me despedi.  

Depois da confirmação de que Cora não se mudaria comigo para NY, eu liguei para Kristin assim que recebi a resposta da universidade e ela não quis se quer pensar duas vezes, de imediato ela respondeu positivamente a minha proposta e no meu segundo mês em NY ela já estava aqui comigo. Tivemos que preparar alguns papeis e ela teve de ajeitar tudo na Alemanha antes de vir, mas finalmente chegou. Depois que partiu de Paris enquanto Emma ainda estava lá, ela voltou para me visitar muitas vezes, me ligava semanalmente e sempre me mandava fotos, cartões portais e presentes.  

Assim como prometera, ela nunca deixou de ser presente em minha vida e mesmo depois de algum tempo ela nunca deixou de ser como uma mãe para mim. Cora ficou com ciúmes no começo, quando ela vinha aqui para as reuniões da empresa e outras coisas, Kristin ia para a casa de Emma no fim do dia. No fim das contas foi até bom, ela e Emma criaram uma relação maravilhosa e ambas se revezavam para cuidar de mim. Em alguns momentos eu realmente precisei.  

Eu e Emma optamos por não morarmos juntas antes do casamento. Na verdade, ela queria, mas eu não. Talvez fosse bom para aprendermos mais uma sobre a outra ficando muito tempo juntas e saber lidar com brigas e discussões depois do casamento, mas eu também queria descobrir algo completamente novo quando saíssemos do altar e voltássemos da lua de mel.  

Sempre nos encontrávamos nos fim de semanas, as vezes ela dormia e as vezes não, as vezes no seu apartamento e as vezes no meu.  

Me lembro como se fosse ontem o dia que desembarquei em Nova York para ficar, Emma mal me deixou chegar na área de espera. Ela correu até mim e se jogou em meu colo, em meus braços e quase fomos as duas para o chão. Me mudei uma semana antes de as aulas começarem, Emma fez um tour comigo por toda Nova York, dessa vez não foi um tour turístico, ela me recomendou restaurantes próximos a faculdade, me ensinou a andar de ônibus e metrô caso eu precisasse, me mostrou como algumas coisas da cidade funcionavam, como eu deveria agir em algumas situações e o que eu "poderia" fazer ou não, o que era permitido aqui e não era na França e vice-versa.  

Depois de um ano e meio aqui creio que poderia dizer que já me virava bem.  Não diria que tinha amigos além de Killian e Ruby, mas alguns colegas da faculdade me faziam bem e saíamos juntos as vezes além de quando era para fazer algum trabalho.  

Dos três amigos que tinha feito na França na escola, eu mantinha contato com todos, com Daniel principalmente e considerava ele o meu melhor amigo. Também mantinha contato com Cameron e o professor Robin, o qual me ajudou a conquistar mais três medalhas de ouro dentro e fora da escola nas competições de hipismo até eu me formar. Antes de eu vir embora nós saíamos juntos para conversar sobre meu pai, eram momentos que eu nunca esqueceria por ter aprendido novas coisas sobre o homem que eu tanto amava e que foi seu melhor amigo um dia. Todos esses tinham recebido um convite para o meu casamento e felizmente todos tinham confirmado a presença.  

Mary tinha se mudado para a, agora, antiga casa de Graham. Ela não quis voltar para o apartamento em que seu ex marido quase matou Emma e foi completamente compreensível. Zelena e Graham haviam se mudado para Islândia e Zelena cuidava da empresa de lá, frequentemente ela vinha em Nova York também participar de reuniões e outras coisas. Os gêmeos, Murilo e Matthew, já estavam grandinhos e se apegaram mais a Emma do que a mim. Minha irmã e o irmão de Emma se casaram em segredo, só os dois, ficamos sabendo apenas por fotos num dia de natal e eles planejavam outro bebê em breve, Maria era a irmãzinha mais velha mais feliz do mundo. Me lembro bem de quando fiz o ensaio fotográfico dos meninos junto dela e dos pais, não imaginava que poderia caber tanta animação em um corpinho tão pequeno. 

Falando em casamento, Cameron agora também namorava e parecia mais feliz do que nunca. Conversávamos bastante sobre isso nas nossas conversas e era lindo vê-la tão bem, conheceria seu namorado no casamento e eu estava animada por isso, ele era médico e trabalhava com ela no hospital.  

O relacionamento de Cora e Mary também tinha crescido muito, minha mãe não se casaria de novo mas elas estavam planejando morar juntas depois do meu casamento com Emma, como Mary dizia ela queria aproveitar os últimos momentos do seu "bebê", como se Emma deixasse de ser após de casar. Mas concordo que elas passariam muito menos tempo juntas.  

Lidar com esse relacionamento foi mais difícil para Emma do que para mim, eu não sei por quê, não sei quando as coisas inverteram, mas eu tinha deixado claro que não ficaria toda amores com Mary, disse que a veria como uma amizade colorida da minha mãe e nada mais, mas nem isso Emma parecia querer aceitar. No começo achávamos que ela tinha aceitado bem, mas ao ver como as coisas caminhavam para um caminho sério, tudo mudou. Ela continuava super amiga da minha mãe, algo que no fundo até me incomodava um pouco, e por mais que por parte de Mary nada tenha mudado, Emma tinha mudado com ela. Principalmente quando as mulheres estavam juntas. 

Cheguei na faculdade e como tinha dito a Kristin, estudei com meus colegas. Eu dominava maioria das matérias mais teóricas graças a base que tive nas escolas que estudei e me dava muito bem nas matérias práticas, principalmente no roteiro e atrás das câmeras. Eu tinha prometido a mim mesma que me tornaria uma cineasta de orgulho para o meu pai, e embora preferisse sempre estar com as câmeras, em alguns trabalhos eu precisava dirigir. Não era minha primeira opção ser uma diretora, mas não reclamaria se virasse uma no futuro. Trabalhar com filmes, fotos e escrita era o que me importava. 

Emma estava comigo quando recebi a carta de que tinha sido aceita. Eu tinha me inscrito para apenas um lugar em NY e o lugar que eu queria. Pedi que ela abrisse e lesse a carta para mim, ela tinha ido passar meu aniversário comigo na França e estava muito mais ansiosa do que eu, se eu passasse, em pouco tempo iria morar na mesma cidade que ela, poderia vê-la todos os dias e a distância não seria mais um problema tão grande.  

Me lembro de ela fazer uma pegadinha. Ela abriu a carta e fingiu estar triste, começou a frase com um "eu sinto muito Regina", minhas lágrimas já estavam brotando com força, eu explodiria em um choro intenso se ela não completasse com "eu sinto muito que tenha que morar longe da sua mãe agora" e abrisse o sorriso lindo e radiante que eu tanto amava. Aquele dia ele estava mais bonito ainda. A carta tinha chegado um dia antes de ela ir embora, o momento que provavelmente se resumiria a lágrimas se transformou em pura excitação, ela não via a hora de o tempo passar rápido e não reclamou nem um pouco de embarcar para os EUA sabendo que em pouco mais de um mês eu estaria lá. 

Para mim, o momento era muito mais do que apenas me mudar para a cidade dos meus sonhos. Era seguir na área que eu queria, levar adiante a conversa que tinha tido com meu pai sobre eu ser roteirista e fotógrafa, e talvez, tentar fazer aquele filme que ele disse que eu faria. Eu era apaixonada pelos trabalhos práticos que tínhamos de fazer, ainda mais com Emma participando deles. 

Emma era atriz de praticamente todos os curtas que fizemos. Em sua faculdade ela era a queridinha dos professores que teve, e na minha, ela era dos meus. Para a minha vida acadêmica não foi nada mal ter uma noiva formada em artes cênicas. Eu estava tão orgulhosa da minha namorada... Não muito depois de se formar ela foi convidada para ser a atriz principal de uma peça de teatro, claro que depois de muitas audições ainda enquanto estudava e de falhar em diversas. Toda sexta à noite eu ia assisti-la. Era tão lindo vê-la atuando e ela ficava melhor a cada dia e apresentação que se passava. 

Eu diria que estar em Nova York estava me fazendo bem, mais bem do que permanecer na França. Novos ares, novas pessoas, novos olhares, novos pensamentos... eram coisas mágicas. Mas eu desejava logo terminar com os preparativos do casamento e me casar, viver a vida "normal" de um graduando e me preocupar apenas com meus estudos. Eu reclamava bastante, mas não me arrependia de ter escolhido a data que escolhi. Quando Emma me pediu em casamento e disse que poderíamos escolher qualquer data depois dos meus 21, coloquei na cabeça que me casaria aos 21, e em meados dos meus 20, eu escolhi dezembro do próximo ano. Em dezembro de 2017 eu seria Regina Swan Mills Castillo e agora me via correndo entre as avenidas da cidade para que isso acontecesse. 

Já era noite, já tinha feito todas as provas necessárias na faculdade, marcado a última prova do vestido, conversado com meu fotógrafo e agora estava indo ver como estavam as lembrancinhas. Recebi uma ligação de Kristin avisando que Emma estava lá, que não iria embora até eu chegar e que caso eu pudesse, era para levar hambúrgueres do lugar preferido dela, ia passar um filme que gostávamos e ela queria assistir comigo.  

Tive um pouco de dor de cabeça com as lembrancinhas, a confecção delas estava atrasada, mas a pessoa responsável por tudo disse que estariam prontas no dia solicitado e eu realmente esperava que estivessem. Peguei logo cinco hambúrgueres, sei que Kristin não repetiria e pegaria no meu pé por comer dois, mas eu já estava ali comprando-os, o cheiro estava maravilhoso e eu estava morrendo de fome, sei que Emma também estaria de estômago vazio para apreciar mais o lanche e 10 minutos depois de comer o primeiro reclamaria de estar com fome novamente.  

***** 

— Ela está demorando né? — Ouvi Emma perguntar enquanto eu subia a escada. — Espero que não tenha dado nada errado... É tudo tão importante para ela, e eu realmente quero chegar no dia e compensar todas as dores de cabeça que tivemos com a organização. Valer a pena eu sei que valerá, não importa para mim se algo der errado, o importante é me casar com ela, mas ela quer que seja tudo perfeito, isso a fará feliz, assim eu ficarei feliz também.  — Sorri e parei na escada quando ouvi Kristin murmurar algo que eu não ouvi direito, o som estava abafado. — Bom, eu não quis insistir muito para não casarmos agora, eu queria que ela terminasse a faculdade primeiro e preparasse tudo com mais calma sabe? Mas ela quis tanto... 

— Ela é muito corajosa de se casar tão nova. — Ouvi Kristin responder quando dei mais alguns passos para cima. Sai da escada e me escondi atrás de uma pilastra. 

— É... e ela acha que eu vou te responder com ela escondida ali atrás. — Falou e riu, me assustei por um momento e saí de trás da pilastra, adentrando o cômodo. — Eu 'tô sentindo o cheiro desses hambúrgueres desde quando você saiu da loja, Regina. — Disse séria e desceu da banqueta que estava sentada, vindo até mim e selando brevemente seus lábios nos meus.  

— Boa noite amor. Boa noite Kristin. — Saudei após o beijo de Emma e coloquei a sacola no balcão. Kristin a pegou para servir os hambúrgueres e me virei para Emma. Ela estava logo atrás de mim e aproveitei para entrar em seus braços.  

— Tudo certo? — Perguntou olhando-me. Respirei fundo e assenti, aconcheguei minha cabeça em seu corpo e ela tirou o cabelo do meu rosto. — ... E então? — Perguntou depois de um tempo.  

— Que horas o filme começa? — Perguntei afastando minha cabeça e olhando-a, ela me olhou um pouco confusa e acho que não sabia o que responder. — Dá tempo de eu tomar um banho? — Perguntei e ela pareceu suspirar aliviada antes de assentir. — Então ajude Kristin a preparar o lanche e a sala, eu vou tomar um banho rapidinho e te conto tudo, pode ser? — Respondi rápido e ela sorriu, aquilo era sua resposta. Dei-lhe outro beijo rápido e corri para o banheiro a fim de um banho quente, o dia tinha sido longo e eu precisava relaxar. 

***** 

— Desde quando está mentindo para mim? Você realmente acha que eu sou tão burra assim? — Emma perguntou, seu tom de voz era firme mas ela não gritava. 

— Eu nunca achei isso. — Respondi. Não conseguia olhá-la nos olhos.  

— Saia daqui! — Disse. — SAIA DAQUI AGORA! — Gritou. — Eu não quero uma mentirosa aqui, eu não quero uma mentirosa morando comigo. Saia da minha casa AGORA! — Gritou de novo e em vez de derrubar as lágrimas que o roteiro pedia, comecei a rir me jogando no sofá. — Reginaaa. — Emma choramingou mas só me fez rir mais. Eu estava ajudando-a com uma cena para a audição de outra peça de teatro, a sua estava prestes a sair de cartaz.  

— Desculpa amor, mas você fica muito fofa bravinha desse jeito. Essa cena é melhor você ensaiar com Ruby mesmo, ou Killian. — Sugeri. — Meus dons de atuação são melhores em outro tipo de cena.  

— Eu posso te confessar uma coisa? — Perguntou séria. Eu assenti e me sentei.  

— Eu achei que nunca diria isso mas você não tem dom nenhum de atuação, você é péssima atuando! — Falou num misto de seriedade e brincadeira, eu a olhei indignada. — Eu sempre achei você perfeita demais, era boa em tudo, digamos que fiquei um pouco feliz ao perceber que você não sabia cozinhar, agora eu tenho mais uma coisa para adicionar à lista de "Coisas que a Regina não sabe fazer", esse é o segundo tópico.  

{Narrador} 

— Ah Emma, vai tomar no seu cu né?! Eu tô aqui me esforçando pra te ajudar e você vem me falar que eu sou péssima? Eu não vou te comer essa noite e a partir de agora você pode ensaiar toda e qualquer cena com Ruby ou Killian. — Regina se levantou bufando e jogou o roteiro em cima do sofá.  

— Mas você e Ruby vão sair agora. E o dia do teste está chegando. — Emma respondeu e foi sua vez de se jogar no sofá.  

— Olha Emma, você é uma atriz excelente, já fez diversas peças de teatro com críticas ótimas. Eu entendo que você tenha que ensaiar mas você nasceu para isso, não se cobre muito.   

— Olha quem fala... — Murmurou e ouviram o interfone tocar. — Deve ser sua nova amiguinha. — Emma disse num tom debochado e Regina riu.  

— Ela é sua melhor amiga, Emma. Nem vem com esse ciuminho besta de novo. — A morena respondeu indo atender o interfone, realmente era Ruby e pediu ela para subir e falar com Emma antes de saierm. Regina voltou para a sala após avisar Kristin, e Emma estava do mesmo jeito que deixou, emburrada e de braços cruzados.  — Emma, já brigamos por isso, vamos brigar de novo? — Perguntou séria após se sentar ao lado dela. Todas as vezes que brigaram foram por ciúmes de Daniel e depois de Regina se mudar, por ciúmes de Ruby e Daniel.  

— Bom... Daniel era um cara legal quando eu o conheci mas quando fui embora e as aulas começaram vocês ficaram amiguinhos demais, não acha? E a saudade estava me matando, você ia pra casa dele sempre fazer esses trabalhos da escola, ficava postando foto abraçada, a cabeça deitada no ombro dele. E já tinha um mês praticamente que não nos víamos. Eu estava frustrada, triste, chorando pelos cantos, você se lembra. — Emma respondeu ainda com os braços cruzados e Regina passou a mão carinhosamente pelo cabelo da mulher.  

Flashback.  

— Mas eu preciso fazer o trabalho Emma.... 

— Faz você daí e ele de lá. Vocês conversam pela internet e discutem as questões que precisarem sem você precisar ir na casa dele.   

— Isso não dá certo. Eu vou voltar logo, eu prometo. 

— Você sabia que desde que eu vim embora, não pudemos nos ver em nem um fim de semana?  Você saiu em todos eles. Nos vimos assim que eu cheguei, e só! — Emma disse sugestivamente. Regina ficou calada do outro lado da linha, Emma notou que os barulhos tinham parado e de fato, Regina havia parado de arrumar a mochila para levar a casa do amigo, sua cara não era das boas. Emma pode ouvir a respiração profunda da namorada. 

— Bom, me desculpe se eu tenho uma escola puxada ou uma mãe que precisa de minha companhia nos eventos de sua empresa em outra cidade.  — Regina respondeu de maneira séria e suspirou, se sentando na cama. — Emma... olha, eu sei que você está sentindo minha falta, eu também estou sentindo a sua e realmente está difícil de a gente se ver. 

— Eu diria que está mais para impossível. — Interrompeu Regina. A morena bufou e revirou os olhos.  

— Eu sei que você está frustrada Emma, mas precisa agir assim? — Regina perguntou e houve uma grande pausa. — Minha mãe disse que Mary a contou que você estava chorando esses dias. E quando ela te perguntou o motivo era por saudades de estar junto comigo... Por que não me contou? Por que não me ligou? Eu tentaria ao menos conversar com você até que dormisse. 

— Eu não queria te preocupar com isso. Você tem coisas demais e eu não queria te encher com meus problemas. — Respondeu. 

— Seus problemas, Emma?? Primeiro, eu não acho que isso seja um problema e segundo, poxa, eu tava dormindo? Estava. Mas sei quão recente isso tudo está e sei que controlar a saudades vai ser mais difícil agora, eu disse que você poderia me ligar a hora que fosse por qualquer coisa. Isso inclui em primeiríssimo plano a saudade. — Regina respondeu num misto de seriedade e tristeza.  

— Eu sinto como se ver seu rosto, ver suas expressões enquanto fala comigo me abastecesse mais do que só ouvir sua voz. E eu realmente fico frustrada vendo que isso não está sendo possível, eu espero a semana toda por isso e se eu soubesse que seria assim teria arranjado minha grade de forma que eu não estudasse até tarde e pudéssemos continuar com o esquema de nos vermos depois dos seus estudos e antes de você dormir. Eu fico irada comigo mesma por não ter olhado isso antes e.. 

— E atrasar seus estudos, Emma? NÃO! — Regina interrompeu o desabafo da namorada. Pelo tom de voz da loira, Regina imaginou que logo ela choraria. — Não quero que você mexa nos seus estudos por isso. Nosso namoro deve ser encaixar na nossa vida, não nossa vida se encaixar no nosso namoro. Eu sinto muito, sinto muito mesmo que eu tenha saído, chegado cansada e dormido todos os fins de semana que se passaram mas eu ligo para você todo santo dia, e não estou reclamando, amo falar com você. Mas não nos vermos não é algo que vá nos afetar, eu realmente espero, sei que se depender de mim não vai. Esse mês que você passou aqui foi bom, porque agora cada coisinha que você diz ai eu consigo imaginar perfeitamente suas expressões, seu jeitinho ao falar, sabe? E me prendo a isso, eu sinto falta de te ver ao vivo, pela tela, mas de certo modo imaginar essas coisas também me conforta. — Regina ia dizendo quando bateram em sua porta e avisaram que seu motorista já lhe esperava. — Bom, estou indo agora para a casa de Daniel mas ficarei com você no telefone até lá ou até onde o sinal permitir, tudo bem? — Perguntou pegando sua mochila e saiu do quarto com o celular na orelha.  

— Por que tinha que ser na casa desse Daniel? — Emma perguntou com um tom completamente diferente, longe do choro que Regina achou que viria.  

— Ué. E por que ele é minha dupla. — A morena respondeu e riu de maneira abafada. — O que quis dizer com "desse Daniel"? Qual o problema com ele? 

— "Qual o problema com ele" bla bla bla. — Emma imitou num tom engraçado e Regina sorriu quase que involuntariamente. Adorava o ciúmes inofensivo de Emma. Nunca era algo exagerado e ela nunca lhe impunha coisas, o maior problema delas agora e o que aumentava um pouco mais o ciúme da loira era realmente a falta de um contato maior, como ela era acostumada antes. Inclusive, tal comportamento fez Regina perceber que talvez Emma não fosse tão boa assim com mudanças, aquilo a fez prestar mais atenção na mulher. — Não podia fazer dupla com Ariel? Assim como o Daniel, ela é cem por cento hétero... E não chama você de "Regininha". Por favor né?! Regininha... Não tinha coisa melhor não? — Regina segurou a risada e revirou os olhos.  

— Seu ciúmes é tão forte que a energia atravessou o oceano e estou sentindo aqui na sala de casa. — Regina brincou indo em direção ao carro. 

— Eu não estou com ciúmes. — Emma disse baixinho. Regina sorriu e entrou no automóvel. 

— Emma, você não disse nada sobre o que eu falei antes. Vamos resolver isso, não quero deixar assim... No ar, entende? — Pediu. Emma respirou fundo e houve uma grande pausa até a mulher se pronunciar. 

— Não posso prometer que não sentirei saudades... Nem prometer que não irei chorar quando sentir falta do seu corpo sobre o meu. Por isso eu não queria que você soubesse que chorei, não queria ser a chata.  

— Chata, amor? Isso não é chatice meu bem. Eu acho lindo que você chore sentindo minha falta, nunca imaginei que alguém fosse um dia chegar a esse ponto por mim. É triste, mas lindo. Eu também sinto sua falta, mas eu não choro, eu fico estressada, qualquer coisa me irrita. É a nossa maneira de demonstrar sentimento tão doloroso quanto esse. — Regina respondeu e começou a explicar o que sentia quanto a tal sentimento até o sinal permitir, infelizmente, para as duas, Daniel morava em um condomínio longe da cidade, como Regina, e em alguns lugares não havia sinal. Regina até tentou ligar novamente mas a ligação caiu mais duas vezes e então ela desistiu. Tentaria fazer o trabalho o mais rápido possível e voltar para Emma o quanto antes.  

Daniel comentou um pouco sua falta de atenção quando começaram a trabalhar, mas Regina se focou e algumas horas depois do almoço o trabalho estava finalmente pronto. Regina fez companhia ao amigo para o lanche e meia hora depois estava no caminho de volta para casa. Enquanto Regina conversava com Emma ao telefone enquanto ia até lá, já eram quase duas da manhã para ela e a menina não dava nem sinal de que iria dormir quando a ligação caiu. Mesmo que tivessem trocado poucas mensagens logo após Regina chegar, Emma não se despediu formalmente dela caso tenha ido dormir, mas a morena não duvida que ela tivesse ido e constatou isso quando chegou em casa. Emma só era fácil de acordar quando era pra transar, pra qualquer outra coisa Regina não insistia muito. 

Após uma ducha rápida Regina procurou a mãe, queria fazer uma surpresa para Emma. A morena perguntou a Cora se ela e Mary estavam trocando mensagens e se Mary estava na casa de Emma, assim que recebeu a confirmação a menina ligou para a casa da namorada e pediu a Mary um favor. Pediu que a sogra entrasse no quarto da filha, ligasse seu notebook e esperasse o skype conectar automaticamente. Depois de tudo feito, Regina chamou a conta de Emma em uma chamada de vídeo e Mary atendeu, Regina pediu que ela conectasse o notebook na tomada e posicionasse perto do cama, de frente para o rosto de Emma. A morena se deitaria em sua cama e leria um livro até a namorada acordar, o que pelas contas de Mary, não deveria faltar muito, já se passavam de meio dia em Nova York. E assim que a loira acordasse, daria de cara com a namorada, finalmente matando um pouquinho a mais da saudade que sentia.  

E Regina, não se arrependeu nem um pouco de ter tido tal ideia. Além de poder velar por um bom tempo o sono da namorada, quando Emma acordou ela viu a cena mais linda do mundo. Emma coçou os olhos virada para a tela do notebook, os abriu e primeiramente estranhou, mas ao se acostumar com a claridade e processar a imagem de Regina em sua frente, abriu o mais doce dos sorrisos, um sorriso que pareceu incrivelmente puro, se misturado a carinha amassada e a preguiça matinal da mulher do outro lado da tela. Tanto Emma quanto Regina sentiram uma leveza imensurável ao estarem ali, refrescando a memória do quanto o sorriso uma da outra lhes trazia paz.  

Era a segunda vez se viam após a partida de Emma, mas na primeira a saudade estava recente, foi assim que Emma chegou em casa. Dessa vez elas realmente experimentaram o que estava por vir durante o tempo em que ficassem separadas, sem se ver. Mesmo que se vissem em uma festa ou outra, só ficariam juntas mesmo nas próximas férias, e para elas ainda faltava um ano.  

Fim do flashback. 

— Mas brigamos depois disso. — Regina disse pensativa ao se lembrar do momento citado por Emma.  

— Mas foi assim que começou. Vamos brigar para saber quando brigamos também? — Emma perguntou impaciente e Regina riu antes de roubar um beijo da loira. Ela tentou desviar mas não escapou.  

— Se vocês me chamaram aqui para assistir vocês transando eu não quero. — Ouviram Ruby dizer e sairam de cima de Emma. 

— Oh. Olá Ruby! — Regina disse se arrumando no sofá, Emma fez o mesmo enquanto a amiga dava a volta do sofá.  

— Patinho!!! — Ruby disse animada e se jogou no colo de Emma. — Estava com saudades de você.  

 — Então agora você está com saudades de mim? Você marca de sair com a MINHA NOIVA e está com saudades de mim? — Emma perguntou tirando Ruby de seu colo, a morena de cabelo longo se sentou entre as duas amigas e encarou a que chamava de melhor. 

— É claro que eu estou com saudades de você, minha melhor amiga. Regina é minha amiga, só amiga. E sabe? Seria meio ruim se ela fosse sua noiva e não nos déssemos bem né? E bom, por eu ser sua melhor amiga que eu vou sair com a Regina hoje. Ela precisa da minha ajuda para uma coisa que vai beneficiar você. E nós jantamos juntas há exatamente uma semana atrás, a canceriana aqui é a Regina então vamos parando com esses dramas. — Ruby disse e Emma hesitou. Regina, que encarava e conhecia Emma perfeitamente bem viu que a cara fechada estava prestes a se desfazer, Emma só não queria deixar. A loira virou para Ruby e estreitou os olhos.  

— Onde vocês vão? — Perguntou depois de um tempo avaliando a amiga.  

— É... Bom... — Ruby enrolou. Não poderia dizer onde iriam. — Onde vamos Regis? — Perguntou se virando para Regina, Emma se inclinou um pouco para observar Regina também que só deu de ombros e desviou o olhar de Ruby para Emma.  

— Amor, é uma surpresa. E eu não quero estragar. Por favor, não me faça estragar. — Regina implorou com a voz manhosa. — Eu quero ver sua carinha de surpresa na hora. — Completou e Ruby riu imaginando a cena. — Ruby!!! — Regina repreendeu e bateu em seu ombro. Emma estreitou mais ainda o olhar sobre as duas, os braços voltaram a se cruzar.  

— É uma surpresa para o nosso casamento? — Emma perguntou séria e Regina assentiu meio incerta. — Então porque é engraçado? Você não vai me fazer passar vergonha na frente dos convidados, vai? — Perguntou mais e Regina negou prontamente. 

— Eu prometo que não tem nada a ver com isso. — Regina prometeu e Emma avaliou a noiva e a melhor amiga por alguns segundos antes de respirar fundo e assentir. 

... 

— Você sabe onde vamos? — Regina perguntou entrando no carro de Ruby. Ela não sabia o caminho e não se arriscava muito dirigindo para onde não sabia, suas habilidades com direção ainda estavam muito recentes e o medo falava mais alto embora em alguns lugares de fácil acesso ela fosse.  

— Sei. — Ruby respondeu e deu partida no carro. 

— Você já foi lá? — Regina perguntou curiosa e Ruby riu.  

— Não nessa que iremos, mas em outra. Uma amiga me indicou essa, disse que tem muito mais variedade e produtos de qualidade.   

— Em que lugar ela fica? Mais no centro?  

— Regina, está de noite, escuro, e ninguém vai te ver entrando lá. Relaxa ok? Ninguém fica na porta da loja anotando o nome de quem entrou. 

Regina assentiu para Ruby e se calou, estava nervosa por estar indo naquele tipo de estabelecimento pela primeira vez, queria que essa experiência fosse com Emma mas ela também queria surpreender a loira então não seria possível que ela as acompanhasse. 

O lugar era bem perto, rapidamente elas chegaram e para Ruby tirar Regina do carro foi um sacrifício. Quando a morena ameaçava sair, alguém apontava há milhares de quilômetros de distância segundo Ruby, e ela não saia do carro até a pessoa sair de vista. Depois de alguns longos minutos de enrolação as duas estavam finalmente passando pela porta estreitinha e um tanto escondida em uma rua pouco movimentada. 

— Posso ajudá-las? — Viram uma mulher que ambas julgaram muito bonita se aproximando delas. Regina ficou calada e olhou ao redor, se sentiu intimidada pelas coisas penduradas nas paredes e nas prateleiras, não fazia ideia do que maioria das coisas fazia ou como eram usadas, para quê era meio óbvio. 

— Bom, minha amiga aqui quer comprar algumas coisas. — Ruby disse animada e olhou para Regina. Viu que a mulher estava mais perdida e tímida do que tudo.  

— O que deseja? — A loira perguntou olhando e sorrindo para Regina. A morena tentou responder mas gaguejou e não saiu nada até dizer o que queria no ouvido de Ruby, que a olhou com o cenho franzido um pouco confusa. 

— Quantos anos você tem? Cinco? — Ruby perguntou a Regina que ficou envergonhada. A atendente olhou para ambas segurando o máximo a vontade de alargar o sorriso. O mantinha contido. — Ela quer uma cinta peniana. — Ruby disse naturalmente e Regina ficou mais envergonhada ainda.  

— Oh, acompanhem-me. Temos vários modelos diferentes. — A mulher informou e as chamou com um gesto antes de se dirigir para o fundo da loja. Ruby começou a segui-la mas logo sentiu o peso de Regina agarrando seus braços como uma criancinha agarra as pernas da mãe ao sentir medo.  

— Meu Deus. — Ruby disse revirando os olhos. — Você realmente tem cinco anos. — Completou seguindo a mulher e arrastou Regina junto.  

Regina olhava tudo com uma grande curiosidade, pensou na situação caso Emma estivesse ali, com a maturidade de sua noiva ela já estaria cansada de rir e muito mais a vontade com todas as piadas que a mulher faria. Regina percebeu a mulher parar e apressou o passo com Ruby, chegaram ao fim do corredor e olharam para a parede que a mulher olhava. Regina ficou boquiaberta e Ruby sorriu, pensando que se divertiria ali, ao menos olhando.  

Regina respirou fundo e se soltou de Ruby para se aproximar da parede com os mais diversos pênis de borracha. Grandes, pequenos, mais grossos, mais finos, coloridos, alguns mais realistas e outros nem tanto... Se perdeu olhando para tanta diversidade, seria difícil escolher algum caso já não tivesse em mente o que queria, e que não encontrou ali. 

— Hm, é... Me desculpe, qual o seu nome mesmo? — Perguntou se aproximando da atendente com um pouco de receio.  

— Eu não me apresentei, me desculpem... Meu nome é Vick. Bom, Victoria, mas podem me chamar de Vick. — Respondeu gentil e sorridente, Regina relaxou um pouco e olhou mais uma vez a parede cheias de pênis antes de se dirigir a mulher novamente.  

— Por acaso vocês não teriam um... Um desses aí mais escuro? Digo moreno mesmo, ou negro, como preferir. — Disse dando de ombros e a loira pareceu pensar.    

— Temos sim! Estão no estoque, chegaram recentemente e os outros acabaram, não tive tempo de repor ainda mas vou buscar. Como você prefere? Mais gr.. 

— Não precisa continuar, eu entendi a pergunta. — Regina interrompeu e riu nervosa. — Eu quero um mais realista, não muito grande ou grosso, algo mais dentro do padrão. E eu não sei qual o padrão porque eu sou lésbica — Regina disse rapidamente, estava nervosa e não conseguia controlar o que saia. — Mas minha noiva é virgem e... Bom, não, virgem não! — Acrescentou olhando para os dedos, a loira acompanhou seu olhar e entendeu. — Eu não quero que ela tenha uma experiência muito desconfortável então algo com um.... um tamanho aceitável, ou suportável... Por favor me diga que você me entendeu. — Choramingou nervosa e a mulher deixou uma pequena risada abafada escapar.  

— Eu entendi! Vou no estoque e volto com alguns modelos diferentes. Podem ficar a vontade. — A atendente disse e se retirou rapidamente. Regina respirou fundo e Ruby se aproximou.  

— Viu?! Não morreu. — Disse para Regina e a morena se voltou para ela. Estranhou ao ver o que a amiga estava fazendo.  

— Que diabos você está fazendo Ruby? — Perguntou ou ver a amiga acariciar o rosto com uma algema vermelha e peluda.  

— É tão gostosinho, olha! — Ruby disse a aproximou o objeto do rosto de Regina, mas ela desviou e Ruby revirou os olhos. — Você é muito fresca. Não sei como vai comer o cu da Emma assim.  

— Eu não vou comer o cu da Emma Ruby, tá louca? — Regina perguntou um tanto indignada e segundos depois a mulher voltou, só torceu para ela não ter ouvido a última parte da conversa.  

— Aqui! Trouxe alguns que talvez te agradem. — Ela disse e mostrou a Regina que se interessou pelos modelos, ela não demorou muito a escolher.  

— E como... Como eu — Regina tentou perguntar avaliando o objeto. 

— Você encaixa na cinta. — A atendente respondeu e pegou a cinta para demonstrar.  

— E como coloca isso? — Regina perguntou enquanto tentava imitar a mulher e colocar o pênis de borracha no suporte.  

— Eu posso lhe ajudar se quiser. A loja está vazia... — Sugeriu e Regina avaliou o conjunto mais um pouco.  

— Eu tenho que vestir isso? — Perguntou ao segurar da maneira "certa" e ver com o que se parecia.  

— Sim, e depois ajustar no seu corpo. — A loira acrescentou e Regina vestiu como uma calcinha. A mulher lhe ajudou e ensinou a ajustar, Regina estava gostando de olhar para baixo e ver aquilo em seu corpo, para ver melhor andou até um espelho e ficou se encarando, a morena se lembrou imediatamente da primeira brincadeirinha sexual das duas e como estava do mesmo modo se olhando no espelho com o jaleco de Cameron há uns anos atrás.  

— Por que dessa cor, Regina? Não seria mais próximo do real se tivesse a cor do corpo de vocês? — Ruby perguntou se aproximando da amiga.  

— Bom, eu tenho raízes latinas e Emma nunca te contou de quando tentou perder a virgindade? Quando se trata de homens ela gosta assim. — Apontou para o pênis. — Agora o motivo você vá perguntar a ela. — Completou e tirou a cinta do corpo. — Gostei. Vou levar esse. — Informou a atendente e lhe entregou as coisas para que ela fizesse a notinha e embrulhasse.  

— Você comentou que ela é virgem... Bom, mesmo que bem, vocês já tenham... — A atendente tentou explicar e apontou para a mão de Regina quando não conseguiu. — Ela pode se sentir desconfortável no início. Talvez os lubrificadores ajudem. — Acrescentou enquanto se dirigia para o caixa e Regina a seguia. — Temos os com sabor, há vários sabores diferentes mas muitas pessoas reclamam de alergia. Você disse que ela é sua noiva e se isso for para o casamento... talvez para a lua de mel seja melhor não correr o risco. Os que não dão alergia são a base de água e temos sem cheiro ou com aroma de morango. — Explicou.  

— Vou querer os dois por favor. — Regina pediu e a mulher assentiu. Enquanto ela pegava os lubrificantes, Regina continuou no caixa aguardando e se distraiu com algo que lhe chamou a atenção. Quando se aproximou, viu que eram camisinhas e viu também vários sabores diferentes. — As camisinhas também dão alergia? As com sabor? — Perguntou quando a mulher voltou.  

— Bom, pode acontecer. Mas não chega nem aos pés das reclamações com o lubrificador. — Respondeu e Regina ficou pensativa. Pegou alguns pacotes e tentou ler o que estava escrito, desistiu quando viu a letra minúscula e a luz da loja não ajudava muito. Resolveu que queria testar e optou pela caixinha de algumas unidades com sabor e encheu a outra mão com camisinhas normais.  

— Vou querer essas também. — Disse colocando as camisinhas no balcão e ouviu os passos de Ruby vindo de onde estavam antes. — Vai montar um sex shop para você? — Perguntou divertida ao ver a morena carregando uma montanha de coisas. Algemas, vibradores, viu até uma cinta como a que comprou porem o pênis era claro e rosadinho. — O que vai fazer com isso? — Perguntou rindo e apontando para a cinta.  

— Killian tem suas fantasias... Ele comentou sobre isso há um tempo atrás e isso é melhor do que ele ir procurar um de verdade, certo?  

— Se você diz... — Regina respondeu e voltou a atenção para suas coisas. Pagou, pegou a sacola e esperou a amiga, agora iriam para a casa dela deixar o que compraram lá. Regina sabia que a curiosidade de Emma falaria muito mais alto e ela procuraria, se achasse, a surpresa estaria arruinada então era melhor não arriscar.  

{Regina Mills} 

— Kris? Emma? — Chamei quando entrei no apartamento. Ouvi o barulho da televisão da sala no primeiro andar e andei até lá. Emma estava cochilando toda jogada no sofá e Kristin prestava atenção no que passava na tv, eu não havia sido notada ali.  — Olá! — Falei um tanto mais alto, Kristin se virou para trás e Emma despertou assustada.  

— Oi amor! Estávamos esperando você chegar. — Emma disse se levantando e veio até mim, selar seus lábios nos meus.  

— Quer ir pra cama? Parece cansada. — Falei abraçando-a. Ela se deitou em meus ombros e assentiu enquanto bocejava.  

Nos despedimos de Kristin e subimos. Emma se deitou na cama com um tablet enquanto eu tirava a roupa para um banho. Sentia seu olhar queimando sobre mim, já tínhamos avançado um pouco na nossa relação embora ela ainda não me tocasse, mas eu me esfregava nela dependendo da posição e mesmo eu sempre estando de calcinha nesses momentos eu conseguia amenizar um pouco a vontade que tinha de deixá-la me tocar. Agora as coisas já tinham mudado, mas eu realmente coloquei na cabeça que queria esperar o casamento, e agora estava próximo.  

Tomei meu banho e demorei um pouco. Pensei que Emma estaria dormindo quando eu saísse, mas não estava, estava jogando no tablet. Tirei o roupão que vestia e coloquei uma camisola de seda lilás, era a favorita de Emma. Quando me sentei na cama pronta para deitar ela deixou o tablet de lado e me olhou sorrindo. 

— Pois não? — Perguntei me deitando e me aproximando do corpo dela.  

— Você me prometeu algo hoje. Não se faça de boba. — Respondeu séria. Eu sorri e capturei seus lábios para um beijo rápido.  

— Você está mesmo de acordo com isso? Eu não vou ficar chateada se não estiver. — Falei.  

— Estou. Também acho que vai ser legal e acho que agora mesmo com tudo já resolvido vai ser uma grande correria. — Disse e me sorriu sincera.  

Ok. — Respondi animada e me deitei em cima dela. A beijei com calma e senti sua vontade de aumentar a intensidade do beijo. — Espera! — Pedi. — Vamos com calma... Se esse é o último sexo que faremos antes do casamento, eu quero ter você a noite toda.  Nessa pressa toda você vai se cansar. Quero você rebolando na minha boca até vermos a claridade do dia de amanhã bater na cortina. Pode ser? — Perguntei e ela assentiu com um sorriso safado.  

Emma olhou para os meus lábios e mordeu o seu antes de me chamar sensualmente com um dedo para continuar o beijo. A beijei com calma novamente e lentamente minha mão começou a reexplorar o corpo que eu já conhecia tão bem a esse ponto, mas era sempre maravilhoso sentir sua textura, suas curvas e pequenos detalhes. Queria dar muita atenção a Emma no sentido sexual essa noite. Por mais que tivesse a surpresa preparada para ela na nossa lua de mel, ela sabia que aquela noite poderia me tocar pela primeira vez e queria que a noite fosse focada em mim. Quando ela me disse algo parecido com o que acabei de dizer a ela, não me importei muito. Eu realmente estava sedenta por aquela noite, sedenta por sentir Emma me tocar e me chupar. Estava sedenta me entregar e ser completamente dela. A noite toda. 


Notas Finais


Comentem por favorzinho!!

Bom, eu desativei o link do grupo no whatsapp porque primeiro: Pra quem tá nesse capítulo é tarde demais para entrar. E segundo: Tem gente nos capítulos iniciais entrando e vai receber spoiler muito grande, também o grupo acabará para quem não continuar lendo minhas fanfics, Aliás, retornarei com todas minhas fanfics agora. Antes que as pessoas se desencantem com SwanQueen e consequentemente com as histórias... Tenho muita coisa escrita que não quero desperdiçar, sem contar as novas que estão vindo que serão Roni x Emma. Enfim, visitem meu perfil para saber a sinopse das outras, em breve estarão sendo repostadas. Lost for love será a principal delas, assim como Amor a distância foi agora. Mesmo eu focando aqui, eu revisava e postava lá, vai ser o mesmo esquema, vou escrever Lost for Love e revisar Learning how to love you e ir postando os já prontos, que são uns 30 (pequenos). Ambas também já estão se encaminhando para um final nos meus arquivos. BUT ANYWAY, EU FALO MUITO MAS AGORA VEM O MAIS IMPORTANTE.

Bom, como vocês viram, vai ter um hot com strapon na lua de mel delas. Tem muita gente que não gosta e por isso eu vou colocar uma espécie de alerta quando for começar e quando terminar. Assim a pessoa pode pular e continuar sendo feliz com a transa da personagens. Era só isso mesmo. Qualquer coisinha baixa lá no meu twitter: @eviiduckling


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