História Amor à distância - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~heyParrilla_

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Ouat, Swan Queen
Exibições 150
Palavras 2.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá. Esse capítulo se passa alguns dias depois do anterior. Lembrando que esse foi o último capítulo que postei antes de apagar, então o próximo já é novidade.
Boa leitura!!

Capítulo 6 - Capítulo VI


Regina Mills 

Estava no meu almoço com meu amigo Archie comendo um sanduíche natural, se minha mãe visse aquilo ela com certeza me mataria mas ah, tinha verduras no sanduíche e já era o meu segundo. Archie tinha levado o próprio lanche e inicialmente, no caminho para a escola, eu tinha comprado um pra mim e um pra ele. 

— Por quê será que Belle não veio hoje? — Archie perguntou subindo seu óculos que tinha ido parar na ponta do nariz após ele dar um espirro.  

— Eu  não sei, eu não falei com ela esse fim de semana. — Respondi dando a última mordida no meu sanduíche. Archie me ajudou a limpar o lixo da mesa e a sujeira que fizemos para voltarmos para a sala. Quando nos levantamos e fomos passando entre as mesas um certo grupinho riu de nós, era um grupinho da minha sala que se sentava na frente perto da porta, eu, Archie e Belle nos sentávamos na fileira da janela entre as carteiras do meio.  

Eles sempre zoavam nós três, Archie principalmente mas como eu e Belle andávamos com ele, éramos zoadas por isso. Eles me zoavam por estar sempre de preto e por eu ser muito calada também. Me irritava, mas eu não dava atenção, pessoas daquele tipo não a mereciam segundo o que Emma veio falando comigo a semana inteira. Ela era a pessoa que mais me dava força para continuar, afinal, era a única a saber as piores coisas que aconteciam comigo aqui, nem mesmo Zelena sabia.  

— Regina, eu terei que ir embora mais cedo. — Archie disse ao entrarmos na sala, o olhei indignada e parei na porta. Ele me olhou divertido e riu.  

— Você não pode me deixar aqui. — Falei, a cada segundo eu ficava mais indignada ainda. Tudo piorou quando a próxima professora pediu um trabalho em dupla e eu fiquei sem alguém conhecido, como sempre quando Archie e Belle não estavam ali.  

— ... Então, vejam esse vídeo que está no material de vocês e passem o diálogo traduzido para um papel e me entreguem até o fim da aula. — A professora falou quando maioria das duplas foram formadas, abaixei minha cabeça e fiquei quieta no meu lugar esperando e torcendo para que eu sobrasse. 

— Regina, faça com a Victoria. — A mulher falou e fechei meus olhos com força pedindo mentalmente para que eu tivesse ouvido coisas. 

— Professora, deixa a gente fazer em trio, por favor!! — O sotaque australiano soou e revirei meus olhos.  

— Eu faço sozinha professora, não tem problema. — Tentei.  

— É uma atividade em dupla, se tivesse faltando alguém, Regina, eu deixaria. Mas não é o caso aqui, se juntem e não percam tempo. — Se dirigiu a mim um tanto grossa e eu assenti, ouvi os sussurros do pessoal e peguei alguns olhares idiotas mas ergui a cabeça, peguei minha mochila e me sentei ao lado da loira. Ela respirou fundo e fez um cara de desgosto mas pegou o fone para ela e começou a ouvir a atividade.  

— A professora disse que é uma atividade em dupla, eu devo fazer também. — Falei quando ela abaixou o fone para começar a escrever a tradução das primeiras frases.  

— É em dupla sim mas seu cérebro deve ser tão pequeno que não estou contando contigo. Eu consigo fazer isso sozinha. — Respondeu e voltou a colocar o fone para ouvir o resto. Meu rosto formigou inteiro e veio a primeira vontade de chorar mas eu não permitiria. Depois de um tempo ela abaixou o fone novamente e me olhou, eu estava tentando ler as palavras que ela escreveu. — Prostitutas sabem ler? — Perguntou naturalmente.  

— Desculpe, o quê? — Perguntei franzindo o cenho, não queria acreditar que foi exatamente aquilo que eu tinha ouvido.  

— Quer dizer, você tem super cara de prostituta. Duvido que não faça nada com esse corpo seu. E essas saias sociais que você usa são ridicularmente curtas e apertadas, os decotes então, nem se fala. Isso quando você vem vestida desse jeito, parece que só tem essa roupa. O que reforça pra gente que você é uma puta é que você é pobre, esse deve ser o único jeito de se manter nesse país que eu nem sei como te deixaram entrar e de comprar as roupas ridículas que você usa quando não está vestida com os terninhos de bazar. — Respondeu e me dedicou um sorriso no fim, eu a olhava incrédula. Ela olhou para os amigos que estavam sentados próximos a nós e eles prestavam atenção, eles tinham ouvido tudo. Ela assentiu e eles riram, provavelmente foi algo combinado. 

Engoli o choro e fitei minha mesa, fazendo desenhos imaginários em cima da mesma enquanto balançava minhas pernas nervosamente. Victoria terminou o exercício e quando eu tentei pegar o papel para por meu nome ela o puxou, alegando que eu não tinha feito nada. Ela se levantou e entregou o papel para professora, a mesma leu o cabeçalho e me olhou por cima dos óculos. 

— Regina.. Venha aqui por favor. — A professora pediu e me levantei, a contragosto, mas me levantei e fui até ela. Percebendo que eu não ia falar nada ela continuou. — Por quê seu nome não está no exercício? — Perguntou e eu dei de ombros. — Se você não disser nada eu não posso te ajudar. — Continuou e eu dei de ombros de novo, mexia nervosa na borrachinha de sua mesa, uma lágrima começou a cair e olhei para cima revirando os olhos, tentando não chorar. 

— Eu posso ir ao banheiro? — Pedi um tanto embolado, o nó que se formava há um tempo na minha garganta dificultava minha fala. Ela pareceu pensar por um tempo e acabou deixando. Peguei meu celular na mochila e corri para o banheiro escondendo meu rosto de todo mundo que passava por mim.  

Eu: Oi 

Emma: Bom dia meu anjo, tudo bem? 

Eu: Na verdade não, pode conversar? 

Emma: O que houve? 

Eu: Nada, você pode conversar? 

Emma: Claro que posso mas é óbvio que aconteceu algo Regina.  

Emma: Foram eles de novo não é?  

Eu: Eles me chamaram de puta, Emma.  

Poucos segundos se passaram após eu mandar a última mensagem e meu telefone começou a chamar, o nome Emma passou a brilhar na tela. As lágrimas que caiam pelo meu rosto nem sei se seria capaz de controlá-las outra vez, mas quando atendi a chamada e a voz da minha loirinha soou do outro lado eu quis sorrir. Quis sorrir porque em uma semana ela era mais que um porto seguro para mim, podia sentir seus braços me segurarem quando estava prestes a cair, ela sabia dizer as exatas palavras que eu precisava ouvir, ela falava que eu era o anjo dela mas na verdade ela era o meu anjo. 

— Primeiro, pare de chorar e depois fale comigo. — Minha loira pediu, tentei respirar fundo algumas vezes e controlar minhas lágrimas mas não consegui.  

— Eu não consigo. Eu só preciso saber que você está aqui comigo. — Falei com dificuldade já que toda hora precisava buscar o ar que me faltava devido ao choro. 

— Regina, me diz o que aconteceu. É melhor você desabafar, onde você está? Sua aula já acabou? Está sozinha? Por favor pare de chorar e fale comigo. — Emma pediu já um pouco chorosa no final da frase, sua preocupação comigo era clara. Chorei por alguns minutos e ela chorou comigo, ela chorou comigo sem saber o que tinha acontecido. Respirei fundo tentando controlar os soluços e a respiração e depois de mais alguns minutos eu contei tudo a Emma, com as mesmas palavras que aquela loira ignorante dirigiu a mim. Enquanto contava ouvi alguém entrar no banheiro e parei de falar, quando ouvi o barulho da porta se fechando voltei a detalhar todo o ocorrido.  

— Acho que vou desistir do curso. Eu não aguento mais isso Emma, eu não mereço isso. Eu não fiz nada para merecer isso. Eu já aprendi espanhol, era o que eu queria, não preciso de nenhum certificado estúpido.  

— Regina, olha... o que essas pessoas dizem ou pensam sobre você não definem quem você é. Machuca, eu sei mas você precisa ser forte, sua mãe não vai deixar você desistir do curso, no mínimo ela vai sair da França e ir aí ver o que está acontecendo. Duvido que você queira isso né? Tem outras turmas na escola? Tente mudar de turma, converse com algum superior só não deixe as coisas assim. Não se deixe levar por esses comentários maldosos de pessoas que nem te conhecem, elas querem que você desista, não deixe que eles provem do sabor da vitória. Lembra que quarta-feira estávamos conversando e eu disse que desistiria de aprender a cozinhar e me você perguntou se os Swan desistiam das coisas? Você disse que os Mills não, você é Regina Mills, certo? —  Emma finalizou a frase e eu já tinha parado de chorar, estava prestando atenção auditivamente mas meu olhar estava perdido nas frases escritas na porta do banheiro em que eu estava. Quando ia responder alguém bateu na porta. Tirei o telefone do ouvido e tentei ouvir algo, nada. Sem querer, desliguei o telefone e as batidas vieram novamente me assustando e impedindo de refazer a ligação 

Eu: Alguém está batendo na porta.  

Emma: Não abre, pode ser ela.  

Fiquei um tempo pensando no que fazer, depois de ler a mensagem de Emma quis menos ainda abrir a porta e meio que prendi a respiração, torcendo para que a pessoa fosse embora e me deixasse em paz, principalmente se fosse Victoria e aquela sua gangue louca. 

— Regina, sou eu, sua professora. Por favor saia dessa cabine e fale comigo, precisamos conversar. — Ouvi a voz mansa da professora soar do lado de fora e me apavorei, não sabia o quanto ela tinha ouvido, SE tinha ouvido algo ou se eu estava encrencada por demorar tanto a voltar para a sala. Respirei fundo e destranquei a porta, colocando apenas metade do meu rosto para fora procurando analisar primeiro a expressão que se encontrava em seu rosto.  

Sim, ela tinha ouvido tudo. Fomos até sua sala e ela me passou basicamente o mesmo discurso de Emma porem com a promessa de fazer algo que Emma não podia, dar um jeito de faze-los pagar pelo o que fizeram mas eu não queria, queria ignorar aquilo e como Emma me pediu, seguir em frente de cabeça erguida. A professora me permitiu ficar na sala dela fazendo exercícios extras até próximo do fim da aula para eu não encontrar pessoas desagradáveis enquanto esfriava a cabeça, quando faltavam 15 minutos ela me trouxe minha mochila e disse que eu estava liberada para ir embora antes de todos.  

Me perdi no turbilhão de pensamentos que se passavam na minha cabeça e acabei me esquecendo do meu telefone no caminho do metrô, ainda mais que percebi um homem me seguindo desde quando sai do prédio em que estudava. A plataforma da estação estava vazia, o que indicava que eu esperaria ainda por um tempo então preferi me sentar para aguardar, não muito tempo depois o mesmo homem que vinha me seguindo apontou no alto da escada e meu coração gelou, ele era incrivelmente bonito mas um rostinho bonito não define nada, ele estava atrás de mim e aquilo estava me assustando. Seu cabelo era castanho claro, pele clara, tinha barba e ele vestia uma blusa azul escura e gravata, com um colete cinza social por cima junto de uma jaqueta preta e calça jeans da mesma cor que o colete, muito charmoso para mim. Ele me pegou o encarando descaradamente e sorriu, me cumprimentando ao chegar mais perto, retribui o cumprimento com um aceno de cabeça e ele se sentou ao meu lado, fazendo-me arregalar os olhos ao criar mil teorias em minha mente.  

— Oi! Hm, você pode me informar as horas? — Perguntou apontando para meu relógio de pulso. Olhei para o mesmo e tentei olhar as horas, já era difícil, nervosa então eu levei uma eternidade para descobrir que horas eram. 

Após eu lhe passar a informação que pediu ele começou a puxar conversa, inicialmente sobre o metrô mas achei estranho e não gostava muito de quem saia conversando assim "do nada". O respondi o mais educada possível até entrar de cabeça na conversa, ele era legal, parecia só querer bater um bom papo. Graham era o nome dele, seus olhos eram azuis e lindos, me perdi ali várias vezes mas fiz de tudo para que ele não notasse. Acabamos pegando o mesmo vagão e descemos na mesma estação, ele não morava na Espanha e não conseguiu me explicar seu emprego, mas assim como Zelena ele também vivia viajando e estava hospedado perto de mim.  

Falamos sobre tudo, principalmente meu amor pela fotografia. Quando ele me deixou na porta do meu prédio trocamos nossos números de telefone e quando ele chegou em casa me mandou alguns exemplos de ensaios fotográficos infantis externos, fiquei surpresa demais porque juro que não esperava. "Consegue fazer algumas assim da Maria?" Era a frase que vinha logo abaixo das fotos, Maria era sua filha de 4 aninhos sobre qual tínhamos conversado. Eu confirmei e ele perguntou quanto eu cobraria, não consegui cobrar, nunca tinha feito nenhum trabalho para fora, apenas para a minha família e isso tinha muito tempo, também tinha tirado algumas fotos de Belle e sua sobrinha e por causa dessas ele disse que eu tinha que investir e que podia usar Maria no meu portfólio. Primeiramente achei que estivesse brincando, mas agora, percebi que claramente não estava, marcamos o horário, local, ele me mandou fotos de roupas da Maria para que eu escolhesse as melhores e tudo mais.  

Aquilo me fez bem de uma maneira inexplicável, esqueci sobre todos os ocorridos ruins do dia e me foquei do momento em que sai da escola para frente, até agora. Enquanto havia pessoas como aquelas que infernizavam, haviam pessoas que me fazia bem, me faziam melhor e me faziam sorrir, como Emma e como Graham, meu novo amigo. Sim, novo amigo. 

Eu: Emma!!!! Eu estou tão feliz!!!  

Mandei ao me deitar na cama, após a conversa com Graham que terminou tarde eu fui tomar um banho e jantar, me deitei em minha cama já agarrada com o celular para conversar com Emma esperando que ela tivesse tempo para mim, decidi não estudar aquele dia.  

Emma: Conte-me sobre isso *-*.


Notas Finais


Não se esqueçam do nosso grupo no whatsapp, falamos de fanfics, OUAT, Morrilla e tudo que envolva Lana e Jmo. Venham!!

Não se esqueçam também da playlist no spotify, já tem as músicas que serão do capítulo 7 ao 10. Atualmente estou escrevendo o capítulo 8 e ele já tem mais de 6 mil palavras, é na visão da Regina e é adorável. Espero que vocês gostem dele quando eu postar aqui. Comentem!!


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