História Amor a... Segunda vista! (Akai Ito) - Capítulo 17


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Calipso, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper Mclean, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano
Tags Colegial, Percy Jackson, Romance
Exibições 406
Palavras 2.322
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - CAP 17 - Um batom vermelho, faz toda diferença... Na alma!


Percy morava em um condomínio luxuoso, um dos mais luxuosos da cidade. Eu não estava muito apresentável para ir a casa do Percy, embora eu achasse que chegar de salto alto seria um pouco exagerado. Me senti estranhamente nervosa, era a primeira vez que eu estava indo a casa de um garoto. Pensando sobre isso, Jason talvez nunca tivesse tido a idéia de me chamar para uma visita, ele nem ao menos sabe onde eu moro, já o Percy sabia e, eu nem sabia que ele sabia.

- Não precisa ficar nervosa – Percy disse rindo enquanto estávamos no elevador.

- Não estou nervosa – Eu menti e, eu mentia muito mal.

- Não se preocupe, meu padrasto...

- Padrasto? – Eu me tremi. Aquela palavra me causava arrepios – Achei que fosse seu pai...

- É como se fosse, eu o tenho como meu pai – Ele analisou minha cara pálida – O que foi?

- Eu não tenho boas lembranças envolvendo padrastos – Eu desviei o olhar

- Algo que pode compartilhar? – Ele perguntou calmamente, em um leve tom preocupado.

- Não, eu não quero falar sobre isso – Eu suspirei e, me acalmei – Eu estou bem...

Percy me analisou e, pareceu diminuir a preocupação.

- De qualquer forma, ele não está – Percy disse – Só minha mãe e, ela está grávida.

- Serio? – Meu humor logo mudou

O elevador chegou ao andar, Percy me guiou até a porta e, pegou suas chaves para abrir. Não era só o condomínio que era luxuoso, o apartamento onde ele morava também.

- Boa noite, mãe! – Ele disse ao entrar – Essa é a Annabeth.

A mãe do Percy estava assistindo TV e, comendo um balde de sorvete, sua imensa barriga vazia um volume um tanto irregular.

- Annabeth? – Ela arregalou os olhos como se meu nome fosse algo que ela costumava ouvir – Um prazer te conhecer, nossa, você é tão linda... Meu nome é Sally.

- Eu já falei de você para ela – Percy explicou, embora tenha dito aquilo de um jeito normal.

- Espero que ele tenha dito coisas boas sobre mim – Eu tentei não ficar sem graça.

- Mas é claro que foram...

- Vamos para meu quarto – Percy me puxou. Dona Sally riu, mas não protestou.

- Sua mãe está com um barrigão – Eu comentei enquanto entravamos em seu quarto.

Não era bagunçado como eu imaginei que seria, era tudo organizado, tinha muitos livros e, coleções de CDs, a cama era de casal, tinha ar condicionado, uma suíte, uma TV plasma na parede e, um Mac na escrivaninha, não era um computador, era um Mac, da Apple e, a tela era tão grande que com certeza aquilo deveria custar o valor da minha casa inteira.

- Ela está de oito meses, é uma menina – Ele jogou sua mochila no chão e, sentou-se na cadeira perto do seu “computador” – Fique a vontade... Ele apontou para cama.

- Você vai ser um irmão ciumento? – Eu perguntei puxando assunto

- Talvez, eu não me acho muito ciumento – Ele fez uma careta. Embora ele tivesse uma cara de garoto extremamente ciumento.

- O que falou de mim para sua mãe? – Perguntei enquanto eu sentava

- Da briga com a Reyna – Ele disse rápido demais

- Logo da briga? – Eu resmunguei

- Foi uma grande briga, eu pude ver o potencial que você tem em desferir golpes assustadores  – Ele enfatizou e, eu não pude deixar de rir.

Eu estava nervosa e, sem assunto.

- Onde está minha batata frita? – Tentei puxar assunto de qualquer coisa, para o silencio constrangedor não nos invadir.

- Não tem – Ele admitiu e, começou a checar suas mensagens pelo PC

- Você me enganou? – Perguntei horrorizada

- Enganei – Ele admitiu

- Não acredito que fez isso, porque?

- Se eu não tivesse algo para barganhar, você não viria – Ele disse como se fosse obvio.

- E porque tinha que me trazer especificamente para sua casa?

Percy virou a cadeira rotativa para mim, ele ficou alguns segundos me encarando. Talvez pensando em uma boa desculpa, despois ele deu um largo sorriso.

- Porque vamos a uma festa aqui do condomínio – Ele deu um joinha

- Festa? – Eu me levantei – Ficou maluco? Olha meu estado.

Percy me olhou dos pés a cabeça, mas ele não fez uma cara de desinteresse, ele fez uma cara muito interessada e, eu acabei corando.

- Mãe! – Ele gritou e, acabou me assustando

- Oi! – Ela gritou de volta

- Você tem alguma roupa legal, para Annabeth ir a uma festa aqui no condomínio comigo? – Ele esperou a resposta.

- Ai meu Deus, mas é claro que eu tenho – Ela disse em frenesi.

Percy me encarou sorrindo e, deu de ombros.

- Problema resolvido – Ele continuou com um sorriso perfeito e, idiota.

- Você é um idiota – Eu revirei os olhos.

- Eu prefiro “Cabeça de alga” – Percy fez um bico insatisfeito.

A mãe do Percy foi até o quarto e, me chamou. Percy a olhou imediatamente, uma conversa de olhares, eu odiava isso, nunca dava para decifrar conversa de olhares.

- Eu entendi querido – Dona Sally disse calmamente. – Venha querida – Ela me chamou

Ela era tão doce quanto o Percy.

Dona Sally me mostrou inúmeros vestidos de festa casual, eu estava rezando para que não coubesse em mim, mas cabiam. Eu acabei escolhendo um conjunto que estava na mora, uma saia amarela longa de cintura alta e, uma abertura até o meio da minha coxa e, um croped de renda preto. Ela arrumou meu cabelo, mas eu preferi deixá-lo solto, ela concordou dizendo que havia ficado melhor e depois, me maquiou.

- Eu gostei de você – Ela tagarelava – Uma vez uma garota apareceu aqui de surpresa, dizendo que era a namorada do Percy. Eu desconfiei, ele nunca havia mencionado ela...

- Caly – Eu travei os dentes. Um sentimento ruim, passou por mim.

- Sim, ela mesmo – Dona Sally pareceu se lembrar – Ela entrou e, fez questão de vir acordar o Percy, sempre com a desculpa de ter algo para estudar... Eu não fui muito com a cara dela, eu não queria ela com meu filho.

- Ah, mas ele gostava muito de ficar com ela – Eu disse em um tom sarcástico

- Percy sempre teve flertes, mas ele nunca teve uma namorada – Dona Sally admitiu – Quando Paul o questionou isso, ele disse que se um dia ele apresentasse uma garota aqui em casa, ele se casaria com ela, mas se ele nunca apresentasse, que não era para nos preocuparmos...

- Muito romântico – Eu fiz uma careta

- Você foi a primeira a quem ele me apresentou – Ela disse um pouco distraída e, eu corei – Isso me surpreendeu e... – Ela parou por alguns instantes – Mas... Ele te apresentou como amiga, então não precisa criar coisas na cabeça. – Ela disse nervosa.

- Eu não pensei – Eu disse um pouco envergonhada

- Só falta o batom – Ela disse me entregando um batom vermelho e, mudando de assunto.

- Isso é muito vermelho – Eu resmunguei

- Vai combinar – Ela insistiu.

- Eu não sei... Eu não sei se combino com essas coisas – Eu disse frustradamente. – Eu já me arrumei uma vez, para o baile da escola, não teve efeito, não foi o suficiente.

Dona Sally tocou meu queixo e, fez com que eu a olhasse.

- Para quem, que não fez efeito? – Ela perguntou em um tom doce.

- Para o garoto que eu gostava – Eu disse sem animo

- Mas e, para o garoto que gosta de você fez – Ela disse com calma, projetando um sorriso.

- Esse garoto não existe – Eu fitei o chão

- Um dia você vai perceber que existe, que sempre existiu – Ela se sentou ao meu lado.

- Talvez o problema seja os mundos paralelos – Eu admiti – Eu sou uma garota de classe baixa, que mora em uma favela, em uma casa sem reboco e, que não conhece o pai, o que eu tenho para oferecer a garotos que tem o mundo nas mãos?

- Annabeth... – Ela sussurrou com um tom de pena – Você tem muito mais a oferecer do que imagina, assim que ti vi, tive a impressão de que seria uma garota surpreendente no futuro.

- Eu tento – Dei de ombros – Tento de verdade enxergar esse futuro

- Eu entendo porque o Percy resolveu te levar a uma festa, tão der repente – Dona Sally sorriu – Seu olhar, sua feição dizem o quanto está deprimida, o quanto precisa expirar esses sentimentos ruins.

- Percy é um ótimo amigo – Eu sorri – Eu não tinha intenção de ser amiga dele, mas... Ele me conquistou... – Eu pisquei com minhas próprias palavras – Ai meu Deus... Ele me conquistou.

- Você diz isso como se fosse ruim – Dona Sally me olhou preocupada.

- É muito ruim! – Eu disse com firmeza - Percy gosta de alguém – Eu a encarei.

- Percy gosta de alguém... – Dona Sally repetiu – É, isso é bem notável... Mas, eu pensei que...

 – Eu estou atrapalhando ele – Eu a interrompi - Eu não posso ir a essa festa, eu não sei se ainda gosto do Jason, eu não sei se sinto inveja da Piper, me acho uma péssima amiga por pensar assim, mas eu tento ser sincera e, agora estou começando a sentir algo por alguém, que desde o primeiro momento foi sincero em dizer que gosta de uma garota e...

- Annabeth, querida – Dona Sally me parou. – Calma!

Eu me senti envergonhada, eu acabei falando demais e, falando coisas desnecessárias para uma mulher que eu tinha acabado de conhecer.

- Eu não posso ir a essa festa, eu não posso mais ser amiga do Percy – Eu estava quase chorando. – Eu não sou compatível, com nenhum deles, a verdade é essa... Eu não sou...

- Ei, ei, ei – Dona Sally se levantou e, me levantou junto e, me levou para frente do enorme espelho do seu quarto – Olhe-se. – Ela ordenou.

Eu dei uma bela olhada em mim, eu estava elegante, muito mais que na festa do baile, mas ainda me sentia um lixo. Dona Sally puxou meu rosto para si e, passou o batom vermelho e, me fez dar uma outra olhada no espelho. Eu era outra mulher, como um simples batom podia fazer uma diferença dessa? Eu parecia mais velha, mais madura e, muito mais respeitável.

- Viu? – Ela olhou para mim, através do espelho – Você é compatível, com qualquer um, porque o que faz a pessoa ser digna não é sua classe e, sim seu espírito. O batom vermelho representa seu espírito e, é ele quem te transforma de um nada, em um tudo.

Eu digeri suas palavras com surpresa, nunca ninguém havia me dito algo tão honroso e, profundo, nunca alguém tinha me reconhecido tanto como aquela mulher, olhando para ela, eu conseguia enxergá-la no meio de duas outras mulheres importantes para mim. Minha mãe e, a vovó Anna.

- Obrigada – Eu dei um sorriso calmo.

- Olhe-se de novo Annabeth, veja como seu sorriso é lindo, ele com certeza é algo importante para alguém. – Ela deu um sorriso confortante.

- Ainda me sinto insegura – Eu admiti

- Isso é normal na sua idade, você está passando por um turbilhão de sentimentos, confusos e, escolhas difíceis – Ela tocou minha mão e, me encarou – Eu queria pode dizer que você nunca irá sentir dor, mas a vida não é tão fácil assim. Você ainda irá passar por muitos conflitos e, escolhas difíceis.

- Obrigada, Dona Sally – Eu suspirei com um sorriso.

- Ei! – Percy bateu na porta – Pronta.

 Eu suspirei mais uma vez, me olhei no espelho mais uma vez e, dei um grande sorriso.

- Estou, cabeça de alga! – Eu disse em um tom alegre.

Quando sai do quarto da mãe do Percy, ele pareceu não acreditar no que estava vendo. Imediatamente seu rosto corou. Seus olhos passearam por mim e, não vou fingir que não gostei, eu gostei de ter surpreendido ele.

- Algum problema? – Eu perguntei

- Nenhum – Ele apertou a boca. Ele entregou meu celular – Sua mãe ligou, eu atendi.

- Ai meu Deus, o que ela disse? – Perguntei preocupada

- Eu avisei que você chegaria tarde hoje... Ela disse “Não acredito nisso, sem me avisar? Terei que diminuir mais uma hora de estudo dessa garota... Divirtam-se” – Percy tentou não rir.

- Essa é a minha mãe – Eu dei de ombros

- Divirtam-se – Dona Sally disse calmamente.

- Eu adorei sua mãe – Eu sussurrei para ele.

- Eu sei, ela é incrível – Ele sorriu orgulhoso.

- Posso? – Ele fez menção a uma foto no seu celular enquanto esperávamos o elevador.

- Claro! – Nós juntamos nossos rostos e, fizemos uma pose.

- O que é essa festa? – Perguntei assim que desfiz a pose.

- Aniversario de um colega – Ele disse sem dar importância - Eu não pretendia ir porque eu não conheço ninguém que estará lá, foi um convite obrigatório, porque o pai dele trabalha com meu padrasto, mas... Acho que vai ser divertido. – Ele deu de ombros.

Percy estava muito bem apresentável, um esporte fino casual e, exageradamente cheiroso.

- Você caprichou também – Eu disse em tom de brincadeira.

- Você está linda – Ele me fitou – Não tive oportunidade de dizer isso no dia do baile, ainda bem...

- Porque?

- Porque você está muito mais bonita hoje e, é como se fosse algo único, porque será uma festa, onde não conheceremos ninguém, apenas eu e, você...

- E o aniversariante – Eu interrompi – Que você conhece...

- Você é uma estraga prazer, Annabeth – Percy revirou os olhos, mas não conseguiu resistir a um sorriso.

Nós descemos de elevador até a área de espaço de festa, o som alto já podia ser escutado dali. Tinha jogos de luzes e, uma fumaça, era quase uma balada, eu me senti empolgada, a musica e, o grave faziam meu coração palpitar de nervosismo.

- Me acompanha, senhorita sabidinha? – Percy ofereceu o braço.

- Quanto cavalheirismo, Sr. Cabeça de alga!  – Eu o agarrei e, juntos andamos ao mais profundo abismo da noite de diversão.


Notas Finais


Preparem o coração, amanha sai o ep especial que tem algumas narrações do Percy.
Agora que a Annie ja entendeu que gosta do Percy, será que ela finalmente vai entender que ele gosta dela? ;O

- PROXIMO CAPITULO: ESPECIAL - Sentimentos conectados, a base do álcool!


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