História Amor a... Segunda vista! (Akai Ito) - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Calipso, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper Mclean, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano
Tags Colegial, Percy Jackson, Romance
Exibições 423
Palavras 3.964
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - CAP 18 - Sentimentos conectados, a base do álcool.


 Percy

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Ela não estava apenas linda, ela estava radiante, apesar de que eu sempre penso nela como alguém radiante. As vezes eu me pergunto como, e quando eu me dei conta de que estava apaixonado por ela. Lembro-me de quando ela chegou à escola há quase três anos, um pouco tímida e, envergonhada, um pouco sem graça admito, mas com uma determinação intrigante. As pessoas caçoavam dela e, foi isso que atiçou minha curiosidade... “Quem era aquela garota?” Desde então comecei a observá-la mais vezes do que eu deveria, comecei a rir do quanto ela era desastrada e, achava fofo o jeito que ela resmungava em voz baixa, comecei a notar o quanto os livros eram parte dela e, me interessei pela sua intelectualidade. Ela era diferente, eu decidi... Ela era única.

Desde então meus olhos nunca mais deixaram de notá-la, mas toda vez que eles se encontravam, ela os desviava. O tempo foi passando e, quanto mais ela se distanciava, mais vontade eu tinha de me aproximar, mas era como se eu fosse invisível, isso também despertou interesse em mim, enquanto a maioria das garotas me veneravam, ela nem sabia que eu existia. Mal sabe ela que a decisão que eu tive de sair do foco de “garoto mais popular” foi por ela. Eu comecei a agir com mais frieza e, mais timidez, me esforcei para sair de toda aquela atenção que eu recebia, na intenção de ser alguém que ela pudesse enxergar... Nossos olhos continuavam a se encontrar, mas nunca permaneciam na mesma direção. Até que um dia eu entendi o porque... Ela era apaixonada pelo meu melhor amigo e, isso me quebrou por dentro, teve vezes que cogitei a idéia de mudar de escola, só para não ter que ver seu olhar sobre ele, o olhar que eu tanto desejava... Mil vezes eu tentei desistir dela, mil vezes eu falhei nas minhas tentativas, porque sempre que eu me decidia, nossos olhos se encontravam e, eu me derretia. Eu sempre tinha algo para falar dela, na intenção de fazer as pessoas reconhecê-la.

“Passou em primeiro lugar na universidade federal” Eu disse a um garoto que comentou dela como a garota mais sem graça da escola.

“Os olhos dela são cinzas” Eu disse aos meus amigos quando eles tentavam discutir se eram verdes ou azuis.

“Ela não é uma garota frágil” Eu disse a um dos meus colegas, depois que a Caly tentou uma briga com ela no ginásio.

“Você é um idiota por ter feito isso, minha vontade é de quebrar sua cara, mas eu tenho certeza que ela fará isso, quando você contar a verdade” Eu disse para o Jason no dia do baile e, ela cumpriu a promessa que eu tinha feito.

“Sim é ela, é ela a garota que eu gosto, se você quiser sair espalhando isso, não tem problema, ela não vai entender, ela é lerda” Eu disse a Selena quando ela veio me questionar sobre o dia da prova da Annie, ainda bem que Selena não espalhou. No fundo ela é uma boa garota.

“Não é o que você está pensando, eu até gostaria, mas ela é difícil” Eu disse a Frank no dia que ele nos pegou no terraço.

“Annabeth é a garota mais incrível que já conheci” Eu disse a minha mãe.

Olhando para ela, toda perfeita e, deslumbrante era difícil evitar a vontade de pensar nela como “minha garota”. Apesar de ser incrivelmente inteligente, esperteza não era seu forte e, na maioria das vezes isso me deprimia, apesar de que era engraçado vê-la ficar perdida nas interpretações. Quantas dicas eu já havia dado? Quantas vezes eu já disse a ela o quanto eu gostava dela? Eu já perdi as contas, mas nenhuma delas pareceu suficiente. Eu queria tanto que ela fosse mais esperta e, ao mesmo tempo eu me divertia com a ideia dela não ser. Ao menos ela parecia estar mais próxima de mim e, isso era um bom sinal, assim que eu tivesse a certeza de que o Jason não era mais problema, eu daria o próximo passo.

- Percy? – Annabeth interrompeu meus pensamentos – Algum problema?

- Musica alta – Eu tentei disfarçar.

Ela ainda mantinha um olhar caído, um semblante triste.

- Sei que sua intenção foi me animar, mas não está funcionando – Ela disse

- O que? – Fingi não ouvir, para ter que chegar perto do seu rosto.

Annabeth corou quando me aproximei o suficiente para sentir sua respiração. Eu gostava dessas reações repentinas dela, era a certeza de que eu estava progredindo.

- Sei que sua intenção foi me animar, mas não está funcionando – Ela repetiu

- Só estamos aqui a meia hora, tenta relaxar – Eu sussurrei ao seu ouvido.

Annabeth fez um chiado como se tivesse algo para dizer, mas desistiu. Eu a guiei até a mesa de bar, a festa estava lotada, ela precisava sentar, já que não era acostumada a usar saltos. Eu a fiz sentar em um dos bancos do barzinho e, cumprimentei o barman.

- Você vai beber? – Ela perguntou

- Não, esqueceu que eu preciso te levar para casa? – Eu sorri

- Mas você bebe? – Ela fez uma careta.- Eu vi você com uma garrafa de vodca no dia do baile.

- Moderadamente – Eu dei de ombros e, sorri.

- Eu posso beber? – A pergunta dela me pegou de surpresa e, não pude deixar de rir.

- Você pedindo para beber? – Eu perguntei alarmado

- Dizem que isso faz os problemas sumirem – Ela deu de ombros

- Você já bebeu alguma vez? – Eu a fitei

- Nunca! – Ela arregalou os olhos

- Então você não vai beber

- Porque? – Ela resmungou

- Porque o primeiro porre é sempre o pior, não quero uma louca, falando besteiras, perto de mim – Eu brinquei.

Annabeth revirou os olhos. Um rapaz ao lado dela, nos observou com atenção, eu estreitei os olhos para ele, algo me dizia que seu interesse não era eu. Bem, eu precisava controlar meus ciúmes, ou ao menos tentar.

- Ei, você é o Percy? – Um garoto me cutucou – Emerson está te chamando

Emerson era o aniversariante.

- Não sai daqui, volto já – Eu disse a Annabeth.

Foi difícil caminhar pela multidão, eu sabia o que o Emerson queria, provavelmente me convencer a vender minha moto, era uma versão limitada no mercado e, já havia saído de linha, mas eu nunca venderia minha moto, Annabeth gostava de andar mais nela do que no carro.

 

 Annabeth          

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Apesar de que só tinha cinco minutos, eu achava que Percy estava demorando.

- Ei – O rapaz ao meu lado me cutucou – Seu namorado não deve ter se perdido, relaxa

- Ah, ele não é meu namorado, é meu amigo – Eu tentei não parecer uma adolescente

Ele arrastou um copo pequeno com um liquido transparente.

- Então acho que posso te oferecer isso, mas não conta para seu amigo – Ele sorriu

- O que é isso? – Eu olhei para o copo

- Bebida – Ele disse como se fosse obvio.

- Ele vai perceber... – Eu disse nervosa

- Não vai, não – O rapaz sorriu maliciosamente.

Eu não resisti a curiosidade de provar, era muito ruim, queimou minha garganta e, eu tossi. O cara riu e, arrastou mais um copo.

- Isso é muito ruim – Eu reclamei

- Só no começo – Ele aproximou mais o copo para mim.

Eu suspirei. Eu estava na bad, eu estava confusa. Eu precisava de distração, eu tomei mais um gole e, depois outro, quando dei por mim, eu já estava tonta. Todas as minhas frustrações pareciam ter sido derrubadas sobre a mesa, eu contei minha história de vida toda para aquele cara, tentei ligar para o Jason e, dizer alguns desaforos a ele, ainda bem que eu não tinha credito.

Quem eu era? Como me sinto? O que devo fazer? Essas perguntas martelavam em minha cabeça, eu não me reconhecia mais, vivendo de aparência, tentando fingir para Piper que estava tudo bem, quando para mim não estava. Forçando conviver com pessoas que ainda magoavam meu coração, eu não sabia como eu me sentia, meus sentimentos estavam confusos, eu ainda gostava do Jason? Eu estava gostando do Percy? Eu gosto do Percy? Eu não gosto mais do Jason? Eu não sabia responder, eu não sabia o que fazer.

- Você é uma garota legal – O cara disse

- Eu? – Perguntei apontando para mim – Eu não sou legal, eu beijei o namorado da minha melhor amiga, mas ele não era namorado ainda. – Não era pra eu estar falando sobre isso.

- Isso deve ter sido ruim – O cara riu

- Foi bom e, foi ruim... Ele me deu um pé na bunda – Eu não conseguia parar de falar – Eles estão namorando agora...

- Você deve estar um caco – O cara ria como se tivesse se divertindo, eu ria junto, mas não era divertido.

- Eu estou... – Eu ri – E eu acho que me apaixonei por outro cara, que também gosta de outra garota.

- Que saco...

- Muito saco... Mas é segredo, não fala pra ele que eu gosto dele – Eu apontei para a cara do homem – Se você contar, vou fazer com você o que eu fiz com a Reyna.

- O que você fez com ela? – O cara riu

- Quebrei a boca dela – Literalmente falando.

- Ops, isso foi muito ruim...

- Então... Segredo...

- Annie! – A voz de Percy me assustou. Ele me olhou horrorizado e, depois olhou para o cara.

- Shiii... Não conta, não conta – Eu tentei sussurrar para o cara - Oi Percy, vou te apresentar meu amigo – Eu apontei para o cara que eu nem sabia o nome.

- Você deu bebida a ela? – Percy percebeu os copinhos vazios

- Eu não forcei, se é o que está pensando – O cara se defendeu

- O que achou que ia ganhar com isso? – Percy se aproximou dele – Achou que ia conseguir embebedá-la, para fazer algo pervertido?

- Qual é cara, ela nem é sua namorada – O cara fez um tom debochado.

Percy pegou o cara pelo colarinho da camisa e, o puxou.

- Percy, você não pode beijar meu amigo – Eu disse em um tom parecido com resmungo. Eu queria dizer “porque você não vem aqui e, me beija?” Mas eu estava muito grogue pra pensar e, falar ao mesmo tempo.

- Se você não quiser sair daqui em uma ambulância, é melhor ir para casa agora... A festa pra você acabou. – Percy jogou o cara de volta para a cadeira e, ele quase caiu. Acho que ele não iria beijá-lo. Ainda bem!

Algumas pessoas começaram a perceber o movimento. O cara pareceu ter ficado com medo, pois se apressou em se distanciar. Percy virou-se para mim e, me perguntei se ele ia fazer o mesmo comigo, mas ele apenas suspirou em frustração.

- Duas garrafas de água, por favor – Ele pediu ao barman. – O que você tem na cabeça Annie? – Ele se sentou próximo a mim e, me encarou com tristeza.

- Desculpa – Foi a única coisa que eu pude dizer

- Aceitar bebida de um cara estranho, você sabe o que ele pretendia fazer? – Eu fiz que não com a cabeça – Te deixar tão fora de si, que seria fácil te levar para qualquer beco, ou motel mais próximo e, te largar em qualquer esquina depois.

Meus olhos se arregalaram e, o medo tomou conta de mim.

- Não, você não pode deixar ele fazer isso... Não pode...

- Não vou – Percy segurou meu rosto com suas duas mãos – Não vou deixar.

Olhando para o Percy com um olhar preocupado e, serio, me fez desejar que ele não tivesse outra garota.

- Percy... Você não pode se declarar pra ela – Eu atingir um nível de descontrole que provavelmente eu me arrependeria depois.

- Pra quem? – Percy perguntou confuso

- Pra sua garota... Não pode se declarar, eu proíbo – Eu apontei o dedo em seu rosto – Deixa ela pra lá, pessoas vão ficar tristes se você fizer isso... Não posso dizer quem é... Meu amigo não te contou, não é? – Eu tentei procurá-lo – Onde será que ele foi?

Percy me analisava atentamente

– Porque você não percebe de uma vez... – Ele sussurrou.

Eu o abracei involuntariamente, seu abraço era confortante, era doce e, eu queria ter ficado ali, queria poder morar em seus braços pra sempre. Balancei minha cabeça e, me afastei assim que o pensamento me invadiu. Percy me fez beber bastante água, o bastante para que eu conseguisse me livrar das náuseas, mas eu ainda estava sobre o efeito da bebida e, a única coisa que eu queria era, dançar.

 

Percy

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- Quero dançar – Ela disse quando eu já estava decidido a ir embora.

Ver Annabeth ser quase vitima de um idiota, me deixou bastante irritado. “Você nem é namorado dela” As palavras dele teve o mesmo efeito que eu ter dado murro em ponta de faca. Annabeth não era minha namorada, mas ela não estava disponível, eu não a entregaria a qualquer idiota em uma festa.

- Percy! – Annabeth me cutucou, com um olhar meloso e, pidão.

Eu a encarei, tão melosa e, carinhosa, nem parecia a Annabeth que eu conhecia.

- Ok, uma musica só! – Eu me levantei junto com ela.

Infelizmente eu não conseguia resistir aos caprichos dela, eu era um idiota. Minha missão era dar dois passos de cada vez e, não deixá-la tropeçar. A musica era de balada, então Annabeth começou a fazer algo que me surpreendeu, ela começou a dançar. Eu não digo dançar como uma garota tentando acompanhar o ritmo de um modo desastrado, eu digo dançar de uma forma seriamente sensual. Ela estava acompanhando a musica perfeitamente, como se soubesse o que estava fazendo.

As pessoas ao redor começaram a perceber e, a gostar, ela estava mandando muito bem, porem os olhares dos garotos eram cheios de desejos e, interesses e, isso me incomodou.

- Ok! Ela quer dançar, mas não vai dançar sozinha. – Eu decidi pra mim mesmo - Perdeu alguma coisa? – Perguntei a um garoto tentando se aproximar dela.

- Não cara... É sua garota? – Ele se afastou

- É... MINHA garota – Eu o fitei. Eu não estava mentindo, certo? A própria Annabeth tinha se apelidado assim, quando fez referencia a garota de quem eu gostava.

Subi as mangas da camisa até que ficassem acima do meu cotovelo e, desabotoei uns dois botões por conta do calor. Eu puxei Annabeth para perto de mim, ninguém precisava saber que ela não era minha namorada. Afugentar os olhares dos garotos sobre ela, era algo que eu deveria fazer imediatamente, antes que eu começasse uma briga com alguém. Annabeth sorriu, como se tivesse gostado, eu me surpreendi, estava espantado demais para acreditar que eu, estava no meio de uma pista de dança, com a garota que eu gostava desde o primeiro ano.

- Você pode me conduzir? – Ela perguntou em um sorriso malicioso sussurrando em meu ouvido.

Eu me arrepiei.

- Você está muito louca... – Eu disse para ela com um meio sorriso. – Eu até queria fazer isso, mas estou tentando evitar...

Não sabia se gostava da situação, ou se lamentava. Ter atenção da Annabeth nesse estado não realmente um mérito, mas admito que vê-la tentando me seduzir, era a melhor sensação do mundo. Porem eu não esperava que o efeito da bebida pudesse causar na Annabeth uma mudança de personalidade tão diferente. Ela se mexia de uma forma tão sensual, que meu corpo começou a ficar quente. Eu estava evitando me empolgar, eu precisava me controlar, mas era quase impossível... Eu era apaixonado por ela desde o primeiro ano, essa era a primeira vez que estivemos tão perto, era o que eu queria desde sempre, Auto Controle sobre minha vontade de beija-la, era algo que eu não tinha certeza se conseguiria fazer.

Ela se virou de costa para mim e, desceu seu corpo e, subiu novamente, ela rodava com movimentos loucos e, chamativos e, atrativos e, coisas que não consigo descrever, fazendo com que as curvas do seu corpo fossem mais valorizadas, ela rebolava de um jeito que me deixava louco.

Eu gostava da Annabeth, na verdade eu acho que, o que eu sentia por ela, era muito mais que gostar, mas naquela noite eu acabei adicionando um sentimento que intensificou os que eu já tinha, eu a desejei de uma forma que nunca desejei outra mulher.

- Annabeth... Melhor irmos – Eu tentei pará-la, mas ela me ignorou.

A questão era que eu não queria que ela parasse, mas eu estava juntando as forças restantes para fazer algo, que eu achava que era certo, eu não podia me aproveitar daquela situação, eu precisava dela sóbria pra dizer o que eu sentia. Não forçar a barra, não invadir o espaço dela, ir devagar, conquistá-la. Essa era minha meta, essa era minha estratégia, mas justamente hoje, ela estava dificultando meu trabalho.

Annabeth se virou para mim e, jogou seus braços ao redor do me pescoço, ela mergulhou seu olhar no meu, de uma forma que nunca havia feito, como se ela quisesse o mesmo que eu. Todas as forças gritantes que eu tinha para evitar me entregar, morreram ali e, então eu me entreguei. Me perdi em seu olhar, me perdi em suas belas curvas, me perdi no calor dos nossos corpos tão próximos e, acabei me encontrando em um caminho sem volta.

 

 Annabeth

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Não era só a bebida, eu não podia simplesmente colocar a culpa nela, era desejo também, era ansiedade e, desejo. O Percy nunca tomou nenhum tipo de atitude suspeita, ele nunca avançou um passo se quer, mas talvez fosse isso que eu queria, talvez eu quisesse que ele avançasse todos os sinais que nos separavam e, viesse até a mim e, no momento em que eu mergulhei em seu olhar, percebi que na minha cabeça não existia mais a palavra Jason, ela havia sido substituída há algum tempo, era o Percy que eu queria naquele momento e, eu estava cansada de fingir que não.

Ignorei todas as chances que ele teve de me parar, eu o provoquei de uma forma que eu nunca teria coragem de fazer se caso eu estivesse totalmente sóbria... Dançar era minha praia, era algo que eu fazia muito bem e, ele não podia resistir a isso, mas ele resistiu, resistiu muito, até que não conseguiu mais.

Percy segurou meu braço e, o contornou até meus ombros, desceu para minha cintura, me puxou para mais perto, passou ousadamente a mão pelo meu quadril e, apertou minha coxa. Depois ele subiu suas mãos fazendo o mesmo contorno. Nós rodamos a pista de dança, sem desviar o olhar, estávamos conectados encarando um ao outro, em um olhar doce e, ao mesmo tempo feroz, as pessoas haviam sumido, não existia nada além de nós dois enquanto nos encarávamos. Uma de suas mãos subiu pela minha nuca e, seus dedos se entrelaçaram em meus cabelos, ele me puxou fazendo com que nossos narizes se tocassem, nossas respirações estavam aceleradas e, não era apenas porque estávamos dançando, por longos dez minutos, era porque estávamos próximos demais, coberto de desejos insaciáveis, ansiosos  e, nervosos. Com a outra mão ele continuou passeando pelo meu corpo, tão forte e, tão suave ao mesmo tempo, que eu não sabia explicar como ele conseguia me enlouquecer com apenas suas mãos. Não existia mais nada entre nós e, quando nossos olhos se fecharam, foi para provar do doce e, intenso beijo. Sim, Percy me beijou.

As mãos dele eram como instrumentos de prazer por cima da minha roupa e, seu beijo era como encarar as nuvens em um pulo de paraquedas, apesar de eu nunca ter pulado. Não foi um beijo leve, não foi um beijo calmo, foi um beijo intenso, capaz de ter feito todo meu corpo ficar quente, capaz de ter feito todos os meus medos sumirem, meu trauma morrer, problemas desaparecer e, o tempo parar. Ele me beijou como se finalmente estivesse saciando uma fome antiga, como se finalmente ele estivesse nas mãos algo que ele queria há muito tempo e, a ultima coisa que me lembro, foi de ter me afastado para pegar um pouco de ar e, voltado a beijá-lo.

TRIM...TRIM... TRIM...

O despertador tocou me fazendo acordar, eu estava no meu quarto, na minha cama, com minhas roupas de dormir e, com uma dor de cabeça insuportável. Era dia, eu não precisava ir a escola, por que era feriado. Tudo estava normal, minha mãe ainda dormia no sofá, a casa estava fechada, não exista nada fora do lugar. Eu suspirei e, me deitei na cama encarando o teto.

- Foi um sonho! – Eu disse para mim mesma – Uma merda de sonho... – Eu disse desapontada.

 

Percy

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Acordei um pouco atordoado, não conseguia tirar a noite passada da minha cabeça, eu pensei varias vezes em ligar para ela, mas eu achava que seria desesperado demais e, eu também não sabia como ela teria acordado, querendo ou não, ela estava bêbada, as vezes uma pessoa bêbada faz coisas erradas. Será que ela se arrependeria? Será que ela estava pensando realmente em mim, ou no Jason, quando correspondeu o beijo? Pela primeira vez me senti em uma posição vulnerável, insegura e, confusa.

Chequei meu celular, tinha uma mensagem que acabou com meu dia.

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*Whatsapp*

JASON

 

Jason: Percy, você está ai?

Jason: Olha, você postou no seu face ontem, uma foto sua com a Annabeth, como se estivessem indo a uma festa. Rolou um maior fuzuê na galera, por conta disso, a Caly ficou irreconhecível de raiva, ela disse que Annabeth iria pagar caro... Fica esperto e, se prepara, ela vai aprontar uma bem grande.

 

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Eu revirei os olhos ao ler as mensagens e, suspirei desanimado. Caly acabou se tornando um problema grande em minha vida.

 

_______________________________________________________________________

Percy: Oi, cara...

Percy: Caly não seria maluca de fazer algo contra ela, só se ela quiser ficar igual a Reyna.

...

Jason: kkkk

Jason: Não sei, ela pareceu estar planejando algo

...

Percy: Vou ficar atento

...

Jason: Annabeth está com você?

...

Percy: Porque eu estaria com ela essa hora da manha?

...

Jason: ...

...

Percy: Não, cara ¬¬

...

Jason: kkkk, ok...

Jason: Sabe... Você nunca me disse, mas depois da nossa conversa no baile, percebi que você gostava dela. Não sei nem o que dizer... Se eu soubesse, eu nunca teria encostado nela.

...

Percy: Esquece o baile, é passado... Ficou no passado para TODOS nós.

...

Jason: Entendi, mas mesmo assim... Sou seu amigo, me sinto mal por isso.

...

Percy: Você não sabia, esquece isso...

...

Jason: Está admitindo que gosta dela?

...

Percy: Estou...

Percy: Você disse uma vez que amava a Piper, bem... Acho que sinto o mesmo pela Annie.

...

Jason: Uou! Amar? Isso é serio?

Jason: Ela sabe disso?

...

Percy: Muito serio

Percy: Não, ela é lerda.

...

Jason: kkkkk, Piper diz isso sempre

Jason: O que pretende fazer sobre isso?

...

Percy: Estou em processo ainda

Percy: Seria bom que você entendesse uma coisa...

Percy: Não quero que ninguém se envolva

Percy: Não quero que ninguém diga a ela, preciso que ela perceba sozinha.

...

Jason: Entendi

Jason: Tenho que admiti, ela combina mais com você, do que comigo.

...

Percy: Eu sempre soube disso

...

Jason: kkkk

 

_______________________________________________________________________

A conversa acabou ali, fui até o face checar as notificações. Eu havia postado nossa foto ontem na inocência, mas haviam mais de cem curtidas e, oitenta comentários. “Sabidinha s2” foi a legenda que coloquei. Eu meio que sorri encarando a foto, fazíamos um casal perfeito. Deixei o celular de lado e, voltei a dormir, eu tinha que imaginar mais vezes o que aconteceu a noite passada, eu tinha que ter certeza que aconteceu.

- Não foi um sonho – Eu disse pra mim mesmo – Não foi um sonho


Notas Finais


- PROXIMO CAPITULO: Trauma de infância, dor inesquecível.


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