História Amor a... Segunda vista! (Akai Ito) - Capítulo 19


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Calipso, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper Mclean, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano
Tags Colegial, Percy Jackson, Romance
Exibições 438
Palavras 2.329
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - CAP 19 - Um trauma de infância, dor inesquecível.


Passei o feriado dormindo, com o que costumam chamar de ressaca, minhas mãe me deu alguns comprimidos e, eu acabei ficando melhor.

- Nossa, melhorei bastante – Eu disse sentada ao sofá ao lado da minha mãe

- Foi seu namorado que deixou para você – Ela disse, porem entretida na TV.

- Percy? Ele não é meu namorado mãe – Eu revirei os olhos.

- Não? – Ela me olhou estranhamente – Ele foi tão fofo...

- Como assim fofo? Ele não é “fofo” – Revirei os olhos mais uma vez.

Eu estava em negação, porque na verdade eu achava ele fofo demais.

- Chegou aqui com você dormindo, esperou que eu te desse banho e, me ajudou a arrumar sua cama, ele deixou os comprimidos falando que provavelmente você acordaria de ressaca e, disse que não teve nada a haver com o fato de você ter enchido a cara. – Ela enfiou uma mão de pipoca na boca – Pediu para eu ligar, caso precisasse e, deixou o numero.

- Isso é constrangedor – Eu me encolhi – Como assim ele não teve nada a ver? Ele me levou para festa... – Eu reclamei.

- Foi seu primeiro porre – Minha mãe me encarou – Da próxima vez que chegar bêbada, irá ficar de castigo.

- Se continuar diminuindo minhas horas de estudos, irei ficar burra – Eu resmunguei

- Não será horas de estudos, estou falando serio agora... Em dois meses você arrumou mais confusão do que o normal, eu posso passar a mão na sua cabeça as vezes por saber que não é uma garota que comete sempre essas coisas, mas não posso deixar você se acostumar a uma vida de brigas, festas e, bebidas. – Ela reclamou

- Não vou me acostumar – Eu revirei os olhos

- Espero! – Ela finalizou a conversa

- Não vai me dar nenhum castigo? – Perguntei

- Não, porque gostei do seu amigo – Ela decidiu.

- Que ótimo – Disse em ironia.

- Você deveria dar uma chance a ele – Minha mãe comentou

- Mãe, não existe chance... O Percy, não gosta de mim

- E você gosta dele?

- Isso não vem ao caso – Corei. Minha mãe sorriu.

Minha mãe continuou me enchendo de perguntas sobre o Percy, eu não me sentia a vontade em responder, me achava uma idiota por estar começando a gostar dele. Aquele sonho parecia ter sido tão real, eu queria que tivesse sido real. Ai meu Deus, não posso querer isso.

Na escola as coisas pareciam comuns, eu já cheguei sabendo dos comentários sobre minha foto e, a do Percy, a maioria das pessoas nem me reconheceram, eu estava totalmente diferente do natural.

- Oi – Percy disse ao se aproximar de mim, enquanto eu pegava alguns livros no meu armário.

- Oi! – Eu corei. Não conseguia olhar para ele e, não lembrar do sonho – Obrigada pelos comprimidos.

- A parte ruim de beber é a ressaca – Ele deu um meio sorriso e, continuou andando lado a lado comigo.

- Acho que a parte ruim é não conseguir se lembrar de quase nada, ou ficar fantasiando coisas depois – Tentei sorrir.

- Você não se lembra de nada? – Percy perguntou preocupado

- Alguns flash, não sei dizer o que foi real e, o que foi tirado da minha cabeça e, outras coisas é como um vazio – Dei de ombros.

Percy pareceu se incomodar um pouco com aquilo, ele parecia não acreditar no que tinha escutado.

- Como se todo o esforço fosse levado ao vento – Ele se lamentou.

- Do que está falando? – Perguntei

- Nada – Ele disse irritado – Tenho aula de física agora – Ele foi para o lado oposto do que deveria.

Eu não entendi o porque daquela reação dele, parecia que eu tinha feito algo errado contra ele, isso era injusto, eu não me lembrava. Alguém bateu ombro a ombro, fazendo minhas coisas caírem no chão. Me virei para encarar, era a Caly. Ela me fitou de uma forma tão ameaçadora que tive a impressão que se eu começasse uma briga ali, as coisas sairiam pior do que com a Reyna.

Piper e, Hazel apareceram por trás dela, mas passaram direto. Me ajudaram a pegar as coisas e, me puxaram de volta.

- Ignora, ela quer fazer você perder a cabeça... Ela sabe que se você se meter em encrenca, vai perder a bolsa – Hazel disse.

- Porque eu tenho que suportar isso? – Eu disse em frustração – Achei que me enturmar me faria bem, mas estou totalmente perdida.

- Não exagera – Piper resmungou

- Eu tirei um A- no simulado, A-... Não foi um A, Piper... Foi um A- - Eu reclamei

- Ok! Mas foi em um simulado – Piper tentou me confortar – A maioria dos alunos não conseguem tirar nem um B.

- Eu tirei um B – Hazel disse

- Cala a boca Hazel – Piper resmungou.

- Eu agora me meto em brigas, chego em casa tarde, apareço bêbada...

- Como assim, querida? – Hazel me parou

- Ah, na festa de ontem... Eu exagerei um pouco, não me perguntem nada, pois não me lembro – Eu fui logo avisando, antes que elas me enchessem de perguntas.

- Você não estava machucada ontem, estava? – Piper perguntou

- Eu só queria sair dali – Eu admiti

- Por causa do Jason? – Piper me olhou desanimada.

- Não Piper, Jason não é mais um problema... É serio, não precisa se preocupar comigo, quanto a ele... Acho que a bebida, fez algumas coisas se acertarem dentro da minha cabeça. – Eu sorri.

- Fico feliz com isso, não me sentia bem em estar com ele e, ver você sofrer – Ela suspirou

- Isso não é mais um problema – Eu dei um empurrãozinho nela.

- Preciso contar uma novidade – Hazel ficou a nossa frente – Frank e, eu ficamos ontem.

- Serio? – Piper sorriu

- Sim... Não é nada oficial ainda, mas precisava contar a vocês – Ela parecia aliviada.

- Parece que as coisas finalmente estão seguindo o curso certo – Eu sorri

- Ainda falta algo – Hazel riu e, encarou a Piper

- O que? – Perguntei

- Nós vamos esperar para saber – Piper disse.

- Eu odeio quando vocês falam em códigos – Eu revirei os olhos e, continuamos caminhando.

Eu estava bem, finalmente eu conseguia encarar as coisas de outro jeito. Jason não era mais o meu departamento, foi minha primeira paixão, foi meu amor a primeira vista, mas nem sempre o primeiro amor é o que permanece, eu ainda tinha uma segunda chance de encontrar o príncipe dos meus sonhos, ele poderia estar aqui, ou poderia estar em outro pais, eu não podia mais escolher, eu tinha que esperar que ele me escolhesse.

O dia passou rápido, era uma quinta feira. Eu me senti pra baixo por não ter conseguido falar com o Percy, eu queria poder entender o porque sempre acabávamos nos afastando. Fui até o estacionamento que ficava atrás da escola, Piper havia vindo de carro e, prometeu nos levar a uma lanchonete nova que abriu por perto. Eu achei que era apenas nós três, mas os garotos também estavam lá. Estavam distraídos e, conversando, eu teria que correr para que eles pudessem me notar. Eu sorri, eu estava finalmente conseguindo estar feliz, eu tinha minhas melhores amigas ao meu lado, eu podia finalmente falar com o Jason de uma forma natural, podia viver minha amizade com o Percy, sem me esconder de ninguém, tudo estava perfeito, tudo estava acontecendo de uma forma maravilhosamente bem.

Alguém puxou meu braço e, me jogou na parede, eu me encolhi com a dor.

- Que garotinha bonita – Um rapaz alto, magro e, espinhento me imprensou na parede, segurando meu pescoço.

- Quem é você? – Perguntei assustada. Minhas pernas tremeram de medo.

- Alguém pediu para que eu brincasse com você – O rapaz se aproximou. – Vamos passear...

Ele passou a mão em mim e, eu gritei.

- Você gosta disso? – Ele me puxou. – Eu posso continuar fazendo se você quiser...

Eu cai ao chão e, ele continuou me puxando. Eu entrei em desespero, lembrei dos momentos terríveis com meu ex padrasto e, não consegui mover um dedo se quer. Eu havia escolhido a modalidade luta nessa escola, porque eu queria ter a chance de me defender de algo assim. Eu não queria nunca mais passar pelo que eu passei quando eu tinha treze anos, mas tudo foi inútil, eu entrei em choque e, comecei a gritar e, a chorar. Ele ainda insistia em passar suas mãos imundas em mim, tentava me levar para longe do alcance das pessoas, eu estava vivendo meu trauma, eu estava vivendo meu pesadelo.

- O que está fazendo, seu idiota? Solte-a! – A voz do Percy foi a luz no meio da minha escuridão, mas então eu me perdi.

Sabe quando você percebe tudo a sua volta, mas não tem controle do que sua mente passa pra você? Foi exatamente o que aconteceu comigo.

Eu vi Percy desferir um soco tão forte no rapaz, que ele caiu no chão, eu cai para o outro lado e, me encostei na parede. Percy continuou batendo e, batendo e, eu comecei a delirar, eu comecei a lembrar de quando esses golpes eram desferidos em minha mãe e, quando eu tinha que assistir sem poder fazer nada. Eu me encolhi em uma posição fetal e, comecei a sussurrar, as palavras daquele dia, as cenas da ultima vez que vi meu padrasto.

- Pare! Pare! Você está machucando ela – Eu comecei a chorar.

- Annie – Piper se jogou ao chão e, tocou meu ombro. Eu me afastei, eu sabia que era a voz da Piper, mas eu via a imagem do meu padrasto nela.

Os outros chegaram logo após. As pessoas estavam se aproximando cada vez mais.

- Percy, pare! – Frank gritou – Você vai matá-lo... Jason não!

Jason se juntou ao Percy.

- Pare...- Eu sussurrei.

Algumas pessoas separaram a briga.

- Se você tocar nela... Eu mato você – Percy gritou.

Ele estava com a boca sangrando e, a camisa rasgada. Uma feição de raiva insana que nunca tinha visto.

- Eu não ia fazer nada – O rapaz disse em desespero

- Não ia fazer nada? – Hazel gritou – Você estava pegando ela a força... Você ia leva-la para algum lugar.

- Era só um susto, me pagaram... Era só um susto, eu não ia fazer nada... Eu juro! – O rapaz disse.

- Quem pagou? – Jason o pegou pelo colarinho da camisa

- O que você pretendia, seu desgraçado? – Percy tentou avançar novamente, mas Jason e, Frank o seguraram.

- Melhor chamarmos a policia – Frank comentou.

- Annie! – Eu acho que já era a quinta vez que a Piper chamou pelo meu nome.

- O que ela tem? – Hazel perguntou – Ela não responde...

- Ela está em choque – Piper disse – Onde está o rapaz?

- Os seguranças o levaram para dentro – Hazel respondeu – O que ela está dizendo?

- “Não me machuque, por favor, pare” – Piper repetiu as palavras que eu dizia freneticamente.

- Annie... – A voz de Percy se tornou mais forte, mas eu não conseguia vê-lo.

Eu estava em uma caixa de lembranças olhando o meu passado, quando ele tocou meu ombro, foi como se o ato tivesse vindo do meu padrasto e, então eu comecei a gritar novamente e, a me debater, lutando para que ele se afastasse de mim.

- Não, por favor... Pare, eu te imploro... Eu não quero, eu não quero! – Eu gritava em um tom agonizante.

- O que... O que... – A voz de Percy tentou dizer. Eu queria poder me libertar da minha prisão, mas eu não conseguia.

- Você não vai poder ajudar Percy – Piper disse – Isso é um trauma, ela esta revivendo um trauma na cabeça dela...

- Que tipo de trauma deixa uma pessoa assim? – Jason perguntou – Alguém chama os enfermeiros, por favor – Jason gritou

- Eu acho que ela... Eu acho que ela já foi... Violentada – Piper gaguejou

Alguns murmúrios ecoaram a minha volta.

Por um momento ouve silencio. Eu me afastei de todos eles, tentando me manter espremida na parede. A dor que eu sentia na alma era insuportável, eu nunca poderia desejar isso a pior das minhas inimigas, é como se alguém tivesse roubado de você um pedaço da sua vida, da sua dignidade. Sabe quando você se olha no espelho e, se enxerga um lixo? Se sentir um lixo é ainda muito pior e, foi dessa forma que eu me senti por muito tempo.

- Os enfermeiros chegaram – Frank disse

- Que droga, a escola em peso está aqui. – Hazel comentou

- Quem será que fez isso? Pagar para alguém assustá-la assim – Piper perguntou a Hazel – Isso é muita crueldade...

- Tem uma pessoa que passa na minha mente, mas eu prefiro não pensar que seja – Hazel respondeu.

- Oi Annabeth, tudo bem? – A voz doce de uma mulher ecoou no meu mundo escuro. – Eu sou a enfermeira chefe dessa instituição, você está sofrendo um delírio traumático e, um ataque de pânico, precisa entender que nada do que se passa em sua cabeça nesse momento é real. – A mulher tocou meu rosto.

- Por favor, não me machuque... Não machuque a mamãe – Eu sussurrei

- Não é real Annabeth – A mulher insistiu – Temos que dar tranqüilizantes, ela está em um grau muito maior do que eu pensei – A mulher disse a alguém. – Tudo bem, Annabeth, eu vou aplicar um tranqüilizante em você e, vai ficar tudo bem. Seus amigos estão aqui com você, eles estão ao seu lado agora... Consegue me entender?

- Meus... Amigos? Piper, Hazel... – Eu perguntei ainda não conseguindo vê-los. – Percy...?

- Sim... Ele está bem aqui – A mulher disse – Ele está bem ao seu lado.

- Percy, não deixa ele me machucar, não deixa ele fazer isso de novo, eu não agüento mais... Eu não agüento...

- Não fale nada – Ela advertiu alguém – Ela ainda esta em transe, sua voz pode fazer com que na cabeça dela soe ser outra pessoa.

Eu senti uma picada em meu braço, em menos de um minuto eu já não enxergava e, não ouvia mais nada.


Notas Finais


Foi um dos capítulos mais difícil que escrevi, tive que estudar alguns casos na internet para trazer algo real e, não superficial. Capitulo de amanha, ainda conta um pouco sobre o drama, mas termina da melhor forma possível.

- PRÓXIMO CAPITULO: Ai meu Deus, eu finalmente entendi.


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