História Amor a... Segunda vista! (Akai Ito) - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Calipso, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper Mclean, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano
Tags Colegial, Percy Jackson, Romance
Exibições 479
Palavras 3.799
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


IMPORTANTE: Esse capitulo contem relatos de um estupro, como a história está para maiores de 18, não me preocupei em amenizar os detalhes.

Só por questão de aviso... beeeijos meus amores!!

Capítulo 20 - CAP 20 - AI MEU DEUS! Eu finalmente entendi.


Foram três semanas de tratamento que a escola me ofereceu, eles se sentiam responsável por um desconhecido ter conseguido entrar na escola e, ter feito algo assim. Até hoje, ninguém conseguiu descobrir quem foi o mandante da ação, o rapaz foi preso, mas deve ter recebido muito dinheiro para não querer delatar o culpado, ele estava respondendo ao processo de liberdade e, poderia ser solto através de fiança por ser um réu primário. Minha mãe quase saiu do emprego, ela sofreu junto comigo essas três semanas, todo meu desanimo havia voltado desde então, eu não queria ver ninguém, não queria falar com ninguém, a escola inteira sabia do ocorrido, a escola inteira soube do meu trauma, era constrangedor. Eu perdi algumas provas e, trabalhos, teria que fazer simulados para recuperar as minhas notas, meu score baixou e, se não fosse pelo fato do ocorrido ter acontecido na escola eu já teria perdido minha bolsa, pelo meu score semanal estar no mínimo.

A pessoa que planejou isso teve seu objetivo alcançado, eu estava no fundo do poço, eu não só perdi a vontade de ir a escola, eu perdi minha pontuação máxima, perdi os dias felizes que finalmente eu estava levando e, perdi a vontade de estar com a pessoa que eu mais queria.

- Tem certeza que está pronta para ir a escola? – Minha mãe perguntou enquanto eu me arrumava.

- Preciso tentar encarar o problema de frente. Foi isso que a psicóloga disse – Eu suspirei.

- É um bom conselho – Minha mãe disse

- É um conselho idiota – Eu resmunguei. – Ela provavelmente nunca foi estuprada e, nunca teve um ataque de pânico seguido por um delírio traumático na frente da escola toda.

- Ela não disse que seria fácil – Minha mãe suspirou - Se não se sentir bem, volte para casa – Ela pediu

- Se eu fizer isso, corro risco de perder a bolsa, preciso correr atrás das minhas notas perdidas – Eu reclamei.

- Não ligo para bolsa, eu ligo para seu bem estar – Minha mãe choramingou

- Não se preocupe mãe – Eu dei um sorriso para ela – Eu estou bem.

- Então porque não quis falar com o Percy? – Ela perguntou

- Eu não quis falar com ninguém

- O Percy veio aqui quase todos os dias, ele te ligava quase todos os dias...

- Mãe – Eu a interrompi – Eu tenho vergonha de encarar o Percy depois de... Ele sabe, ele presenciou meu ataque de pânico. Isso é vergonhoso...

- Filha... – Minha mãe se aproximou – Você não tem culpa, você não precisa se esconder por conta disso, não precisa ter vergonha de si mesma.

Minha mãe tentou me confortar

- Desculpe, eu sei que dói em você também – Eu disse calmamente – Mas é serio, eu estou bem. Eu só estou nervosa por estar voltando a escola, mas acho que, isso vai me deixar melhor. – Eu dei um sorriso confiante.

Queria que tivesse sido verdade, voltar para escola foi um inferno, as pessoas me encaravam e, cochichavam, não existia um só lugar que eu pudesse ficar em paz. O que me deixou mais triste foi saber que os garotos não estavam, tinham ido participar de um torneio de Le parkour e, só voltavam na sexta. Piper e, Hazel estiveram comigo o tempo todo, Selena me deu o maior apoio e, cortava os curiosos que me viam passar, ela demonstrou que não era uma má garota, ela era apenas mimada e, autoritária, mas tinha um bom coração. Os dias foram se passando e, as coisas foram melhorando para mim, conseguia me sentir mais a vontade e, a sorrir mais.

- Estou morrendo de saudade do Frank – Hazel disse – Eles chegam hoje, mas não sei se virão para escola.

- Nossa escola ganhou o primeiro lugar – Piper disse animada – Você sabe o que isso significa?

- Viagem escolar garantida – As duas disseram juntas.

- Um final de semana inteirinho em uma excursão – Hazel cantarolou

- Não lembro de ter tido isso quando ganhei pela terceira vez seguida, o primeiro lugar no campeonato de muay thai – Eu resmunguei.

- Essa modalidade, não é uma modalidade muito valorizada – Piper explicou

- Olá, garotas ridículas... – Selena nos entregou um convite – Minha festa de aniversario, sábado da semana que vem.

- Nos convidando? – Hazel perguntou – Isso é novo.

- Eu espero que não vá Hazel, o Frank fará muito sucesso sozinho – Selena revirou os olhos – Annie... É... A Reyna mandou dizer que, lamenta pelo ocorrido e, que espera que o culpado apareça. – Selena me deu um semblante receoso – Ela não tem coragem de dizer isso a você...

- Ah... Ok, diga a ela que obrigada – Eu dei meu melhor sorriso – Vou tentar não ir a sua festa.

- Eu odiaria vocês por lá – Selena saiu rebolando como sempre.

- Essa garota é maluca – Hazel revirou os olhos

- Eu até que comecei a gostar dela – Eu ri.

- Ela tem um neurônio a menos, mas é legal. – Piper sorriu – O que acha da festa, seria legal, não acham? – Piper levantou o convite.

- Acho que estou farta de aventuras na minha vida – Eu me virei para meu armário.

- Você me parece calma até demais – Hazel comentou a mim – Tipo, com toda essa situação.

- Eu aprendi isso nas sessões de terapia – Eu admiti – Aceitar e, ignorar...

Quando eu abri meu armário, um envelope escorregou e, eu o segurei antes que ele caísse ao chão.

- Carta de amor? – Hazel brincou

Eu sorri sem graça, mas não se tratava de uma carta de amor. Era um envelope sem remetente e, com um papel dentro escrito “aidética”, minhas pernas tremeram. Piper puxou o papel e, arregalou os olhos, mostrando para Hazel. Uma pessoa que sofre um estupro tem uma porcentagem muito grande de contrair essa doença, eu nunca imaginei que alguém poderia ser tão frio em escrever isso para mim.

- Eu não sou isso... Eu não tenho isso, eu fiz exames – Eu puxei o papel de volta e, o amassei.

- Essa não é a questão – Piper tomou de volta – Você sofreu um trauma, um dos bem graves, isso... – Ela mostrou o papel e gritou para as pessoas ao redor ouvirem – É uma brincadeira muito sem graça, bullying é crime e, isso vai ser levado para direção. – Ela encarou novamente o papel – Vamos, Annabeth, isso não vai ficar assim... – Piper me puxou.

Eu a acompanhei até a direção, entregamos o envelope ao diretor e, ele ficou surpreso. Praticas de bullying, preconceitos, racismos e, qualquer outra intolerância a questões de orientações sexuais e, religião eram inadmissíveis naquela instituição. O diretor disse que iria tomar as devidas providencias.

Piper ficou muito mais incomodada que eu, ela teclava nervosamente no telefone, provavelmente falando com o Jason.

- Eu não consigo mais agüentar – Hazel batia o pé – Eu vou até ela...

- Ela quem? – Piper perguntou e, nós tivemos que correr para alcançá-la.

Hazel correu até uma turma diferente da nossa serie. Ela procurou pela sala alguém e, parecia não ter encontrado. Então ela avistou Reyna sentada próxima a janela, com um livro de literatura em mãos.

- Onde está ela? – Hazel perguntou. Reyna se assustou.

- Ficou maluca? Ela quem? – Reyna fechou o livro, mas quando me viu, voltou a se acalmar – O que vocês estão fazendo aqui?

- A Calipso – Hazel bateu a mão na mesa.

- Caly? O que vocês querem com ela? – Reyna perguntou confusa

- Só responde...

- Ela já foi pra casa, faz umas meia hora – Reyna perguntou – Ela se mudou, pediu transferência para outra cidade.

- Como assim ela pediu transferência? Quase no final do semestre? – Piper perguntou

- Ela disse que tinha que ir embora, só isso... Olha, desde que a Annabeth e, eu brigamos, a Caly se afastou de mim e, da Selena. Eu não sei dizer com detalhes a necessidade que ela tinha de ir embora e, mesmo se eu soubesse, não teria porque eu dizer a vocês – Reyna revirou os olhos e, voltou ao seu livro.

- Mas...

- Chega Hazel – Eu a interrompi e, me virei para Reyna – A Selena me mandou o recado – Eu olhei para Reyna. – Obrigada.

- Eu realmente sinto muito – Reyna estreitou os olhos.

- Até mais – Eu me despedi e, puxei minhas amigas junto.

- Você acha que foi a Caly? – Piper perguntou

- Quem mais teria motivos para desejar mal a Annabeth? Lembra da ameaça dela, naquele dia? Dizendo que a Annie iria pagar caro? Calipso amava o Percy, ela esperava desesperadamente que ele a reconhecesse, mas ele escolheu a Annie e...

- Do que vocês estão falando? – Eu perguntei sem entender

- Teorias idiotas – Piper disse nervosa e, deu um olhar enfurecido na Hazel.

- Que horas são? – Hazel mudou de assunto

- Hora de ir para casa – Piper disse

- Eu vou ficar, tenho alguns trabalhos extras para fazer, por conta das faltas – Dei de ombros.

- Vai ficar bem? – Piper perguntou

- Sim, eu realmente estou bem... Eu até me sinto emocionada por vocês se preocuparem mais do que eu sobre isso – Eu sorri.

- Somos suas amigas – Piper deu um sorriso doce

- Melhores amigas – Hazel corrigiu.

- São mais que isso... São minhas irmãs

Minhas amigas me abraçaram e, se despediram. Eu fui até a biblioteca e, passei o restante do dia lá. Minha mãe havia me dado dinheiro para o taxi, as coisas haviam melhorado lá em casa em relação ao dinheiro. Assim que terminei, arrumei minhas coisas e, fui para casa. Na saída da escola, bem do lado de fora do portão, eu avistei uma moto que eu reconhecia muito bem, o céu já estava alaranjado, o vento já estava frio, mas não era isso que fazia meu corpo tremer. Eu estava ansiosa, pois era o Percy quem estava a minha espera, eu continuei andando até ele, sem mudar minha expressão. Parei bem ao lado dele e, suspirei. Percy não saiu da moto, não tirou o capacete e, nem me deu um “oi”. Ele apenas me entregou o capacete reserva e, esperou que eu montasse em sua moto.

Eu reconhecia o percurso e, quanto mais perto nós estávamos da praia, mais meu coração acelerava. Quando chegamos o céu já estava escuro, continuamos em silencio, descemos da moto e, seguimos a praia. Sentamos na areia lado a lado e, encaramos o horizonte. “Não é água com açúcar que acalma, é água com sal” Foi o que ele me disse na primeira vez que viemos aqui e, ele tinha razão, pois pela segunda vez, eu me sentia renovada.

- Preciso avisar a minha mãe – Eu tentei olhá-lo de canto.

Percy não tirava os olhos do horizonte e, mantinha uma expressão seria.

- Eu já avisei a sua mãe que você não vai dormir em casa hoje – Ele disse sem expressão

Eu poderia ter surtado, ou protestado, mas apenas suspirei. Confiar no Percy era algo que eu fazia muito bem.

- O que ela disse? – Perguntei

- Eu expliquei o motivo, ela entendeu – Ele continuava serio.

Alguns longos segundos se passaram em silencio. Percy não disse nada, ele apenas continuou a olhar para o horizonte, eu o olhei algumas vezes e, me senti uma boba por não ter percebido o quanto ele era bonito. Eu segurei meus joelhos e, descansei meu queixo sobre eles. Tomei coragem para iniciar a conversa, eu sabia o que eu precisava fazer, Percy não ia dar iniciativa, ele nunca invadiria meu espaço, ele respeitava nossos limites.

- Eu tinha treze anos – Eu comecei a falar – Vivia com ele desde os nove anos, ele era como um pai pra mim. Com treze anos eu comecei a formar um corpo de mulher, eu sempre fui conhecida como a garota das belas curvas naturais... – Eu ri sem vontade - Ele bancava o padrasto ciumento e, eu sempre adorava isso nele, porque eu nunca tive um pai presente, para poder me proteger.

Eu escondi meu rosto no espaço entre meu busto e, meu joelho. Percy continuava em silencio.

- A primeira vez foi quando minha mãe teve que trabalhar em um turno da noite, ele foi até meu quarto, eu não desconfiei na hora, mas depois ele trancou a porta e, bem... – Eu ri um pouco sem graça – Você sabe... Ele me ameaçou, disse para não dizer a minha mãe, ou ele me mataria.

Eu tive que parar para um suspiro, controlar minhas lagrimas.

- Depois daquela noite, ele sempre encontrava uma maneira de estar sozinho comigo. Tinha vezes que ele dormia comigo como se eu fosse a mulher dele, era nojento, eu chorava a noite toda, então ele começou a me bater. Ele batia na minha cabeça, pra minha mãe não perceber.um dia ele quase me matou, porque eu lutei contra o ato e, ele teve que colocar um travesseiro na minha cara, enquanto... Você sabe. – Eu dei de ombros - Eu tentava gritar e, tentava dizer que não conseguia respirar, que a dor não me deixava parar de gritar, que não era minha culpa, mas ele continuava, sem perceber que eu estava quase desmaiando e...

- Pare... – Percy disse em um sussurro. Eu me virei para olhá-lo e, havia uma lagrima escorrida no seu rosto, mas ele ainda não conseguia olhar para mim.

- Foram seis meses, Percy – Minhas lagrimas caíram – Eu agüentei por seis meses, mas então eu percebi que se eu não fizesse algo, ele me mataria. Eu criei coragem e, contei para minha mãe... Ele chegou bem na hora, os dois brigaram e, ele bateu nela, minha mãe teve fraturas no rosto por conta disso. Ele me bateu também, mas vovó Anna chamou a policia e, ele fugiu antes de nos matar... Eu juro que...

- Pare... – Percy se virou pra mim e, invadiu o espaço entre nós, me surpreendendo com um abraço. – Eu sinto muito Annabeth, eu sinto tanto...

- Você não tem porque sentir... Você não tinha como saber – Eu disse entre seu peito. – Essa é a primeira vez que falo sobre isso abertamente com uma pessoa e, para ser sincera, eu nunca me senti tão aliviada quanto agora... Obrigada Percy, por ter vindo até a mim, mesmo eu tentando evita-lo.

- Eu juro que ninguém, nunca mais, nunca mais... Vai fazer mal a você – Ele suspirou.

Aquele abraço irregular foi como se fosse a minha zona de conforto, eu fechei meus olhos e, tentei lembrar de todos os nossos momentos, da nossa primeira vez aqui, quando ele falou sobre a garota que não era muito esperta e, de como ele queria que ela fosse esperta, sobre nossas conversas onde ele sempre ria por algo que eu resmungava da garota que ele gostava, de como ele se preocupava comigo, de como ele cuidava de mim, de como ele me olhava nos olhos tentando me fazer perceber algo que eu nunca entendia, das nossas conversas no whatsapp onde ele sempre terminava as frases pedindo para eu ser mais esperta...

- Annie – Percy sussurrou interrompendo meus pensamentos – Você ainda tem o segundo desafio daquele jogo, que você nunca quis fazer?

- Eu já sai do jogo – Eu disse sorrindo.

- Mas você ainda lembra do desafio? – Ele insistiu

- Beije o melhor amigo do cara que você gosta – Eu recitei o desafio.

Percy puxou meu queixo para cima, para que eu pudesse olhá-lo.

- Você deveria cumpri-lo agora - Ele sussurrou

Eu me desprendi do seu abraço e, o encarei sorrindo. Eu não queria deixar essa oportunidade passar, eu tinha que ser sincera com ele... Ele precisava saber que agora eu estou bem, que o Jason não era mais o problema, ele precisava saber que eu gostava dele.

- Eu não posso fazer esse desafio, não mais... – Eu toquei no seu rosto coberta de coragem, eu não podia dar para trás agora – Porque dessa vez, eu teria que beijar o Jason.

Os olhos de Percy se arregalaram em surpresa e, um meio sorriso se brotou do seu rosto.

- Serio? – Ele formou um sorriso malicioso – Nunca percebi isso.

- Idiota! – Eu resmunguei– Falando desse jeito, parece até que já sabia. – Eu corei e, tirei minhas mãos lentamente do seu rosto.

Percy riu e, automaticamente segurou minhas mãos colocando-as de volta em seu rosto. Meu coração acelerou.

- Eu não tinha certeza, mas eu queria muito que fosse verdade – Ele deu de ombros e, corou – Nossa! Você me surpreendeu, Annie... De verdade. Não imaginei que diria isso primeiro.

- Primeiro? – Fiz uma careta.

- Serio Annie? – Percy deu um sorriso brincalhão e, abaixou nossas mãos sem solta-las – Você precisa ser mais esperta, muito mais agora do que nunca... – Ele continuou me fitando e, eu não entendi.

Percy nunca me achou uma garota esperta e, o Nico havia dito que a inteligência não era sinônimo de esperteza... Isso parecia até ser piada, era como se de fato eu não estivesse sendo esperta, como se de fato eu não entendesse algo a minha frente, algo como se...

- AI MEU DEUS!!! – Eu desviei o olhar e, puxei minhas mãos para mim, encarei a areia da praia. Percy se assustou com minha surpresa repentina e, me encarou confuso.

Uma rápida repaginada se passou pela minha cabeça, todas as vezes que Percy falava da garota, ele sempre dizia que ela nunca entendia suas investidas, ele me disse claramente que gostaria que ela fosse mais esperta... Ele dizia claramente pra mim, que eu precisava ser mais esperta. Meu Deus, isso não era lerdeza, isso era burrice.

- Sou eu! – Alarmei ainda surpresa e, sem ter coragem de olha-lo – A sua garota... Desde a primeira vez, era sempre sobre mim que você falava... Ai meu Deus, eu disse que daria um soco nela... Em mim!

Percy riu.

- Eu a chamei de idiota... Eu me chamei de idiota – Eu disse incrédula – Eu desejei que você não tivesse sorte, eu fiquei com ciúmes de mim mesma? Você...

Percy gargalhou como se estivesse se divertindo com aquilo, eu continuava me lembrando de cada momento em que ele sempre tentava me fazer entender e, eu não entendia. Então ele virou meu rosto para ele e, balançou a cabeça em negação.

- Eu disse que seria mais divertido se você descobrisse sozinha. – Então ele, me beijou.

Calar a boca de alguém que você gosta com um beijo, é a melhor opção, foi o que o Percy fez... Ele calou minha boca e, acalmou meus nervos com um beijo, foi um beijo doce e, intenso ao mesmo tempo. Todo meu corpo ficou quente e, latejante, imediatamente eu me lembrei do meu sonho... Quando nossos lábios se desprenderam, nossas testas ainda estavam encostadas, Percy mantinha seus olhos fechados e, eu sorri.

- Na festa do condomínio... Você me beijou? – Perguntei

- Sim – Ele respondeu com um meio sorriso – E na hora que eu te beijei, foi melhor do que eu havia imaginado muitas vezes... Se eu soubesse, eu tinha feito antes.

- Eu não acredito o quanto sou lerda – Eu o beijei novamente, dessa vez sorrindo.

- Eu meio que me acostumei com isso – Ele riu entre o beijo.

Ficamos rindo e, nos lembrando das coisas que aconteceram até o exato momento, Percy fez questão de passar em minha cara todas as coisas ruins que eu havia dito sobre mim mesma. Ele cobrou o soco na cara, ele merecia um por achar aquilo tão engraçado.

- Eu acho que seria interessante se a partir de hoje, eu fosse seu namorado – Percy disse confiante, me surpreendi com aquilo, muito mais do que eu podia imaginar. – Sei que pode ser cedo pra você, mas não pra mim, eu espero por isso desde o primeiro ano.

- Eu te fiz sofrer, não foi? – Eu o encarei com um olhar triste.

- Sofrer não seria a palavra certa, foi uma escolha minha continuar tentando, eu tinha que aceitar as consequências, eu estava preparado para o caso de você dizer “não”...

- SIM! – Eu disse imediatamente – “Seria interessante se você dissesse “sim” para algumas coisas... Coisas bem especificas” – Eu recitei a frase que ele havia me dito uma vez. – Foi isso que você me disse uma vez

Percy sorriu sem graça e, encarou o escuro do mar.

- É incrível como você consegue me deixar sem jeito, falando coisas tão bobas – Ele continuou vermelho.

- Eu também acho – Eu sussurrei – Acho muito interessante se a partir de hoje, você se tornasse meu namorado.

Percy deu ar de riso e, voltou seu olhar para mim.

- Eu gosto de você Annie – Percy me encarou estreitando suas sobrancelhas e, tocou no meu rosto – Muito mesmo... Você pode não sentir isso da mesma forma, mas eu prometo que continuarei te conquistando.

- Você conseguiu fazer isso... Conseguiu seguir meu conselho, você me conquistou – Eu sorri – Mas da próxima vez, seja mais claro... Escreva na testa, ou algo parecido...

Nós rimos.

- O que vamos fazer com o resto da noite que nos falta? – Eu perguntei curiosa.

Percy abriu sua mochila e, tirou de dentro um rolo de pano. Ele se levantou e, o ajeitou sobre a areia. Era o suficiente para nós dois.

- Vamos ver a aurora, o nascer do sol – Ele se sentou novamente e, me puxou para perto dele.

- Ainda é cedo – Eu resmunguei

- Então vamos cochilar na praia, até o horário da aurora. - Ele se deitou e, eu me alinhei ao seu peito.

- Como será que as pessoas vão reagir a isso? – Perguntei

- Eu não preciso ligar para a reação deles, eu tenho a namorada mais linda e, inteligente de toda a escola... Só não é muito esperta, mas eu consigo viver com isso – Ele resmungou.

- E eu tenho o namorado mais idiota – Eu revirei os olhos.

- Você se acostuma – Ele riu.

- Você disse uma vez que ia se declarar, porque não fez isso? – Perguntei

- Você me proibiu, na festa – Percy disse rindo.

- Que droga... – Eu ri – Eu estava muito louca.

- Demais! – Ele concordou – Eu gostei da sua versão louca, é bem atrativa...

- Você é um idiota – Eu ri.

- E você dança muito bem – Ele me provocou.

- Pare! – Eu pedi e nós dois rimos.

Nós ficamos por horas conversando, continuamoslembrando das inúmeras vezes que ele tentou me fazer entender que eu era a garota de quem ele tanto falava. Eu tinha que admiti, eu realmente não era nenhuma deusa da esperteza, mas por outro lado, acho que foi algo bom, pois se o Percy tivesse dito logo de cara, eu nunca teria dado chances dele se aproximar de mim.

 Eu nunca imaginei que conseguiria passar uma noite inteira deitada sobre a areia de uma praia e, por mais desconfortável que pudesse parecer, não era, porque o Percy era a calmaria dos meus tormentos. Pela primeira vez depois de tudo que passei até hoje, meu coração estava no lugar certo, com a pessoa certa.


Notas Finais


Boa madrugada meus amores, eu estou postando o capitulo de hoje BEEEEM adiantado, porque não poderia ficar em falta com vocês. Esse fds, estarei sem acesso ao pc, para postar os capitulos, dai me adiantei em postar o que vocês estão ansiosos para ver... Hoje sairá apenas esse. Espero compreensão :(

adoro voces *---*

- PROXIMO CAPITULO: Me senti a Bella do Crepúsculo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...