História Amor Abstrato - Camren - Capítulo 15


Escrita por: ~

Exibições 173
Palavras 2.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Galera quem quiser acompanhar minha nova fanfic Camren chamada Domínio do Medo é só clicar no link.

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Capítulo 15 - Não Me Lembro


Estava perdida olhando as fotos que havia tirado de Camila sua beleza me hipnotizava. Nossa eu realmente estava apaixonada por ela, me sinto incrível.
De repente fui tirada dos meus pensamentos quando duas mãos pousaram em meu olhos, senti aquele perfume inconfundível invadir o ambiente, era a melhor droga do mundo. Sem pensar muito em um movimento rápido tirei aquelas mãos do meus olhos virei de costas e beijei a mulher atrás de mim. Me afastei com certa ignorância da mulher a minha frente.
— Lucy? O QUE ESTÁ FAZENDO? — Gritei confusa. A morena a minha frente olhou para o lado com um sorriso no rosto. Automaticamente acompanhei seu olhar, meus olhos caíram em descrença ao ver Camila na porta parada me encarando e chorando. O desespero tomou conta de todo meu corpo, um milhão de coisas passaram na minha cabeça. Camila estava alheia ao que acontecia apenas chorava sem fazer barulho, seus olhos não se moviam apenas estava fixo me olhando. Tentei ir na direção dela mas senti um puxão em meu braço me fazendo parar.
— Amor deixa ela pra lá. — Lucy falou sorridente ainda olhando para Camila. Soltei meu braço de forma bruta sem nem me importar se eu ou ela nos machucaríamos. Fui a passos largos mas de forma cautelosa até Camila e segurei em seus ombros.
— Camila e juro que eu posso explicar. — Aquela situação estava me assustando cada vez mais. Ela não se mexia apenas continuava com os olhos fixos em mim, seu rosto já estava vermelho pelo choro. — Camila por favor diz alguma coisa. — A preocupação já era evidente no meu rosto. — Camila. — Insisti e lentamente a começou assimilar o que estava acontecendo sua lágrimas caiam com mais violência, ela olhou no fundo dos meus olhos quase conseguindo ver minha alma, em um movimento rude tirou minhas mãos dos seus ombros.
— Eu te odeio com todo meu coração... Te conhecer foi a pior coisa que já aconteceu na minha vida... Nunca mais chegue perto de mim... Eu tenho nojo de você. — Imediatamente o choro preso na minha garganta se libertou ao ouvir as duras palavras de Camila que saíram de forma seca e raivosa. Tentei segurá-la mas ela me empurrou e saiu correndo enquanto a gargalhada de Lucy ecoava pelo estúdio. Fiquei paralisada por alguns segundos e quando a ficha caiu saí correndo atrás de Camila.
— CAMILA...

3 anos depois...
Camila
Acordei com uma terrível dor na cabeça que se espalhava pelo resto do corpo, meus olhos queimavam. Com muita dificuldade comecei a abri-los lentamente aos poucos minha visão foi se normalizando mas minha cabeça e meu corpo ainda doíam muito. Estava um pouco zonza mas consegui ver que estava em um hospital meu pai e minha mãe estavam abraçados e chorando do outro lado do quarto, enquanto um médico me examinava e uma enfermeira que recebia alguns instruções do médico.
— Mama.... Papa? — Eles se aproximaram da cama quando o médico autorizou. — Ao se aproximarem pude ver em seus rostos o quanto haviam chorado.
— Está tudo bem agora meu amor. — Disse minha mãe segurando minha mão.
— Que susto você nos deu.  Pediu meu pai passando a mão nos meus cabelos. — Eu os olhava confusa alheia ao que estava acontecendo.
— Camila fico feliz que tenha acordado como está se sentindo? — Voltei minha atenção ao médico que realmente parecia feliz em me ver acordada.
— Onde estou? — Perguntei confusa
— Como está se sentindo?  O médico insistiu na pergunta.
— Sinto muitas dores no corpo todo e confusa.
— Você ficou muitos dias em coma é normal que se sinta confusa.
— Coma?
— Você sofreu um acidente muito grave, mas você está aqui com a gente. Não posso acreditar, tive tanto medo de te perder ontem você abriu os olhos mas não disse nada, pensei que você nunca mais fosse acordar. — Falou minha mãe entre soluços.
— Se acalmam não vamos despejar as coisas em cima da Camila todas de uma vez. — Falou o médico interrompendo minha mãe.
— Do que estão falando? Que acidente?
— É normal que não se lembre o acidente foi muito grave e você bateu muito forte com a cabeça. — O médico fez um sinal com a mão para que meus pais se afastassem de mim e examinou meus olhos com a lanterna de pupila  — Qual é a última coisa que você lembra. — Fiz um certo esforço para me lembrar.
— Mama e abuela estavam me ajudando a terminar de arrumar meu ateliê para a inauguração.
— Qual é a sua idade?
— Tenho 19 anos. — Ele pareceu preocupado com minhas respostas.
— Mas isso foi há mais de três anos. — Minha mãe parecia em choque, meu pai tentava disfarçar as lágrimas enquanto abraçava minha mãe.
— Pode me dizer seu nome completo?
— Karla Camila Cabello Estrabao. — Eu apenas respondia as perguntas e a enfermeira parecia anotar até quantas vezes eu respirava o médico estava um tanto pensativo de mais.
— Bom, agora acho melhor você descansar, você terá que fazer alguns exames pra sabermos exatamente o que você tem. — Apenas assenti, ainda me sentia um pouco alheia a tudo que estava acontecendo, mas minha ficha logo caiu.
—Espera você disse mais de três anos? — Perguntei assustada olhando pra minha mãe.
— Camila não se esforce você tem que descansar. — Falou meu pai.
— Seu pai tem razão Camila, muita emoção não vai te fazer bem. — Acho melhor vocês saírem agora. — Falou o médico olhando para os meus pais.
— Não doutor... Eu já estou me sentindo melhor e quero ficar sozinha com meus pais por favor. — O médico olhou pra enfermeira e depois voltou a olhar meus pais.
— Vocês podem ficar por mais 15 minutos.
— Obrigada por tudo Mike. — Falou minha mãe abraçando o médico, meu pai imitou o gesto da minha mãe e abraçou o homem.
— Por favor não precisa me agradecer, vou tentar falar com Lauren antes que ela entre, quero que ela esteja ciente do que está acontecendo quero evitar emoções muito fortes para Camila, o que poderia agravar seu estado. — Ele praticamente sussurrava para os meus pais que o respondiam da mesma forma, não pude ouvir nada. — Vamos Chloe — Chamou a enfermeira. Assim que saíram meus pais vieram pra perto de mim, me sinto mais tranquila e segura com eles aqui.
— Agora dorme filha. — Falou meu pai passando a mão no meus rosto. Enquanto minha mãe estava sentada na cadeira ao meu lado fazendo carinho no meu cabelo.
— Primeiro me contei o que aconteceu. Está tudo confuso na minha cabeça. — Falei passando a mão esquerda na testa, até que me assustei ao ver algo dourado em meu dedo anelar. — O que é isso? — Falei mostrando a mão, apenas olharam um pro outro. — Eu sou casada? — Pensei um pouco. — Não... Não... Por favor... Por favor... Não me digam que eu cansei com o Austin? — Me agitei tentando me levantar.
— Camila fique calma, você não se casou com aquele desgraçado e nem eu permitiria que você fizesse essa burrada. — Falou me segurando impedindo que eu levantasse e logo me acalmei por não saber que tinha me casado com Austin eu o odeio pelo que fez comigo. Mas agora um medo bateu em meu coração.
— Com quem eu sou casada?
— Meu amor você não pode ficar nervosa pode fazer mau pra você e pro bebê. — Aquilo era um pesadelo as palavras da minha mãe caírem como uma bomba no meu colo. Como eu poderia estar grávida de alguém que eu não lembro e pior é que minha mãe disse que eu tinha 19 anos há mais de três anos atrás e isso significa que eu tenho quase 23 anos e significa que eu não quero ter um bebê.
— Isso só pode ser algum tipo de brincadeira de muito mau gosto. Eu não quero estar casada e muito menos ter um bebê. — Meu pai fechou a cara na mesma hora que eu terminei de pronunciar essa frase.
— Não diga isso novamente nem de brincadeira. — Minha mãe segurou a mão dele como se tivesse tentando fazer ele se acalmar.
— Alejandro por favor... Ela só está confusa com tudo que aconteceu. Você conhece nossa filha sabe que ela não falou por mau. — A expressão séria em seu rosto amenizou, novamente dando lugar a preocupação.
— Meu amor eu sei que tudo pode estar confuso agora, mas nunca te vimos tão feliz desde que se casou com...— Fez uma breve pausa e novamente ela e meu pai se olharam. — E esse bebê que você tá carregando Aqui.— Falou passando a mão na minha barriga, pode ver ficando emocionada. — Esse bebê foi tão planejado por vocês, era o que vocês mais queriam e eu e seu pai não poderíamos estar mais felizes em ver a família linda que você está construindo. — Seu acidente foi horrível, foi um milagre nosso bebê ter sobrevivido. É um pequeno guerreiro que se mantém firme e só tem um mês de vida — Meus olhos marejaram ao ouvir a forma carinhosa que minha mãe falava do bebê que eu estava esperando e da família que eu tinha. Se eu me casei e aceitei ter um filho deve ter sido por algum motivo que eu daria tudo pra me lembrar, estou com muito medo de tudo isso.
— Quem é meu marido? — E novamente meus pais se olharam, qual é o problema? Toda vez que eu falo do meu marido eles fazem essa cara. Ok agora eu estou realmente assustada, com quem eu me casei? — Mama... Papa com quem eu sou casada? E porque não está aqui? — Comecei a ficar irritada por ter nenhuma resposta.
— Você está casada com uma ótima pessoa, que te respeita e que acima de tudo que te ama. — Falou minha mãe tentando me acalmar. — Daqui a pouco vai chegar... Só não está aqui porque passou a noite toda acampada nesse quarto e insistimos para que fosse pra casa de vocês descansar. — Meus olhos começaram a se fechar lentamente o sono se aproximou e eu nem me dei conta. Acho que foi o remédio que a enfermeira colocou no soro que está no meu braço. — Pelo menos me casei com uma boa pessoa, pelo menos meus pais parecem gostar dele, será que eu vou gostar também? Espero que seja um latino de 1,90 com olhos cor de mel.
Abri os olhos lentamente ao sentir alguém acariciando minha barriga, olhei e vi uma mão com unhas pintadas de preto e uma aliança dourada em seu dedo anelar. Acompanhei toda a extensão do seu braço pálido até me deparar um mar verde pintado em seus olhos que brilhavam por causa das lágrimas, um sorriso digno de ser pintado.
— Oi dorminhoca. —
— Quem é você? — A morena franziu um pouco a testa parecendo não entender minha pergunta.
— Eu deveria te bater por ter me assustado dessa forma. Mas o importante é que vocês estão bem. Passou a mão em meu rosto e encostou a testa na minha. — Fiquei tão preocupada eu te amo tanto. — Não faço ideia de quem é a mulher em cima de mim, mas parecia estar sofrendo. — Não vejo a hora de te tirar daqui e te levar pra casa. — Antes que eu pudesse perguntar alguma coisa ela me deu um selinho, fiquei tentando assimilar o que estava acontecendo e a empurrei sem muita força já que ainda estava fraca.
— O que pensa que está fazendo sua maluca.— Ela me olhou assustada.
— Camz me desculpa não sabia que ia ficar brava.
— Camz? Não achou que eu iria ficar brava? Não se sai beijando as pessoas sem permissão.
— Amor desculpa e fique calma pode fazer mau pro bebê você ainda está se recuperando. — Tentou por a mão na minha barriga mas eu empurrei.
— Não toca em mim. Quem te deixou entrar aqui? Quem é você. — Vi quando as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto e senti um aperto no peito.
— Camz você não se lembra de mim? Isso é alguma brincadeira. Como é possível você ter esquecido de mim?
— Quem é você? — Perguntei de novo só que dessa vez tentei ser mais educada, não sei porque mais parece que eu tô sentindo a dor dela.
— Sou eu Lauren Jauregui sua esposa...

   



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