História Amor Abstrato - Camren - Capítulo 16


Escrita por: ~

Exibições 297
Palavras 2.195
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Galera me digam o que estão achando do rumo que a história tomou?

Eu sei que depois de todo esse tiro, porrada e bomba a história teve uma reviravolta enorme, prometo que tudo será explicado nos Flashback's no decorrer da história.

E quem quiser acompanhar a minha nova fanfic Camren chamada Domínio do Medo é só clicar no link.

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Capítulo 16 - Querendo ou Não


Sua esposa... Sua esposa... Sua esposa. Sua esposa... Essas palavras ecoavam na minha cabeça, que merda eu fiz com a minha vida? Como eu cheguei  nesse casamento? Como eu cheguei  nessa gravidez? Como eu me envolvi com uma mulher? Eu sei que o Austin me magoou muito, mas chegar ao ponto de me casar com uma mulher, qual é o seu problema Camila? Eu acho que bati a cabeça forte demais e agora estou tendo alucinações, essa é a única explicação pra essa bagunça que eu fiz na minha vida.
A pobre mulher de olhos verdes ficou repetindo como eu poderia não lembrar dela, ela saiu do quarto correndo em um claro sinal de desespero, ela estava em um choro sufocante, vê-la nesse estado me deu uma dor aguda no coração, parece até que eu compartilhava do mesmo sofrimento que ela.
Acho bom eu começar a me lembrar das coisas e rápido. Sinto que não me conheço mais. Preciso que alguém me conte o que está acontecendo.
— MILA... — Ally gritou entrando no quarto e se jogando em cima de mim. Nunca fiquei tão feliz em ver minha baixinha que agora parecia ter mais curvas. — Nunca mais faça isso, tá querendo matar a gente do coração. — A pequena falou secando as lágrimas que caíam.
— Agora é a minha vez. — Falou uma loira alta puxando Ally pela cintura e logo em seguida se jogando pra cima de mim. — Agora que você está viva eu mesma vou te matar com as minhas próprias mãos. Tem noção do estado que a gente ficou por sua causa. — Falou em um tom autoritário com os olhos marejados e eu a olhava sem entender nada.
— Ally quem é ela? — Elas olharam uma para a outra incrédula.
— Então é verdade? Você perdeu a memória? — A loira falou triste.— Achei que Lauren tivesse exagerado por causa da preocupação, mas já vi que a situação é pior do que a gente pensava.
— Camila ela é a Dinah você não se lembra? — Ally falou colocando as mãos no meu rosto e eu apenas neguei com a cabeça. Novamente as duas se olharam mas deve vez com preocupação.
— Ally você pode contar o que houve? Ninguém me fala nada... — Pedi aflita.
— Não sei se devo, o tio Mike falou que você deve descansar, não pode ficar agitada. — A baixinha falou com os olhos marejados e a loira colocou a mão em seu ombro.
— Ally eu já estou bem e você é minha melhor amiga, eu não posso ficar nessa confusão. — As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto e Ally secou.
— Amiga não fique assim, se Ally não te contar eu conto. — A loira apertou minha mão.
— DINAH. — A baixinha gritou com ela.
— Não brigue comigo se você eu no lugar dela eu também iria querer saber de tudo e se fosse com você, tenho absoluta certeza de que você também iria querer o mesmo. — Ally confirmou com a cabeça.
— Primeiro me diz como você me deixou cometer a loucura de me casar com aquela mulher e ainda por cima ter um filho. — Ally tirou as mãos do meu rosto, quando a loira soltou minha mão e me fuzilou com os olhos, me lembrei do meu pai nesse momento.
— Escuta aqui Camila. —Ally pós a mão do ombro da loira em sinal para que ela ficasse calma. — Ok me desculpe.
— Dinah é a melhor amiga de Lauren. — Fiquei sem graça e desconfortável de continuar aquela conversa com a loira perto.
— Como eu poderia te impedir de fazer uma coisa que você tanto queria? — Minha amiga perguntou de forma doce.
— Até mesmo porque ela estava fazendo a mesma coisa. — Dinah falou rindo e eu olhei confusa pra elas. Percebendo minha confusão a loira pegou a mão da minha pequena e erguei perto de mim, abri a boca ao ver que as duas estavam usando aliança.
— Vo... Vo... Vocês são ca... CASADAS? — Perguntei incrédula e as duas riram.
— Lembra quando éramos criança e juramos que casaríamos no mesmo dia? — Balancei a cabeça confirmando.
— Cumprimos nosso juramento. — Meu queixo estava no chão.
— Por causa desse juramento de vocês eu fui intimada a pedir ela casamento. Ela praticamente me obrigou a casar. — Ally fuzilou a loira com os olhos que levantou os braços em sinal de rendição e eu não consegui segurar a risada.
— Dinah se você não tem nada melhor pra falar é melhor calar essa boca. Muito ajuda quem não atrapalha. — Ally falou tão séria que até eu fiquei com medo.
— Nós também juramos que iríamos morar juntas. — Falei ainda confusa.
— Se a gente não aguenta escutar os gemidos de vocês mesmo morando o outro lado da rua, imagina se a gente morasse na mesma casa. — Minha cara caiu de vergonha na hora. Preciso de um buraco pra enfiar minha cabeça ou preciso de outro acidente pra esquecer o que acabei de ouvir.
— DINAH... — Ally voltou a fuzilar a loira que novamente levantou as mãos em sinal de rendição. — Eu espero não ter que falar de novo.
— Camila não ligue pra Dinah, se você se acostumou uma vez vai se acostumar de novo e acredite que ela ainda é muito pior do que isso. — Nós três damos risada.
— Baixinha me diz como eu sofri esse acidente. — As duas voltaram a ficar séria. — O que estão escondendo?
— Não estamos escondendo nada. Mas esse é um assunto delicado que Lauren irá te contar quando você estiver melhor. — Abri a boca pra falar alguma coisa, mas ela me interrompeu. — E não adianta insistir, só a Lauren tem o direito de te contar o que aconteceu. — Bufei com a resposta dela, eu não estava gostando nenhum pouco dessa história e algo me dizia que assim que eu soubesse o que aconteceu eu iria gostar muito menos. — Me diz como está meu sobrinho. — Falou com um sorriso enorme e colocou a mão na minha barriga. Suspirei pesado, pode até parecer cruel mais eu não queria ter um filho e estou me odiando por ter concordado em ficar grávida. Eu não quero um filho na minha vida. Pelo menos não agora, principalmente agora que eu não lembro do que aconteceu.
— Minha mãe disse que está bem. — Falei seca. — Elas abaixaram o olhar, parece terem ficado tristes.— O clima foi quebrado quando alguém bateu na porta e entrou em seguida. Pude ver que era a moça de olhos verdes acompanhada do médico que todos chamam de Michael ou Mike. Dinah e Ally correram para abraçar Lauren que estava com uma cara péssima de quem não dormia a meses.
— Meninas como estão? — Perguntou o doutor vindo em minha direção, elas apenas assentiram com um sorriso e continuaram agarradas em Lauren cochichando alguma coisa que não deu pra ouvir. — E você Camila como está? — Perguntou sentindo meu pulso.
— Eu estou bem doutor.
— Ah por favor somos da mesma família, você tem até o meu sobrenome e ainda está esperando o meu primeiro neto, então me chame de Mike como sempre fez. — Abriu um imenso sorriso e colocou a mão na minha barriga, ele parece ter percebido a minha cara de poucos amigos, ao falar da minha gravidez e então tirou a mão rapidamente e me lançou um sorriso amarelo. Lauren é as meninas ainda estavam agarradas observando tudo. Então aquele médico era o pai da Lauren e como somos casadas, consequentemente ele é o meu sogro.
— O que eu tenho exatamente? Eu conseguir me lembrar de tudo que eu esqueci?— Perguntei aflita.
— Como você sabe seu acidente foi muito grave e a parte mais atingida foi a sua cabeça que  acabou lesionando o lobo temporal o que resultou na sua perda de memória, é muito cedo pra dizer se você vai ou não conseguir se lembrar das coisas.
— Quer dizer que eu posso nunca mais lembrar das memórias que eu perdi? — O desespero já estava estampado no meu rosto.
— Sim isso pode acontecer mas como eu disse, ainda é muito cedo pra tirar conclusões apenas tente voltar a sua rotina, se você continuar se recuperando bem, em alguns dias você poderá ir pra casa. — A última palavra me deu um frio na espinha, se eu era casada então eu moro com uma estranha e como eu vou pra casa com uma estranha? — Bom agora eu vou visitar alguns pacientes mas te deixo em boas mãos. Passou a mão em meus cabelos e saiu da sala. Fiquei encarando as três que também estavam me olhando com lágrimas nos olhos. Lauren respirou fundo e se aproximou de mim.
— Oi... — Falou acariciando minha barriga.
— Oi... — Respondi de forma mais amigável possível e sem querer parecer ignorante tirei a mão dela da minha barriga, será que ninguém entendeu que eu não quero tocar nesse assunto. Ainda não estou pronta isso.
— Ainda bem que logo poderá voltar pra casa. — Lauren falou receio.
— Me desculpe mais eu não tem conheço e não vou pra sua casa. — Ela respirou fundo e olhou pra cima pra contar as lágrimas que se formaram em seus olhos.
— Não é a minha casa é a nossa casa, é a merda da NOSSA casa e você não vai pra lugar nenhum que não seja a droga da NOSSA casa. — Me assustei com o seu tom de voz. Só faltava e ter me casado com uma maluca.
— Lauren fica calma. — Dinah soltou Ally e abraçou Lauren de lado.
— Amor me desculpa falei sem pensar. — Sua voz saiu em total desespero, meu corpo estremeceu ao ouvi-la me chamando de amor. Agora a ficha caiu de vez. Eu sou casada com essa mulher e estou grávida dessa mulher ninguém imagina o quanto isso é desesperador. — Você tem casa e é pra lá que você deve ir, sua gravidez é de risco e eu não vou ficar longe de você e do meu filho por favor, as coisas já estão difíceis não piora as coisas.
— Se as coisas estão difíceis pra você imagine pra mim que não lembro de uma parte importante da minha vida. Imagina você acordar sabendo que está grávida sem ter desejado e ainda saber que virou lésbica. — Falei alto e de forma rude. A mulher com quem casei não conseguiu segurar as lágrimas. Senti uma sensação horrível, era como se essas palavras tivessem doído mais em mim do que nela.
— Camila não faça isso. — Ally se aproximou de mim e segurou a minha mão. Dinah apertou seu abraço em Lauren.
— Você gostando ou não está casada comigo e tem meu sobrenome, você gostando ou não está esperando um filho meu. Enquanto você estiver carregando o meu filho você ficará aonde eu estiver depois que meu filho nascer você pode fazer o que quiser da sua vida, mais pode ter certeza que você não levará meu filho junto com você. — As palavras dela entrou como uma estaca no meu coração, aquela dor falou mais forte e em suas palavras eu pude perceber que ela não estava sofrendo apenas pelo acidente, tem mais alguma coisa por trás disso tudo e parece que isso aconteceu antes mesmo do meu acidente.
— Dinah leva Lauren pra tomar um café. — Dinah apenas assenti para Ally e guiou Lauren pra fora do quarto, ela parecia tão alienada dava pra ouvir seu choro mesmo depois de ter saído do quarto. Ally sentou na cadeira do meu lado e continuou segurando firme a minha mão.
— Por acaso eu casei com uma maluca. — Falei assustada
— Ela só está sofrendo com tudo isso, se você tivesse visto o desespero dela enquanto você esteve em coma, muitas vezes os seus pais e os pais dela pediram nossa ajuda pra tirar ela do hospital pra que pudesse descansar e comer alguma coisa. — Quando ouvi as palavras de Ally confesso que me arrependi das coisas que eu havia dito pra Lauren. Talvez minha mãe tivesse razão quando disse que eu havia me casado com uma ótima pessoa e que me amava e se eu casei com ela teve ter tido algum motivo. Talvez eu devesse recolher minhas armas e tentar me tornar amiga de Lauren talvez eu consiga me lembrar de alguma coisa. Eu preciso me lembrar, ainda mais sabendo que vou ser mãe, a Lauren tem razão querendo ou não eu estou grávida e mesmo que eu não queira eu não sou o tipo de pessoa que abandona um filho, se ela é casada comigo deveria me conhecer, como teve coragem de dizer que quando o bebê nascer eu posso fazer o que eu quiser mas não levaria o filho dela comigo, que eu saiba eu estou carregando essa criança portanto é meu filho também.
   



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