História Amor Abstrato - Camren - Capítulo 17


Escrita por: ~

Exibições 164
Palavras 2.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Galera o que estão achando do rumo da história?


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Capítulo 17 - Nada Agradável Realidade



Minha vida não poderia estar pior, porque isso está acontecendo?
Eu nunca me esqueceria da Camila, mas como ela teve a coragem de me esquecer, ela tinha que ter perdido a memória logo agora que estávamos nos acertando, tentando fazer esse casamento funcionar por causa do nosso filho.
Que droga Camila você sempre tem que ser tão egoísta... Eu deveria te odiar.
Depois de tudo que passamos pra salvar essa droga de relacionamento, sinceramente não sei se tenho forças pra começar uma nova batalha pelo amor dela. Estou tão cansada, a única coisa que ainda me alegra é o meu filho. O filho que planejamos tanto e que finalmente conseguimos, tive tanto medo de perder os dois. Ainda me importo e amo Camila e farei o impossível pra que ela fique bem e se recupere logo, mas não irei impedi-la de ir embora se ela quiser, claro que ela irá sozinha porque meu filho não vai pra lugar nenhum que eu não esteja, sei que eu também não tenho sido a melhor esposa do mundo e na verdade nem sei exatamente em qual momento nos perdemos tanto, talvez tenha sido muito precipitado da nossa parte casar casar com tão pouco tempo de namoro.

FLASHBACK ON

— Posso entrar? — Falou meu pai abrindo a porta.
— Claro... — Ele veio até a cama onde eu estava sentada, deu um beijo na minha testa assim como sempre fazia comigo, com a minha mãe e com o Chris. É costume que eu aprendi com ele. E se sentou do meu lado na cama.
— Agora me diz o que tem te deixado tão pensativa? — Dei uma risada nasal.
— Você poderia me conhecer menos. — Abriu um largo sorriso. — Posso te fazer uma pergunta? — Falei um pouco sem jeito.
— Pergunte o que quiser filha.
— Quando você percebeu que já era hora de pedir minha mãe em casamento. — Ele me olhou desconfiado com um sorriso de lado.
— Desde o dia que eu conheci a sua mãe, tive a mais absoluta certeza de que ela seria a minha esposa e mão dos meus filhos. — Falou apertando o meu nariz. — Quando você descobre que encontrou o amor da sua vida é só questão de tempo até você encontrar o momento perfeito para pedir em casamento.
— Obrigada pelo conselho.
— Então quer dizer que a senhorita Cabello será uma Jauregui? — Perguntou animado.
— Isso se ela aceitar e se o pai dela não me matar antes. — Nós dois rimos.
— Camila é uma garota esperta, ela sabe que tem algo raro e precioso nas mãos ela não seria burra pra jogar fora e não se preocupe com Alejandro quando o amor é verdadeiro nada consegue impedi-lo de ser vivido e ele apenas tenta proteger a menininha dele. Você tem minha bênção e meu apoio.
— Fico tão feliz em saber que eu tenho o melhor pai do mundo todo. eu te amo muito. — Nós dois ficamos com os olhos marejados e logo ele me puxou para um abraço apertado.
— Ainda bem que eu também tenho a melhor filha do mundo e que eu tanto amo.
— Você acha que a dona Clara vai surtar quando souber da novidade? — Perguntei.
— Tenho certeza disso. — Gargalhamos e apertamos mais o abraço.

FLASHBACK OFF

Balancei a cabeça para me livrar dessas lembranças. Olhei pro relógio no meu pulso e me assustei ao ver a hora.
— Caramba preciso ir logo pro hospital ver Camila. — Fui correndo tomar banho.

Abri os olhos assustada ao sentir o cheiro daquele perfume que me dava nojo e me trazia as lembranças que eu realmente queria esquecer.
— O que você está fazendo aqui Austin? — Acho que nunca falei com tanto ódio na minha vida. — Ver aquele garoto parado na minha frente com aquela cara de garoto inocente me irrita, será que ele não percebeu que já  magoou o suficiente. É estranho mas eu sempre pensei que quando eu voltasse a vê-lo depois daquele, eu sentiria vontade de chorar igual criança, mas não eu apenas sinto asco de olhar pra cara dele. Pelo visto os anos lhe fizeram bem, vejo que agora tem barba e o cabelo está maior, continua com o mesmo estilo de se vestir. Se eu não soubesse que ele é um cretino eu até diria que se tornou um homem bonito, mas que já não me atrai nem um pouco.
— Eu soube que você tinha acordado e vim te fazer uma visita. — Falou como se fôssemos amigos.
— Não preciso da sua visita Austin. — Falei seca.
— Qual é o problema Camila? — Perguntou se sentindo ofendido. — Talvez esse não seja o melhor momento, mas eu quero saber se você pensou na minha proposta? — Falou com um certo ar de ternura.
— Com tanta coisa acontecendo na minha vida você realmente acha que eu vou pensar em você? Vai embora Austin.
— Tudo bem só não esquece que eu te amo. — Revirei os olhos. — E que eu não me importo que você esteja grávida daquela mulher, se decidir me dar uma nova chance esse filho que você está esperando pode ser o nosso filho porque eu darei meu sobrenome pra ele. — Olhei incrédula pra ele, senti nojo de cada palavra que saiu da boca dele, como uma pessoa pode ser tão sem coração dessa forma. Não preciso de um ser como ele como pai do meu filho.
— Escuta aqui Austin por eu só vou falar mais uma vez, vai embora e não volte mais aqui e nem volte a me procurar. — Eu cuspi palavra por palavra tamanho ódio que eu estava sentindo. — Que eu saiba você não sofreu um acidente e não bateu a cabeça, então você deve ser lembrar muito bem que eu sou casada. E meu filho jamais terá seu sobrenome imundo. — Ele me olhava como se não estivesse me reconhecimento.
— É melhor eu voltar outro dia pra terminar essa conversa. — Assim que terminou de falar ouvi três toques na porta que logo em seguida abriu revelando uma morena que os olhos transportava de ódio ao ver Austin parado meu lado.
— Posso saber como você entrou aqui? — Lauren falou se aproximando de Austin. — Acho que você esqueceu da nossa última conversinha.
— Eu já estou indo embora pois não tenho nada pra falar com você. — Austin e Lauren se matavam pelo olhar. Eu já estava levantando pra entrar no meio dos dois pra evitar uma briga, mas parece que hoje não é o dia do Austin. Ele quase fez xixi nas calças ao ver meu pai parado na porta que Lauren tinha deixado aperta.
— O que esse desgraçado está fazendo aqui. — Meu pai babava de tanto ódio.
— É o que eu gostaria de saber. — Lauren cruzou os braços, não tirou os olhos de Austin em nenhum momento desde que entrou na sala. Antes que Lauren ou meu pai fizesse alguma coisa ele levantou os braços em sinal de rendição.
— Não quero confusão já estou indo embora. — Deu passos largos até a porta parando na frente do meu pai que continuava na porta. — Senhor pode me dar licença. — Falou com a cabeça baixa.
— Se eu voltar a ver você de novo perto da minha filha ou da Jauregui, você pode ter certeza de que você vai ter arrumado uma grande confusão moleque. — Dito isso meu pai deu passagem pro Austin que saiu de cabeça baixa. Ninguém se atreveria encarrar meu pai quando ele estivesse bravo. Eu observei toda ação sem dar uma palavra, não queria piorar as coisas, senti um grande alívio do Austin ter ido embora.
— Eu não quero esse imbecil perto de você e muito menos perto do meu filho. — Lauren falou seca como se eu tivesse chamado ele aqui. Antes que eu pudesse responder meu pai se aproximou e me deu um beijo na cabeça.
— Jauregui será que eu posso falar com você um minuto — Ele falou sério.
— Claro. — Lauren respondeu no mesmo tom. — Fiquei olhando eles saírem do quarto sem entender nada.
— Jauregui está sendo um momento difícil pra você assim como está sendo pra todos nós e principalmente pra Camila, como você bem sabe amanhã ela vai ter alta do hospital e talvez você prefira que ela fique na minha casa, já que você tem que trabalhar e pra evitar estresse futuro já que ela não se lembra de você. — Alejandro falou sério da mesma forma que sempre fala comigo.
— Mesmo que ela não se lembre, ela continua sendo minha esposa e da minha família eu cuido. — Respondi firme.
— Bom saber que você não está aproveitando da situação pra pular fora desse casamento e abandonar minha filha grávida.
— Nunca faria esse tipo de coisa, mesmo sabendo que talvez fosse melhor pular fora desse casamento. E abandonar meu filho é a última coisa que eu faria nesse mundo.
— Não tome uma decisão precipitada não sabemos exatamente o que aconteceu e pra piorar Camila não lembra de nada. Mas quando ela se lembrar saberemos o que aconteceu. Enquanto isso faça como antes esqueça o que aconteceu e recupere o seu casamento, meu neto merece a família unida e não uma em cada canto da cidade tendo que passar 15 dias lá e 15 dias aqui, uma criança precisa de estrutura, já que entraram nisso juntas então continuem juntas. Se eu ao menos sonhasse que você não fosse uma boa pessoa pra Camila eu mesmo faria você assinar o divórcio, mas como eu sei que Camila é feliz com você, o mínimo que eu posso fazer é insistir nesse casamento. Pois quando Camila recuperar a memória não quero que ela me culpe por ter ajudado a acabar com o casamento dela.
— Obrigada pelo apoio senhor. — Fui sincera, fico feliz sempre que Alejandro fala apoia meu relacionamento com a Camila, até mesmo porque foi difícil conseguir a aceitação dele. Respirei fundo e voltei pro quarto e vi Camila sentada na cama com as costas apoiada no travesseiro. Me aproximei e ela abaixou o olhar.
— Como está se sentindo bem? — Falei com todo o carinho do mundo, ela apenas assentiu. — Amanhã você poderá voltar pra casa.
Essa frase está ecoando na minha cabeça. Voltar pra casa? Como vou dividir o teto com uma estranha, que encrenca eu arrumei, minha mãe me convenceu que o melhor pra mim é ir pra minha casa, até mesmo porque minhas coisas estão lá e a Ally mora logo em frente e minha mãe disse que se eu precisasse de qualquer coisa ela iria até lá ficar comigo, de todo mundo eu só ouvi mil maravilhas da Lauren, até mesmo do meu pai. Eu só queria saber como meus pais aceitaram meu casamento como uma mulher, principalmente meu pai, meus pais parecem ter um enorme respeito por Lauren, e a família dela parece gostar de mim, a mãe dela veio junto com a minha me visitar quase todos os dias, não conversei muito com ela pois não me senti confortável, ela parece a versão feminina do meu pai e ela fazia questão de acariciar minha barriga o pai dela trabalha aqui e normalmente vem ao meu quarto mais de cinco vezes por dia. Eu aprendi a gostar dele, ele é tão carinhoso e divertido e sem falar que faz questão de falar o tempo todo que não vê a hora de ver o neto correndo por aí. O carinho das pessoas com esse bebê me fez acostumar com a idéia de estar grávida. Claro que isso ainda me assusta. Também conheci as melhores amigas da Lauren que também se tornaram minhas melhores amigas só não me lembro de como aconteceu, Normani é a namorada do Chris irmão da Lauren, mas ele eu nunca vi, pois serve ao exército e fica muito tempo fora me falaram que ele veio aqui algumas vezes enquanto eu ainda estava em coma, Dinah é casada com minha melhor amiga e nisso eu também não consigo acreditar, mas ela parece se uma boa pessoa e é impossível ficar perto dela e não rir ou ficar constrangida com algum comentário que ela sempre tem a fazer. Faz quase duas semanas que acordei e ainda não sei porque me casei com Lauren e isso sim me apavora, sempre que ela vem me visitar eu finjo que estou dormindo, então ela me dá um beijo na testa e fica torturosos minutos passando a mão na minha barriga chamando o bebê de bolinho o que me dá vontade de rir de tão fofo, de longe ela é a mais empolgada com a chegada do bebê, quando ela chega e eu estou acordada ela só pergunta se estou me sentindo bem e fica sentada na cadeira olhando pra janela até o horário de visitas acabar. Ela respeita o meu espaço e não tenta forçar nada, ela é uma mulher muito bonita mas não consigo me ver casada com ela e nem tento pensar que já dormimos juntas, eu sei que eu deveria me aproximar e pelo menos conversar mas ainda não me sinto confortável perto dela.
— O doutor tinha me falado, não precisa vir me buscar, os meus pais vão me levar — Lauren respirou fundo.
— Se é assim que você prefere. Ficarei te esperando em casa. Só não faça nenhum esforço e tenta não demorar muito na rua porque você tem que descansar.
— Não precisa se preocupar, não irei demorar pra chegar. — Eu sei que eu não precisava dar nenhuma satisfação, mas ela pareceu preocupada.
De qualquer forma amanhã começa minha nova e nada agradável realidade...

   


Notas Finais


Galera o que estão achando do rumo da história?


E quem quiser acompanhar a minha nova fanfic Camren chamada Domínio do Medo é só clicar no link abaixo.

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