História Amor Além do Tempo - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Life Is Strange
Personagens Brooke Scott, Chloe Price, Frank Bowers, Kate Marsh, Mark Jefferson, Maxine Caulfield, Nathan Prescott, Rachel Amber, Ray Wells, Victoria Chase, Warren Graham
Tags Chloe, Chloe Price, Gxg, Kate Marsh, Life Is Strange, Max, Max Caulfield, Pricefield, Romance
Exibições 278
Palavras 2.220
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Josei, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hoje eu vou só jogar esse capítulo aqui e sair correndo. Quando vocês terminarem de ler, eu já vou tá no México com outra identidade e aparência.

Tem uma musiquinha pra vcs ouvirem lá pela metade, que eu vou pôr o link aqui msm pra não arriscar vocês lerem o final do capítulo antes do tempo sem querer: youtu.be/MmKrRUNVDqw (copiem e colem porque não tem como colocar o link clicável aqui em cima).

Capítulo 12 - A Hora Dourada


Fanfic / Fanfiction Amor Além do Tempo - Capítulo 12 - A Hora Dourada

Acordada desde muito cedo, Chloe fumava seu primeiro cigarro do dia, sentada na janela de seu quarto, virada para o lado de fora, observando o movimento da rua ainda vazia, com poucos carros e pessoas se deslocando em direção ao trabalho ou à escola para encarar suas obrigações diárias.

Chloe não lembrava da última vez em que se sentara ali se sentindo tão em paz, sem um turbilhão de pensamentos ruins preenchendo sua cabeça, sem memórias massacrantes e sem a vontade incessante de dar um fim a tudo aquilo para finalmente descansar.

Ela riu consigo mesma ao apagar o cigarro e voltar para dentro do quarto dando de cara com a mensagem pichada logo acima de sua cama: "não consigo dormir". Já havia alguns dias que aquilo deixara de ser verdade. Durante todas as noites daquela última semana, Chloe tinha dormido como um bebê e, por isso mesmo, conseguia acordar tão cedo. Na verdade, ela ansiava pela hora de acordar apenas por uma razão, especialmente naquele dia.

Chloe repassou em sua mente os acontecimentos do dia anterior, o sonho, a apreensão e a conversa com Max. Ela finalmente soube o que a garota de sardas lhe respondeu no farol, sendo capaz de confrontá-la com aquela informação e ouvir sua confissão tardia. Ela não pôde deixar de imaginar como teria sido, se sua amiga tivesse lhe dito aquilo 5 anos atrás. Elas teriam ficado juntas? Mantido contato apesar da distância? E quanto ao presente, o que elas eram agora? Certamente não mais apenas melhores amigas.

Muita informação pra uma hora só. Calma, Chloe! Vá devagar.

Com isso em mente, ela pegou roupas limpas e foi ao banheiro tomar banho, dando início à sua rotina cotidiana ao se preparar para seu reencontro com Max. Só a antecipação do momento fazia seu estômago dar voltas e quase a tornava incapaz de conter a ansiedade que a consumia ou suprimir o sorriso constante que dominava suas feições com o pensamento e a lembrança do dia anterior.

Ela saiu do banheiro já de roupa trocada e desceu as escadas sentindo o cheiro da comida de Joyce invadindo suas narinas e a fazendo salivar. Sua leveza de espírito e seu bom humor faziam sua casa lembrar um pouco o lar que costumava ser anos atrás. Como se o tempo não tivesse passado e todas as tragédias e problemas de sua vida não tivessem acontecido. 

Ela se sentou à mesa dando bom dia, o que já não surpreendia mais sua mãe, mas ainda deixava David sem saber como reagir, só o permitindo responder quase instintivamente sem desviar os olhos do próprio prato. Ele não entendia porque Chloe tinha parado de agir com hostilidade em relação a si, mas também não estava nenhum pouco interessado em questionar seu novo comportamento.

Chloe quase sempre esperava que alguém surgisse do nada para dizer que aquilo tudo era uma pegadinha, que ela estava em um programa de TV e que, a qualquer momento, sua vida se tornaria o mesmo lixo que era há 1 mês. Aquilo lhe causava um aperto no peito, mesmo sabendo que era improvável. O fato de tudo estar indo tão bem agora lhe dava a constante sensação de que uma repentina mudança de eventos faria sua vida voltar a ir ladeira abaixo em breve. Um sentimento difícil de ignorar, mas que ela decidiu enfrentar diariamente, especialmente depois da mensagem que acabara de receber em seu celular.

[Max]: Estou com saudades. Espero te ver em breve ;-*

[Chloe]: Você vai, hippie. Mas sem emojis

Eu não estou sozinha. 

Com aquele novo sentimento de alívio preenchendo seu peito, ela pegou suas chaves, se dirigiu até a caminhonete e deu partida, indo de volta ao hospital.

__________________________

Ainda era cedo quando Chloe estacionou o carro na sua vaga costumeira e saiu a passos rápidos em direção à entrada do hospital, pensando consigo mesma que aquela deveria ser uma das últimas vezes em que faria aquele percurso, já que Max receberia alta muito provavelmente no dia seguinte. Então ela se dirigiu à recepção, ao hall de entrada e depois aos corredores, se aproximando do quarto de sua amiga, enquanto considerava se ela ficaria em sua casa após receber alta, já que precisaria de cuidados especiais até ficar completamente recuperada.

Quando finalmente chegou à porta, alcançando a maçaneta, uma voz grave, que Chloe reconheceu como a de Ryan Caulfield e uma feminina, provavelmente pertencente a Vanessa, a fizeram permanecer onde estava, atenta à discussão acalorada que vinha do lado de dentro do quarto. Então Chloe se aproximou ainda mais da porta tentando descobrir sobre o que eles discutiam.

- ...e você acha que somos obrigados a lidar com isso, Maxine? - Vanessa perguntou com a voz trêmula e com um tom alterado.

- Sim, vocês vão ter que fazer isso mais cedo ou mais tarde. Isso não é uma fase ou qualquer besteira do tipo. Eu estou falando sério.

- Vanessa, se acalme, por favor. - Ryan falou baixando o tom de voz, tentando resfriar os ânimos - Esse não é um lugar propício para esse tipo de discussão. E Max...

- Não tenho mais nada pra dizer, pai. - A garota respondeu num tom claramente irritado.

- Pelo menos considere o que discutimos aqui hoje, filha. Você não está em condições de ficar aqui nesse estado e eu não tenho mais dias de folga pra ficar em Arcadia Bay. Precisamos voltar pra Seattle o quanto antes.

- Eu tenho que falar com a Chloe, independente do que vá acontecer.

- O médico disse que você já está bem o suficiente para ter alta amanhã - Vanessa falou num tom cortante, ainda na defensiva. - Independente do que esteja acontecendo na sua cabeça nesse momento, você vai voltar pra casa conosco. Estamos discutindo sobre seu futuro e sobre sua saúde, Maxine.

Chloe não precisou ouvir o resto. Ela se afastou da porta vacilante, suando e tremendo, com uma sensação horrível dominando seu corpo. Se ela conseguisse emitir sons naquele momento, com certeza teria gritado.

Ela está indo embora.

Ela pensou, sentindo sua garganta começando a se fechar aos poucos e seus pulmões se tornando uma massa sólida que a impedia de respirar normalmente.

Ela voltou, me salvou e vai embora mais uma vez. Eu vou ficar sozinha de novo. Depois de tudo.

- Ei, você está bem?

Uma das enfermeiras responsáveis por Max perguntou preocupada ao notar a expressão sombria de Chloe, que apenas balançou a cabeça positivamente e saiu apressada, quase correndo em direção à saída, dando seu melhor para não chorar e assim evitando novas perguntas pelo caminho. Ela apressou ainda mais o passo ao sair do hospital, finalmente alcançando sua caminhonete.

Por que? Por que ela faria isso comigo? Como eu fui idiota de pensar que seria diferente, de acreditar em tudo que ela disse. 

Chloe pensou consigo mesma com o desespero tomando conta de cada centímetro do seu corpo.

Todas as pessoas que eu amo me abandonam uma hora ou outra, é uma maldição. Eu já deveria saber disso. Já deveria estar preparada.

Chloe deu a partida no carro e começou a dirigir a esmo, o mais rápido que sua velha caminhonete aguentava, lágrimas borravam totalmente sua visão, mal a permitindo enxergar a estrada, mas apesar disso, ela não diminuiu a velocidade nem mesmo quando seu telefone tocou pela quarta vez desde que saiu do hospital e quase bateu o carro duas vezes, movida pela raiva que guiava suas ações naquele momento.

Ela não se lembrava da última vez em que tinha sido dominada por uma ataque de fúria tão sem precedentes, infiltrado em cada uma de suas veias e artérias, prestes a fazê-la explodir, mas ao mesmo tempo enchendo-a de tristeza a ponto de não lhe permitir respirar direito, a deixando completamente vazia, magoada, ferida.

Chloe não se surpreendeu quando notou para onde seu corpo estava conduzindo o carro inconscientemente. A estrada para o farol se apresentava a sua frente, enquanto o vento fazia as folhas das árvores se mexerem, dando som característico ao ambiente quando ela parou o carro e começou a subir pela trilha até o topo do penhasco.

Ela sentou no banco e começou a assistir as ondas batendo nas rochas logo abaixo de si, enquanto o sol começava a ser encoberto pelas nuvens. Então sentiu o seu telefone mais uma vez vibrando sem parar em seu bolso, mas voltou a ignorá-lo.

Se eu soubesse que seria assim de novo... que eu sentiria essa dor novamente... esse maldito sentimento... Por que diabos ela me salvou, se ia me abandonar outra vez?

Ela pensou se levantando do banco com os braços cruzados ao redor de si, tentando impedir seu corpo de tremer tanto.

Eu devia ter morrido. Eu preferia ter morrido naquele maldito banheiro do que sentir tudo isso de novo. Teria sido mais fácil. 

Justo quando percebo que a amei a vida inteira, que confessei o que sentia, ela me trai mais uma vez. 

Por que eu tinha que amar ela de todas as pessoas possíveis? Por que ela? Por que dessa forma tão avassaladora, tão incontrolável, tão intensa, tão diferente de tudo que já senti na vida? Por quê? 

E, por um momento, por um breve momento, eu cheguei a acreditar que ela me amasse também. Porra! Tudo o que ela disse, quando me fez acreditar no que sentia, eu engoli sem questionar. Quão burra eu sou para ser enganada assim tão facilmente? Ela me salvou naquele banheiro só pra poder me destruir ela mesma?

O celular de Chloe tocou de novo e ela finalmente o tirou do bolso, olhando para a tela, para a foto das duas no quarto que estava no seu papel de parede. Os sorrisos, a cara de sono, a lembrança do sonho que ela teve com aquele dia só faziam seu coração se despedaçar mais ainda dentro do peito. 

Ela tentou ignorar o sentimento e resolveu checar as notificações. Obviamente todas de Max.

[Max]: Pensei que você já estivesse a caminho. Ainda vai demorar?

[Max]: Chlo, você tá aí?

[2 ligações perdidas de Max Caulfield]

[Max]: Chlo, você nunca se atrasou tanto. Aconteceu alguma coisa?

[6 ligações perdidas de Max Caulfield]

[Max]: Preciso falar com você, Chloe. Você está me deixando preocupada de verdade.

Claro que você precisa falar comigo, mas só pra cravar um punhal no meu peito e dizer na minha cara que mentiu e vai embora dessa merda de cidade sem mim. De novo. 

Então vá para Seattle, se recupere, entre numa faculdade, faça novos amigos, arrume um emprego, se case, tenha um monte de filhos, um cachorro estúpido e apenas me deixe aqui. De uma vez por todas, apenas me deixe morrer. Você é apenas outra pessoa que ferrou comigo, só que você conseguiu fazer isso duas vezes, Max. Parabéns! Você merece uma medalha por isso.

Chloe se sentia vazia, abandonada, perdida. Ela estava cada vez mais certa de estar completamente só, de que ninguém dava a mínima para ela. Era um sentimento desesperador, quase insuportável, como se tivessem arrancado seu coração e a deixado ali sozinha para sangrar até a morte. Ela desejava estar morta, porque naquele momento ela se sentia tão viva que a dor que carregava dentro de si era grande demais para que pudesse suportar, parecendo maior que ela mesma, despedaçando-a, destruindo-a de todas as formas possíveis. E Chloe estava cansada daquilo.

O sol estava se pondo, pintando todo o céu de amarelo e laranja, quando ela começou a caminhar lentamente em direção ao ponto mais afastado do penhasco, observando tudo calmamente enquanto o sol descia ainda mais e o laranja se tornava vermelho, morrendo no azul do oceano em um tom escarlate.

Já no limite, encarando o abismo a sua frente, ela sentiu a brisa em seu rosto e a maré cada vez mais alta quebrando nas rochas. Não era sua primeira vez naquela situação, olhando para baixo, prestes a dar um passo adiante.

Ela estava a ponto de saltar e, dessa vez, não havia ninguém ali para impedi-la. Nem Rachel para convencê-la a voltar atrás, nem Max com seu poder de viajar no tempo, nem William para confortá-la e dizer que tudo ficaria bem no final. A única coisa que a separava de um salto no abismo era a voz em sua cabeça, cada vez mais distante, cada vez mais cansada de resistir.

Ela olhou para o céu de novo, como se tentasse enxergar através dele, ávida por uma resposta, uma pequena esperança que a afastasse de seu fatídico destino. Entretanto, estava cada vez mais certo para ela que aquela resposta nunca viria.

Seu celular tocou novamente mostrando o retrato de uma felicidade que nunca existiu em seu papel de parede, que para ela agora era só mais uma das tantas mentiras que se acostumou a ouvir durante sua vida. Então desbloqueou o celular para ler uma nova mensagem.

[Max]: Chloe, por favor, responda. Você está me deixando em pânico. 

Em um ataque de fúria, ela jogou o telefone longe em direção ao oceano com toda a força que tinha, mal conseguindo ver quando ele desapareceu em meio às ondas. Então fechou os olhos, abriu os braços e respirou fundo, pronta para encarar seu destino.

Como é mesmo que os fotógrafos chamam essa hora? Max com certeza deve saber. Ela provavelmente iria adorar tirar uma foto desse momento.


Notas Finais


Não me matem por favor, porque eu ainda posso corrigir isso.

Até a volta!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...