História Amor Além do Tempo - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Life Is Strange
Personagens Brooke Scott, Chloe Price, Frank Bowers, Kate Marsh, Mark Jefferson, Maxine Caulfield, Nathan Prescott, Rachel Amber, Ray Wells, Victoria Chase, Warren Graham
Tags Chloe, Chloe Price, Gxg, Kate Marsh, Life Is Strange, Max, Max Caulfield, Pricefield, Romance
Exibições 186
Palavras 3.668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Josei, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá de novo!

Felizmente não fui agredida pelos leitores e estou aqui para postar o capítulo novo.
Hoje tem musiquinha e vocês vão saber o momento exato de botar porque é mencionado ao longo do texto.

O nome da música é Take You Away do Angus & Julia Stone, mas na real poderiam ser várias músicas deles. O link tá no final, como sempre.

Boa leitura! :)

Capítulo 24 - Primeiras Intenções


Fanfic / Fanfiction Amor Além do Tempo - Capítulo 24 - Primeiras Intenções

Depois de várias tentativas frustradas, Chloe conseguiu conduzir uma Max quase em estado catatônico de volta ao seu quarto. A fotógrafa permanecia murmurando as mesmas palavras quase inaudivelmente e com uma expressão de choque permeando seu rosto, enquanto Chloe limpava seu nariz com ajuda de um lenço ao mesmo tempo em que checava se o sangramento no local tinha parado.

Sem nenhuma pista do que dizer para acalmá-la ou se havia algo que pudesse ser dito, Chloe apenas sentou na cama, levando Max consigo e a fazendo deitar com a cabeça em seu colo, enquanto pensava na melhor maneira de falar com ela sem deixá-la ainda mais em pânico.

- Max, vai ficar tudo bem. Fale comigo.

Chloe começou a tentar chamar a atenção da garota inerte em seu colo, enquanto passeava com os dedos pelos cabelos dela, que permanecia encolhida na cama, ainda apavorada, praticamente imóvel e sem emitir nenhuma palavra. 

- Você está me ouvindo? Max, por favor... - Chloe perguntou começando a entrar em desespero.

Ela apenas balançou a cabeça em resposta se encolhendo ainda mais sobre o colo de Chloe, que beijou sua cabeça, mal conseguindo conter o alívio que sentiu ao notá-la finalmente respondendo.

- Por favor, não faça mais isso comigo!

 - Desculpa...

Chloe apenas a abraçou tentando manter a calma para não assustar ainda mais a garota de sardas, enquanto a sentia ainda trêmula em seu colo. Ela pensou em cada palavra que diria várias vezes antes de ousar enunciá-las.

- Tudo bem. Apenas relaxe. - Chloe falou deixando escapar um suspiro. - Olha, aquele cara é pirado. Ele estava só brincando com você. Não tem como ele saber sobre o tornado.

- O Samuel é estranho, mas não brincaria com isso. Como diabos ele poderia ter descoberto?

Chloe pensou por um tempo, sabendo que a explicação para aquilo ainda era uma enorme incógnita, mas bem mais preocupada em dizer qualquer coisa que acalmasse Max do que em desvendar aquele mistério.

- Ele deve ter ouvido a gente conversando em algum momento. Só pode ter sido isso.

- Você não tem como saber, Chloe. - Max rebateu com uma expressão consternada.

- E você acha o que? Que ele ouviu de um esquilo? - Chloe questionou imediatamente, observando a reação de Max se transformar aos poucos. - Isso não é uma animação da Disney, Max. Por favor, não se torture por antecipação. Eu não aguento te ver nesse estado. 

Max suspirou, ainda incerta do que pensar, tentando se focar apenas no toque de Chloe em sua cabeça e em sua presença reconfortante. 

Foram vários minutos de completo silêncio, em que a estudante de fotografia estava apavorada demais para aproveitá-los para descansar ou pelo menos relaxar, principalmente por ter certeza de que sua noite seria repleta de pesadelos.

- Você quer se trocar pra dormir?

- Não sei se vou conseguir dormir hoje. - Ela confessou antes de finalmente se levantar da posição em que se encontrava há quase 1 hora. - Mas você pode.

- Você acha mesmo que eu conseguiria pregar o olho com você nesse estado? 

Max deixou escapar um sorriso cansado enquanto negava com a cabeça e se encaminhava para o armário em busca de roupas mais confortáveis para passarem a noite, pegando uma para si e outra para Chloe, que virou de costas enquanto ela se trocava, tentando não deixá-la ainda mais desconfortável naquele momento.

- Desculpa ter estragado nossa noite. De novo.

- Você não estragou nada e só vou te perdoar por falar essa bobagem porque você não está bem, mas nunca esqueça que estamos nisso juntas. Desde o começo. E é assim que vamos enfrentar tudo de agora em diante.

Chloe concluiu a abraçando e a mantendo perto de si por algum tempo, incerta de quando seria a hora mais segura para soltá-la, sentindo-a ainda tensa e assustada em seus braços. Até que uma ideia lhe ocorreu, mas ela demorou bastante tempo para decidir se deveria externá-la ou simplesmente deixar passar.

- Max, você confia em mim?

- Você sabe que sim. Por que a pergunta agora? - Max perguntou com a voz camuflada pela proximidade com a pele de sua namorada.

- É que vou propor te uma coisa que vai parecer bem estranha a princípio, mas que acho que vai te fazer se sentir melhor.

- Eu estou ouvindo...

- Tire a camisa.

- O que...? - Max perguntou, se afastando de olhos arregalados, tentando descobrir através da  expressão de Chloe, se ela estava realmente falando sério, embora soubesse que ela não brincaria num momento como aquele.

- Você ouviu. Tire a camisa e se deite de bruços na cama. - Ela repetiu sem um segundo de hesitação.

Max ficou ainda mais nervosa e seu rosto adquiriu um novo tom de vermelho com a reafirmação da frase de Chloe. Ela não moveu um músculo do lugar, ainda tentando desvendar o que havia por trás da proposta inusitada da punk.

- Por deus, Max. Eu não vou olhar, ok? Apenas confie em mim e faça o que eu disse. - Chloe falou um tanto impaciente.

- Você pode olhar, se quiser. É que eu não imaginava o quão esquisito seria seu pedido e ainda não entendi aonde você quer chegar.

- Você vai entender daqui a pouco, eu prometo. - Chloe respondeu voltando a abraçá-la, lhe dando um beijo na cabeça e depois se afastando para vasculhar os cds dispostos na estante, enquanto Max tirava a camisa calmamente e se deitava na cama conforme lhe fora solicitado, mas ainda incerta do que lhe esperava.

Quando finalmente terminou de escolher, Chloe ligou o som e se dirigiu para o armário, procurando algo que encontrou depois de alguns minutos, se dirigindo até a cama logo em seguida. 

Max não sabia se ficava mais surpresa por Chloe conhecer e gostar de suas músicas ou pela atitude que teve em seguida, subindo e sentando sobre si na cama.

A garota de sardas congelou no mesmo segundo, sentindo todo seu corpo ficar tenso pelo contato inesperado, mas se mantendo na mesma posição, de olhos fechados e incapaz de respirar.

- Você precisa relaxar e me avisar se eu estiver te esmagando, ok?

Ela apenas balançou a cabeça, tentando ignorar seu nervosismo, e logo sentiu algo como um creme ser posto em suas costas e as mãos de Chloe repousarem em seus ombros, enquanto seus polegares pressionavam sua pele e percorriam lentamente toda a área em um movimento contínuo. De repente todos os dedos dela estavam trabalhando em conjunto, massageando seus ombros e fazendo um ótimo papel em finalmente acalmar seus nervos.

- Meu deus, como você é boa nisso!

- Quem poderia imaginar, hein? 

Agora seus polegares descreviam movimentos circulares em suas costas até subirem de volta ao pescoço de Max, que sentia a pressão em sua cabeça se dissipando pouco a pouco.

- Então essa era uma das suas táticas de sedução para suas ex? - Max brincou ainda de olhos fechados.

- Max, eu nunca namorei ninguém. E, acredite ou não, essa é a primeira vez que faço algo desse tipo. Até porque isso requer intimidade.

- Hum... Então você precisa ter intimidade pra fazer uma massagem, mas não pra fazer sexo? 

Max perguntou em tom de brincadeira, abrindo um dos olhos para olhar em direção a uma Chloe sorridente, que não demorou a responder.

- Sim. Sexo pode ser algo puramente físico, sem necessariamente uma ligação sentimental. Nesse momento, eu só quero te fazer se sentir bem, sem nenhuma segunda intenção, e nunca me senti compelida a fazer algo assim por alguém antes. Isso é intimidade. - ela pensou um pouco, como se decidisse se era uma boa ideia dizer o que viria a seguir, mas acabou falando de qualquer jeito. - É como quando dormimos juntas, muito próximas, abraçadas. Eu nunca tive isso com outras pessoas. Eu nunca quis isso. Quando acabava tudo, eu só queria voltar pra casa, tomar banho e dormir na minha própria cama.

Max ouvia tudo aparentemente tranquila, sem demonstrar estar minimamente incomodada com o rumo que a conversa estava tomando.

- Entendi, mas acho que não seria capaz de encarar assim. Eu sequer pensei que fosse querer ter algo parecido com o que temos com alguém. Não até você aparecer. - Ela confessou - Eu mal beijei três garotos a vida toda, o que torna sexo casual um pouco além das minhas possibilidades. Eu sei que parece bobagem, mas é como me sinto.

- Você não é boba. Você é linda. E, se você se sente assim, sorte minha e azar de quem não conseguiu te conquistar nesses 5 anos que tiveram de vantagem. - Chloe respondeu, se aproximando para beijar o rosto dela e fazê-la sorrir.

As mãos de Chloe agora desciam pelas costas de Max em movimentos alternados de pressão e força e ela não demorou a desafivelar o sutiã da fotógrafa que, para sua surpresa, não esboçou nenhum protesto.

- Nunca pensei que a primeira vez em que fosse ficar com você seminua numa cama, seria incapaz de pelo menos ver isso acontecendo.

Max gargalhou com aquele comentário. 

- Como você consegue ser tão fofa e tão terrível quase ao mesmo tempo?

- É parte do meu charme.

Max sorriu de novo, mal lembrando da tensão de antes e ainda mais focada no assunto sobre o qual conversavam agora, ao mesmo tempo em que se perdia na sensação das mãos de Chloe descrevendo diferentes padrões em suas costas.

- Eu vou te fazer uma pergunta que vai soar bem inapropriada pro momento.

- Fique à vontade.

- Como foi... sua primeira vez? Foi legal?

- Primeiro: você tem razão. Essa é uma pergunta bem esquisita pra se fazer quando sua namorada está em cima de você numa cama, te fazendo massagem. E segundo: não. Foi terrível. - Chloe não esperou Max perguntar por detalhes, simplesmente contou em seguida. - Foi com um cara qualquer. Os amigos dele eram amigos em comum de uma galera com que eu andava. Acabamos saindo algumas vezes e um dia aconteceu. Foi no carro dele, durou uns 5 minutos e eu nem ao menos consegui... bom, você deve imaginar. Eu pensei que nunca mais fosse querer fazer aquilo de novo.

- Desculpa te fazer lembrar disso...

- Tudo bem... até porque sei que você não vai parar por aí, né?

Max sorriu como se tivesse sido pega em flagrante fazendo algo errado, mas não demorou a retomar seu interrogatório.

- E quando você começou a sair com garotas? Foi com... com a...?

- Não, Max. Não foi com a Rachel. Nós nunca tivemos nada. - Chloe respondeu, sem precisar esperar o complemento daquela pergunta. - Mas meio que teve a ver com ela sim.

- Como assim?

- Nós fomos a uma festa na casa do Justin. Nada fora do normal. Na verdade, acontecia muito. E, no final, quando já estava todo mundo bêbado ou chapado, alguém teve a ideia de fazer a brincadeira da garrafa. E aconteceu que, depois de algumas rodadas, a Rachel girou a garrafa e acabou parando em mim e então tivemos que nos beijar.

- Você e seus jogos.

Max comentou num tom enciumado fazendo Chloe rir.

- Agora esse cassino está fechado só pra você.

- Apenas continue e depois veremos se ainda vou querer apostar minhas fichas.

Ainda rindo, Chloe decidiu prosseguir com seu relato.

- Bom, no dia ficou tudo bem, como já era antes de tudo, mas depois ela começou a agir estranho e a me evitar, como se eu estivesse a ponto de atacá-la a todo momento, mesmo eu nunca tendo feito alarde sobre o que aconteceu, muito menos contado pra ela sobre meus sentimentos. 

- Hum...

- O que foi muito irônico porque sempre imaginei que essa seria a sua reação numa situação assim e a dela exatamente o oposto. Não só porque você podia não sentir nada além de amizade por mim, mas principalmente porque você sempre foi tão tímida e retraída, que eu pensei que fosse me evitar pra sempre quando te propus aquele "treino de beijos" - Chloe falou a última frase fazendo aspas com os dedos. - Já a Rachel era tão desencanada com tudo que nunca imaginei que fosse reagir daquele jeito a uma brincadeira boba.

- É, eu sou surpreendente.

- É sim, tipo agora, me fazendo falar sobre esse assunto enquanto estamos nessa posição. - Chloe respondeu fazendo Max rir, mas sem demorar a voltar ao assunto principal. - O novo estágio depois disso foi ela passando a ficar com caras na minha frente de propósito.

- Como você sabe que era de propósito?

- Porque ela nunca fez isso antes. Ela sempre foi o tipo de pessoa de ficar sendo afetiva livremente, mas nunca foi de ficar se agarrando na frente de todo mundo. Era bem discreta até. Um exemplo que deixa isso bem evidente foi a forma como escondeu que estava namorando o Frank. - Max assentiu - Acho que ela só queria deixar claro pra mim que não haveria um "nós" sem precisar ter uma conversa a respeito.

- Isso é horrível, Chloe. É cruel. - Max respondeu visivelmente irritada.

- Um pouco, mas acho que ela só não tinha coragem de falar abertamente comigo. Não fez por mal.

- Ainda assim é horrível. Ela era sua amiga, te devia uma conversa a respeito. - Max suspirou antes de continuar, antecipadamente incomodada pelo que diria a seguir - Isso me lembra do pesadelo que tive na semana em que nos reencontramos, antes de acordar no farol no dia do tornado. Nele, dentre várias coisas estranhas e terríveis, incluindo uma versão maléfica de mim tentando ferrar com minha mente, houve uma parte na qual eu ficava presa no cativeiro onde o Mark Jefferson me manteve e era obrigada a assistir você ficando com várias pessoas conhecidas bem na minha frente enquanto debochava de todas as minhas inseguranças. - Max continuou sentindo as lágrimas começando a se formarem em seus olhos e um nó imenso em sua garganta - Foi tão horrível, tão doloroso. E agora eu percebo que eram só meus maiores medos vindo à tona naquele momento. Eu não consigo nem me imaginar fazendo algo assim com qualquer pessoa, principalmente com você. Acho que, por isso, eu precisava tanto contar ao Warren sobre a gente, porque sabia o quanto seria ruim descobrir de outra forma.

- Não chore, hippie. Eu estou te dando a melhor massagem da sua vida. Você deveria estar sorrindo. - Chloe falou fazendo-a esboçar um sorriso - E, se te serve de consolo, eu também nunca faria isso com você, embora não consiga imaginar um mundo em que não estaria apaixonada.

- Desculpa. É que ainda é difícil lembrar de tudo. Acho que sempre vai ser.

- Você quer que eu continue ou...?

- Pode continuar. Eu tô bem.

- Se você insiste... bom, depois de passar por todas essas fases, a Rachel voltou a agir normalmente e eu fiquei tão aliviada que nem questionei o comportamento anterior dela. Não precisa dizer, eu sei que sou tipo um filhotinho de cachorro abandonado que se contenta com qualquer migalha.

- Na verdade eu tava pensando no quanto eu te amo e em como queria te abraçar agora.

- Hum... e por que não abraça?

- Porque não sou uma daquelas assombrações de filme de terror que dobram as articulações na direção inversa.

- Você só precisa virar e ficar de frente, ué! - Chloe sugeriu inocentemente.

- Boa tentativa, Chloe Price. - Max respondeu entendendo perfeitamente as intenções por trás daquela sugestão.

- Uma garota tem que tentar a sorte de vez em quando. - Ela respondeu sorrindo e mordendo a orelha de Max ao final.

- Apenas continue contando a história porque ainda não entendi o que isso tem a ver com o que perguntei. - Max disse, saboreando as diferentes sensações provocadas pelos toques de Chloe em sua pele.

- Simples. Com o tempo, ela passou a me empurrar pra algumas amigas dela. Eu não sou tão idiota, sempre soube os motivos, mas também não vou mentir e dizer que foi ruim. Na verdade, me ajudava a esquecer tudo por um tempo, dar menos importância. Enfim, todas essas coisas...

- Uhum... e aquela garota do cinema era uma dessas que você ficou?

- Então você fez esse arrodeio todo pra perguntar isso?

- Não exatamente. Mas isso passou pela minha cabeça na hora. - ela confessou insegura se queria mesmo saber daquela informação. - Desculpa insistir nisso ou sentir ciúme do seu passado quando não tenho esse direito.

- Você tá falando sério? - Chloe perguntou parando por um momento o que fazia. - Max, eu estou com os três garotos que você beijou martelando na minha cabeça até agora e eu nem sei como são os rostos deles pra direcionar meu ciúme. - Ela falou fazendo Max rir. - Eu tô achando estranho você conversar sobre isso tão tranquilamente. Eu, no seu lugar, estaria surtando. 

- Isso é o que faz de você minha linda, secretamente fofa e bastante possessiva namorada punk. - Max respondeu ainda sorrindo. - Você tem ciúmes até do Warren, Chlo.

- Agora você me deu uma ótima ideia: vou pôr cara dele nos outros três garotos. - Max riu ainda mais com o comentário - Mas, respondendo sua pergunta, não. Eu nunca fiquei com aquela garota, mas, sendo totalmente sincera, poderia ter acontecido. Só que a época em que a conheci coincidiu com a do desaparecimento da Rachel e eu obviamente não tinha mias cabeça pra isso.

- Hum...

Max ficou em silêncio por vários minutos, ainda com perguntas na cabeça, mas sem querer externá-las por achar que já tinha insistido demais no assunto mas, ao mesmo tempo, mal conseguindo controlar a própria curiosidade.

- No que você ainda está pensando, Maxaroni?

- Em nada...

- Não minta pra mim porque eu sempre descubro como se tivesse um polígrafo 24 horas por dia em você...

Max riu do comentário, que tinha um fundo de verdade, decidindo falar.

- É só que... bom, você deve sentir falta...

Chloe ficou confusa, sem entender aonde ela queria chegar.

- Porque você fazia antes e agora não... deve ser complicado...

- Seja mais clara, Max... Não tô entendendo...

- Sexo...

- Ah... - Chloe ergueu as sobrancelhas, finalmente entendendo as insinuações de Max. - um pouco. Mas nada que eu não possa ignorar a maior parte do tempo ou resolver por conta própria. 

Chloe se divertiu observando a expressão da garota mais nova se transformar quando começou a entender o que "resolver por conta própria" significava. E foi justamente isso que a compeliu a continuar.

- Mas sabe quando fica realmente difícil?

- N-não...

Ainda massageando os ombros de Max, Chloe se aproximou o máximo que pôde, de modo a ficar a mais perto possível de seu ouvido antes de voltar a falar...

- Quando estou com você ou quando estou sozinha pensando em nós. Minha mente viaja e eu começo a pensar no quanto você é bonita e a te imaginar me beijando, sua respiração no meu pescoço, suas mãos me tocando, explorando cada centímetro do meu corpo. 

Ela falava tudo aquilo num tom baixo, quase rouco e repleto de desejo, transformando completamente toda a percepção de Max e a impedindo de pensar com clareza, principalmente quando Chloe complementava as palavras com beijos em sua orelha.

- Mas sabe o que me deixa realmente fora de mim?

Max começou a sentir sua boca ficando seca e só foi capaz de balançar a cabeça negativamente em resposta.

- Imaginar o que eu vou fazer com você quando chegar a hora.

Max sentiu seu coração disparar ao ouvir aquilo, levando algum tempo para recobrar a fala e prosseguir com a conversa.

- Que... que tipo de coisa você imagina? - Ela perguntou mal tendo noção ou controle das palavras que saíam de sua boca.

- Agora que você mencionou... bem, eu fantasio sobre te fazer gritar em êxtase de todas as formas possíveis, tocar cada parte do seu corpo com igual atenção - As mãos de Chloe agora acariciavam a cintura de Max delicadamente, pontuando cada uma de suas palavras. - atingir aquele ponto exato que vai te mandar pra outro planeta por alguns minutos, porque você merece o melhor... e eu ainda nem cheguei no momento em que finalmente vou poder te provar...

- Oh...

- E eu deveria parar com isso antes que eu não consiga mais... 

Chloe confessou, respirando fundo e dando o melhor de si para se controlar, sabendo que aquele não era o momento ideal para prosseguir com aquilo.

Então ela beijou o rosto de Max, se levantando da cama e encerrando a massagem abruptamente, instigando um protesto silencioso na garota mais nova e a levando a fazer uma cara de desapontamento para Chloe, que sorriu acariciando seu rosto.

- Não se preocupe. Você vai ganhar várias massagens como essa, além de outras coisas do gênero ao longo da sua vida. - Ela concluiu dando um beijo na testa de Max - Agora se vista porque ainda quero meu abraço.

Chloe se virou, indo em direção ao som para desligá-lo e, depois de algum tempo, Max a chamou de volta e elas se deitaram em silêncio, abraçadas embaixo das cobertas. 

A sensação de paz que ocupava a mente de Max era tão viva e presente naquele momento que ela resolveu traduzir em palavras o que estava sentindo.

- Obrigada, Chlo.

- Pelo que?

- Por estar aqui, por cuidar de mim.

- É, Caulfield. Acho que você ainda não entendeu o que "sempre juntas" significa. Eu vou te explicar melhor usando gráficos, ilustrações e exemplos práticos, quando acordarmos amanhã.

Max deixou escapar um sorriso, mas não respondeu nada. Apenas se aconchegou ainda mais do que achou que fosse possível em sua namorada, tentando se focar na respiração e nas palavras dela para acalmar completamente seus nervos e permiti-la dormir.


Notas Finais


Link da música: https://youtu.be/kRSkirrYWUQ
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Eu fui boazinha com vocês nesse, mas ainda não dei o que vocês queriam...
Mas calma que tá chegando o dia. Eu acho. Hehehe!

Beijos e até a volta!


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