História Amor, Apocalipse e Sobrevivência - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipsezumbi, Zumbi
Visualizações 16
Palavras 2.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção Científica, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então.... eu disse que não ia postar até o Enem, mas eu tinha esse aqui já na cabeça, ai decidir colocar logo! :)

Capítulo 24 - Capítulo 23


Emilly POV

    Minha querida Emilly,

Eu sinto muito por deixar você aqui “sozinha”, mas tenho certeza que Júpiter está te fazendo companhia nesse exato momento! Em, eu não poderia te trazer a essa confusão, por que ficaria apenas te olhando para que nada de ruim te aconteça. Só de pensar nisso já me arrepio... não suportaria te perder ou te ver como uma daquelas coisas... prefiro você aí, a salva, bem e inteira! Vou recuperar eles e volto para te encontrar, por favor, não me espere com uma arma nas mãos, eu te amo, e vou resgatar nossa família, e aquele idiota que você chama de “ex”. Me espere, se não voltar em 2 dias, ou ver alguém se aproximando, fuja com o vira lata para o mais longe e fiquem bem, sobrevivam!

Beijos, te amo!

Rae

        Aquela idiota foi sozinha... eu devia ter acordado e ido junto com ela, como ela pode me deixar aqui e enfrentar aquele exército sozinha? Sinto umas mil lagrimas descendo pelo meu rosto e molhando o papel, olho para Júpiter que está com a cabeça caída para o lado e me olhando. Não posso deixar ela sozinha naquele inferno, preciso ajuda-la.

    Seco as lagrimas, mas ainda insistem em cair, vou até o mapa e olho onde ela tinha me mostrado ontem onde era a fortaleza, era próxima daqui... ela tinha me feito o favor de marcar a estrada no mapa, agora eu preciso aprontar tudo, mas vou a pé?!

-Isso não vai prestar, se for a pé, devo chegar lá atrasada para qualquer coisa que esteja acontecendo... merda! – Sento na cadeira e jogo o mapa no chão, volto a sentir as lagrimas com mais intensidade no meu rosto.

    O pequenino começa a latir no fundo do restaurante, levanto a cabeça, e depois me levanto e vou até onde está vindo os latidos. Chego ao fundo da cozinha, onde tinha a porta que dava para fora, Júpiter estava arranhando a porta como se estivesse desesperado... isso é hora para fazer o número 2?!

    Suspiro e abro a porta para ele, assim que saiu, começou a latir e a rodar atrás do rabo, o que deu nesse cachorro? Quando me aproximo dele, ele sai correndo e se senta perto de uma BICICLETA!!! Estava um pouco enferrujada, devido a tempo aberto, me aproximo e levanto a bicicleta, era branca, mas manchada de ferrugem, e tinha uma cesta na frente... dou algumas pedaladas para ver se ainda está funcionando, e me impressiono por ela funcionar normalmente!

-Ótimo trabalho garoto! – Desço e faço um carinho nele. Volto para dentro da lanchonete e começo a arrumar minha mochila, água, alguns enlatados que já estavam dentro da minha bolsa, algumas pesas de roupas, não se exatamente para que, mas melhor colocar, minha arma, e pego uma faca de cozinha para ajudar. Volto para a bicicleta e sento nela, Júpiter vai ter que ir na cesta, abaixo e pego ele, tento colocar, mas ele é muito grande!

 -Você vai ter que ir correndo amigão, me desculpe! –Ele late e começa a correr a minha volta, acabo rindo, pois, a energia dele é que me incentiva a ir também com toda essa animação! –Vamos ajudar nossa garota!

    Começo a pedalar com toda força em direção a estrada, e o meu fiel companheiro ao meu lado, e os raios do sol estão se mostrando, espero chegar a tempo e não ser tarde demais... aguente firme Rae!

Rae POV

    Deixar Emilly em segurança foi a melhor decisão, não poderia arrastar ela para a futura confusão que vou arrumar, primeira coisa que sei, na verdade a única que sei, é que cabeças vão rolar, agora de quem eu não sei! 

-Caralho, estou tremendo rsrsrs – Falo olhando para minhas mãos que estavam tremendo enquanto uma segurava o gancho e a outra com um cigarro, não sou de fumar, mas nesse exato momento eu preciso me acalmar! Levo o cigarro na boca novamente e puxo outra tragada, achar esse cigarro no velocímetro da moto valeu a pena...

    Olho para os zumbis acorrentados no muro do "castelo", eles estão calmos, aguardando algum ruído, movimento, alguma presa... abaixo e pego um galho, deixo o gancho no chão e o cigarro na minha boca, volto olhando para os zumbis, assim que quebrei o galho no meio, eles se desesperam tentando ir em direção ao ruído, mais exatamente na minha direção.

-O que eles têm Bob? – Um dos seguranças pergunta para o outro com rifle, ele começa a procurar alguma coisa para mirar, abaixo o cigarro para que ele não me rastreie –Então Bob?

-Acho que era algum animal, não dá para ver nada nesse escuro! –Sorte que minha visão já havia se acostumado com o breu que estava na floresta. Monto o rifle no chão e começo a mirar no segurança da janela que vou usar, ele estava distraído, bebendo uma cerveja e mexendo no celular(?)

-Onde raios ele arrumou um celular que ainda funcione? E o que está fazendo se não tem internet? –Miro no celular e vejo ele jogando paciência –Ninguém merece, podia pelo menos aproveitar para escutar música! –Sussurro, sorrio e levo a mira para a cabeça dele, o rifle está com silenciador, só preciso acertar, e depois limpar a área para subir.

    Começo a mirar na cabeça, bem entre os olhos, vai fazer um estrago..., mas isso vai ser por sequestrar minha família! Meu dedo no gatilho vai lento, mas assim que senti a pressão da arma com solavanco para trás no meu ombro, vejo meu alvo cair lentamente de joelho e sumindo da vista da janela. Apago meu cigarro no chão e guardo dentro do bolso.

-Boa Anderson! – Sussurro e volto para a minha mochila e pego o gancho, agora os zumbis, como vou resolver isso?! Pego o silenciador e coloco na pistola semiautomática, atiro nos 4 mais próximos do meu ponto, mas não posso gastar toda munição apenas aqui, ainda tem um exército de vivos lá dentro!

     Pego meu taco e começo a acertar os zumbis que se aproximavam, mas não me alcançavam, ainda bem que aquelas correntes tem um limite! E eu também, logo aquele outro patrulheiro ira voltar e ver que estou massacrando os pequenos zumbis deles! Acerto com toda força nas pernas de um, não vou matar esses, vou deixar para pensar que estão se comendo ou sei lá, com tanto que não pensem que foram invadidos!

    Liberei um certo espaço suficiente para subir em segurança, pego o gancho e começo a rodar, lanço de uma vez, mas ele não prende, começo a rodar novamente, lanço e ele não chega nem perto da janela –Só pode ser brincadeira ou praga da Emilly! –Rodo o gancho mais uma vez e com mais força e raiva, dessa vez ele se prende na janela, dou algumas puxadas para ver se realmente está firme, parece estável!

    Começo a subir rapidamente, vejo os primeiros sinais do sol se mostrando no horizonte, sinto um peso, minha mochila está pesada para cacete! Escuto alguns passos se aproximando, merdaaaa! Me encolho na parede e torço para que ele não me veja... assim que guarda chegou no muro, começou a olhar a frente do forte, foi virando aos poucos para minha direção, quando estava perto de me ver, alguém o chama do outro lado e ele sai... agora que eu queria um cigarro mesmo!

    Termino de fazer a escalada da morte, e pulo para dentro do pequeno quarto, o corpo do atirador estava largado em uma poça de sangue, puxo o gancho com a corda e jogo dentro do cômodo. Vasculho o cadáver para ver se tinha alguma coisa útil e achei um pente completo de balas para a pistola que ele também tinha, carrego ela e coloco no meu cinto, checo as balas da Python e volto ela para o coldre, apenas em últimos casos ... Respiro fundo e vou até a porta, abrindo devagar e me preparando para qualquer coisa que venha dali... Calma pessoal, eu já estou chegando!

    Volto para dentro da sala com um solavanco ao ver uma dupla de guardas vindo e rindo, droga... se eles entrarem aqui vai foder com tudo! Seguro a arma pronta para atirar e vou para atrás da porta, espero alguns minutos e então nada acontece... volto para a porta e abro novamente, o corredor está vazio!

Sigo sentido ao contrário do corredor que acho que eles seguiram, vou devagar e segurando minha arma pronta para atirar. Escuto algumas risadas, porém estão longe, como se estivessem no andar de baixo. Paro perto da escada e me abaixo para observar o que está acontecendo, aqueles mesmos caras que nos assaltaram estavam agora bêbados, conversando e cantando para todo lado, em um canto vejo minha família, estavam amarrados todos juntos e pulando com os tiros que levavam perto dos pés... velho oeste.

Gabriel POV

    Está cada vez mais insuportável de se ficar assim! Essas malditas cordas estão queimando meus braços, e esses idiotas estão cada vez mais bêbados, logo vão acabar acertando realmente nossos pés! De repente pararam de atirar, um cara alto chega perto de nós e nos encara, dá um sorriso vitorioso e se vira para o resto do bando que estava apenas o aguardado falar alguma coisa.

    Ele era alto, mais alto um pouco do que eu, cabelos pretos, mas lisos e arrumados, vestida um sobre tudo preto, mas era apertado nos seus braços, ele era forte, olhos castanhos e pele morena, ele tinha uma tatuagem tribal que cobria metade do seu rosto e descia pelo pescoço. Ele realmente tem cara de chefão da máfia!

-E aí, vocês estão gostando da nossa pequena festa?

-Eeeeeeeeeeeeeee –Eles gritam levantando as cervejas

-Então vamos continuar assim, não temos nada para hoje mesmo, por que não comemorar nossa vitoria mais um pouco?!

-Eeeeeeeeeeeee Killer Killer Killer! –Gritam e depois começam a virar as cervejas de uma vez.

-Pessoal, alguém por favor se disponibiliza a levar nossos amigos para algum cômodo, por que mais tarde teremos uma luta! –Eles gritam novamente e alguns homens se aproximam e começam a nos puxar para as escadas, se não tivesse olhado de relance, jurava que teria visto a minha irmã ali, mas quando voltei a olhar ela não estava, deve ser coisa da minha cabeça.

    Eles nos empurram até as escadas, depois de subir com muita dificuldade, conseguimos chegar ao segundo andar, onde nos empurram para a primeira porta, assim que entramos reparei no lugar, uma mesa enorme, as janelas estavam com grades de ferro, e mais nada no lugar! Eles cortam a corda e saem já trancando a porta logo em seguida!

-Merda! –Esbravejo ao ver que não tinha muita coisa aqui para nos ajudar.

-Gabe, será que a docinho e a Milly estão bem? – Liz me pergunta já sentando em cima da mesa, sento ao lado dela e suspiro

-Eu espero que sim! Mas estou preocupado, minha irmã não bate bem da cabeça, e tenho medo dela fazer alguma besteira por nós! – Vejo o ex de Emilly se aproximando de nós

-Temos algum plano para fugir desse hospício? –Ele pergunta de pé em frente a nós.

-Ainda não, mas se quiser dá alguma ideia, nenhuma ideia é idiota no momento! –Ele apenas nega com a cabeça e se senta na janela.

-Eu sei que vai pensar em alguma coisa, vocês Anderson sempre pensam em algo para tirar os outros das enrascadas! –Liz fala sorrindo e tocando no meu ombro, sorrio de volta para ela e tento fechar os olhos para me concentrar, mas uma confusão do outro lado da sala me incomoda, começo a observar a cena

-Você tem que me dizer Rose, eu tenho o direito de saber! Ainda mais que estamos constantemente correndo risco de vida! –Benette fala já levemente alterado

-Isso pode dar errado Ben. Não quero mais nada de ruim para essa família! –Minha mãe fala de costas para ele

-Eu não vou fazer nada de ruim para ninguém Rose. Eu sou o pai, tenho direito de saber qual dos dois é meu filho! E se for a Rae?! Ela e Emilly não poderão ficar juntas! –Ele fala realmente alto dessa vez, e todos param para observar

    A essa altura do campeonato eu já estava pálido, amarelo, vermelho... como assim? COMO ASSIM UM DE NÓS DOIS É FILHO DELE? Minha mãe se vira bruscamente e me encara, eu não consigo falar e nem fazer nada, sinto a mão de Lizzie, mas não consigo olhar para ela, no momento estou paralisado! Tento abrir minha boca

-Qual de nós dois é filho dele? – Uma Rae tão espantada quanto eu saia de trás de nós, estava abaixada esse tempo todo debaixo da mesa, como ela entrou aqui? Muitas perguntas e nenhuma resposta!

-Rae! –Minha mãe, Benette e Liz gritam. Lizzie pula da mesa e abraça Rae, que retribui, mas assim que minha mãe foi para abraçar, ela se afastou bruscamente ficando do meu lado, Lizze e Josh ficaram observando tudo de longe.

-Qual de nós dois? –Ela pergunta novamente, eu tomo forças e fico em pé ao seu lado de braços cruzados, Benette nos encara e depois olha para minha mãe, ela suspira e abre a boca para falar, mas Rae a interrompe levantando a mão –Já deixo claro desde agora que se for eu, não vou deixar Emilly, não te considero como pai! Na verdade, meu pai está morto infelizmente! Você não passaria do pai da minha namorada e nada mais! –Ela fala apontando para Benette com uma voz extremamente alterada pelo nervosismo e volta para minha mãe –Então, quem é?

Ela fecha os olhos e suspira profundamente, abre os olhos e nos encara –O Gabriel!

    Sinto meu mundo acabar ali mesmo. Não consigo falar nada, apenas dar alguns passos para trás, Benette sorri como se tivesse ganho na loteria, olho para Rae que me encara e fecha a cara, volta olhando para os dois mais velhos a nossa frente. Assim que escoro na mesa vejo Liz e Josh me segurando e olhando preocupados.

-Ele também não é seu filho! –Rae fala –E você?! Como ousou fazer uma coisa dessa? Estar com dois homens na mesma época! Na verdade, não estou surpresa disso, trair nosso pai e mentir! –Ela dá uma risada sem graça e sombria, rara as vezes que já vi Rae usar essa risada, e quando usou, suas palavras sempre pesaram!  –Eu e Gabriel tivemos um pai, e eles está morto! Nunca chegaria aos pés do Coronel, e mesmo assim, você só serviu para destruir nossa família, tudo se encaixa, por isso o nosso pai queria ficar longe, por sua culpa! Você é só o estepe dela!

Nesse momento um estalo ecoa pela sala, e vejo Rae com a mão no rosto e os olhos cheios de água, minha mãe com a mão levanta, mas não foi ela, foi Benette, ele que estava com a mão mais à frente e o peito subindo e descendo rapidamente.

-Ele era meu melhor amigo! -Benette fala nervoso

-E mesmo assim você o traiu com a mulher dele! -Ele levanta a mão novamente para bater nela, mas me levanto

-Quem você pensa que é para bater nela? – O empurro com toda força contra a parede, e mando meu punho para seu estomago, ele se dobra de dor, cuspindo sangue pela boca, levanto novamente o braço, mas sou impedido por Rae e Josh.

-Gabriel não vale a pena cara! –Josh me fala, atrás dele vejo Liz com os olhos cheios de água 

-Gabe, ele não merece sua atenção e nem a minha...-Olho para Rae que dá um pequeno sorriso de lado –e ele não é seu pai! Nós dois sabemos quem é nosso pai de verdade!  

    Solto de vagar o homem ainda grunhindo de dor a minha frente, minha mãe o segura e leva para um canto da sala, volto para a mesa e sento onde estava antes, do meu lado Rae e Liz, e ainda do lado de Rae o Josh. Parece um cara legal agora!

-Me diz que você tem um plano Rae! –Ela olha para mim e sorri grande. 

-Desde quando não tenho um plano maninho? -Sorrio pequeno, mas um sorriso verdadeiro, Rae tem razão, eu sei bem quem é meu pai, e ele morreu honrando o seu país. E ela é minha irmã, não meia... mas por completo, aquela que posso contar a qualquer momento e que vai estar aqui para me ajudar sempre! E eu vou estar aqui sempre por ela! 


Notas Finais


Eita.... pois é pois é pois é :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...