História Amor assassino - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mirai Nikki
Personagens Yuno Gasai
Tags Drama, Mirai Nikki, Romance, Yuno Gasai
Exibições 15
Palavras 2.133
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Escolar, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá ^^
Bem, minhas provas acabaram (aleluia) e, se eu não pegar recuperação em nada, sexta to de férias, então terei mais tempo para escrever :D Algumas ideias já me aparecerem, ou seja, vou postar alguns capítulos bem rápido, até as ideias de agora se esgotarem na quantidade de capítulos em que couberem. (Talvez isso tenha ficado MUITO confuso? Talvez. Mas espero que vocês tenham entendido ^^'). Pretendo postar mais um já amanhã mesmo, se der, até mesmo dois. Enfim, boa leitura >~<

Capítulo 25 - Um sorriso que apenas eu deveria ver e despertar.


Me paralisei, apenas ouvindo a chuva. Me encontrava sozinha, na escuridão completa, sem enxergar nada. Forcei os olhos, tentando ver alguma coisa, mas... Nada. *Suspiro*... Deve ter faltado luz. Fui apalpando as coisas, me encontrando aos poucos. Logo, achei a porta e saí, devagar. Minha visão já estava se acostumando, então, aos poucos, já conseguia enxergar algumas imagens. Comecei a caminhar um pouco mais rápido e ouvi as vozes de Uryuu e Yukkii, então as segui e acabei em seu quarto, junto deles. ESPERA, O QUE MINENE PENSA QUE ESTA FAZENDO ABRAÇANDO ELE DESSE JEITO?!

- Ah, Yuno!! - Yukkii falou, ao me ver parada na porta.

- Yuno, preciso testar se você é uma boa namorada. Vamos ver se você consegue proteger a criancinha aqui do escuro. 

Ela sorria, aquele mesmo sorriso de sempre, enquanto falava. Se ela não se soltar do Yukkii logo, eu...

- O que foi, Yuno? Que cara é essa? - Mudei minha expressão ao ouvir a pergunta de Uryuu. Claro, já estava me irritando e, minha grande habilidade de esconder o que sinto me ajuda muito... Pensei que com o escuro seria mais difícil para eles enxergá-la, mas, na realidade, ainda dá para ver, assim como consigo ver os rostos e reações deles, mesmo com uma certa dificuldade.

- Hã? Nada, desculpa 

- Não vai me dizer que também tem medo do escuro, né? - Disse ela, lançando um olhar desafiador. Apenas encarei de volta e, depois de um suspiro, respondi.

- Claro que não! Qual o problema dele ter, inclusive?

- Nenhum, só estava brincando... 

Voltei a olhar Yukkii, que continuava abraçado nela... Francamente... Pena que não disfarcei minha cara de ódio que, apesar do escuro, dava para notar.

- Então... O que faremos, agora? - Uryuu perguntou, enquanto acariciava os cabelos do Yukkii. Tch... Vou voar nela daqui a pouco. O que mais me incomoda é que ele parece estar gostando... Encarava a cena, com um desgosto estampado nos olhos. 

- Ei, ainda tem aquela sua lanterna, Yukiteru? - Minene perguntou. Parecia inspirada, como se soubesse o que fazer. 

- Ah, sim. Está numa das gavetas da cômoda. 

- Volto já, bebêzinho. 

Ela se levantou, terminando o abraço lindo deles (que bom). Eu o olhei, depois para mim, e depois para ela. Silhueta tão fina, seios fartos... Não sei o que poderia fazer contra ela. Era bonita e adulta, tem bem mais experiência que eu, obviamente... Será que Yukkii escolheria ela? Me olhei de novo, suspirando. Ele não me trocaria por sua antiga babá, não é..? 

- Volteeei. Prontos? - Ela se sentava perto de Yukkii, ansiosa. 

- Para... - Ela tentava ligar a lanterna, enquanto eu e os meninos a olhávamos, curiosidade transbordando pelos nossos olhos. 

- AS HISTÓRIAS DE TERROR! MUAHAHAHA! - Ela posicionou a luz da lanterna embaixo do queixo, deixando o feixe sobre seu rosto, fazendo um sorriso diabólico. A olhamos, sem expressão, que continuava nessa posição bem ridícula... 

- Era... Para ter graça ou para nos assustarmos? - Murmurei. 

- Era. Mas acho que não deu muito certo. Mas bem, quem é o primeiro a contar? - Nos encaramos, enquanto ela colocava a lanterna no centro da nossa roda. 

- Talvez a Yuno possa falar o que viu quando as garotas morreram. Foi uma cena de horror, não é? Acho que vale - Akise-kun e aquele sorriso desafiador, superior, outra vez... Isso me irrita. Revirei os olhos e bufei em resposta. 

- Quem gostaria de saber disso? Foi, realmente, uma cena de horror. Não preciso me lembrar, preciso? - Retribui o olhar. Ele riu. 

- Claro que não. Muito bem, alguém tem alguma história? 

Yukkii negou com a cabeça e Uryuu estava pensando. Tudo voltou ao silêncio, enquanto nossa única luz era aquela lanterna. Bem, até o momento. Uryuu estava para falar algo bem quanto as luzes acima de nossa cabeça voltaram, iluminando o quarto. Um sorriso apareceu nos lábios de todos, menos nos meus. Apenas olhei para cima, enquanto Minene comemorava, junto com Yukkii. Abraçados, outra vez... Fala sério, não vou me aguentar para sempre... 

- Yuki-kun, acho que seus amigos deveriam ficar aqui, a chuva está pioran- Ah! - Nossos olhares se dirigiam a porta, onde a mãe de Yukkii estava, falando. Ela mesma se interrompeu, vendo que já estávamos todos de pijama, num sorriso. 

- Bem, sintam-se a vontade! - Disse, fechando a porta. 

- Bem, agora que as luzes voltaram... Vamos ver um filme de terror?! - Uryuu perguntou, parecia animada. 

- Claro... - Yukkii respondeu, animação zero. 

- Fala sério, Yuki-kun! Eu vou te proteger dos monstros maus do armário, ok? Medroso! - Uryuu falava numa naturalidade que eu invejava. Socou sem ombro, rindo como sempre. 

- Não tenho medo... 

- Não, imagina! Olha sua cara, seu medroso! Ah vai, deixo você me abraçar caso sentir medo, como fazia quando era menor! Para relembrar, já que sinto uma certa falta, também! 

Ele corou com o comentário, enquanto ela ria (Novidade...). Eu e Akise-kun permanecemos no silêncio. Ele, eu não sei por que, já eu... Começo a me preocupar. Devia eliminar Uryuu, ela pode ser um perigo. Tendo namorado ou não, está muito próxima dele... E se ele escolher a ela, ao invés de mim? 

.

.

Estávamos na sala, enquanto Yukkii ligava o aparelho de DVD. Uryuu estava na cozinha, conversando e gargalhando com a mãe de Yukkii. Eu estava mexendo no celular, escrevendo algumas coisas, como o que eu poderia fazer para matar Minene e Akise-kun, na pior das hipóteses. Não percebemos o tempo passar, mas ainda era bem cedo, na realidade. 22:30, para ser mais exata.

- O que tanto escreve? - Akise-kun perguntou, se aproximando de mim. O que ele quer, agora? 

- Não importa. - Continuava a encarar o celular, parando de escrever e saindo do aplicativo onde escrevia. Ele ainda estava tentando espiar algo, então o encarei, de forma fria.

- Que olhar de frieza é esse, Yuno? - Ele perguntou. Tentou se fixar em meus olhos, com aquele sorriso de novo. Porém, seu sorriso ia se desfazendo, aos poucos, e seu olhar, abaixando, ao ver que eu apenas o fuzilava com os olhos. Seu rosto pareceu mais vermelho, enquanto ele se aproximava de um lugar longe de mim no sofá. 

Uma das coisas que herdei por parte da minha mãe foi o olhar. Pode ser frio como o gelo, assim como aquecedor como o fogo. Sei disso pois sempre a vi lançando esses olhares: de frieza, para o papai e outros caras. Aquecedor, para mim e Akemi. Akemi também herdou essa "habilidade", e sempre usou com todos os caras e meninas que tentavam se aproximar dela, com outras intenções. Muitas vezes, garotas só queriam ela em seu grupo por causa da reputação e, provavelmente, algumas dicas. Afinal, Akemi atraía olhares de todos para si. por onde passava. Era linda quando sorria, quando estava séria e, principalmente, quando estava sorrindo com seu olhar aquecedor. Os garotos... Não preciso falar o que eles queriam, né? 

- Hey, gente. Irei me preparar para dormir, então não façam muito barulho, ok? Boa noite! - A mãe de Yukkii falava, saindo da cozinha acompanhada por Uryuu, que vinha com um balde de pipoca em seus braços. Todos demos boa noite a ela e ela subiu, apagando as luzes aqui da sala. 

- Tudo pronto, Yukiteru? - Uryuu disse com a boca cheia. 

- Sim. Espera, o que está comendo? Pipoca? - Ele olhou para Uryuu e depois para a pipoca, animado. 

- Ah, me diga uma coisa. Onde está seu pai? 

- Numa viagem do trabalho. Ei, o que iremos ver? 

- Kairo! - Uryuu falou, segurando o CD nas mãos, indo até Yukkii para ele colocar no aparelho. 

Tudo já estava pronto. Yukkii veio rapidamente até nós, sentando no sofá perto de Uryuu, que estava com a pipoca. Estávamos basicamente assim: Eu estava na ponta esquerda, com o braço sob o braço do sofá. Yukkii estava ao meu lado, Uryuu no meio de Yukkii e Akise-kun, que estava na outra ponta. Yukkii estava do meu lado, sim, mas sabe quando a pessoa meio que se aproxima mais da outra que também está do lado dela? Então. Acho que é por causa da pipoca, que os dois atacavam sem dó, mas lembrei-me do que Uryuu disse, antes...

" - Não, imagina! Olha sua cara, seu medroso! Ah vai, deixo você me abraçar caso sinta medo, como fazia quando era menor! Para relembrar, já que sinto uma certa falta, também!"

Ele estava pensando em fazer isso? Mas... Eu estou aqui! O olhei, pelo canto do olho, diversas vezes. Confesso, estou nervosa... Não quero que ela seja seu porto seguro! Eu que deveria ser! *Suspiro*... 

- O que houve, Yuno? - Ouvi a voz de Yukkii me chamando. Me virei para olhar Yukkii, que comia a pipoca que segurava nas mãos.

- Nada... - Bufei, desviando o olhar. Obviamente, não vou dizer o por que de estar assim... 

- Se você diz...

Nos viramos para frente, enquanto Uryuu mexia no controle. Após uns minutos, o filme começou. Uryuu e Yukkii se entupiam de pipoca, enquanto eu e Akise-kun estávamos quietos, sem fazer nada, prestando atenção no filme. Estava calmo, por enquanto... Estava meio concentrada demais, iria tomar um susto bem fácil, se continuasse assim. E olha que eu ODEIO sustos. A ausência das luzes das luminárias deixava tudo mais assustador, sendo a televisão a única iluminação. O filme estava numa parte em que o personagem principal estava olhando a webcam e, tudo estava silencioso e escuro, como aqui. "Vou levar um susto, vou levar um susto..." Pensava. Era óbvio, na realidade. Já estava franzindo a testa, quando. 

"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH" 

Um... Um fantasma, demônio, seja lá o que for, apareceu na tela, gritando! Sabia que isso iria acontecer, e, mesmo assim, levei um susto! Ouvi meu grito e o de Yukkii. Akise-kun estava só com os olhos arregalados, ansioso também, eu acho. Uryuu estava rindo, olhando para Yukkii, que... ESTAVA ABRAÇANDO ELA?! 

- Owwn, levou sustinho? - Uryuu falava em tom de deboche, olhando para Yukkii, que a olhava, meio corado. 

- Levei, e daí?! 

- Vai para lá, sua namorada tá aqui para quê?!

Uryuu o empurrou para cima de mim. Só que... Ela empurrou um pouco forte demais, fazendo-o cair, deitando-se em meu colo. Corei violentamente ao sentir as cócegas que seus cabelos faziam em contato com minha pele, fazendo-me olhar para ele. Mas... Não era ruim. Na verdade, estava gostando. Porém, já ele... Se levantou num pulo, totalmente vermelho, tentando falar algo. Uryuu ria loucamente da cena, bloqueando o som da mulher assustadora da televisão, que continuava a gritar.

- Y-Yuno..!! E-eu, me desculpa, a Uryuu me e-empurrou e eu c-caí...

Seu jeito tímido me encanta. Ele fica simplesmente muito fofo quando está corado. Seus olhos azuis parecem ficar mais profundos e escuros, deixando a cor parecida com a do mar. 

- T-Tudo bem... - Falei, sorrindo. 

Eu queria mostrar a ele que... Queria que ele continuasse daquela forma. Somos namorados, porém, nossa intimidade é tão pouca... O encarei, tentando falar o que queria. Ele ainda estava um pouco vermelho, mas a profundidade de seu olhar chegava em minha alma. Abri a boca, mas... As palavras simplesmente não saíam. A fechei, num suspiro, decepcionada comigo mesma. Ele continuava a me olhar, coçando a nuca, seu rosto ainda num tom avermelhado. Corei, abaixando os olhos. Como posso demonstrar o que quero? 

- O que houve, Yuno..? - Ele murmurou, coçando a nuca. 

Quando estava prestes a desistir de tentar dizer o que quero, uma ideia me surgiu: usar o olhar. Suspirei e, então, voltei a encará-lo, com certa determinação. Será que meus olhos conseguiam transmitir meus sentimentos? Não, sei que conseguem! Tudo pareceu se silenciar enquanto nos olhávamos. O filme, totalmente sem som. A risada rouca e estranha de Uryuu, se tornou o ar que preenchia a sala. Apenas nossos olhos falavam, por nós. Estava concentrada, tentando demonstrar para ele. Acho que... Está dando certo! Ele estava se aproximando, devagar, porém... Um grito escandaloso e desesperado, acompanhado de um trovão que bradava no céu, fez ele se assustar, dando um grito abafado, e... Pulando em Uryuu, com medo, fazendo-a rir. 

Abaixei a cabeça, porém olhando a cena. Minha cara de ódio foi impagável. Encarava os dois, forçando os dentes, quase rosnando de raiva. Olhava Uryuu, que, enquanto ria, descabelava Yukkii. Ele fez aquela cara de incômodo que faz quando ela faz isso, mas logo se rendeu e soltou uma risada, e... Aquele sorriso se abria sem seus lábios delicados. O sorriso que, antes, apenas eu conseguia ver. Eu era a única que provocava esse sorriso. Entretanto, agora, outra pessoa faz o mesmo. E uma pessoa que não seja eu, que consegue fazer isso... Não deve viver. 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até a próxima >3<


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