História Amor assassino - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Mirai Nikki
Personagens Yuno Gasai
Tags Drama, Mirai Nikki, Romance, Yuno Gasai
Exibições 34
Palavras 1.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Escolar, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bem, sem nada para escrever aqui, então... Boa leitura ^^

Capítulo 26 - Um único pensamento


Ouvir as risadas e ver os sorrisos em seus rostos... Apenas me enfurece mais e mais, a cada segundo. Virei para frente, ainda com a cabeça baixa. Apenas levantei os olhos, timidamente, para continuar a ver o filme. Da grande tela da televisão, aparecia uma garota, deitada em meio a seu próprio sangue, imóvel, com tripas espalhadas pelo chão. Seus olhos, abertos e arregalados, mostravam o horror e medo. Um arrepio percorreu meu corpo quando vi, em minha cabeça, Uryuu naquela cena, morta. Uma imensa vontade de rir e gritar veio a mim, mas me mantive quieta. O filme permaneceu com sustos e gritos desesperados. A cada susto, uma gargalhada de Uryuu e uma afagada na cabeça de Yukkii, que a abraçava, gentilmente. A cada susto, um suspiro de tristeza e ódio saía pela minha boca. A cada susto, um trovão se ouvia. A cada susto, minha vontade de ver Uryuu no chão aumentava.  

Quando o filme acabou, Yukkii deu um suspiro, aliviado. Como de costume, Uryuu ria e debochava dele. As reações eram sempre as mesmas: Uryuu incomodava Yukkii e ele, TENTAVA ficar bravo, mas logo se entregava a um sorriso e um riso. Mas, mesmo sendo as mesmas, eram alegres e contagiantes para pessoas por perto. Até Akise-kun, que estava em silêncio total, sem expressão nenhuma no rosto, se divertia com ele, cedendo a curtos sorrisos e uma risada abafada. A única séria aqui, agora, era eu. Não estava demonstrando nenhuma reação, sentimento ou emoção. Meu pensamento se resumia em apenas uma frase: Matar Minene Uryuu. Estava com o semblante vazio, assim como meu coração, no momento. 

- Bem, O que iremos fazer, agora? - Ouvi Minene perguntando, olhando para todos, que estávamos apenas sentados no sofá, vendo os créditos do filme.

- Humm... Sei lá. Dormir? - Sugeriu Yukkii.

- Depois do filme, acho que terei que dormir com você, Yukiteru! 

- Ha ha, engraçadinha. Pois saiba que estou MUITO bem sozin- 

Yukkii foi interrompido por um som assustador, vindo da janela. Ele claramente se assustou, vendo que se paralisou, com os olhos arregalados. Todos olhamos para a janela, e... Era um gato, que pedia para entrar, arranhando a janela. Seu rosto começou a ter um tom vermelho e, num suspiro, abaixou a cabeça, aliviado. Obviamente, como de costume, Uryuu ria. 

- Você é um medroso, Yukiteru. Se precisar, te deixo dormir comigo. - Sorriso de sempre, Uryuu disse olhando para Yukkii, dando uma piscada no fim da frase. 

- N-não preciso disso! - O tom avermelhado da pele de Yukkii se intensificou. 

 Os dois se encararam e voltaram ao riso, profundo e O pobre gato continuava gritando por socorro, numa tentativa de arranhar a janela. Seus pelos pretos brilhavam, com a água pingando neles. Ele miou uma última vez e foi embora, provavelmente procurar outro lugar que seja bom para ele. Ele só queria um lugar para se aconchegar e se proteger, não ficar na chuva, se molhando, numa tristeza infinita. Era assim que estava me sentindo: era o pobre gato, que implorava por um lugar no coração de Yukkii, onde pensei que poderia ser feliz , junto ao lado da pessoa incrível que é. Entretanto, parece que meu lugar foi roubado, tanto em sua casa como em seu coração. 

- Bem, é o seguinte... Onde vamos dormir? - Uryuu perguntou, olhando os arredores. 

- Ahm, eu e Akise-kun iremos ao meu quarto, e vocês... Podem ficar aqui na sala. O sofá vira cama, e posso trazer um colchão aqui para baixo. 

- Desculpe Yuno, mas te deixarei só, aqui. Yukiteru precisará de alguém para que ele não chore no meio da noite, com medo do escuro. 

- H-Hey! Isso é mentira! Primeiro, não tenho medo. Segundo, mesmo que tivesse, Akise estará lá, comigo. - Disse, apontando para Akise-kun, que ria e o olhava, meio confuso. 

Akise-kun corou de leve, um pouco surpreso, e então riu, junto de Uryuu. Yukkii os olhou, sem entender, mas depois corou e ficou balançando as mãos, como se tentasse demonstrar que não foi aquilo que ele quis dizer. Admito, foi engraçado, porém... Meus sentimentos não tem forma, agora. Nenhuma emoção transparece pelo meu rosto, nem em nenhuma ação. 

- Acho que devíamos fazer o que Yukkii disse. - Minha voz fria e rígida ecoou pela sala, fazendo todos se calarem. Yukkii pareceu surpreso e corou levemente. Akise-kun ergueu uma sobrancelha e me lançou um olhar arrogante, com um sorriso esboçando o mesmo. Uryuu apenas me olhava, sem muita reação. 

O silêncio tomou conta de todos, enquanto nos olhávamos. Raios e trovões eram o único som em meio ao silêncio gritante. Yukkii suspirou e subiu, meio... Desanimado? Ora, por quê? Não estava feliz com sua querida Uryuu? Ah, quer dizer então que, como eu arruinei sua noite com ela, vai ficar desanimadinho? Ótimo, outro motivo para eu acabar com essa vadia. 

Poucos minutos depois, Yukkii descia as escadas com uma leve dificuldade, trazendo um colchão. Aguardamos no silêncio, enquanto ele preparava o colchão e o sofá, para que eu e Uryuu pudéssemos dormir. 

- Pronto. Konbanwa garotas, até amanhã! - Olhamos Yukkii, que se despedia, subindo as escadas, com Akise-kun logo atrás. 

- Konbanwa, garotos. Yukiteru, estarei acordada. - Disse Uryuu olhando para ele, que corou e riu de leve. 

- Konbanwa. - Disse, secamente. Akise-kun me olhava, novamente, com arrogância. Não o olhei da mesma forma, mas friamente. 

Minene andou até o sofá, pegou o controle e desligou a televisão, ligando um abajur ali perto. Os meninos já estavam lá em cima, pudemos ouvir a porta deles batendo, mostrando que, provavelmente, já estavam deitados (ou conversando).

- Prefere com ou sem luz, Yuno? - Olhei para Uryuu, que estava com as mãos na cintura. Agora, estava séria. Raridade? Com certeza. 

- Tanto faz. - Minha voz, ríspida, fez ela se assustar. Fitava seus olhos. Aproveite enquanto eles ainda tem brilho, Minene. 

- ... Tudo bem. Quer dormir no sofá ou no colchão? 

- Sofá 

- Olha aqui. Se quer brincar de grosseria, pode parar por aí. Não me importo com o que você pensa de mim, mas eu apenas queria conhecer a namorada do meu garotinho. Se você não for o que ele precisa, eu... 

Ela se calou, ao notar meu olhar sombrio em sua direção. Um olhar frio, arrogante, sombrio, dentre outras coisas, mostravam meu ódio por essa mulher, que só me traz mais vontade de vê-la arder no eterno fogo. Imaginar seu sangue, sua morte, a cada segundo que ela  pronuncia essas palavras... Me faz gargalhar. Ergui uma sobrancelha, rindo sarcasticamente para ela, que agora me olhava assustada. 

- Não é como se você pudesse fazer algo. - Respondi, parando a risada, apenas sorrindo. 

- ... Vamos dormir. - Decidiu. 

Ela apagou a luz e nos deitamos, cada uma em seu canto. Agora é a hora. Hora de me deliciar vendo seu sangue em minhas mãos. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até a próxima ><


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