História Amor assassino - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mirai Nikki
Personagens Yuno Gasai
Tags Drama, Mirai Nikki, Romance, Yuno Gasai
Exibições 12
Palavras 1.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Escolar, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


FÉRIAAAAAAAS <3 <3 <3
Não peguei recuperação em nada, por incrível que pareça. Ou seja, mais tempo para escrever :3 Talvez coloque mais um capítulo ainda hoje, mas não é certeza. Enfim, boa leitura ^^

Capítulo 28 - Quero que fique calmo com minha presença...


Um raio iluminava minha queda. Coloquei minha mão sobre o ferimento aberto, e tentei fazer com que eu não perdesse mais sangue. Estava ofegando, sinto que vou desmaiar a qualquer momento. Com os olhos semi abertos, pude ver pés descendo a escada, rapidamente. Não reconhecia de quem eles pertenciam, apenas ouvi sua voz chamando pelo meu nome. Minha visão estava turva, não consigo reconhecer nada! Num último suspiro, antes de desmaiar, apenas senti braços me envolvendo e olhos assustados e curiosos me observando.

.

.

Um cheiro de antisséptico invade meu nariz. Onde estou? Esse cheiro... Forcei um pouco os olhos, ainda fechados, e os abri lentamente. Com eles semi abertos, pude ver o teto branco acima de mim. Passando os olhos pelo quarto, vi paredes brancas e vários equipamentos do meu lado esquerdo. 

- Yuno!! - Olhei para a pessoa, dona da voz suave que me chamava. Era Yukkii, que estava ao meu lado, sentado numa poltrona.

- Hã? Como vim parar aqui? - Perguntei, confusa. Ainda estava rodeando o lugar com os olhos, vendo os vários equipamentos do meu lado. Sofri um acidente? 

- Você... Não lembra? - Ele perguntou. Pude ver seus olhos baixarem e sua voz também.

Neguei com a cabeça. Ele suspirou e começou a explicar. 

POV Akise ON

Acordei, com a voz trêmula de alguém. Estava vindo lá de baixo. O que está acontecendo lá, hein? Yukiteru se revirava na cama, provavelmente também ouviu, mas deve achar que não é nada. Espera, o que é isso? Uma risada sádica? Com cuidado, me levantei. Será que a Yuno...?! Não pode ser! Não, não, acalme-se, Akise... Yuno não pode ter feito algo. Quer dizer, não aqui. Devagar, abri a porta e saí do quarto. Silenciosamente, fui descendo as escadas. Abaixei a cabeça para ver se conseguia ver algo, e... Tudo que vi foi Uryuu no chão, em cima de sangue. Perto de uma janela quebrada, vi o corpo de Yuno. Sangue saía de sua cintura, na parte direita, enquanto ela tentava parar o sangramento com as mãos. 

- Yuno!! - Falei, correndo até ela, apavorado. 

- O-o que... Aconteceu aqui? - Murmurei, envolvendo Yuno em meus braços. Num suspiro pesado, seus olhos se fecharam. Será que ela... Morreu? Minha respiração estava fora de ritmo, suor escorria pela minha testa apesar do vendo congelante estar soprando no meu rosto e meus olhos estavam arregalados de horror. 

Coloquei minha cabeça sobre o peito de Yuno, e... Ah, ela está viva. Dei um suspiro de alívio e gritei pelo nome de Yukiteru. Não sabia o que fazer nessa situação, então apenas tirei minha blusa e a amarrei no ferimento de Yuno, para ver se conseguia parar o sangramento. Confesso, mesmo que eu tenha suspeitado dela e tudo mais, me preocupo... Não posso deixá-la morrer! 

- Akise!! O que houve aqui?! Por que Uryuu está em cima de sangue, e... Por que Yuno está em seus braços?! - Ele me perguntou, claramente em pânico. Se ajoelhou ao meu lado, olhando o rosto de Yuno e a poça de sangue, que estava ao seu lado. 

- C-cara, nã-não faço ideia... Ouvi u-um grito de alguém antes, e, quando c-cheguei aqui, Yuno e-estava no chão sangrando e Uryuu... - Respondi, gaguejando. O nervosismo estava a flor da minha pele, assim como o dele. Seus olhos, marejados, fitavam Uryuu, depois se dirigindo a Yuno.

- Vou chamar u-uma ambulância, e-espera aí! - Assenti com a cabeça, enquanto ele corria até o telefone. 

Enquanto ele falava ao telefone, ouvi mais passos vindo até mim. Era a mãe de Yukiteru, que também estava horrorizada e com as mãos na boca, se segurando para não chorar. Os dois me perguntaram várias coisas, mas apenas pude responder o que vi. A mãe de Yukiteru chorava em cima de Uryuu, que estava com os olhos ainda abertos. Rea os fechou e continuou a chorar, desesperadamente. Yukiteru estava com os punhos cerrados, e, visivelmente dava para ver que se segurava para não chorar. Fitava o chão, tremendo e forçando os dentes. Os olhava, com preocupação. Sempre que voltava a olhar para Yuno, me preocupava... Continuo suspeitando dela, mas o que será que aconteceu aqui? O vento balançava meus cabelos e congelava meu rosto, enquanto a luz da lua pairava sob nós. Sob a sua luz, a pele de Yuno fica mais clara, deixando-a parecida com um cadáver. 

Minutos depois, a ambulância levou Yuno e os médicos examinaram Uryuu. Já sabíamos a resposta, então tudo que fizemos foi lamentar, enquanto víamos a ambulância se afastando, levando o corpo de Yuno.

- Akise... Você acha que ela ficará bem? - Yukiteru me perguntou, olhando para o chão. A preocupação estampada no seu rosto, com os olhos marejados e a pele pálida. A chuva deixava seus olhos azuis mais intensos ainda.

- Espero que sim... - Respondi. Pude ver que ele ficou levemente incomodado com minha resposta. 

- Tch... - Cerrou um dos punhos e levou a mão livre até seu rosto, deixando escapar um soluço.

Olhava para ele, preocupado. Não quero vê-lo assim... Suspirei e, então, fui até ele, o abraçando. 

- Ela ficará bem, você vai ver. - Tentei o confortar, enquanto senti suas lágrimas molhando meu ombro, juntamente da chuva que caía acima de nós. Sua mãe estava longe de nós, parecia estar rezando. Provavelmente, para que Yuno ficasse bem.

POV Akise OFF

- Foi isso... - Yukkii falava com a cabeça baixa, mas seus olhos me fitavam. Ouvi tudo atentamente e me lembrei de tudo que havia acontecido.
- Ah... Sinto muito, Yukkii. - Tentei o confortar. Seus olhos baixos e tristes que me deixam triste por ele... Embora esteja feliz que consegui me livrar daquela vagabunda. Ele deu um sorriso curto e suspirou, voltando a olhar o chão. 
- Yuno... Você lembra do que aconteceu ontem? - Me perguntou, se fixando em meus olhos.
Mordi o lábio inferior, sem saber o que dizer. Não tenho nenhuma história falsa...Mas não posso dizer também o que fiz. 
- Não me lembro muito bem... Só lembro de ter sido uma mulher, que atacou Uryuu. Tentei ajudá-la, mas não consegui... E depois, ela me feriu na cintura, como vocês viram... - Tentei disfarçar o nervosismo e ansiedade. Falei que havia sido uma mulher por causa que, de acordo com o que Akise-kun ouviu, foi minha risada. Ou seja, uma risada feminina. Então não posso dizer que tinha sido um homem, certo? 
- Tudo bem. Você não é obrigada a lembrar. - Ele suspirou, e depois, deu um sorriso amarelo para mim. Obviamente estava triste pela morte de Uryuu, e queria mais respostas. Me desculpe, Yukkii... Mas você não terá as verdadeiras. 
.
.
Passamos um tempo conversando, ele estava visivelmente abatido. Só agora reparei nas horríveis olheiras que estavam em seu rosto. Ele desviava o olhar sempre, suspirava toda hora e quase nunca sorria. Quando dava um sorriso, era claro que era falso. Tudo bem que ele esteja mal, mas por que tudo isso, também? Foi só a morte de uma mulher, que não era nem a namorada, mãe ou parente dele. Era só... A babá. 
- Yukkii... Por que está com essas olheiras? - Perguntei, apontando para as mesmas. 
- Ah, isso? Fiquei a noite toda esperando a resposta do médico, para saber se estava bem. Estava preocupado. Minha mãe e Akise também estavam, porém os dois foram para casa. - Corei um pouco, mas sorri ao ver que ele estava preocupado COMIGO. 
- Ah... Entendo. 
O silêncio se fez no lugar, enquanto ele apenas olhava através da janela. Gotas tímidas ainda caíam, porém, não era mais aquele temporal com raios e trovões. Nosso silêncio foi quebrado quando vi Yukkii bocejar a coçar os olhos. 
- Ei... Está com sono? - Timidamente, perguntei. 
- Bem, um pouco... 
- Então, deite-se aqui. - Fui um pouco para o lado, dando espaço para ele. Estava corada, afinal estava falando para ele dormir ao meu lado, mas sorridente, também. Ele me olhou, um pouco espantado, e corou.
- Você... Não se importa? - Timidamente, ele estava coçando a nuca, falando com toda a calma e suavidade do mundo. Suas bochechas estavam levemente vermelhas, e, admito que acho isso muito fofo. 
- Claro que não. Somos namorados, não somos? - Sorri, tentando afastar aquela timidez toda, tanto dele quanto minha. Finalmente, ele retribuiu o sorriso. 
- Bem... Sim. Então... Tudo bem.... - Sua voz saía quase num sussurro, enquanto se deitava ao meu lado. Ele me olhou, diversas vezes, ainda corado. Claramente não estava confortável, e isso sinceramente, me incomoda um pouco...
- O que foi? - Perguntei, erguendo uma sobrancelha.
- Hã, nada... Só... Não me sinto muito bem. - Ele respondeu, olhando para o nada, de novo. Fala sério, por que ele tem tanta vergonha?!
Continuei olhando para ele, um pouco decepcionada. Não quero deixá-lo envergonhado ou desconfortável na minha presença, e sim o contrário! Suspirei e comecei a olhar através da janela, observando a chuva cair, calmamente. Tranquilamente, comecei a acariciar a cabeça de Yukkii, coisa que o assustou um pouco, pelo o que dava para ver. Entretanto, poucos segundos depois, senti sua cabeça pesar em meu ombro. Com um sorriso, continuei a acariciar sua cabeça, enquanto ele dormia tranquilamente. 
 
 
 

 


Notas Finais


Qualquer erro não deixem de me avisar, espero que tenham gostado e até a próxima >3<


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...