História Amor bandido ( Romance Gay ) - Capítulo 10


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Muitas surpresas nesse capítulo.

Capítulo 10 - Irmã?


Eu estava sem idéia do que fazer, na tentativa de salvar Fernando eu acabei matando ele, pode isso? Parece até um pesadelo, mas isso é a vida real, eu matei a pessoa que eu amo. Minha cabeça doía muito, toda vez que olhava ele ali naquele sofá desacordado, começava a chorar, eu fui o culpado daquilo, eu deveria ter tirado ele da cadeia de outra forma, mas isso não aconteceu, como eu fui burro, Fátima tinha avisado que isso era perigoso, mas eu não dei ouvidos, eu só queria tirar Fernando logo. Fátima ficava andando pra lá e pra cá, sem parar, eu estava aflito, as horas estavam passando tão rápido. Fomos para a cozinha e fiquei sentado a mesa, Fátima preparava um sanduíche para mim, eu estava meio sem fome, mas ficar assim não vai trazer Fernando de volta.

- Acho que errei feio dessa vez. - Falei olhando para ela com os olhos cheios de lágrimas.

- Você não tem culpa, suas intenções eram boas. - Ela colocava o sanduíche em um prato.

- Se eu soubesse que isso ia acontecer, eu deixava ele lá preso. - Baixei  a cabeça.

- Come esse sanduíche, agora temos que dar um jeito naquele corpo. - Ela fala meio triste.

- Eu não sei se tenho coragem.

- Precisamos enterrar ele, ou você pode ir preso por assassinato. - Sim, aquela situação estava piorando.

- Você me ajuda? - Olhei desanimado.

- Claro meu amor, estou com você nessa. - Ela sorri.

- Onde iremos enterrar ele? - Perguntei.

Ela fica me olhando um pouco pensativa.

- Vocês vão enterrar quem? - Escuto uma voz vir por trás de mim.

- Fernando. - Respondi.

- Vitor, olha para trás. - Fátima sorria.

- Você vai me enterrar? - Ele estava confuso.

Olhei para trás, levei um susto ao ver ele ali parado me olhando.

- Você está vivo? - Dei um pulo em cima dele.

- Estou. - Ele ri.

- Graças a Deus. - Eu o abraçava.

Fernando estava um pouco confuso, ele não entendia nada do que estava acontecendo.

- Depois te explicamos - Fátima fala feliz.

Eu estava muito aliviado de ver Fernando vivo, ainda não tinha uma explicação de porque o efeito daquela erva demorou tanto para passar, era só pra me deixar mais nervoso ainda, e se eu enterrasse ele vivo? Eu queria ficar pensando nessas coisas agora.

- Perai, como eu vim parar aqui? - Fernando estava muito confuso.

- Sente-se Fernando. - Falei.

Ele se sentou na mesa, Fátima e eu nos olhamos e sentamos também, acho que deveríamos explicar.

- Então... - Começo - Sabe aquela erva que te entreguei e pedi para você colocar em um copo d'água e beber?

- Eu lembro, aliás a última coisa que eu lembro é de beber esse chá, depois não lembro de mais nada até agora.

- Calma Fernando, então, ela parou o seu coração por mais ou menos umas quatro horas. - Tentei mostrar confiança, afinal ele estava bem.

- Como assim? Ainda não entendi, como eu saí de lá de dentro - Ele queria explicações e merecia elas.

- Então, assim que você tomou esse chá, seu coração parou, os guardas e médicos da prisão acharam que você tinha morrido de infarto, eles te colocaram dentro de uma ambulância para levar ao hospital, e eu estava dirigindo essa ambulância. - Sorri - Daí te trouxe pra cá, aqui é uma Fazenda de meus pais, eles nunca vêem aqui.

- Então quer dizer que pra Polícia eu estou morto? - Ele se alegrou com isso.

- Não por muito tempo. - Fátima desanima ele.

-  É Fernando - Complemento - Eles vão perceber que foi tudo uma armação, quando descobrirem que seu corpo sumiu.

- E oque iremos fazer? - Ele pergunta confuso.

- Hoje nada. - Fátima se levanta da mesa. - Vocês precisam ir dormir, eu vou voltar para a casa de Vitor antes que os pais dele desconfiam de algo, eu não quero perder meu emprego.

- Você tem razão Fátima, fica informada e me conta tudo que descobrir. - Sorri para ela.

Nós nos despedimos de Fátima, ela tinha sido de muita ajuda, mas não poderia perder o emprego por minha causa, não seria nada justo com ela

- Oque iremos fazer Vitor? - Fernando ficará triste.

- Precisamos provar a sua inocência o mais rápido possível, nós temos que fazer aquele sequestrador confessar que mandou você roubar minha família por causa de sua irmã.

- Quando iremos fazer isso? - Ele pergunta.

- Vem comigo. - Peguei em seu braço.

Levei Fernando até um quarto que tinha ali, aquele lugar estava bem vazio, quando abri a porta do quarto, estava os três quadros encostados na parede.

- Eles ja estão prontos, como? - Ele se alegra.

- Eu paguei um pouco mais, e como meus pais não poderiam saber, pedi para trazerem os quadros pra cá, um lugar mais seguro.

- Então já está na hora. - Ele me olha.

- Sim, está na hora.

- Então, vamos dormir, amanhã temos que salvar minha irmã e provar minha inocência.

- Vamos Fernando.

Fomos para o quarto principal, iríamos correr muito perigo, mas eu estava muito feliz, eu tinha Fernando de volta, que mais uma vez o destino esteja a meu favor. Nos deitamos na cama, Fernando não parava de me olhar.

- Oque foi? - Perguntei tímido.

- Você é incrível, sabia? - Ele sorri para mim.

- Sou? - Falei achando graça.

- Sim, eu te amo muito Vitor, prometo que vou te fazer feliz.

- Eu não duvido.

Ele me dá um beijo. Era tão incrível sentir seus lábios de novo, eu achava que tinha perdido ele, mas não, ele não vai sair da minha vida assim tão fácil, não demoro a cair no sono, pois estava muito cansado, o dia tinha sido muito corrido. Na manhã seguinte, acordo e não vejo Fernando ao meu lado, me levantei preocupado.

- Fernando? - Gritava andando pela casa.

- Oi,  estou aqui. - Sua voz vinha da cozinha.

Fui em direção a sua voz, ele estava parado frente a fogão preparando ovos mexidos para o café, o abracei por trás e dei um beijo em seu pescoço.

- Levei um susto quando não te vi do meu lado.

- Eu estava muito pensativo, então resolvi levantar para fazer algo para comermos.

- Esta preocupado com oque pode acontecer não é? - Falei me afastando um pouco dele.

- Não vou mentir, estou sim.

- Vai dar tudo certo, não fique assim. - Sorri.

- Tomara. - Ele não parecia muito confiante.

- Vou ir escovar os dentes. - Falei dando um bocejo.

- Vai logo, estou te esperando. - Ele sorri para mim.

Fui para o banheiro, lavei meu rosto e escovei meus dentes, fiquei olhando para o espelho por alguns mintos, eu também estava com um pouco de medo, mas não poderia demonstrar isso, tudo deu tão certo até agora. Terminei de me higienizar, voltei para a cozinha.

- Vamos comer? - Falei me sentando a mesa.

Como sempre Fernando devorava seu café da manhã, eu até hoje me pergunto, como ele tem esse corpo comendo desse jeito? Terminei de comer, peguei meu prato e levei para a pia, comecei a lavar.

- Preciso te mostrar uma coisa. - Falei enxugando a mão em um pano de prato.

- Oque? - Ele ainda estava sentado a mesa.

- Vem comigo.

Levei ele para um barraco que tem ali nos fundos, aquele barraco era totalmente abandonado, tinha coisas preciosas de meu pai, inclusive um arsenal de armas. Quando abri o caixote cheio de armas, Fernando fica surpreso.

- Pode escolher. - Falei sorrindo.

- Mano, isso é muito foda Vitor. - Ele não estava acreditando.

- Não podemos enfrentar um traficante com as mãos vazias, não acha?

- Você tem razão. - Ele pega um revólver e coloca na cintura.

- Só isso? - Falei observando.

- Temos que ser discretos. - Ele tinha razão.

- É, você tem razão. - Eu também pego um revólver.

Voltamos para dentro de casa, eu resolvi ligar para aquele cara.

- Espero que esteja com a minha encomenda moleque. - Ele fala ao atender o celular.

- Estamos sim, já podemos fazer a troca. - Respondi.

- Beleza, me traz aqui no cativeiro.

- Prefiro em outro local. - Falei firme.

- Ou você traz aqui no cativeiro ou nada feito. - Seu tom de voz era ameaçador.

- Ok, estamos indo. - Falei.

Desliguei o celular, Fernando me olha assustado.

- Você está pronto?.

- Estou. - Respondi.

Aquele era o momento de acabar com tudo, era a hora de conseguir uma confissão e salvar Sarah. Fomos direto para o tal cativeiro, era o mesmo lugar onde ele entregou a jóia roubada. Chegamos lá, batemos naquela porta. Dois seguranças aparecem olhando para os lados, observando com medo de termos trazido a Polícia. Ele nos leva para dentro.

- Trouxe os quadros?  - Ele fala olhando os quadros na nossa mão.

- Você não está vendo eles aqui? - Fui grosseiro.

- Bem abusado você garoto. - Ele ri.

- Cade minha irmã? - Fernando grita.

- Ah, Sarah? - Aquele tom de voz, aquele jeito, era um deboche?

- Tem alguma coisa errada Fernando. - Sussurrei para ele.

Ele se retira por alguns minutos, pensamos que ele tinha ido busca e Sarah, mas não voltou com ela, dois capangas se aproximam da gente e pega os quadros.

- Amor. - Ele grita.

- Estou indo, Dogão. - Tinha ouvido uma voz feminina.

- Seu irmão trouxe a sua encomenda. - Ele ri, olhando para nós dois.

Sarah aparece, ela não parecia uma garota que tinha sido sequestrada, ela estava bem arrumada, de salto alto, e com o colar da minha mãe no pescoço.

- Oque está acontecendo?  - Fernando pegunta.

- Oi irmãozinho. - Ela se aproxima do tal Dogão e da um beijo em sua boca na nossa frente.

- Eu sabia. - Gritei.

- Sabia oque? - Ela me olha.

- Que você não tinha sido sequestrada, aquele vídeo não era nada, além de uma armação para enganar Fernando. - Minhas teorias estavam certas.

- Por que?  - Fernando pergunta.

- Eu nunca gostei de você como irmão Fernando, aliás não somos irmãos e você sabe muito bem disso. - Ela senta no colo daquele homem.

- Mas eu te amo como irmã, olha oque eu fiz por você. - Ele começa a chorar.

- Que dózinha dele - Ela ri.

- Vocês não são irmãos? Como assim? - Olhei para Fernando.

- Sarah é adotada - Ele responde.

- Sim, sou adotada, sempre fui a mais desprezada, mamãe sempre preferiu mais você do que eu, claro eu não era do sangue dela. - Sarah parecia com raiva.

- Não, mamãe nos amava igual.

- Mentira, ela nunca me aceitou como filha de verdade, minha vida era um lixo.

- Não fale isso Sarah.

- Mas, graças a Dogão, eu tenho uma vida de luxo agora, ele sim me ama de verdade.

- Seu irmão daria a vida por você. - Olhei bem para ela.

- Que pena, eu não daria nem um centavo pela vida dele. - Ela começa a dar gargalhadas.

Oque estava acontecendo? Eu sabia que alguma coisa estava muito estranha naquele vídeo do sequestro, sempre soube que essa Sarah não estava em perigo, isso não pode ficar assim, ela não poderia ter nos usado desse jeito, e agora? Oque Fernando vai fazer? A essas horas a Polícia ja descobriu que o corpo dele está desaparecido, meus pais ja devem ter colocado o exército pra me procurar também. Nossa jornada estava cada vez mais perigosa.

Como assim? Irmã de Fernando não é uma garotinha indefesa? Fiquei confuso kkkkk 


Notas Finais


Agora ferrou para esses dois, essa irmã de Fernando e uma cobra mesmo.


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