História Amor de Rá - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Egípcia
Personagens Personagens Originais
Tags Anúbis, Apófis, Bastet, Caos, Deuses, Egípcios, Egito, Hator, Khonsu, Mitologia Egípcia, Néftis, Originais, Osíris, Sekhmet, Seth, Tot
Visualizações 62
Palavras 1.191
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Oioi, sentiram minha falta???

Esse cap até que tá grandinho... esperem que gostem :) Quartinho da Sah na capa

Boa leitura e XOXO!

Capítulo 8 - Tot, me perdoe e homem misterioso


Fanfic / Fanfiction Amor de Rá - Capítulo 8 - Tot, me perdoe e homem misterioso

Já havia cerca de três dias desde que Khonsu havia se declarado para Safira e que tinha levado um “NÃO” da mesma. Safira disse que eles não poderiam ficar juntos, pois nunca o deus criador deixaria. Para Safira e outros deuses, Rá não cultivava nenhum sentimento em relação à deusa da destruição. Nem bom e nem ruim. O deus-sol já foi pior, mas deixou de persegui-la. Foi nesse período que os sentimentos dele pela deusa surgiram.

Safira estava evitando trocar palavras com Khonsu ficando o maior tempo possível ao lado de Seth. Sim, Seth. O deus da violência quando descobriu que o deus protetor dos enfermos se declarou a sobrinha revelou a última que ele sabia dos sentimentos de Khonsu e ele ameaçou o amigo da sobrinha. Já ela deu uns bons bocados no tio que ria da bronca da mais moça.

Hator também percebeu que Safira estava estranha — ela sempre sabia quando a irmã do marido estava perturbada — e foi falar com ela. A deusa do caos contou a deusa da felicidade sobre a declaração do melhor amigo. Hator disse que ela não fizesse nada precipitado e contou ao pai.

Rá ficou furioso com a notícia trazida pela filha, mas ficou feliz com a recusa de Safira. Pela primeira vez — desde que começou a ter sentimentos pela mais nova — o deus ficou grato por Safira pensar que ele não gostava dela. Se ela soube que na verdade é ao contrário, pensou o deus lembrando-se do sorriso da deusa. Como ele amava aquele sorriso, aquele sorriso que lhe trazia tanta paz.

Ele logo ficou com medo quando um pensamento atingiu-o em cheio. Será que ela dará aquele sorriso quando eu me declarar?. Achou que nunca poderia ter sentindo tanto medo na vida, porém estava sentindo. O deus balançou a cabeça com esses pensamentos. ‘Iria dá certo!’. Mas seus pensamentos foram interrompidos com a entrada de Tot até seus aposentos.

— O que ele faz aqui? – Indagou Rá desentendido da presença do deus da sabedoria em seus aposentos.

— Também gostaria de saber, mas Hator apenas pediu que eu os encontrasse aqui.

— Não é obvio? Ele vai nos ajudar! – Respondeu a deusa fazendo o pai arregalar os olhos.

— Com o que? – Questionou Tot fazendo cara de desentendido.

— Ao senhor conquistar a Safira! – Respondeu a deusa do amor, olhando para o pai, como se fosse à coisa mais obvia do mundo.

— HATOR! – Berrou Rá irritado pelo o que a filha falou.

— O que? Você gosta dela? – O deus da sabedoria não pode deixar de gritar e sentir-se surpreso com o que a amiga havia dito.

— Você quer falar baixo?! Alguém pode ouvir. – Retrucou o pai de todos, corando.

A mandíbula de Tot foi para o chão. ‘Como ninguém fazia ideia daquilo?’ Perguntou para si mesmo. Piscou diversas vezes. Rá estava corado porque estava apaixonado pela deusa do caos e da destruição, ele estava apaixonado pela filha de Ápofis.

— Uau! – Foi tudo o que saiu da boca do deus da escrita conseguiu pronunciar.

— Uau? – Perguntou Hator – Você só consegue dizer “uau” depois dessa notícia?

— Foi o que veio na cabeça! – Respondeu fazendo gestos com as mãos. Hator bufou e Rá respirou fundo, tentando manter a calma.

— Tá, tá... Agora, o meu plano. – Enunciou a mulher – O senhor, meu pai, tem que ser romântico, falar com o coração. Ah, tem que dá um presente bonito e está arrumado... Ah, nã... – Continuou, mas logo foi interrompida por Tot.

— Perdão atrapalhar, mas quando você vai dizer que “gosta dela”? – Retrucou fazendo aspas com as mãos.

— Na festa de aniversário dela. – Exprimiu Hator fazendo o deus que perguntou começasse a rir – Qual é a graça? – Disse rudemente.

— Você que seu pai seja rejeitado em público? Porque é isso o que acontecer se ele fizer isso na frente de todos.

— Ele não será rejeitado!

— Você sabe que vai, querida.

— Assim você vai acabar com meus planos, Tot! – Atestou a deusa grosseiramente.

— Mas eu concordo com você! Rá tem que ser romântico e tal, mas em anonimato.

— Anonimato? – Demandou o deus-sol pela primeira vez desde que pediu para que Tot falasse baixo.

— Acho que vou ter muito para explicar. – Sorriu Tot maliciosamente.

[...]

Safira respirou dezenas de vezes antes de bater na porta. Khonsu atendeu um tempo depois que a deusa bateu.

 — Safira? – Inquiriu o deus lunar.

— Aí, você deve está ocupado, né? Eu volto outra hora.  – Disse a morena dando meia volta, mas sentiu uma mão envolta de seu pulso, impedindo-a de ir embora.

— Não, não estou... – Mentiu, estava ocupado; terminando de escrever umas coisas importantes, mas pela deusa ele pararia – Entre! – Respondeu enfim dando espaço para que ela passasse.

— Desculpa te atrapalhar... – Disse ao entrar no quarto do deus.

— Precisa de algo? – Perguntou preocupado.

— Ma-Maat conversou comi-g-go e disse que e-eu deveria falar co-com você s-so-bre o que aconteceu à-à três dias atr-ás. – Xingou-se mentalmente por gaguejar daquele jeito – Acho que te devo desculpas. – Falou tão baixo a última frase que quase o moreno não escuta, quase.

— Está tudo bem, você tinha razão... Nunca que Rá permitiria isso. – Pigarreou Khonsu dando ênfase ao “nunca”.

— Mas sinto que te devo desculpas...

— Como eu já disse está tudo bem.

— Eu espero que nada tenha mudado entre nós dois... Ainda quero sua amizade! – Acrescentou a moça de olhos escarlates, abaixando o olhar.

“E eu quero seu amor, menina!” Berrou o deus mentalmente. Ele estaria disposto a lutar por Safira, mas só se ela estivesse também, não queria pressionar a barra.

— Mas é claro, não vamos estragar o que temos... – Concluiu aproximando-se da amada e levantando seu queixo para que ele visse aqueles olhos de sangue.

A deusa sorriu e abraçou o melhor amigo que demorou alguns segundos para retribuir. Dar aquele abraço era mais difícil e doloroso do que ficar sem falar com ela. Eles ficaram um tempo assim até que a deusa quebrou o abraço, despediu-se dele e saiu do quarto. Foi até uma sala para as aulas com seu tio.

[...]

A deusa estava em seu quarto — sentada — removendo as joias de si. Seu quarto estava escuro por conta das cortinas fechadas e da pouca luz no ambiente — tinha apenas uma pequena luz de um abajur na mesa de joias —. De repente ela sentiu uma presença estranha no quarto, levantou-se e com sua magia criou um Khopesh negro.

— Quem está aí? – A deusa questionou enquanto dava voltas para ver se via alguém.

Parou quando sentiu a presença atrás de si, deu uma volta brusca pousando a arma no pescoço de um homem. Ele tinha uma pele amorenada, cabelos pretos e levemente arrepiados e olhos tão negros quanto seus cabelos. Suas mãos estavam levantadas em sinal de redenção e sorria maliciosamente fazendo com que a deusa pressionasse o Khopesh ainda mais, mas não ao ponto de feri-lo.

— Quem é você e o que faz em meus aposentos? – Safira interrogou com os olhos brilhantes e fulminando de raiva.

— Alguém que vai ajuda-la! – Respondeu ainda na posição anterior.

 — Com o quê?

O sorriso no rosto do homem se alargou ainda mais, além tentou se aproximar, mas Safira pressionou a espada ainda mais sobre seu pescoço, fazendo-o recuar.

— A descobrir o sobre seu passado.

 

 


Notas Finais


Perdoem os errinhos ;)

Gostaram? Comente o que acharam! XOXO <3


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