História Amor(?), destino - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Think of me


(Ricardo)

A semana de provas estava chegando ao fim... finalmente! Nem tudo tinha saído como eu planejava, mas a vida seguia. Não falei com Vitor após o “incidente” no restaurante universitário. Cruzei algumas vezes com ele por aí, na maioria, ele estava com os amigos... não olhou pra mim, sequer demonstrou tristeza ou vontade de falar comigo. Bom, acho que as coisas estavam melhores daquela forma. Será que ele entendeu o quanto me magoaria caso estivesse me usando e resolveu acabar com tudo de uma vez? Tudo bem que “tudo” que havia entre nós se resumia a, praticamente, uns beijos roubados, mas ok. Será que eu tinha sido muito infantil com ele e por isso estava sendo ignorado? Afinal, se alguém começou com aquilo tudo, esse alguém era eu. Estava começando a ficar com a consciência pesada com toda aquela situação, talvez eu devesse ter ido falar com ele, mas... não teria coragem, sou um fraco nessas situações! Ou seria orgulhoso? Eu podia não ser grande coisa, mas ainda tinha certo orgulho, não daria o braço a torcer.

Fui pra faculdade na sexta pra fazer as minhas últimas provas. Não estava muito disposto a falar com ninguém, então cheguei bem cedo e fui pra sala. Encostei a cabeça na carteira e fechei meus olhos. Ao menos, poderia dormir mais um pouco. De repente, senti um toque no meu cabelo. Levantei a cabeça assustado e me deparei com Paulo. Ele estava com uma camisa branca de algum grupo de extensão do qual ele fazia parte, notei que a camisa estava um número abaixo do dele, por isso aqueles braços avantajados estavam expostos. Achava Paulo atraente, mas como eu não era nenhuma vadia, sequer passava na minha mente romper a barreira da amizade com o mesmo. Não tinha nenhum clima pra isso, fora que, aparentemente, meu coração havia sido fisgado por um demônio asiático.

-Bom dia- me disse com um largo sorriso- a semana de provas já te destruiu, foi?

-Bom dia- respondi com um sorrisinho amarelo- Na verdade, a semana de provas acabou com qualquer esperança que eu tinha sobre o meu futuro.

-Nossa! Que drama- disse rindo, aonde ele achava tanta animação logo cedo?- Nós ainda teremos várias outras semanas assim, tem que se acostumar.

-Se eu chegar vivo na próxima semana, já vou estar no lucro- respondi seco.

-Nossa, que sarcástico! O quê deu em você, hein?

Eu estava sendo um pouco “insensível”? Provavelmente, mas meu humor não era o melhor às 07 horas da manhã de sexta.  Porém, Paulo não tinha nada a ver com aquilo e eu estava descontando nele.

-Ah, me desculpa – disse e abaixei o rosto- não tem sido uma semana muito fácil, sabe? Meu humor está bem tenso.

-Tudo bem, eu entendo perfeitamente- notei um leve sorriso enquanto Paulo falava- essa tensão é mais do que normal. Mas o quê você acha da gente sair depois das provas pra beber alguma coisa?

E agora? O quê eu deveria fazer? Será que teria algum problema em aceitar a proposta de Paulo? Provavelmente Vitor não gostar... espera, ele estava me ignorando desde a segunda. Acho que ele, no máximo, mostraria indiferença. Além de que não tinha nada demais em sair com um AMIGO, e era exatamente isso que Paulo era.

-Ah, eu topo- instantaneamente ele sorriu.

-Ótimo! Que horas e onde eu posso te encontrar?

-Eu termino a minha última prova às 18 horas, a gente poderia se encontrar na entrada do prédio. O quê você acha?

-Por mim, tudo bem. Então te vejo depois das seis.

-Certo. Aonde você pretende ir? – óbvio que eu queria saber, não me prestaria ir a qualquer barzinho.

-Eu estava pretendendo ir a aquele bar que tem ao lado do portão 1. Pode ser?

-Ah, sim. Tudo bem... – era próximo à minha casa, então seria melhor pra mim.

-Então até mais.

-Até.

Assim que Paulo saiu da sala, voltei a cochilar. Ainda tinha uns 15 minutos até a prova começar.

(~)

Finalmente, podia dizer que havia cumprido o meu objetivo. A semana de provas tinha acabado. Saí da sala meio atordoado umas 18:05, fui ao banheiro e logo após fui me encontrar com Paulo. Chegando no local, notei que o mesmo havia trocado de camisa. Uau, tudo aquilo pra ir a um barzinho? Que perfeccionista!

-Oi, vamos?

-Claro – respondi.

No caminho conversamos um pouco sobre a vida acadêmica. Não é que eu não gostasse, mas chegava uma hora que aquilo me saturava. As pessoas só queriam falar de prova, de notas, de trabalhos, de grupos de extensão etc... aquilo não podia ser o principal assunto da minha vida após a semana de provas.

Chegamos ao local que Paulo sugeriu e nos sentamos numa mesa próxima à entrada. Pedimos algumas bebidas. Nada demais, até porque eu não tinha costume de ingerir álcool.

-Então, Ricardo. Você tá namorando com alguém?

OI? Da onde tinha saído aquela intimidade. Ele já estava alegrinho sem nem ter começado a beber? Socorro.

-Não...

-Desculpa perguntar, mas quero saber um pouco mais sobre você- disse me encarando.

-Ah... tudo bem.

-Você tá saindo com alguém então?

-Ah... assim, é complicado. Mas eu poderia dizer que sim. Estou “saindo” com alguém- enquanto eu respondia, ele não tirava o olhar de mim.-Mas e você? Está tendo algo com alguém?

Por um instante ele riu.

-Não! De forma alguma- disse entre risos.- Posso confessar uma coisa?

-Claro.

-Tem uma pessoa da qual eu gosto.

Socorro com as revelações.

-Sério, quem?- perguntei curioso.

-Ah!! Eu não vou falar, né? Aí perde a graça.

-Começou, tem que continuar, ué.

-Só se você me disser com quem está saindo.

Espertinho! Estava jogando comigo. Ok, vamos ver quantas latas de cerveja seriam necessárias pra ele me revelar.

-Ah, deixa disso. Me conta, vai. Prometo que eu não falo pra ninguém!

-Já disse, só se você me contar com quem está saindo.

-Aish...

(~)

Estávamos conversando bastante. Contei sobre a minha família pra ele e sobre o meu passado também. Ele me contou como era o dia dele, o relacionamento com a família etc. Demos boas risadas. Confesso que aquilo estava sendo mais do que reconfortante para mim. Precisava sair pra esquecer dos problemas.

Eram cerca de oito da noite e já estava escurecendo. Eu estava sentado de frente para a entrada, então sempre via quem chegava ao bar. Voltei meu olhar pra entrada do bar e logo a minha animação desaparecera. Sim, ele estava lá. O meu demônio asiático! Entrou junto com os amigos, rindo bastante aliás. Então se sentaram na mesa ao lado. Para a minha sorte, Vitor não tinha notado a minha presença ali. Não sei como agiria numa situação como aquela.

-Ricardo? Ricardo?- Paulo tentava chamar minha atenção.

-Oi... desculpa Paulo, me distraí.

-Aquele cara que entrou não é seu amigo?

Droga! Ele tinha notado.

-Sim...

-Vamos chamá-lo pra beber conosco. Ou melhor, vamos sentar lá.

-NÃO!- disse um pouco exaltado e Paulo me olhou com uma cara de interrogação.

-Ué, pensei que você gostaria...

-Desculpa, estou um pouco surdo por isso falei alto.

-Tudo bem- disse rindo, já estava bem “animadinho”.

Conversa vem, conversa vai e eu tentava ignorar a presença de Vitor ali. Olhei de relance na mesa dele e fui FUZILADO por um olhar que quase me matou ali mesmo. Aqueles olhinhos puxados não demonstravam estar muito satisfeitos com o quê estavam vendo ali. Ele me encarava de uma forma que me dava medo. Será que ele só tinha notado a minha presença naquele momento? Aish.. não importava, eu precisava ir embora dali.

-Paulo, acho melhor eu voltar pra casa agora, tá ficando um pouco tarde e eu quero chegar andando com as minhas pernas hoje.

-Ah não, vamos ficar mais um pouco... achei que você iria virar aqui comigo.

-Virar? Socorro, não tenho tanta disposição –disse rindo de nervoso.

-Tudo bem. Então, vou pedir a conta.

Acabamos rachando a conta. Eu estava levantando quando Paulo me sugeriu:

-Eu vou te levar em casa hoje, pode ser?

-Não precisa!!! Tô ótimo, não deu pra esquecer o caminho ainda.

-Eu faço questão..

-Realmente, não precisa. Juro que se estivesse mal, não pensaria duas vezes.

-HAHA Você sempre se esquiva, né?

-Não diria esquivar...

De repente, senti uma mão no meu braço:

-Ricardo, temos que conversar...


Notas Finais


Sorry pela demora. Minha semana de provas está chegando hahhshahah espero que gostem =)


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