História Amor(?), destino - Capítulo 16


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Categorias Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Zutto...


(Ricardo)

Estava me preparando para sair do barzinho quando senti uma mão no meu braço:

-Ricardo, temos que conversar- disse Vitor enfático.

Eu praticamente fiquei imóvel, não sabia muito bem o quê fazer naquele momento.

-Nã..Não, eu preciso voltar pra casa já tá tarde- respondi trêmulo.

-Não sem antes conversarmos.

Ele não tirava a mão do meu braço e Paulo notando o meu desconforto tentou intervir segurando o braço direito de Vitor:

-Você ouviu o quê ele disse, solte-o e o deixe ir para casa.

Eu olhei nos olhos de Vitor e notei uma raiva descomunal surgindo naqueles olhos negros. Ele estava ficando vermelho e fuzilava Paulo com o olhar.

-Acho que você não entendeu, eu vou conversar com o Ricardo hoje, você querendo ou não- respondeu pra Paulo.

-Mas se eu disser pra você deixá-lo em paz de uma vez antes que eu te deixe com um olho roxo, fica mais claro pra você?

Aquela situação já estava começando a chamar atenção dos presentes no bar. Depois dessa fala de Paulo, tive que intervir, eles não poderiam brigar ali no meio do bar e na frente de todo mundo:

-Tudo bem Paulo, você pode ir na frente, eu vou conversar com o Vitor e depois seguirei pra casa.

-Você tem certeza? –perguntou me olhando nos olhos.

-Sim...

-Mesmo?- enfatizou.

-Tenho sim, fique tranquilo. Depois eu te mando uma mensagem.

Ele apertou a minha mão e então saiu do bar. Confesso que fiquei aliviado, não queria presenciar uma briga logo no fim daquela semana infernal.

-Vem, vamos sentar ali naquela mesa- disse Vitor apontando pra uma mesa num local mais reservado e logo em seguida me puxando pela mão.

-Aish. Você já pode me soltar, sabia?- disse irritado.

-Desculpa- me respondeu mais calmo e soltando minha mão.

Ele parecia estar com um misto de preocupação, raiva, ansiedade e um pouco de.. tristeza?

-Por que você está fazendo isso comigo?

-“Isso”? Isso o quê? – questionei nervoso.

-Você sabe. Por que você já me trocou por outro? Será que o quê aconteceu no RU foi suficiente pra você procurar por outra pessoa?

Eu não estava acreditando no que ele me dizia. Era sério mesmo?

-Quem você pensa que é para me fazer essas perguntas? Eu não acredito que você tem essa coragem!

-Então me diz por que você me trocou.

-Eu não te troquei por ninguém. O Paulo é um grande amigo meu, apenas isso. Aliás, não existe nada entre nós, então acho que as explicações terminam aqui- disse me levantando quando ele me segurou mais uma vez.

-Não faz isso! Você está me deixando louco e desconfiado. Se não existe nada entre vocês, por que vocês estão aqui bebendo e dando altas risadas? Não vejo outra explicação. Ele estava quase partindo pra agressão comigo. É difícil acreditar que não há nada entre vocês.

-Desconfiado? Espera um pouco, será que era eu que estava beijando outra pessoa na boca outro dia? Há sim algo entre nós: Respeito e confiança. Coisas que você não entende. Eu sinceramente adoraria vê-lo acabando contigo, mas não quero passar por esse tipo de constrangimento em público.

-Acabar comigo?- disse rindo com um sorrisinho de lado- Ele não iria conseguir encostar um dedo sequer em mim. Eu quebraria a cara dele sem pena alguma e ele acordaria num hospital.

-Uau, quer dizer que temos um senhor valentão aqui? Pena que não é valente o bastante para encarar os seus erros.

-Do que você está falando? Eu já te disse que não existe nada entre mim e a Jéssica- me disse confuso.

-Como assim? Você passou a semana todinha me evitando depois daquele almoço e agora vem me cobrar explicações? Poupe-me disso!

-Te evitando? Claro que não, você entendeu tudo errado. Eu estava só te dando espaço, não queria afetar ainda mais o seu desempenho nas provas. Sei que você ficou chateado sobre aquele dia, então achei melhor ficar um pouco longe.

Será que ele estava sendo sincero comigo? Não queria cair em mais uma armadilha de Vitor.

-Não quero mais suas explicações.

-Escuta o quê eu vou te falar: Eu gosto de você!- me disse segurando a minha mão esquerda, notei o quão quente a mão dele estava.

-Estranha forma de gostar, não acha? Vindo aqui e me constrangendo na frente de todo mundo? Não sei se acredito.

De repente ele me puxou pela gola da minha camisa e selou nossos lábios. Assim que recobrei a consciência, me afastei.

-Eu não quero que outra pessoa toque você, que te olhe da mesma forma como eu faço ou que sinta o sabor dos seus lábios. Quando eu vi você com aquele Paulo, a única vontade que tive foi de me levantar e vir te pegar pelo braço- disse dando uma pausa- eu quero que você seja a pessoa mais feliz desse mundo, mas que seja feliz ao meu lado, seria muito egoísta da minha parte? Sim, mas eu te quero pra sempre meu.

Eu já estava perdido naquele momento, por mais que tentasse resistir, as palavras de Vitor ecoavam de forma mágica pelo meu ouvido. Acho que nunca haviam me tratado daquela fora, será que essa era a hora de eu me sentir verdadeiramente amado?

-Não diga essas coisas!- respondi vermelho.

-Você fica envergonhado- me disse sorrindo- te acho muito fofo assim. Então, você vai me dar uma chance de mostrar o meu amor por você?

-Não sei...

Ele me encarou triste e logo abaixou a cabeça.

-Você já deve ter notado que eu não sou uma pessoa fácil. E no mais, não sei o quê uma pessoa como você notou em mim...

-Uma pessoa como eu?

-Sim! Popular, bonito, forte... você sabe! Eu deveria no mínimo desconfiar.

-Quer dizer que você me acha bonito?- perguntou com um sorrisinho.

-CLARO QUE NÃO! As pessoas dizem que você é bonito... é só isso.

-Sei... Eu vi a pessoa maravilhosa que você é, está bom para você?

-Não adianta me elogiar, eu não vou esquecer as suas mancadas.

-Eu prometo que vou te fazer esquecer isso. Mas você vai ter que me aceitar antes.

-Eu preciso pensar... aliás, preciso voltar pra casa, já tá bem tarde!

-Não!!! Não sai assim, por favor.

-Você quer que eu não chegue vivo?

-Tudo bem. Mas eu te levo.

-Não vai me levar nada. Pode ficar aqui com os seus amigos.

-Quer dizer que o Paulo pode te levar mas eu não posso, é isso?

-Sim. Amigos são prioridade!

-O Paulo que o diga...- disse me provocando.

-A Jéssica que te diga mesmo!

Acabei me levantando e fui seguido por Vitor.

-Eu vou te acompanhar pelo menos até o portão, você querendo ou não!

-Nossa, como você é insistente! Só até o portão, ok?

-Sim- me respondeu com um sorriso.

Ele se despediu dos amigos e saímos do bar por volta das 21:30.

(~)

Vitor passou o caminho fazendo gracinhas comigo, tentando me agarrar e me pegar no colo. Caminhamos por cerca de 15 minutos até chegarmos em minha casa. A noite estava começando a ficar fria, não queria deixá-lo voltar pra casa naquele horário. Ele me olhava com uma carinha de “cão abandonado”, óbvio que esperava que eu o chamasse para passar a noite ali. Não tive outra saída.

-Tudo bem... Você pode passar a noite aqui.

-EBBAAAA.

-Mas vamos apenas dormir, ok? Moram dois senhores na casa da frente.

-E o quê mais faríamos?- me perguntou com um olhar irônico.

-Exato: nada! – disse enquanto abria o portão.

Rezei internamente pedindo para que Vitor se controlasse, não sei se resistiria a alguma investida dele naquela noite. 


Notas Finais


Vou tentar postar mais um amanhã pq nessa semana vai ser impossível, última semana de provas hahaushu espero que gostem =)


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