História Amor doentio - Capítulo 53


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Romance, Sasusaku, Suspense
Exibições 818
Palavras 2.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OI GENTE, CHEGAY!~~~~~~~~~~
Desculpem pela demora, por favor. Eu estava/estou morrendo com a nova rotina, e ainda tem papo de mudança no meio. Bah, ficou complicado pra poder ter tempo e escrever. Nada fluía! Mas agora eu voltei com o capítulo. Espero que não fiquem zangados comigo ): Enfim, eu sempre gostei tanto de NÃO DEMORAR e agora eu sofro na pele o que é querer e não poder. haha.
Estamos na reta final!
Boa leitura. <3


P.s: Não irei demorar para trazer o próximo.

Capítulo 53 - Puro e Forte


 

 

 

 

 Haruno Sakura:

Barulhos, vozes e um som de bipes em todas as partes estavam me fazendo despertar rapidamente. Meus olhos se desprenderam, o teto branco e amplo entrou em visão, porém, ainda era desfocado demais. De um segundo para o outro, a tranquilidade que o remédio havia feito em meu corpo desapareceu. Com os olhos arregalados, me coloquei sentada na cama em um movimento brusco. Meu braço conectado a um tubo fino de soro, enquanto ao meu lado, Naruto estava sentado.

- Sakura. – ele estendeu a mão, a proximidade o permitiu segurar a minha sem esforço. Seus olhos angustiados e sensíveis só deixou tudo ainda mais nebuloso. Não consegui emitir nenhum som. Eu precisava que ele continuasse. Eu precisava saber o rumo daquela situação. Minha garganta fechou pelo medo. – Ele está operando neste momento. – sabendo que meu silêncio era o sinal mais nítido de um colapso mental, ele prosseguiu cautelosamente. Soltei o ar preso em meus pulmões de uma só vez, as lágrimas começavam a brotar dos meus olhos em abundancia.

- Onde ele está?

- Na sala de cirurgia, no final do corredor. Você precis-

Não deixei com que ele terminasse. Minhas pernas se fixaram no chão. Arranquei a agulha fincada em minha pele e sai em disparada pela porta.

- Sakura! – pude ouvir a voz afoita de Naruto me chamando, mas minhas pernas se moviam no automático. Rápidas e ágeis, mesmo estando bambas. Algumas enfermeiras tentavam me abordar nessa corrida, mas meus olhos estavam fixos na dupla porta branca, onde acabara de entrar um homem uniformizado com caixas e luvas manchadas de sangue. Meus pés pararam. Simplesmente paralisaram. Houve uma movimentação no corredor, os braços de Naruto me apertaram por trás.

- Você não pode ir lá, Sakura. Por favor! – ele implorou. O que eu estava esperando? Eu precisava vê-lo! Tentei me afastar de seus braços, porém Naruto girou e me puxou com força contra seu peito, seu corpo totalmente rígido.  – Por favor, para! – ele insistiu, choroso, mas eu não parei. E no meio de tantos movimentos bruscos, finalmente consegui empurrá-lo para longe. Os olhos azuis me fitavam arregalados.

- FICA LONGE DE MIM! – berrei, ofegante. – EU VOU TRAZER O MEU MARIDO DE VOLTA! VOCÊ ENTENDEU? EU VOU TRAZÊ-LO DE VOLTA PRA GENTE! – gritei para seu rosto igualmente molhado, e depois disso nem esperei para ver sua reação. Voltei a correr em direção a sala, desta vez em empecilho. Uma janela em forma de circulo me permitia ver o interior movimentado, meus passos freando devagar, e agora minhas mãos encostavam-se a superfície da porta onde uma pequena placa escrita “sala de cirurgia” ressaltava. Meus músculos trêmulos e sem forças para empurrá-la. Mas eu precisava dele. Precisava dele comigo e não o deixaria morrer. Por isso minha coragem voltou a impulsionar meus movimentos e eu finalmente passei pela única barreira que me impedia de estar próximo a ele. Devido aos corpos em movimento, demorei mais que o normal para entender o que estava acontecendo, mas focalizei um desfibrilador. Tudo se tornou lento demais, surreal demais, o som de todos os barulhos foram embora. Eu podia ouvir ao fundo os gritos do doutor sobre voltagens e uma voz feminina dizendo “Estamos perdendo ele”.
Meu mundo parou e minha respiração congelou enquanto eu associava aquela frase tão absurda. Perdendo ele? Não, Sasuke não faria isso comigo. Ele não seria capaz de me deixar! Ele não podia fazer isso comigo!

Eu mal sentia as mãos que tocaram meus braços, alguém dizendo que eu não podia ficar ali. Lutava igualmente com eles, tentando escapar e buscar uma visão mais ampla do meu marido. Minha mente totalmente enevoada. Consegui mais uma vez me livrar de tudo que me segurava e dei alguns passos para perto da mesa, vendo na frente dos enfermeiros o corpo inteiro de Sasuke dar um solavanco e voltar a ficar deitado e imóvel em seguida. Minha cabeça rodou, mas consegui dar mais um passo para frente.
- De novo! Aumente para trinta! – e, além disso, tudo o que eu podia ouvir era um som agudo e continuo. – Afastar!

O rosto dele estava desacordado. A pele facial pálida e suada, seu peito não se movia. Os curativos que fizeram em seus ferimentos já tomavam cores amareladas e escuras. A luz acima de todos só deixava tudo ainda mais caótico, aterrorizante. Eu estava sentindo a sensação mais horripilante da minha vida enquanto o encarava daquela forma. Mãos agarraram meus braços para trás, tentavam me puxar para fora da sala, mas eu resisti, vendo o corpo de Sasuke dar outro solavanco com o choque percorrendo todo o seu corpo.
- SASUKE! – os gritos irromperam de minha garganta, com toda a minha força e fora de meu controle. Alguns enfermeiros me olharam assustados e surpresos, outros continuavam com sua assistência de urgência. – SASUKE!
As mãos me puxaram com mais força agora, me arrancando da sala de cirurgia, me distanciando de Sasuke. De repente, tudo o que eu pude ouvir, apesar de minha luta particular com quem quer estivesse me puxando, como se todo o resto estivesse congelado, foi a mudança do som agudo de contínuo para pulsante ecoar da máquina ligada a seu coração, e depois tudo ao meu redor ficou escuro e maçante demais para que eu pudesse continuar a resistir em pé. Já guiada para o lado de fora, meus joelhos cederam, e sem demoras, encontrei o chão de mármore gelado.

- Por favor, detenha-a. A sala de cirurgia não é um lugar seguro para estar nesse momento. – ouvi a voz de um homem advertir, os pés de Naruto entraram em minha visão embaçada pelo choro. – Nós estamos fazendo o máximo e ela pode atrapalhar isso. – ele finalizou, e depois voltou a entrar na sala com pressa. Meus olhos seguiram sua direção, e pela fresta consegui ver o corpo de Sasuke uma ultima vez até que a porta se fechasse completamente.

- Ei. – a mão de Naruto tocou a ponta da minha cabeça, quase perdi o equilíbrio quando ele me puxou para si. Agachou completamente o corpo para ficar a minha altura, não hesitei. Eu precisava daquilo. – Me ouça. – sua voz partiu antes da minha, mais firme, mais forte. Eu estava desolada, desesperada e completamente destruída, mas algo em seu timbre me fez parar. Me fez realmente me ligar a ele e ouvir o que diria. Levantei meu rosto até encontrar o seu. Meus olhos ardiam, tudo em mim queimava. Era como se eu esperasse algo que fizesse seguir... Me fizesse lutar contra a imagem que eu vi há minutos atrás. Diferente de mim, Naruto tinha sua expressão determinada. Mesmo que a aflição fosse visível, era como se ele buscasse acreditar. Ele estava acreditando, estava esperando que seu amigo voltasse, e tudo que eu sabia fazer era chorar. – Eu conheço o Sasuke há muito mais tempo do que você. E sei que ele é um filho da puta teimoso que não desiste tão fácil. Ele voltou aqui por sua culpa. Voltou para te pedir perdão e tentar ser melhor. Voltou e te tirou da mão de um monstro. Voltou e te protegeu. Voltou aqui e salvou a sua vida.

Suas palavras entravam em mim tão profundamente, que atingiam minha alma. Eu apenas escutava tudo aquilo, sem forças para respondê-lo. Fixa em seus olhos, eu só esperei com que ele trouxesse ao menos um pouco de luz.

-... E ele vai voltar de novo. Ele sempre volta. – ele finalizou, um sorriso fraco e alienado surgiu em seu rosto. Meus lábios trêmulos se apertaram. Soltei um pequeno gemido antes de me lançar contra seus braços de novo, o apertando como se minha vida dependesse daquilo. Oh sim! Ele voltaria. Sim, sim, sim!

Ele voltaria!

Ele sempre voltou!

Porque ele faria diferente?

- Ele vai voltar pra gente, Sakura. E nós vamos estar o esperando da melhor maneira possível. – Naruto sussurrou com a boca imprensada em meu cabelo e eu só consegui assentir repetitivamente. Aquelas palavras trouxe minha fé de novo.

 

 

6 meses depois.

 

 

Um zumbido ao longo do espaço. Um sentimento obscuro e vago, mas sem descrição. Nada. Absolutamente nada. Por mais que, estranhamente lutasse contra aquele vão, não conseguia alcançar algo. Nem sabia que algo era esse. A resposta não existia. Tudo era apenas uma espécie de campo escuro e sem sentido. Sensação essa que nem classificada poderia ser. Não se podia sentir, nem ver, nem lembrar, nem existir, logo não havia o que separar. Porém no ardor de uma pequena claridade, um pequeno e brilhante lado que sobressaía a tudo, ele enxergou um rosto. Ah, aquele rosto. Porque não havia aparecido antes? Porque, por mais estranho que fosse, ele sentia que estava adormecido há muito tempo. Não sabia exatamente como, ou porque, mas estava. No entanto, naquele momento, desejou tê-lo mirado antes. Se possível, a todo tempo. Ele trouxe paz para um tumulto que nem menos existia. Algo beirando a sentimento já começava a transbordar de algum lugar, ele começara a entender minimamente de quem pertencia aquele sorriso, aqueles olhos brilhantes e encantadores. Então, tudo de repente chegou. As memórias, as lembranças, o entendimento. Era como se estivesse dentro de um furacão, vendo entre as tralhas, toda sua vida e as pessoas dela. Um filme que passou rápido demais, a beira de uma explosão. Algo desabrochou ao lado de fora da escuridão. A cabeça já começara a ser sentida e pesada, e agora, o corpo aos poucos tomava seu reanimo. O som voltou em uma rajada, a respiração mudou, e em sua mente, somente uma pessoa existia. E foi pensando nela, que seus olhos finalmente se abriram.

 

- Ele acordou! – uma voz afoita informou. Alguém apertava sua mão com força, seus dedos estavam sendo esmagados por outros. – Ele acordou, Deus! – agora um gemido fora liberado ao invés de palavras. Outras vozes foram sendo ouvidas, mesmo baixas, podiam ser capitadas. O teto branco da sala ainda era o seu principal alvo. A visão periférica embaçada dificultava sua percepção. Seus sentidos eram lentos e o corpo ainda não obedecia completamente a seus comandos. Mas ainda assim... Ele reconheceria aquela voz de qualquer lugar. – Meu amor, eu estou aqui. – sentiu sua mão ser apertada com ainda mais força.

Era ela.

Sim, era ela.

Achando que seria mais uma batalha a travar, Sasuke reuniu suas forças para poder mover o rosto em direção a onde acreditava encontrá-la, mas para sua surpresa, levou apenas segundos para conseguir a ação. Não estava tão debilitado, exceto pelo remédio anestesiante. Quase não acreditou quando seus olhos finalmente encontraram os dela. Foi por puro extinto. Nem seu cérebro estava preparado para seus comandos ainda, ele apenas o fez. Ele só precisava vê-la. Seu coração acelerou de modo que até mesmo os aparelhos entraram em alerta. Céus! Como era bom vê-la! Aquele sorriso angustiado e aliviado, e mesmo que sua feição estivesse fraca e acabada, ela continuava sendo a mais linda de todas. Ele abriu os lábios para pronunciar algo, mas um tubo de respiração não lhe deu a oportunidade. Foi frustrante. Queria poder dizer tudo o que sentia, explicar o quanto estava feliz em vê-la. O que havia acontecido desde então não importava. Não agora.

- Eu estou aqui. – Sakura disse mais uma vez, aproximando-se ainda mais do seu corpo com um sorriso irremovível dos lábios. Lágrimas já despencavam deu seu rosto pálido, a felicidade e emoção que estava sentido sucumbiam o cansaço físico. Só ela sabia o quanto suportou para que esse momento chegasse. Vê-lo acordado e vivo, revigorou sua estrutura. Ela só queria senti-lo. Só queria desfrutar daquele momento tão sonhado. Se deteve em abraça-lo e esmagá-lo com seus braços, a situação ainda era delicada. Mas nada poderia arrancar aquela imensidão que gritava em seu peito. Eram os olhos dele que estava a encarando. Outra vez. Era aquele olhar intenso e mutilador que só ele tinha, mesmo na pior da situação. Era ele. Somente ele. O seu Sasuke. Como se esquecesse de tudo ao redor, ela simplesmente se deixou levar pela conexão visual que só teve fim, quando a mão de Naruto tocou seu ombro.

Oh, claro. Haviam outras pessoas ali da mesma forma. Ela nunca foi egoísta, mas naquele momento sentiu vontade de ser.

- Ei, bundão. Seis meses dormindo? Você é o quê? Um urso? – viu Uzumaki brincar enquanto curvava o corpo para achar o olhar do amigo, que ainda estava vidrado no rosto de Sakura. Ele demorou segundos para finalmente olhá-lo, de um modo ainda inexpressivo. – Eu espero que você não tenha perdido a memória ou algo assim, porque vai ser muito chato te lembrar o quanto você era perdedor.

- Naruto! – alguém repreendeu. Era Mikoto. Ela se aproximou da cama, o rosto molhado e em suas mãos um enorme buque. – Meu bebê.

Sasuke piscou algumas vezes para ela, ainda era difícil esboçar o que sentia. Sua testa foi tocada e um beijo de leve foi depositado nela.

- Saia logo daí, moleque. Nós temos uma partida de basquete para jogar. – agora foi seu irmão que preencheu o lado vazio de Sakura com um sorriso apaziguador nos lábios. Ao lado, seu pai também surgiu. A expressão séria e fechada, mas era nítido o quanto ele estava preocupado.

- No final de tudo, você ainda continua me dando trabalho. – o homem resmungou, estalando os lábios em seguida. Sasuke sorriu internamente, e desviou os olhos mais lentamente para poder reconhecer que era a outra pessoa que acabara de se aproximar da cama.

- Seja bem-vindo de volta. – Anko disse assim que os olhos do Uchiha a encontraram. Em sua mão, alguns balões coloridos tinham a mesma frase pronunciada.

 

- Você conseguiu, meu amor. – Sakura voltou a dizer, não demorou muito para receber a atenção do marido. Sua voz embargada e o nariz avermelhado já eram notáveis. – Você voltou pra gente. Voltou pra mim. Obrigada por não me abandonar. Nós te amamos. Te amamos muito. – a garota disse, e mesmo que ele ainda não pudesse responder, foi o suficiente quando viu uma lágrima solitária escorrer pela lateral de seu olho. Reflexo do sentimento mais puro e forte que já pôde sentir. 


Notas Finais


Não deixem de comentar o que acharam, confesso que foi meio trabalhoso soltar isso. mas valeu a pena só para matar a curiosidade de vocês, SUAS LINDAS! Um beijo e um abraço <3
NOSSO SASUKE TA VIVO POARRRRH *Coro*


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