História Amor e Esperança - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Tags Ação, Comedia, Drama, Ficção, Romance
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Palavras 2.604
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Postado!! Bora ler?! <3

Capítulo 28 - Não seja tão dura consigo mesma


Fanfic / Fanfiction Amor e Esperança - Capítulo 28 - Não seja tão dura consigo mesma

Quem pilotava era Stark. Todos estavam cansados e sentados em algum lugar do jato. Thor já havia ido embora, igualmente a Pantera.

Quando já estava de manhã, chegamos. Quando a porta se abriu, a luz entrou. Estávamos no interior do prédio da agência. Eu e Barnes saímos de mãos dadas e minha expressão continuava a mesma, séria. No salão de treinamento, Nick esperava por nós.

-Bem vindos de volta. Estou feliz pela vitória que conquistaram. Vocês salvaram o mundo novamente de uma grande ameaça à humanidade. Agora vocês tem um descanso merecido. Aproveitem enquanto podem, pois novas ameaças podem aparecer do nada.

Nick certamente estranhou meu comportamento, mas preferiu ficar calado por enquanto.

Bucky e eu descemos para nosso quarto.

Tomei um banho, me arrumei, sai para pentear meus cabelos e, enquanto isso, Bucky tomava banho.

Depois de pentear o cabelo, peguei, de dentro de minha mochila, a carta que meus pais haviam me dado antes de ir com Barnes. Não a abri, apenas a observei. Meus olhos se encheram de lágrimas e a vontade de gritar estava mais forte. Lembrava deles e de Eduarda ao mesmo tempo.

Uma das vezes que em que eu e Eduarda passeamos em uma praia, com a água molhando nossos pés descalços, conversamos sobre o futuro...

-O que você acha de dividirmos um apartamento quando sairmos da faculdade e arranjarmos um emprego? –pergunta Eduarda a mim.

-Acho uma boa ideia. Só teremos que cuidar com a bagunça. Ficará difícil quando arranjarmos nossos namorados. Terá que ser grande. –falei.

-Com certeza, com mais de dois quartos.

-Isso mesmo. Mas e depois? Casamento...

-Acho que isso já é pensar demais, amiga. –rimos- Temos ainda alguns anos para pensar.

-Só me preocupo com o futuro.

-Ei. Existem certos momentos que a gente só deve aproveitar, como este. Aproveitar o presente. Temos uma longa vida ainda pela frente. –Eduarda.

Lembrando-se dessas últimas palavras, senti uma lágrima fugitiva rolar sobre minha bochecha.

-Queria mesmo que você tivesse uma longa vida pela frente, ainda. –falei para mim mesmo, me referindo a Eduarda.

Percebendo que Bucky já iria sair do banheiro, enxuguei a lágrima e guardei a carta e a mochila novamente onde estavam, rapidamente. Então ele saiu.

-Eu vou à cozinha comer alguma coisa. Você quer ir comigo? –perguntou.

-Não, eu vou... Eu só quero descansar pelo menos um pouco mais.

Ele me observou seriamente. Levantei-me para arrumar a cama, então ele segurou minha mão e me puxou levemente para perto de si.

-Vem cá. –disse ele.

Então nos abraçamos. Eu precisava daquele abraço e ele sabia.

-Eu os perdi. –falei derramando lágrimas.

A dor aumentou em meu peito, ao falar estas palavras. Queria gritar, mas não podia. Queria ir para algum lugar longe de tudo, mas não conseguia. Não conseguiria deixa-lo e nenhum lugar do mundo me faria esquecer. Era uma dor persistente. Abraçava Bucky com força. Ele havia encostado sua testa em minha cabeça. Depois de uns minutos parei de chorar e o grito calou-se. Ele, com certeza, havia me ajudado muito e, certamente, era único que conseguiria.

Eu o soltei, pois sabia que estava com fome. Eu iria ficar no quarto e tentar dormir, só que agora mais tranquila, depois de abraçá-lo.

-Você pode ir lá na cozinha, eu vou ficar por aqui mesmo, mas mais tranquila.

-Tem certeza? –perguntou.

Eu afirmei dando um sorriso.

-Que bom ver esse sorriso novamente. Eu já volto. Vou trazer algo para você. Talvez pedir um pouco do cereal do Stark. –disse sorrindo.

Eu iria dizer que não precisava, mas sabia que ele iria trazer do mesmo jeito. Sim, eu estava com fome, mas não estava me importando se ia dormir assim mesmo.

-Okay. –concordei com Bucky.

Então ele deu um beijo em minha testa e saiu.

Depois de já ter arrumado a cama, sentei encima dela e larguei meu corpo para trás, encostando a parte de trás de minha cabeça e minhas costas no colchão. Estava observando o teto do quarto. E se eu desse um tempo de tudo isso? E se eu voltasse e ficasse no apartamento do Bucky por alguns dias ou semanas? Sei que meus pais e Eduarda não estariam mais lá e ficaria longe de Barnes, também sabia que minha escolha sobre ficar nos vingadores poderia mudar. E se eu vivesse uma vida normal por um curto espaço de tempo, apenas parar um pouco antes de dar continuidade a minha vida, sendo heroína ou não? Talvez retornasse a minha antiga caverna, acionaria meus dispositivos e voltaria a salvar o número de vítimas que conseguisse, nem que fosse por pouco tempo. Realmente estava confusa a respeito de como se seguiriam os próximos dias. Eu poderia esperar a casa de meus pais ficar pronta para eu poder tirar esta folga de tudo. Não ficaria sozinha lá, pois, com certeza, convidaria Bucky para ir comigo. Mas ele poderia preferir ficar com seu amigo e ajudar os vingadores, e se isso o fizesse feliz, não impediria.

Bucky abriu a porta do quarto de repente, me causando um leve susto. Sentei-me no mesmo momento.

-Cereais Stark, com vitaminas e muito ferro. –disse mostrando uma bandeja com uma tigela cheia de cereais e leite.

Eu ri com tal comentário.

-Obrigado. Não precisava. –falei.

-Não vou te deixar passar fome. –Bucky.

-Eu vou acabar me acostumando.

Rimos.

-Como você pediu ao Stark? –perguntei.

-Eu só falei que era para você. Acho que ele agradece, por você ter salvado a vida dele, assim. –falou sorrindo.

Também sorri.

Ele deitou na cama e eu permaneci sentada até acabar de comer os cereais, depois me levantei.

-Eu vou colocar isso lá na cozinha. –falei.

-Não precisa. Agora está tarde. Amanha a gente vê isso. –falou sentando e colocando minha tigela encima de uma pequena mesinha quadrada ao lado dos pés da cama.

-Eu estou com sono. –falei.

-Então deita aqui comigo. –disse segurando minha mão.

-Só vou colocar o pijama.

Fui colocar meu pijama que estava no banheiro, escovei meus dentes e voltei, deitando ao seu lado. Ele apoiou sua cabeça em seu braço esquerdo e com o direito, colocou por cima de minha barriga, com sua mão em minha cintura, me observando com seu rosto próximo ao meu. Eu sorri.

-Eu faria qualquer coisa para ver esse sorriso em seu rosto. –disse olhando para meu sorriso.

-Então fica comigo. Não me deixe sozinha. –disse colocando minha mão esquerda em seu rosto, o acariciando lentamente.

Ele sorriu.

-Acredite, eu não conseguiria descumprir estes termos, nunca.

Então nos beijamos. Depois deitei minha cabeça em seu peito e ele me abraçou com seu braço direito e adormecemos.

No meio da noite, acordei com sede. Coloquei uma blusa do Bucky, de manga comprida, puxei meu short um pouco para baixo, coloquei um chinelo e sai. Aproveitei para levar a tigela vazia de cereais. Chegando lá, me deparei com Sharon vasculhando a geladeira.

-Oi. –falei.

Ela virou a cabeça rapidamente para mim, tendo levado um susto.

-Ah, é você. Oi.

-Lanchinho noturno? –perguntei.

-Só quando eu não consigo dormir. Isso é raro.

-Por que não consegue dormir?

-Tive uns sonhos não muito bons com a última batalha. –falou pegando um pequeno pote com pasta de amendoim e seu nome na tampa.

-Sei como é não conseguir dormir por pesadelos. –disse e depois tomei um gole de água.

-Ficar sozinha naquele quarto não é legal.

-Você não dorme com o Steve?

-Não. Ele dorme no quarto dele.

-Sabe. Eu acho que você deveria, pelo menos quando tem esses pesadelos. Eu costumava a acordar assustada toda noite, por três anos. Na primeira vez que dormi com Bucky, com ele me abraçando, havia sido a primeira vez, depois desses três anos, que eu dormi tranquila. Acho que ajuda você dormir ao lado de alguém que você sabe que irá te proteger, te manter em segurança.

-Você teve pesadelos por três anos? –perguntou ela um pouco surpresa.

-Sim. Depois do “acidente”. Eram como lembranças assustadoras.

-Nossa. Eu ficaria louca.

-Eu quase fiquei.

Rimos.

-Obrigado pelo conselho. Agora eu vou ao quarto do Steve para ver se consigo dormir. Boa noite. –disse sorrindo e depois saiu.

-Boa noite.

Ao voltar para meu quarto, Bucky ainda estava dormindo. Deitei ao seu lado novamente e adormeci facilmente.

Steve estava dormindo até escutar seu telefone tocar. Ainda com os olhos quase fechados de sono, ele o pegou e atendeu a ligação.

-Alô? –Steve.

-Oi. Vem aqui na sua porta.

Ainda confuso e com sono, ele foi e, ao abrir a porta, viu sua namorada com o ombro apoiado na parede.

-Sharon? Tudo bem?

-Na verdade não. Não tenho conseguido dormir.

-Entre. –falou colocando sua mão direita nas costas de Sharon.

Eles sentaram encima da cama.

-Pesadelos, preocupações? –perguntou Steve.

-Pesadelos com a última batalha... Geralmente estou acordando na parte em que uma grande moto de fogo cai encima de mim. –Sharon.

Ele a observou antes de falar alguma coisa.

-Eu não deixaria que isso acontecesse. –falou a abraçando. –Você pode ficar aqui, claro, se você quiser. Se você quiser pode deitar ao meu lado, mas só se quiser. –disse Steve, se atrapalhando um pouco, fazendo com que Sharon percebesse o nervosismo do mesmo.

Ela sorriu.

-Eu quero. –Sharon.

Então os dois deitaram um do lado do outro e Sharon não teve mais pesadelos pelo resto da noite.

Acordei lentamente. Ainda com os olhos entre abertos virei-me e não vi Bucky ao meu lado. Olhei para um relógio digital pendurado na parede e já eram nove e meia. Tendo em vista que boa parte dos vingadores levantavam as oito, eu já estava atrasada para treinar. A dor da perda surgiu ao me levantar. Tentei ignorá-la e fui me arrumar.

Quando estava indo para a cozinha, para tomar um rápido café antes de treinar, vi Nick ao fim do corredor e ao se aproximar de mim, parou e eu também. “Por favor, não fale sobre perdas” dizia para mim mesma, me referindo a Nick, em meus pensamentos.

-Bom dia. –Nick.

-Bom dia. Sei que estou atrasada, eu só vou comer alguma coisa e vou treinar.

-Não era isso que eu ia falar. Se quiser pode voltar a dormir.

-Obrigada, mas eu prefiro me exercitar e não conseguiria voltar a dormir.

-Tudo bem então. Só queria dizer que sinto muito. Eu acho que sei o quanto ela importava para você.

Apenas concordei e abaixei minha cabeça.

-A vida continua vingadora. Se eles não puderam, faça valer a pena por eles. Tudo bem?

-Ok. Tudo bem. Obrigada.

-Se precisar de qualquer coisa, estamos aí.

-Vou lembrar.

Então continuamos a andar.

Chegando à cozinha, estava vazia. Abri a geladeira, olhei-a, mas não estava prestando a atenção no que tinha apenas a fechei e sentei em uma das banquetas, apoiando meus cotovelos no balcão, levando minhas mãos a minha testa, torcendo para que ninguém aparecesse ali. Mas torcer não havia adiantado, pois minutos depois, Natasha aparecera na cozinha em busca de água. Então ergui minha cabeça e levantei-me.

-Olá. –disse ela.

-Bom dia. Já estão todos na sala de treinamento? –perguntei.

-Não. Sharon ainda não apareceu, Will saiu e Steve foi conversar com Nick.

-E Bucky?

-Está lá. Disse que preferia te deixar dormir.

Dei um rápido e pequeno sorriso, sem perceber.

-Não consegue sorrir por muito tempo não é mesmo? –perguntou-me Nat.

Eu apenas a observei, afirmando seu comentário com um aceno.

-Sei como é. Eu sinto muito pela sua perda.

-Todos, um dia, têm que sofrer perdas. –falei de uma forma suave.

-Não seja tão dura consigo mesma.

-Só estou tentando esquecer. Achar um lado positivo.

-Não tente. Isso pode ser ainda mais horrível do que imagina. Não tem como fugirmos da dor, apenas deixa-la passar. Quer um conselho? Torne sua vida de agora o foco. Ajuda.

-Obrigado.

-De nada. Agora tenho que ir treinar mais um pouco.

-Eu também vou.

Ao entrar na sala, vi Wanda, Visão, Bucky e Bruce.

-Bom dia. –falei a todos, caminhando em direção a Bucky.

-Bom dia. –Wanda.

-Bom dia. –Visão.

-Boa tarde. –disse Bruce dando um sorriso.

Eu retribui o sorriso de Bruce.

Chegando a Bucky, dei-lhe um beijo.

-Bom dia. –falei depois.

-Bom dia. Dormiu bem? –perguntou sorrindo.

-Acho que bem demais. –falei também sorrindo.

-Não quis te acordar.

-Eu sei. Agora vamos treinar, soldado.

-Sim senhora.

Fui para uma parte da sala que eles haviam especializado para eu poder exercitar meu poder sobre o metal. Ela tinha várias armas e alvos no formato de pessoas que se dividiam em civis e agentes inimigos. Os alvos apareciam aleatoriamente em movimento, holográficos. Se algum deles encostasse-se a um civil, tudo pararia e começaria novamente de outro modo.

Os dias foram passando normalmente. Steve e Sharon já dividiam o mesmo quarto, Bruce e Natasha se aproximaram, mas como amigos, embora todo mundo achasse que ainda rolava um clima entre os dois. Wanda e Visão então, nem se fala... Os dois pareciam um casal que saíra de um conto de fadas, mas que negavam o sentimento um pelo outro, ou escondiam a relação de todos.

Estava tudo tão normal. Saíamos para missões e as completávamos com êxito. Tão normal e bom para todos, que podíamos dizer que estávamos em paz. Bem... Quase todos. Meus pesadelos haviam voltado. Toda vez que tirava um cochilo, sem Bucky, eles apareciam. O que não deveria acontecer porque eu já tinha resolvido minhas dúvidas. Mas as perdas haviam se tornado o meu filme de terror quando dormia sem meu protetor, sem a pessoa que amo e confio. Tudo a minha volta parecia me fazer lembrar de momentos passados com as pessoas que eu amava, que já não estavam mais aqui, na Terra. Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa com a dor absurda que estava sentindo, se não ela poderia me prejudicar e também quem estava a minha volta e eu não poderia deixar que isto acontecesse.

Em mais um dia de treino, lutando contra inimigos holográficos, tudo estava ocorrendo bem, mas parecia estar em modo automático. Eu apenas fazia o que tinha que ser feito, sem me importar. Quando podia, via os outros vingadores treinando suas habilidades, arduamente. O meu nível de dificuldade foi aumentando. Os inimigos começaram a se mover mais rapidamente e os civis, lentamente. Tive que ser mais rápida e parei de olhar para os outros. Minha concentração foi tamanha que não escutava mais nada. De repente os civis e inimigos pararam de aparecer, então eu parei também. Pensava que o treino havia acabado, mas ainda tinha uma cartada final. Escutei duas vozes conhecidas berrarem meu nome. Fui me virando lentamente e quando vi quem eram, engoli em seco. Eram meus pais. Senti uma pontada em meu peito quando os vi e depois quando vi inimigos se aproximando deles. De repente, como se já não bastasse eles, ouvi outro grito conhecido atrás de mim. Era Eduarda com inimigos se aproximando dela também. Fiquei parada de frente para a parede, não sabendo se estava tendo uma ilusão, querendo não acreditar que Nick havia mandado reproduzir meus pais e Eduarda holograficamente apenas para me testar. Olhava para os dois lados sem saber o que fazer até que vi as armas a minha frente. Com meus poderes, tirei as balas de dentro delas rapidamente e mirei nos inimigos. Abri meus braços e as lancei em cada um, com um grito em meu interior e lágrimas no exterior. As balas fizeram os inimigos sumirem. Então Eduarda e meus pais pararam de gritar e deram um sorriso. Eu olhei para frente e me senti em lugar nenhum. Tudo a minha volta havia perdido o foco. Minha expressão era de desespero, ódio de mim mesma e dor.


Notas Finais


Então, o que acharam??


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