História Amor e Esperança - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Tags Ação, Comedia, Drama, Ficção, Romance
Visualizações 29
Palavras 1.891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu sei que tá vindo um combo de novos episódios hehe

Capítulo 30 - Essa é a dúvida


Fanfic / Fanfiction Amor e Esperança - Capítulo 30 - Essa é a dúvida

Três dias depois...

Acabara de chegar ao estacionamento do apartamento de Bucky, em Chicago. Era meio dia. Eles haviam me emprestado o carro da agência por um tempo, o mesmo em que fui para lá, com Barnes. No caminho do apartamento dele, lugares me traziam recordações de quando vim e sai daqui. Era doloroso lembrar que Bucky não estava mais por perto, que eu não podia mais sentir seu metal. Ao abrir a porta e entrar no imóvel e andar pela casa, vi que estava bagunçada. Os inimigos deviam ter entrado aqui depois de sairmos.

Depois de largar minha mochila encima da cama, fui à cozinha para ajeitá-la e comer alguma coisa. Ao passar pela porta, vi os armários abertos, alimentos e louças fora dos seus lugares. Fui ajeitando um por um. Depois de arrumar tudo em seu lugar, abri a geladeira e tirei o que estava já estragado, com isto, restaram poucos alimentos bons. Deveria arranjar um emprego logo, mesmo que recebera uma quantia boa de dinheiro da agência, e sabia onde conseguiria. Seria em uma pequena venda da qual o dono era um velho amigo de meu pai. Ao varrer debaixo da pia, um pedaço de porcelana aparecera então eu peguei. Era um cabo de uma xícara quebrada, devia ser a mesma que Bucky havia quebrado depois de eu ir para o quarto e chorar, depois de uma de nossas primeiras discussões no início de tudo. Ele devia ter jogado o resto no lixo e lavado à louça. Sorri, por poucos segundos, por me lembrar deste momento.

Depois de ajeitar o apartamento, fui tomar um banho. Enquanto isso, pensava em caminhar pelo bairro e passar pela minha antiga casa em construção. Agora eu teria que falar com os trabalhadores, ver cada detalhe. Aquilo me ajudaria.

Quando fui para o quarto, já arrumada, pensei em qual lugar colocar minhas coisas, temporariamente. Abri o guarda-roupa de Bucky. Estaria vazio se não tivesse, em uma das prateleiras, umas poucas roupas dele. Peguei uma blusa do mesmo, e a levei até meu rosto. Era macia. Podia sentir ainda seu perfume VIP Blue.

Andando de costas, deixei-me cair encima da cama e olhar para o teto, ainda segurando a blusa de Bucky.

-Como sinto sua falta. –falei com lágrimas nos olhos.

Na agência, tudo, estranhamente, havia voltado ao normal. Nenhuma nova ameaça. Tom havia sido condenado a passar o resto da vida em uma prisão altamente fortificada. Todos seguiram seus treinamentos, mas ninguém jamais se esqueceria da última batalha, assim como as outras.

Ao acordar, Bucky desejava que estivesse ao seu lado. Seguia seu treinamento todos os dias, e ao final deles, ia até o terraço da agência para ver a paisagem e pensar sobre o que havia acontecido.

Numa dessas tardinhas, Steve acabou por aparecer um tempo depois dele já estar lá.

-Olá parceiro. –Steve.

-Oi. –disse Barnes, dando um pequeno sorriso de canto, depois voltando a olhar o horizonte.

-Linda paisagem, nunca tinha percebido.

-Eu também não, há um tempo.

O Capitão ficara por uns segundos em silêncio, pensando se deveria falar ou não, até que por fim, falou:

-Ela vinha aqui, não é mesmo? –disse Steve adivinhando do porque ele vir ali todos os dias.

-Vinha sim. –falou Bucky admitindo.

-Sei que sente falta dela, mas concordo com sua ideia. Ela precisava mesmo vencer o passado.

-Foi o que todos nós tivemos que fazer, não é?

-Sim, e isso nos ajudou a estarmos aqui hoje. É isso que irá ajuda-la, tenha fé.

-Eu tenho. Só não sei o que fazer se ela seguir a vida dela lá.

-Você segue a sua ou segue com ela.

-Essa é a dúvida.

-Se isso acontecer, você vai saber o que fazer. Eu tenho certeza.

Os dois ficaram em silêncio por uns instantes, novamente. Até que Bucky falou:

-Estava pensando em quem vai ficar para cuidar desse pequeno grande cabeça oca. –disse sorrindo para Steve que também sorriu.

-Agora eu já cresci irmão. Literalmente.

Os dois riram.

Depois de dar uma volta, desistir de arranjar um emprego na pequena venda e fui ver a casa dos meus pais, falar com os operários e comprar algo para comer. Já estando no apartamento, resolvi fazer umas pipocas para comer, assistindo um filme. Era uma distração da minha angustia atual. Amanhã veria minha antiga caverna e resolveria o que fazer. O filme que escolhi ver foi “Querido John”. Depois de tantas guerras e lutar pelo amor dos dois personagens principais, eles decidiram recomeçar, isto demorou um bom tempo. Quando o filme acabou, eu desliguei a televisão e coloquei o pote de pipoca na cômoda ao lado da cama, já vazio. Deitei, virei-me para o lado e pensei em Bucky. Uma lágrima escorreu de meu olho esquerdo. Eu a enxuguei e dormi.

No dia seguinte, ao acordar, sentei-me na cama com o sol transpassando a cortina da janela e refletindo em meus olhos. Estava assustada.

-Eles voltaram de vez. –disse a mim mesma se referindo aos pesadelos.

Já esperava isso. Sem Bucky, eles voltariam a me incomodar.

Olhei meu relógio e já era nove e meia. Fui me arrumar para meu primeiro dia inteiro em Chicago depois de tudo o que havia acontecido. Havia desistido de trabalhar, pois voltaria à faculdade amanhã. Teria aulas extras como o combinado, e elas seriam nos sábados e segundas. Fiz isso, pois aceitei a proposta da agência, mais de Wanda, Natasha e Sharon, de eles pagarem minha faculdade, já que eu não tinha como, mas mais ainda por eu ter que enfrentar a universidade sem Eduarda. Eu voltaria para casa às nove da noite, a não ser que escolhesse participar de algumas festas deles, mas isto seria difícil de acontecer. Amanhã mesmo, pegaria minhas coisas do quarto universitário e levaria para o apartamento. Optei por não dormir mais na faculdade.

Depois de almoçar um prato de miojo, fui a minha antiga caverna. No caminho, me lembrava dos dias em que fizera o mesmo trajeto quando ainda lembrava-me de tudo. Era confortante. A paisagem a minha esquerda era deslumbrante. Os carros, as ruas movimentadas, o vento refrescante, era tudo tão inspirador. Ninguém me reconhecera e eu gostava disto. Talvez fossem meus óculos escuros, mas não esperava que me reconhecessem. Se isto acontecesse, não poderia andar com a liberdade que tenho agora.

Ao chegar à entrada da caverna, olhei ao meu redor e não avistei ninguém, então desci por um pedaço de metal, usando meus poderes. Estava tudo empoeirado pelo caminho, com teias de aranhas e pedras espalhadas. Andava por um curto corredor antes de chegar ao local principal e, quando cheguei, minhas emoções de estar aqui outras vezes, retornaram. Andei pela sala até a mesa do centro, olhei para meu lado e vi meu relógio ao lado do grande computador. Então eu o liguei. Peguei um pano que havia trazido de fora, úmido, e comecei a passar em todos os objetos que precisavam. Usei uma vassoura, que um dia tinha trazido para aquele lugar, para varrer o chão que estava coberto por uma camada grossa de poeira. Depois de deixar tudo limpo, fui até meu antigo relógio. O segurei e pensei em liga-lo e, fazendo isso, traria muitas lembranças, até mesmo de Bucky, afinal, foi por salvar uma vítima que o conheci pela primeira vez. Depois que o liguei, não demorou muito para que apitasse. Quando isso aconteceu, já tinha colocado meu uniforme. Vi as coordenada e fui ao local. Era um jovem com uma arma apontada a sua cabeça. O ladrão gritava com ele pedindo tudo o que tinha. Uma adrenalina correu por minhas veias, então agi. Segurei a arma com meu poder enquanto mandei o jovem ligar para a polícia. Os dois me olhavam assustados. Quando a polícia chegou, eu já havia saído do local, mas observava de longe a ação deles. O jovem devia estar tentando explicar aos policias o que havia acontecido e eles de certa forma, entenderam. A arma que deixei flutuando, apontada para o ladrão, caiu depois que pegaram o mesmo. Quando o carro se foi, senti uma sensação boa. Algo que sempre sentia quando ajudava alguém. Sem dúvida, aquele era o início para eu retomar minhas atividades.

Decidi, no por do sol, antes de ir para casa e depois de salvar vítimas, ir até o local onde havia me jogado para fazer o último teste sobre saber voar. Já estando no topo do penhasco, olhei para o horizonte senti estar no terraço da agência. Uma dor invadiu meu peito, sentia falta deles. Será que isso atrapalharia meu voo? Fiquei em dúvida se conseguiria ou não voar. Abri meus braços e deixei-me cair. Na queda, tentava achar um jeito de transformar aquela tristeza em alegria, então, em minha mente, afastei o pensamento de estar na agência, como se nunca tivesse ido lá, e apenas direcionei meu foco a água. Então eu mergulhei. A superfície foi se aquietando, porém, de repente sai do riacho e segui em direção ao por do sol, com um largo sorriso no rosto. Meu coração estava em paz, mesmo que por apenas poucos instantes até ir para casa. Estava aproveitando aquela tranquilidade, nos poucos instantes que tinha, voando sem parar. Sendo livre de todos os pensamentos ruins.

 

Quatro semanas se passaram e agora acabo de chegar ao apartamento. Há uns minutos atrás estava salvando vítimas. Já era onze e meia da noite. Depois de tomar um banho, fui à geladeira pegar uma barra de cereal. Aquela seria minha janta, não por não ter nada mais para comer, mas sim porque precisava manter meu peso de quando vim para cá. Tudo aos poucos foi se resolvendo aqui. Passo pela frente da casa de Eduarda todos os dias e não sinto tanta dor como antes. Começo a me lembrar de todos os momentos que passamos juntas e trago junta a memória a alegria de tê-la conhecido. Do mesmo modo faço com meus pais quando me lembro deles. Claro que há momento em que choro implorando para que eles voltem, mas eles não estão mais frequentes.

Abri a porta do guarda-roupa. Há só mais alguém que, de jeito nenhum, eu consigo esquecer. Bucky Barnes. Pego uma de suas blusas e a coloco para sentir seu cheiro, sentir que está comigo.

Tudo está seguindo bem. Já adiantei o que faltava na minha faculdade e agora não preciso mais de aulas extras. A casa dos meus pais ficará pronta daqui a um mês. Com isso, pensei muito sobre ficar aqui. Estava me acostumando e também ajudava a salvar vítimas, o que realmente desejo fazer para o resto da minha vida, não importando aonde for. Mas como os avisaria?

-Queria saber como você está. –disse ao teto, deitada na cama, imaginando que Bucky pudesse ouvir. –Tenho tido pesadelos. Por um lado, eles até são bons porque me acordam cedo para a universidade, mas a realidade é que eles me deixam mais cansada. Como se não tivesse dormido. Sinto sua falta, de encostar minha cabeça em seu peito e ouvir seu coração, de me sentir segura com seu abraço, do arrepio que sentia quando seu braço de metal encostava-se a minha pele, era gelado. Eu gostava. Sempre gostei dele. Será que você ainda sente o mesmo por mim como antes? Por favor, não me esqueça, pois eu nunca me esquecerei de você.

Então virei minha cabeça para o lado e dormi.


Notas Finais


Ela está conseguindo superar as perdas, pelo que lemos... Mas será que ela não está se acostumando demais mesmo??
Logo saberemos nos próximos capítulos, o que acontecerá heheh Beijão pessoal!!! <3


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