História Amor e Música - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.033
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Os dois dias seguintes ocorreram dentro do planejado. Sem nada que tirasse Molly do sério. Ela nem sequer encontrou com o tal garoto moreno nas aulas, o que fez com que ela não tivesse nenhum competidor a sua altura para responder corretamente as perguntas feitas. Parece que Molly estava cheia de ânimo e energia para fazer qualquer coisa que fosse proposta. Ela, por falta de tempo e excesso de trabalho de casa, não se encontrou mais com Greg as escondidas, mas isso não o impediu de provoca-la com sussurros ao pé do ouvido e até com beijos discretos no pescoço, que a levavam a loucura durante as aulas.

Anna também estava tendo uma ótima semana de aula, aliás, estava super animada com todos os trabalhos e com todas as maquetes que precisaria fazer. Rose já havia respondido as mensagens e elas estavam conversando normalmente. Mas ainda na segunda a noite ela havia recebido uma mensagem esquisita de uma de suas amigas de Carmel, falando que Dan, o ex namorado de Molly, fora transferido de universidade. Ela achou tudo aquilo muito estranho, mas achou praticamente impossível que ele fosse para a mesma faculdade de sua ex namorada.

Tudo estava correndo muito bem. As meninas estavam se divertindo mais do que nunca. An até instalou um frigobar no quarto para que elas estocassem sorvetes, refrigerantes, comidas e cervejas e, com isso, a festa particular de duas jovens adultas na faculdade estava feita.

Mas foi na quinta-feira de manhã que Ann percebeu que a paz presente na bolha em que as meninas estiveram vivendo felizes por três dias seria perturbada.

POV Ann

Molls já havia saído para a aula quando recebi de Rose a pior mensagem que poderia receber.

Rose: Vc já soube do Dan?

An: Não. O que aquele idiota fez dessa vez?

Rose: Ele foi transferido de faculdade. Dizem por aí que ele foi expulso. Hahahah

An: EXPULSO???? HAHAHAHAHAHA BEM FEITO! Te amo ainda mais por vc me contar isso! Mas me diz, ele foi pra qual faculdade?

Rose: Achei que você já soubesse! Ele está aí em San Francisco.

An: O QUE? Veio pra cá por que?

Rose: O irmão dele disse que acha que foi por causa da Molls. Ela já encontrou com ele? Como ela está?

An: Até agora está ótima. Sendo perseguida por um loiro. Mas quando ela descobrir que o escroto do Daniel veio pra cá, eu juro que vc vai escutar os gritos dela daí. Ahahahah Vou pra aula, Ro. Se cuida.

 

Coitada da Molly! Justo agora que ela estava se animando vai ter que lidar com aquele desgraçado do Daniel. Será que eu devo falar pra ela que ele está aqui? Meu Deus! O que eu faço? Agora ela deve estar em aula, mas no almoço eu falo com ela.

 

Levantei da cama e me troquei para ir para a aula. Coloquei uma camisa preta regata, com os dois últimos botões desabotoados, uma saia justa até um pouco acima do joelho e um sapato preto com o salto baixo.

 

O primeiro período foi tranquilo e no almoço fiz questão de rodar o refeitório três vezes procurando Molly, mas nada dela estar por lá. Olhei pelo resto da sala de convivência, biblioteca, gramado e nada. Nada de Molly. Com certeza o professor segurou-a por mais tempo na sala ou ela deu uma fugidinha com Greg. Qualquer uma das possibilidades me faziam ficar mais calma. Dan não seria nem louco de invadir uma aula ou de se meter com Molly quando um cara muito maior que ele estava com ela. Então eu fui comendo um lanche natural, já que não dava mais tempo de almoçar (o campus era realmente enorme) e voltei para a minha sala.

 

Quando minha aula acabou, me dirigi direto para o quarto, na esperança de encontrar Molly lendo ou dormindo ou fazendo qualquer coisa feliz. Mas o que eu encontrei foi um quarto vazio. Droga Molly! O que custa vir mais cedo pra cá?

 

Dez minutos depois que eu cheguei e me troquei, colocando uma camiseta grande, que chegava até a parte de cima da minha coxa (e que eu usava como pijama) passa pela porta do quarto uma Molly mais pálida que o normal usando um shorts jeans curto e uma blusinha branca que ela amava e que fora manchada, aparentemente com suco de uva.

 

- An, ele ta aqui. – Ela falou sem nem piscar os olhos. – Ele veio pra cá.

- Eu sei, Molls... Rose me contou hoje cedo, eu tentei te encontrar no almoço, mas não te achei em lugar nenhum. Onde você estava?

- No banheiro. – Ela entrou no quarto ofegando e tirando a blusa manchada. – Ele estava me esperando no corredor da minha sala no horário do almoço. Quando eu saí eu o vi, mas acho que ele não me reconheceu então eu corri pra me esconder no único lugar que eu não precisaria passar por ele no caminho. Eu estava lá até agora. Uma das meninas da minha turma que me encontrou lá me levou um suco de uva agora pouco e disse que ele não estava mais no corredor, então eu vim pra cá correndo e no caminho derrubei todo o suco na minha blusa.  E agora a minha blusa preferida está manchada por causa daquele completo idiota.

Eu nunca tinha visto a minha amiga tão assustada em minha vida.

- An, você sabe que não vai poder fugir dele por muito tempo, não sabe? – Eu peguei o pijama dela de dentro do armário e joguei em cima da sua cama. – Se troca. E a sua blusa não manchou por culpa do Dan, manchou por que você não teve culhão para enfrentar o seu próprio ex namorado.

- Caramba, Ann! Eu achei que você seria a única a ficar do meu lado. – Ela me olhou pasma. – Nós duas sabemos que o Daniel é louco e que ele faz tudo pra conseguir o que quer. E eu estava sozinha. Você não entende isso?

- Claro que sim. Mas você não vai fugir dele pra sempre. E eu não vou estar todos os momentos com você pra te defender... E, conhecendo ele do jeito que eu conheço, tenho certeza que ele esperaria você ficar sozinha para ir até você. Não ia adiantar nada ter alguém por perto.

O celular dela tocou.

- Quem é? – Eu a olhei.

- O psicopata mandou mensagem. – Ela ficou mais branca do que já estava. – “Molly, minha princesa” Fala sério, que idiota. “Amei o seu novo corte de cabelo.” Aham, tá bom. “Espero que esteja pronta para me encontrar amanhã a noite perto da fonte do gramado. Te espero as oito em ponto.”

- Molly... respira. Você não precisa ir se não quiser.

- ANNA, VOCÊ TÁ MALUCA? É OBVIO QUE EU NÃO VOU! É MAIS QUE ÓBVIO! – Ela se levantou da cama enfurecida e começou a se trocar. – Se aquele idiota vai me esperar no gramado, eu vou aproveitar para pegar um material pra estudar na biblioteca. É até melhor, por que lá, se o Daniel chegar a uma distância de menos de dois metros de mim eu grito e todo mundo vai me socorrer.

- Ta bom, ta bom! Faz o que você quiser, mas não surta!

- Desculpa An... Eu não queria ter gritado com você... Mas é que isso tudo é uma grande merda! Eu me livro dele e vou pra bem longe e quando está tudo dando certo, eu estou investindo na minha carreira, ficando com um cara SUPER gato, indo atrás dos meus sonhos e me redescobrindo esse babaca resolve voltar na minha vida pra me infernizar... Isso me tira do sério.

Eu só a olhei.

- Sabe? Eu cansei de ter sido vista como a namorada do capitão do time. Eu cansei de fazer dietas mirabolantes por que eu tinha que estar com o corpo perfeito pra ele, eu cansei de abandonar meus amigos e minha família para sair com os amigos escrotos dele, eu cansei de deixar de ir em concertos e em shows que eram importantes pra mim só pra ficar na casa dele ouvindo ele falar como as ex dele sabiam cozinhar, tricotar e tudo mais o que ele queria que eu fizesse, eu cansei de ignorar tudo o que eu sempre quis na vida por que ELE achava que não valia a pena. – Agora ela estava chorando.

- Molls, calma aí...

- Anna, me deixa terminar! – Ela andava de um lado para o outro no quarto. – Sabe quantas vezes eu deixei de ver meu pai, que vive viajando o mundo, porque ELE tinha arrumado outro compromisso pra nós? Sabe quantas vezes eu ouvi que eu não era boa o suficiente pra tocar nem em uma bandinha mal sucedida?

- Ele disse isso?

- Disse! E disse também que odiava quando eu lavava o meu cabelo e não secava, disse que não transaria mais comigo se eu não fosse igual a todas as ex que ele teve, disse que você era uma péssima influência pra mim, disse que se eu terminasse com ele ele iria transar com todas as minhas amigas...

- Molly! Você nunca me contou nada disso... – Eu corri pra pegar um copo de água pra ela, que bebeu tudo em um gole só e se sentou na minha cama.

- Não contei, An. Não contei para encobrir tudo o que ele fazia, por que eu tinha medo de você brigar comigo por estar namorando alguém como ele. Me desculpa. Por favor. Mas é que ele usava as palavras de um jeito que me faziam acreditar que a minha vida só tinha sentido quando ele estava comigo, que tudo o que ele fazia era pro meu bem, que eu só poderia ser feliz com ele. – Ela tinha voltado a chorar e eu a abracei. – Nos nossos últimos meses eu já não estava mais comendo, eu sempre vomitava e ele já tinha percebido que eu estava fria e cansada de tudo, sabe? Como se ele tivesse se tocado de que eu tinha entendido todo o jogo que ele fazia. Então ele começou a me stalkear de todas as formas possíveis. Lembra aquele dia em que fomos naquela festa do pijama na casa da Rose, que eu fui milhões de vezes no banheiro e disse que estava ruim do estômago? – Eu assenti. – Eu menti. Eu ia lá pra atender escondido todas as ligações dele, por que ele disse que se eu não atendesse, ele não ia permitir que eu saísse de novo sem ele.

- Ei... Eu jamais brigaria com você por isso. – Eu a abracei e ela chorou mais ainda. – Molls, eu sabia que ele era escroto, mas jamais imaginei que fosse nesse nível... Agora eu entendo o por que de tudo o que você fez. – Eu a soltei e sorri, mostrando que não a estava julgando. – Amiga... pensa por outro lado... Agora você não precisa mais se privar da sua própria vida, você está livre, desimpedida e eu tenho certeza que você vai encontrar um cara legal. Me desculpa por não ter percebido antes que o seu relacionamento era tão conturbado... Meu Deus Molly, você de fato virou quase uma líder de torcida! Ainda bem que não chegou no nível de trair o Daniel com todos os outros jogadores do time.

Ela riu limpando as lágrimas.

- Mas pensando bem. – Eu sorri. – O Dan merecia que você tivesse feito isso. A essas horas você seria tipo uma heroína!

- Cala a boca Ann... Eu jamais faria isso... Já ele...

- O que? Ele te traiu? – Eu levantei puta da vida, pronta pra ir atrás daquele desgraçado e dar um soco bem no meio de suas pernas.

- Não! Não que eu saiba. Mas a cada dia que passa, eu tenho a impressão de saber menos coisas sobre ele.

- Molly, tira isso da cabeça, ta? – Eu beijei a bochecha dela. – Você precisa descansar. Tenta dormir e amanhã você resolve tudo o que precisar com ele.

Ela se levantou e foi pra sua cama, se cobrindo até a cabeça com o edredom, mas eu tive a impressão de ouvi-la soluçar por um bom tempo. Não poderia nem imaginar o que aconteceria no dia seguinte. 


Notas Finais


Teeeeeeeeeenso!!!

Comentem!

Beijinhos!


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