História Amor em Celulas e Vertebras - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Molly Weasley, Neville Longbottom, Ronald Weasley
Tags Romione
Visualizações 35
Palavras 2.172
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, meus lindões e lindonas que leem essa fic maluca que brotou em uma cabeça mais maluca ainda, tudo bem com vocês?
Comigo vai bem médio, já que minhas aulas começaram quarta-feira e estou pedindo a Deus que chegue logo dezembro:D

Capítulo passado finalmente vocês descobriram o que a Hermione tem - o que me rendeu algumas ameças de morte - e agora é hora de entender o por que disso, certo? Aproveitem e nos vemos lá em baixo.

Capítulo 12 - Recaída


Rony parou. 

Estático e de olhos arregalados, o ruivo pode escutar de novo a barulheira que a freada do carro de onde estava naquela madrugada gritar em seus ouvidos e quase estourar seus tímpanos. Mesmo depois de dois anos, frequentemente, sendo qualquer sinal de anormalidade de seu subconsciente ou a sua vontade de querer lembrar com nitidez daquele trágico acidente, sentia a pontada paralisante em suas costas - talvez onde fora atingido. 

Mas ali, com a voz de Hermione repetindo em sua cabeça que ela tinha Leucemia, o medo e descrença se misturaram e o deixaram parado. Era uma mentira... ou uma brincadeira, mas brincar com aquilo era covardia, principalmente para a morena que odiava aquele ato. Balançou a cabeça freneticamente.

- Rony... 

- É mentira - murmurou, virando-se e constatando que o que falara era contraditório para a imagem que Hermione passava: olhos vermelhos com as lágrimas presas e pele amarelada. - Só está dizendo isso porque não confia em mim. 

Estava impressionado com a sua voz; o som dela parecia estranhamente calma. 

O rosto da garota mudou instantaneamente, virando uma carranca de raiva. 

- Acha que eu diria isso da boca para fora sem qualquer entendimento? - falou. - Que outro motivo seria pior do que eu ter Leucemia? 

- Você não tem Leucemia - o ruivo negou. 

- Deus sabe o quanto eu queria que fosse verdade - Hermione colocou as mãos no rosto e bagunçou os cabelos nervosamente. - Mas eu simplesmente cansei de continuar mentindo para você. 

- Você não tem Leucemia! - repetiu Rony, agora levemente vermelho. - Você é forte, saudável e só tem dezessete anos! 

- É o que todos dizem também, ok, e não é como se eu não soubesse! - Hermione gritou. - Não preciso de mais uma pessoa lamentando a minha vida e dizendo o quanto eu conquistaria se não tivesse essa droga! 

- Então por que mentiu? - Rony exclamou, dando-se conta da gravidade do momento. - Quer dizer... não é como se você não tivesse muitas chances de cura, certo? Leucemia é tratável e você vai se recuperar... 

- A porcentagem de cura cai quando se tem uma recaída - a morena falou devagar. - Rony, não é a primeira vez que tenho isso. 

Um ar tenso surgiu entre os dois e ficaram se olhando por um tempo. Recaída? O que aquilo significava? Para Rony, os tipos de câncer era todos iguais e não estava entendendo. Olhar para Hermione e saber que ela era doente - mesmo com suas tentativas vans de pensar em alguma coisa que mudasse aquela questão -, era difícil acreditar. Ela transmitia coragem e sempre estava disposta a ajudar os outros. 

- E quando foi a primeira vez? 

Depois de entender o que o ruivo perguntara, a garota começou a caminhar para fora da escola e Rony a acompanhou. A morena sentou no tão conhecido banco de madeira - as conversas que tinham sobre aquele lugar sempre acabavam em risos por parte dos dois e combinaram que ali seria um segredo só deles. Ela respirava fundo e Rony viu, por baixo da máscara de uma garota quase mulher, havia uma menina com medo do futuro incerto. 

- Tudo bem, vamos lá - ela falou por fim, tentando transmitir coragem para si mesma e ainda fitando o enorme jardim da escola a frente. - Na primeira vez, fazia um mês que eu tinha completado dez anos e mais ou menos seis meses que alguns mal estares surgiram. Mamãe e papai começaram a achar estranho depois de um tempo e me enchiam de perguntas, pensando que a mudança do meu comportamento fosse algum problema na escola. Eu dizia o tempo todo que era normal, que eu estava crescendo ou eram os hormônios que deviam está trabalhando feito loucos dentro de mim - ela parou um segundo para dar uma risada. - Mas o cansaço ficou pior. Os sangramentos. Cheguei ao ponto de andar na minha própria casa e trombar do nada nos móveis e meus pais não me deixavam sozinha por mais de meia hora. 

- Foi quando descobriram? - Rony conseguiu fazer sua voz arranhar pela garganta até sair em um sussurro. 

Hermione assentiu. 

- Como dessa vez, fizeram um exame de sangue em mim. O resultado das minhas células brancas deram anormais e os médicos pediram um hemograma - a garota engoliu em seco e para ajudá-la, o ruivo estendeu o braço e alcançou a mão da amiga. Hermione olhou nos olhos de Rony. - Se chama Leucemia Linfoide Aguda e é resultante quando os leucócitos produzem um número muito grande de células, só que imaturas e malignas. 

Malignas. Os outros termos médicos não fizeram muito caso para Rony, mas ao escutar aquela palavra sentiu os pelos de seu corpo se arrepiarem. Era muito, muito ruim. 

- E durou quanto tempo? 

- Cinco anos - ela suspirou. - Cinco longos e intermináveis anos de tratamento. 

- E todo esse tempo de tratamento não serviu para nada? - ele franziu a testa, levemente aborrecido. 

- Serviu - Hermione respondeu. - Por dois anos. 

O silêncio surgiu de novo entre eles. 

O sino para retornarem as salas soou pela escola estridente como sempre, mas os dois jovens amigos não mexeram nem um músculo. Do banco onde estavam, podiam escutar também a correria dos alunos, armários batendo e o zumbido dos ventiladores de teto. 

- Vamos voltar - murmurou Rony avaliando a expressão de Hermione. Não conseguiu chegar a uma boa conclusão que o deixasse confortável.

Ela apenas assentiu e o movimento fez o sangramento estancado retornar. 

- Aqui - Rony a estendeu um lenço ao irem para as últimas aulas do dia. Observando ela secar o sangue do nariz, o ruivo sinalizou para a gola da camisa dela agora manchada com sangue seco e que ficara com uma cor estranha. Hermione subiu o zíper de seu casaco e juntos sentaram no balcão do fundo. 

Mal eles se posicionaram em seus lugares, os olhares acusadores de Nevile e Luna caíram neles, como se esperassem uma resposta rápida e urgente, mesmo estando em aula. Hermione crispou os lábios de irritação e teve vontade de atirar neles o lenço encharcado de sangue que tinha na mão, como se aquilo fosse um: "Isso responde a pergunta?"

Se arrependeu imediatamente quando se tocou que eles não tinham culpa de nada; era só preocupação. 

Quando pensou que tinha se livrado deles ao vê-los se virarem para frente, em um átimo, Luna escorregou pelo balcão de mármore uma embalagem transparente de frutas para a amiga. E com um sorriso digno de Mônica, ela sussurrou: 

- Vem até com um garfinho de plástico! - e voltou sua atenção para a professora. 

Hermione arqueou as sobrancelhas para Rony e não conseguiram segurar o riso de descrença. Sobre o olhar do amigo, a morena pegou a embalagem e a cada momento de distração da professora, abocanhava um pedaço de fruta. 

Em um minuto, as duas últimas aulas tinham acabado e o grupo caminhava para a saída da escola. 

Luna e Gina tagarelavam sobre alguma coisa que as deixavam empolgadas e Harry e Rony jogavam insultos de um modo nada ofensivo um para o outro sobre os constantes pedidos de opiniões de Nevile; Hermione achou melhor ver aquilo como um jeito que cada um tentava retornar a antiga amizade. Mas ainda falta muito a se conversar entre os dois e faria o impossível que aquela conversa acontece. De preferência, o mais cedo que conseguisse. 

- Tenho uma sessão de quimioterapia hoje - Hermione sussurrou bem próxima a Rony. - Se estiver curioso ou não... 

- Vou se for comigo na fisioterapia - propôs. - Ah, vamos lá, por favor! Faz semanas que te chamo e se eu continuar indo sem você a Padma vai tirar minha cabeça fora. 

Hermione soltou uma risada. Padma faria isso mesmo. 

- Eu queria ir mesmo - lamentou. - Mas estou cansada e pretendo descansar um pouco antes da químio.

- Tudo bem, eu entendo. 

- Vamos, Ronald! - a voz de Molly surgiu entre eles. Os dois olharam para o lado e viram o rosto gorducho da Sra. Wesley sorrir para eles. 

- Te vejo as seis - Hermione murmurou e seguiu Luna e Nevile para dentro do ônibus. 

***

- Para a casa da Hermione agora - Rony falou para a mãe. 

Molly parou no ato de trancar as portas do carro e olhou para o filho. Era fim de tarde e o ruivo acabara mais uma sessão de fisioterapia; infelizmente, ainda sem nenhum progresso. O sol laranja começava a se esconder atrás das montanhas a frente de onde tinham estacionado, deixando as ruas um pouco escuras. 

- Para a casa da Hermione? - ela peguntou. - Por quê? 

- Por que? - Rony repetiu, buscando uma resposta que a convencesse. - Ora, por que. Porque ela é minha amiga e quero visitá-la! Não posso? 

- Vai com calma, nervosinho - Molly o repreendeu e entrou no trânsito. Chegaram a casa dos Granger e notaram outro carro parado em frente. Rony olhou para a janela que ficava na sala e viu a mesma mulher que vira semanas atrás. 

- Droga - praguejou e pediu para a mãe lhe ajudar a sair do carro. 

- Você já pode ir mãe - Rony falou quando chegara na calçada. - Vou falar uma coisa para Hermione e ligo para vir me buscar. 

E deixando a mãe perplexa e sem fala, o ruivo se dirigiu para a entrada da casa. Se inclinou na cadeira e tocou a campainha com dificuldade, vendo um homem de cabelos castanhos abrir a porta com um sorriso. 

- Você deve ser o Rony - a voz dele era grossa e o garoto aceitou a mão estendida. - Wendel Granger. 

- Rony Weasley, senhor, é um prazer conhecê-lo. 

O Sr. Granger o ajudou a passar pelo pequeno degrau da porta e se dirigir para a sala da casa. O ambiente era aconchegante e cheirava estranhamente a batatas cozidas. Sentada com as pernas cruzadas no sofá, ele viu Hermione. Sorriu imediatamente e recebeu de volta o mais lindo e radiante sorriso da morena. 

- Você veio mesmo! 

- Disse que viria. 

Sentada ao lado dela, uma mulher de jaleco branco puxou o braço de Hermione e ergueu a manga cumprida de sua blusa. Rony arfou. O antebraço da amiga tinha várias picadas e manchas roxas que marcavam a pele alva da garota. A médica - ele supôs -, passou um pedaço de algodão que tinha um forte cheiro de álcool no antebraço dela. 

- Não é tão ruim quanto parece ser - Hermione falou ao notar o olhar de choque de Rony. - Pode ir embora quando quiser. Não precisa ver isso. 

Rony negou com a cabeça e avançou com sua cadeira. 

A mulher que observava o braço de Hermione tinha as sobrancelhas juntas e repetia o ato de passar o algodão com álcool. 

- Essa está difícil, Hermione. Não consigo ver sua veia. 

Permaneceram em silêncio e de repente a mulher sorriu. Com o polegar parado em cima de uma suposta veia - Rony não conseguia ver nada além das manchas roxas -, ela puxou uma espécie de seringa de sua maleta e injetou no local, fazendo sua paciente morder o lábio por conta da pressão da agulha. 

A mulher colocou uma fina fita para deixar o objeto parado no braço e retirou uma bolsa de soro da bolsa. Mas não era soro. Dentro, continha um estranho líquido cor de rosa e o colocou em um suporte perto do sofá. Os pais de Hermione e a médica saíram da sala e o ruivo não conseguia desviar seus olhos do líquido que pingava e passava por um longo tubo até a seringa no braço da morena. 

- E é isso - ela murmurou, batendo a mão livre no sofá. 

O garoto assentiu e travou as rodas de sua cadeira, erguendo o tronco e sentando ao lado da amiga. Mesmos depois de anos passando por aquela situação, Hermione ainda não se acostumara e vendo o desconforto dela, o ruivo jogou o braço para cima de seus ombros e a trouxe calmamente para mais perto, tendo cuidado com o braço imobilizado. 

Atraído pelo cheiro dos cabelos dela, sentiu alguns pingos de alguma coisa estranha lhe molharem a blusa. 

- Ei, não precisa chorar. 

Hermione fungou. 

- Não sou eu. É esse remédio que me deixa maluca e me faz chorar. 

Rony sorriu e subiu sua mão para fazer um carinho na cabeça dela. Pensou em algo que a fizesse se distrair. 

- Quem é ela? - apontou para a mesa da cozinha onde os adultos estavam. 

- É a Dra. Maria - ela respondeu. - Minha oncologista desde sempre. 

Nada mais foi dito. Sentindo apenas o baixo bater do coração da amiga, Rony ficou a olhar o líquido da quimioterapia ir acabando a medida que entrava para dentro do corpo de Hermione, pedindo a Deus que aquilo a curasse, notou que ela já dormia. 


Notas Finais


Satisfeitos? Essa veio mais rápido.
Pra quem acompanha minhas outras fics eu vou atualizá-las, não se preocupem:D
Malfeito Feito.


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