História Amor Fati - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Kira Yukimura, Lydia Martin, Malia Tate, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Scott McCall
Tags Lydia Martin, Romance, Stiles Stlinski, Stydia
Visualizações 15
Palavras 1.693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Fluffy, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Branco


“Sabe, você fica muito bem assim.” Isaac desperta com a voz de Stiles, sentindo uma fria cama de metal em suas costas. Olhando ao redor, ele percebe estar na clínica veterinária, com parte do grupo o encarando com expressões mistas. Ainda confuso com os acontecimentos anteriores, não pode deixar de reparar a dor de cabeça que o atinge imediatamente, ao fazer o mínimo esforço de se erguer da estrutura metálica. 

“De verde?” Ele arruma forças para perguntar, fazendo referência à nova blusa que usava. Ao olhar para baixo, percebe que esta se encontra completamente estraçalhada e coberta de sangue. Repara, também, que parte da blusa parece conter sangue fresco, o que, provavelmente, explicaria a dor extrema que sentia pelo seu corpo.

“Não. Inconsciente.” Stiles recebe uma cotovelada de Lydia, que, apesar de saber que seus esforços serão inúteis, tenta repreender o sarcasmo de seu namorado, uma vez que Isaac se encontra muito debilitado para ser bombardeado com ironias.

“O que aconteceu?” Isaac ignora o garoto energético, olhando para o alfa. “A última coisa que me lembro é entrar na sala com os arquivos.” Scott e Stiles trocam um olhar, se virando então para o lobisomem ainda ferido. Isaac não conseguia entender como os dois eram capaz de se comunicar de tal maneira, mas não foi preciso saber do que haviam conversado por olhares para entender do que se tratava. 

 

                                                  Ω

 

“Acha que ela vai ficar bem?” Liam pergunta para Mason, buscando consolo em seu melhor amigo. Ele não sabia o que pensar, enquanto observava a menina desacordada na cama hospitalar. 

 “Quer dizer, do ponto de vista lógico, era para ela já ter morrido, então se ela sobreviveu até agora-“ Ele para ao se deparar com a cara de desespero de Liam. “Claro que vai” Ele mente, botando uma das mãos sobre o ombro de seu amigo e lhe dando um aperto. “Caroline é uma menina forte. Agora-“ Ele direciona o menino para a saída. “Vamos falar com Hayden porque ela já acordou.” 

“Mas e se Caroline acordar?” Liam pergunta, se sentindo parcialmente culpado por ela estar daquele jeito. 

Sabendo que isso não aconteceria tão cedo, Mason continua a empurrar seu amigo para fora do quarto hospitalar, compreendendo que aquele ambiente apenas o causaria ansiedade, e para alguém com problemas de controle de raiva, ficar remoendo seus sentimentos poderia dar muito errado. 

Durante o trajeto até o quarto em que Hayden estava, eles se encontram com Melissa, que havia sido encarregada de tomar conta de Caroline.

“Melissa!” Liam se agarra instantaneamente na enfermeira. “Se ela acordar ou alguma coisa acontecer promete que-“

“Eu vou te avisar?” Ela completa, já tendo ouvido essa frase mais de dez vezes nas ultimas horas. “Sim, querido, prometo. Agora suma da minha vista antes que eu te interne junto com os outros.” 

 

                                                    Ω

 

“O que foi, Lyds?” Stiles se dirige à sua namorada, que estava sentada em sua cama com uma expressão abatida. Sempre que a olhava assim, tão naturalmente em sua companhia, era incapaz de conter a onda de felicidade que parecia o dominar.

“Por que isso está acontecendo comigo?” Ela o encara com seus olhos verdes. “E nem tente de fazer de desentendido Stiles. Eu sei que você também percebeu.” 

“Perceber o que?” Ele tenta fazer exatamente o que ela disse para não fazer, e recebe apenas um olhar cético em retorno. Desistindo, caminha até a cama, se sentando ao lado da ruiva. De frente para ela, usa ambas as mãos para segurar sua face, encostando suas testas. “Não é sua culpa, amor. Controlar seus poderes é difícil, você não tem que carregar o peso da vida de todos em suas costas.” Ele a beija nos lábios docemente, tentando fazer com que ela o entenda com ele: uma menina determinada a fazer tudo que é capaz para proteger quem ama.

“Mas salvar vidas é minha função, minha responsabilidade. E ultimamente eu tenho sido completamente inútil, incapaz de prever as mortes que têm ocorrido.” 

“Não é uma função, e sim um dom. Não pode se culpar por ele não funciona direito. Você tem noção de quantas vidas já salvou? E eu não digo apenas como Banshee.” Stiles acaricia o rosto da menina, a olhando com uma paixão que nunca poderia ser descrita com palavras. “Digo como a gênia que você é, resolvendo os problemas antes mesmo que eles apareçam. Você não é apenas seus poderes, é muito mais que isso. Se não fosse por você e esse seu cérebro incrível, nenhum de nós estaria aqui hoje. Então nunca acredite que você é inútil. Afinal, sem você, acho que já estaria maluco. O que eu sinto é o que me faz lidar com todo esse mundo sobrenatural que nos cerca.” 

Dessa vez, Lydia é quem une os dois em um beijo apaixonado. As  vezes ela se questiona como viveu tanto tempo sem notar o que ele sentia, e sem perceber que o correspondia em mesma intensidade. Toda vez que ela perdia a fé em si, ele estava ali para lhe lembrar do que ela era capaz. 

Sem hesitar, ela entrelaça seus braços ao redor do pescoço de Stiles, puxando seus cabelos morenos com uma mão, enquanto, com a outra, percorrer seus dedos levemente em sua nuca, traçando desenhos imaginários. Beijar Stiles era uma de suas coisas favoritas, enquanto imaginava a constelação de pequenos sinais salpicados em seu rosto.

Ele, por sua vez, puxa Lydia para seu colo, percorrendo suas mãos pelas  suas coxas e cintura, enquanto as aperta fervorosamente. Com o clima mais intenso, ele abandona os lábios dela para depositar beijos e mordidas leves por todo seu pescoço e clavícula, fazendo-a arfar em prazer. 

Usando sua força, ele os vira, a jogando sobre a cama e usando seus braços para se sustentar acima dela. Ela então puxa levemente o rosto dele em direção ao seu, o beijando novamente enquanto entrelaça suas pernas em sua cintura. Cada parte de seu corpo que Stiles tocava parecia pegar fogo, o toque firme incendiando cada perímetro de sua pele alucinadamente. 

Lydia desce suas mãos pelo abdome de seu namorado, embolando sua camisa cinza e a puxando para cima, secando o corpo levemente definido de Stiles com os olhos. “Gosta do que vê?” Ele pergunta com uma nova confiança. O jeito com o qual Lydia o olhava era mil vezes mais intenso do que nas cenas que havia imaginado, e tinha dificuldade em acreditar que aquilo estava realmente acontecendo.

Revirando os olhos, ela usa a surpresa para os mudar de posição, passando a ficar em cima de Stiles. Em um movimento decidido, ela tira a própria blusa, deixando exposto seu sutiã de renda preto. Confiante, ela olha as pupilas de Stiles se dilatarem, completamente hipnotizado por sua beleza. “Gosta do que vê?” Ela implica, com um sorriso em seu rosto.

 

                                                      Ω

 

“Eu realmente não sei o que aconteceu.” Hayden tenta sentar na cama hospitalar, mas a dor intensa causada pelas múltiplas feridas em seu corpo a impediam. “Não consigo lembrar de nada. É como uma palavra na ponta da minha língua, quanto eu mais me esforço, mais longe eu pareço estar de a alcançar.”

Liam troca um olhar preocupado com Mason, se virando em seguida para a menina à sua frente. Era impossível não lembrar imediatamente do horror que lhe subiu à espinha quando viu Scott carregando Hayden inconsciente e ensanguentada em seus braços. Ela parecia não respirar, e o medo que lhe dominou naquele momento foi maior do que qualquer coisa que já havia sentido. Conhecia Hayden há mais tempo do que conseguia se lembrar, e, independente do fato de terem terminado, ainda a amava como uma amiga. Afinal, era uma enorme parte da vida dele, e uma das poucas constantes, apesar dos altos e baixos. 

“Tem certeza?” Liam pergunta, se sentando de um lado da cama, enquanto Mason senta do outro. “Qualquer detalhe pode ser importante.”

“A ultima coisa que eu lembro é estar olhando aqueles malditos arquivos e o cheiro absurdo de morte.” Ela faz uma expressão de nojo.

“Cheiro de morte?” Mason questiona, tendo um pequeno sobressalto.

“Sim. Isaac não contou? Era repugnante. Eu insisti que era alguma coisa, algo que nunca havíamos visto antes, mas ele não quis acreditar.”

“Como assim?”

“Não sei, Isaac pode ser idiota o suficiente, as vezes, para não acreditar no que eu digo.”

“Eu quis dizer como assim para o cheiro de morte, Hayden.”

“Ah... Era como se ele viesse de todos os lados. Não como se fosse um corpo morto, mas a morte em si...”

“E depois disso?” A mente de Mason trabalhava em uma velocidade absurda, tentando reunir qualquer tipo de informação que fosse capaz para desvendar o mistério.

“Raiva. Muita raiva.”

A porta do quarto é aberta rapidamente, e Melissa entra com uma expressão preocupada. Liam levanta assim que ela passa pelo arco de madeira, tendo um pressentimento ruim sobre o que ela iria falar. “É Caroline.”

Liam olha para Hayden e Mason, que assentem com a cabeça, ao mesmo tempo em que Liam sai rapidamente pela porta. Confusa, a lobisomem olha para Mason.

“O que aconteceu com Caroline?” Ela se preocupa com a menina a qual havia ficado próxima recentemente. 

“Não sabemos ao certo, mas acreditamos que, a mesma coisa que tenha atacado Isaac e você, tenha atacado ela.”

 

                                                 Ω

 

O barulho dos passos de Liam ecoava pelo corredor, mas ele era capaz de ouvir apenas os pensamentos que ecoavam em sua mente. Sem hesitar,  abre a porta do quarto de Caroline, entrando desesperadamente. Porém, quando a vê, fica confuso, ao perceber que a menina continua deitada pacificamente, do mesmo modo que estava alguns minutos antes. Com sua audição sobrenatural, conseguia ouvir o coração batendo ritmicamente por baixo de sua costela, indicando o funcionamento normal dos órgãos, assim como os barulhos regulares das máquinas. 

Melissa entra logo em seguida, caminhando em direção à menina.

“O que há de errado?” Liam anda até ficar lado a lado com a enfermeira, os dois na lateral da cama de Carolina, na altura de sua cabeça. 

“Isso.” Melissa levanta uma das mechas do cabelo escuro na menina, observando perplexa a madeixa, lentamente, tomar uma colação branca, assim como o resto de seu cabelo.

 



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