História Amor Impossível - Capítulo 10


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Categorias Doctor Who
Personagens 10º Doctor
Tags Doctor Who, Janto, Torchwood
Visualizações 8
Palavras 1.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Renascimento II


Renascimento

II

 

Amy e Rory tropeçam, metafóricamente falando obviamente, num cadáver carente de qualquer líquido vital, elemento tão precioso para todos os seres vivos. A ruiva, agacha-se e move os longos cabelos loiros da falecida, vendo um ferimento extremamente peculiar.

 

― Vampiros! ― exclamou Amy aos saltinhos. ― Vampiros, Rory… Vampiros… Vampiros de verdade…

 

― A sério, Amy? Vampiros? Em Veneza? Quase parece o título de algum filme barato: “Vampiros em Veneza” ou “Os Vampiros de Veneza”! Algo do estilo…

 

A ruiva ignorou o sarcasmo do marido, tal era a sua emoção. A jovem vibrava com a simples possibilidade de comprovar por si mesma se existiam ou não, de fato, vampiros.

 

oOo

 

O Doctor caminhava pelas ruas, evitando os encontrões das pessoas atarefadas, rumando até ao Palazzo Ducale, residência de Nicolò da Ponte, Doge de Veneza. Ao chegar, apresentou-se como um enviado da Autoridade Papal. Foi tiro e queda, crentes católicos, os mais fáceis de contentar! Não são tão desconfiados…

 

O Doge perdera o seu filho Antonio, que falecera a escassa idade e a sua filha Paolina estava comprometida com um nobre estrangeiro, deixando-o sem herdeiros aparentes, motivo pelo qual nomeou o seu sobrinho, também Nicolò como seu único e legítimo herdeiro. E era este que o Doctor pretendia encontrar naquele palácio, a versão veneziana medieval de Ianto Jones.

 

O Décimo Primeiro Doutor logo pôde confirmar, com os seus próprios olhos, a semelhança entre Ianto e Nicolò, quando este último entrou no escritório do seu tio ancião. Dizer que eram parecidos, seria amenizar os fatos… Eram cópias, nem uma única diferença, tirando o comprimento do cabelo, que era ligeiramente mais comprido, mas nada por aí além.

 

oOo

 

Rory ainda se lamentava de não ter alcançado a convencer Amy a mudar de ideias. Agora ali estavam eles, a investigar um caso sobrenatural ou alienígena, fosse lá o que fosse, sem o Doctor e a desperdiçar a sua preciosa Lua de Mel, que tanto ansiavam. O argumento de Amy, fora que se lidassem com aquilo sem o Doctor, ainda poderia ser considerado uma Lua de Mel, pois ainda seriam apenas eles os dois, sem o Time Lord para os atrapalhar.

 

O homem suspirou ao ver a suposta irmã afastar-se com as estranhas, mas belíssimas mulheres da Academia Feminina, fundada por Rosanna Calvierri, onde tudo se parecia conectar. Afinal, todos os caminhos levam a Roma ou à fundação educacional, neste caso em particular.

 

oOo

 

Nicolò guiava o Doctor pelas ruas abarrotadas da bela cidade, orientando-o na sua “vistoria”, “ordenada” por Sua Eminência, o Papa Gregorio XIII. Conforme o diálogo fluía, o Time Lord constatou que o jovem veneziano não tinha ligação aparente a Ianto Jones. Não reconhecia os nomes Jack Harkness, Toshiko Sato ou sequer a palavra Torchwood, o que riscava a hipótese de ter viajado no tempo, pelo que não era o Ianto que conhecera no Hub. Ainda assim, a semelhança era avassaladora e de certo modo até mesmo perturbadora. Os gestos eram os mesmos, a forma como caminhava, como falava, como sorria…

 

Por um momento, o Time Lord tinha pensado que era pura e simples coincidência, mas Nicolò não era o primeiro doppelganger de Ianto Jones com o qual se cruzara. Sempre o mesmo rosto, com os mesmos tiques e voz, mas sem memória alguma da vida do Tea Boy. A razão pela qual estas versões se espalhavam pelo Universo e mais além, era ainda um mistério por solucionar e o Doctor estava mais do que disposto a investigar aquele evento único.

 

O Doctor foi arrancado dos seus pensamentos ao ver os seus companheiros correrem rua acima, empurrando quem se interpusesse entre eles e o seu objetivo. Mais atrás, o homem pôde finalmente vislumbrar o motivo da fuga repentina dos recém-casados. Um grupo de mulheres de afiados caninos, portando longos vestidos manchados de sangue, perseguia-os num furor homicida.

 

Esquecendo-se momentaneamente de que estava acompanhado, o Doctor empreendeu uma corrida a par do casal em direção ao canal.

 

― Então? Como está a “correr”… a Lua de Mel? ― perguntou o Doctor, cujos os brilhantes e volumosos cabelos eram vítimas das brincadeiras travessas do vento, recorrendo a um engenhoso trocadilho.

 

― Muito bem, Doctor! Fenomenal, na verdade! ― respondeu Rory com sarcasmo ― Aliás, acho que melhor é impossível!

 

― Vampiros, Doctor! Vampiros de verdade… Ah! ― gritou de alegria a ruiva ― Isto é demais…

 

― Amy querida, podes fazer a festa quando estivermos a salvo e com o sangue todo nos nossos corpos…

 

― Lamento estragar as tuas ilusões, Amy… Não são vampiros, são aliens…

 

― Aha! Eu sabia, os vampiros são aliens! ― exclamou Amy vitoriosa, olhando para o esposo.

 

― Não Amy! É uma ilusão, aquela não é verdadeira aparência delas…

 

O grupo parou ao ver que haviam ficado sem saída, vampiresas assassinas sedentas de sangue de um lado e água do outro.

 

― Poderíamos nadar!

 

― Má ideia, Rory! Na água estão os machos ou melhor dizendo os futuros maridos delas. ― O Doctor apontou para as mulheres de vestidos brancos manchados de carmesim.

 

― O que é que elas são exatamente?

 

― O meu melhor palpite… saturnyns!

 

― Baseado em quê? ― perguntou Amy virada de frente para o Doctor, sem querer dar o braço a torcer ― São vampiros, Doctor! Não entendo porque não queres admitir que existem. Estão mesmo à tua frente!

 

― Fiz o meu palpite baseado nela! ― Apontou para o espécime alienígena aquático, que desativara o seu filtro de perceção, atrás da ruiva. ― A Rainha Saturnynian! Se a minha teoria estiver correta, as fêmeas não sobreviveram à viagem e estiveste a converter mulheres humanas em Sisters Of The Water para que desposem os teus filhos, estou correto Sua Majestade? ― interrogou o Doctor, realizando uma vénia cerimonial, como gesto de respeito pelo título real da fêmea alienígena.

 

― Correto! Os meus filhos estão sozinhos há muito tempo, precisam de companhia…

 

― Mas nem todas as mulheres da cidade serão número suficiente para arranjar uma esposa para cada um deles, não é mesmo? Como tal, peço que pares. Essas raparigas já não possuem um lugar entre os humanos e serão bem-vindas entre os teus filhos, mas deixa as mulheres deste planeta em paz.

 

― Não! Os meus filhos terão as suas merecidas noivas, incluindo essa ruiva que fugiu da conversão.

 

― Em minha defesa, pelo que estou prestes a fazer… Eu tentei recorrer primeiramente à diplomacia!

 

O Doctor levantou o braço, revelando a chave de fendas sónica e confundiu o filtro de perceção da Rainha, prendendo-a na forma humana de Rosanna Calvierri.

 

― Que farás agora, Sua Santidade? Se ficares nessa forma por muito tempo, os teus filhos poderão pensar que és comida.

 

― Comida? ― exclamou Amy alarmada.

 

― Essa foi a razão pela qual disse que não era boa ideia atravessar o canal a nado. Os saturnyns são uma espécie aquática carnívora, para eles nós somos comida, assim como Sua Majestade. Já decidiu o que fazer?

 

― Não posso negar esposas aos meus filhos! Esperaram por muito tempo…

 

― Mas se morreres, levarás contigo todos os teus dez mil filhos ― O casal olhou estonteado. ― Ah! Tinha-me esquecido de mencionar esse pormenor? ― Os Pond assentiram lentamente com a cabeça, incapazes de pronunciar uma única palavra.

 

― Não temos para onde ir. O nosso planeta natal está perdido.

 

― Perdido? Como assim perdido? Gallifrey também está perdido, por muito tempo pensei que o meu mundo tinha sido destruído. Mas se está perdido e não destruído, podemos voltar a encontrar os nossos lares, juntos!

 

― Gallifrey dizes… És um Time Lord! É culpa da tua raça que nós, saturnyns e tantas outras raças ao longo do Universo tenhamos perdido os nossos mundos, porque deveria acreditar em ti? Se o nosso destino jaz nas tuas mãos, estamos melhor mortos! ― A Rainha saltou para o canal sendo consumida pelos seus próprios filhos, marcando a extinção de mais uma raça alienígena, da qual o Doctor sempre se culparia.

 

― Não! ― gritou o Doctor em agonia ― Porque fizeste isso? Porque não confiaste em mim? Desde quando as palavras “Time Lords” equivalem a uma sentença de morte? O que é que fizemos meus irmãos? ― O alien com fantástico cabelo caiu de joelhos, ponderando se as suas boas ações alguma vez contrastariam as horrendas decisões dos seus contemporâneos.


Notas Finais


Eu sei que Rosanna Calvierri não é uma rainha e sim a matriarca, mas acho que fica mais interessante assim.


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