História Amor Literário - Capítulo 8


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Categorias Originais
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Palavras 1.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, tudo bem com vocês meus repolhinhos? Kkkk
Espero que sim, vamos a outro capítulo.

Capítulo 8 - Capítulo 8


O espero na entrada do parque ansioso, não quero que o Christian nos veja juntos, e, ao mesmo tempo eu quero. Se ele nos ver, vai imaginar coisas e isso pode levar ele a ficar bravo, coisa que não quero. Porém, tem a chance de ele apenas se desiludir. Ainda assim, se ele não nos ver, pode acabar pensando algo, bom ou ruim, não tenho ideia. E tudo isso, só serve para ferrar com minha cabeça.

Por sorte, minha espera é curta e logo ele para com sua moto, apoiando um dos pés no chão e me estendendo um capacete preto parecido com o seu.

— Como foi o seu encontro? — Pergunta levantando a viseira, com um lindo meio sorriso, mostrando alguns dentes exageradamente brancos.

— Não foi um encontro. — Solto mais rápido do que queria. — Cala a boca e vamos logo.

Termino de prender o capacete embaixo do meu queixo e monto atrás dele, aperto suas pernas com as minhas e seguro com as mãos as laterais de sua jaqueta. Ele liga a moto e arranca devagar, ganhando velocidade aos poucos enquanto acelera. O tráfego está ruim e Gabriel corta pelo corredor, passando entre diversos carros parados. Por estarmos de moto, não ficamos no mesmo lugar por muito tempo e logo estamos chegando no shopping.

Depois de estacionar a moto, subimos algumas escadas rolantes e andamos um pouco, até chegar no cinema. Onde ele compra duas entradas para um filme da Warner Bros, a sessão será somente às 20:00 horas, o que nos dá quase duas horas livre.

— O filme vai demorar, o que quer fazer? — Ele pensa sobre minha pergunta, olhando para os lados e quando seu olhar volta ao meu, sou levado a pensar coisas, antes dele dar sua resposta.

— Estava pensando em comprar algumas roupas, se importa? E depois  podemos comer algo?

— Nem um pouco, parece ótimo — digo esperando ver seu corpo talhado.

Encaminhamos-nos para uma das maiores lojas, onde uma atendente se oferece para ajudar Gabriel com as roupas, toda atirada para cima dele, sendo dispensada logo em seguida pelo mesmo. Confesso que amei.

“Toma vadia! Ele prefere a mim.”

Sorrio com a cara de desgosto dela e com meu pensamento. Trato logo de ajudá-lo a escolher algumas (muitas) peças para ele experimentar. Camisas, calças e algumas camisetas que gosto. Ele também pegou algumas e me entregou, pedindo com o olhar para que eu vestisse. Em seguida vamos para os provadores. A cada roupa, ambos saimos para nos ver no espelho gigante que cobre toda a parede da frente dos provadores, e para mim, é impossível não desejar esse homem a cada vez que o vejo. E inevitavelmente fico duro ao ver ele com uma roupa social, camisa azul bem colada aos seus músculos dos braços e do peito e uma calça apertada em suas nádegas e coxas grossas, decidindo na hora que ele vai comprar essa bendita roupa e que se não comprar, eu compro. Eu aprovo a maioria das roupas que ele veste, até porque, sendo ele, quase nada fica ruim.

Saimos da loja com algumas das peças e vamos direto para o cinema, já que demoramos mais que o planejado na loja. Parando apenas para comprar pipoca e duas cocas.

As primeiras fileiras estão quase vazias e as do fundo estão muito cheias, ele entra numa perto do meio e se senta num espaço onde não tem ninguém próximo. Sento ao seu lado colocando a sacola com roupas embaixo do banco e me sirvo da pipoca  que está em seu colo.

Os trailers começam e sinto o celular vibrar no bolso, o pego para ver quem é e vejo o nome do Chris. Abro a mensagem.

[Christian]: Guarda um banco pra mim. ;-)

[Will]: Que??

[Christian]: Um lugar do seu lado aí dentro, estou comprando pipoca para a gente e já entro aí na sala. A propósito, está em qual fileira?

— Merda. — Praguejo baixinho, tentando não chamar atenção do Gabriel.

[Will]: Tá, estou na F.

— Quem é? — Gabriel pergunta baixo sem fazer rodeios.

— Um amigo...

— O do parque. — Ele diz com convicção.

— É, ele mesmo. — Digo me sentindo culpado pelo modo como fala comigo, mesmo sem saber o motivo de tal.

— Hum.

E assim nossa conversa termina, ele volta a encarar a imagem projetada, enquanto me corrôo internamente.

Christian senta ao meu lado antes dos trailers acabarem e o apresento a Gabriel, que o comprimenta seco e volta a observar a tela, como se os trailers fossem muito interessantes. Christian também não gosta de me ver com Gabriel, mas se mantém alegre, falando comigo e me oferecendo de sua pipoca, tudo para eu não interagir com o maior.

O filme começa, chamando minha atenção para frente e fico a observar, enquanto pesco um pouco de pipoca no colo de Gabriel e depois no de Chris.

“Ainda vou ficar louco com isso.”

Penso ao olhar para Gabriel, que está concentrado no filme e depois para Chris, que me olha de volta e pisca com um olho.

Os minutos passam, Christian ri e faz comentários sobre cenas, me fazendo olhar para ele, depois fica quieto e volta a assistir, só para fazer o mesmo de novo. Quase no meio do filme, ele passa sua mão por meu braço até alcançar minha mão esquerda, a pega para si e a carrega até o encosto de nossas poltronas. Tento a soltar, mas ele a segura firme e a deixo em seu aperto. Assim que o faço, Gabriel passa seu braço por meus ombros e me puxa para perto de si, sem tirar o olhar do filme por sequer um segundo.

Acabo por ficar todo torto na poltrona e apesar de gostar do ciúme, porque um cara não faria isso se não estivesse com ciúme, certo?! Eu ainda assim me afasto um pouco, solto minha mão do aperto do Chris e saio de baixo do meio abraço de Gabriel. Cruzo os braços e o resto do filme fico só bebendo coca, até a mesma acabar.

Assim que a cena final passa, as luzes se acendem e as pessoas começam a se levantar. Penso em fazer o mesmo, mas decido esperar e ambos fazem o mesmo que eu. Por fim pego a sacola com minhas roupas e as de Gabriel e saímos, todos os três, para fora em silêncio.

— Vou ir ao banheiro, venho já. — Entrego a sacola para Gabriel segurar e sem dar tempo a eles, desapareço o mais rápido que consigo sem correr.

Demoro um pouco lá dentro pensando no que fazer em relação às duas crianças que me acompanham. É certo de que vou voltar com Gabriel, já que viemos juntos e nossas roupas estão na mesma sacola. Decido que vou tomar um sorvete e depois irei para casa, Christian goste ou não. Chegar em casa, pego minhas coisas, dou tchau a Gabriel e entrarei.

Porém, ao sair do banheiro, vejo que ambos estão com dois sorvetes e cada um dos rapazes (crianças) me oferece um. Christian sorrindo e Gabriel com seu olhar intenso.

— Não, obrigado, eu compro o meu. — Pego a sacola de volta com Gabriel e caminho para a fila do quiosque de sorvete, sendo seguido de perto por ambos. — Vamos deixar algo claro, eu não sou a Princesa Peach e vocês não são o Mário, então sosseguem e me deixem quieto. — Gabriel cerra a mandíbula e Christian olha para um dos lados, desconfortável.

— É só um sorvete. — O menor dos dois fala baixo sem me encarar.

— Não é só o sorvete.

É a última coisa que digo antes de dar as costas a ambos. Esperando ser atendido.

Após esperar ambos tomarem seus sorvetes, me despeço de Chris e vou com Gabriel para o estacionamento, ainda em silêncio. Coloco o capacete e monto atrás dele, sentindo seu corpo junto ao meu, o calor dele me alcançando de maneira que dissipa minha irritação, mesmo eu querendo o oposto. Lembro de como ele ficou mais cedo com a roupa social e agradeço por estar com a sacola entre nossos corpos, ou ele iria me sentir. Seguro-me nele do mesmo modo que algumas horas atrás e espero ele sair com a moto.



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