História Amor, meu grande amor! - Capítulo 8


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Categorias Originais
Tags Amor, Casal, Casamento, Drama, Moto, Moto Clube, Ramones, Rock, Romance, Tatuagem
Visualizações 5
Palavras 774
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura, nenéns <3

Capítulo 8 - Chorar veneno


Fanfic / Fanfiction Amor, meu grande amor! - Capítulo 8 - Chorar veneno

Minha mãe tinha o costume de dizer que mulheres misturam suas lágrimas com veneno. Aquela frase sempre pareceu desconexa pra mim, até que vi Juliana chorar quando descobriu o que eu tinha feito.

As lágrimas dela me matavam. Sempre me matam! Nunca suportei ver a mulher que amo chorar.

Imagine como fiquei quando entendi que eu era o motivo daquelas lágrimas?

Lembro que no dia seguinte, após minha noite com Fernanda, cheguei em casa e Juliana estava ali com as cartas de tarô. Entrei, dei boa noite a ela que nem fez questão de me responder.

Tomei um banho frio tentando limpar toda a culpa que estava sentindo. Quando saí do banho, Juliana estava sentada na cama me encarando.

- Por que inventou que tinha uma reunião ontem à noite? – ela perguntou irritada.

- Foram as cartas que disseram isso? – perguntei rindo, pois não acreditava em nada daquilo.

- Foi Gabriel, seu irmão que trabalha na mesma empresa que você.

Fiquei em silêncio.

- Foi como eu pensei, Rafael. As cartas apontaram uma traição quando fiz o jogo mês passado, mas não esperava isso vindo logo de você.

Ela começou a chorar com intensidade, abaixou a cabeça e eu podia sentir a dor dela. Tentei abraçá-la, mas ela me empurrou. Brigamos muito feio naquela noite. E mais uma vez, eu usei o jeito e as opiniões dela para desculpar a merda que eu tinha feito.

E depois de tamanhas ofensas que trocamos, peguei uma mochila e corri para os braços da Fernanda.

No dia seguinte, a primeira coisa que fiz chegando ao trabalho, foi abrir a coluna que Juliana escreve semanalmente para uma revista feminina. Não pude conter as lágrimas quando li o que ela tinha escrito:

Ensinaram-me que quando amamos alguém, devemos amar confiando sim. Porque amor é confiança. A confiança é a base do amor. Recebo muitos e-mails de mulheres que foram traídas e sentiam-se péssimas por confiarem demais. O que tenho a dizer hoje é o seguinte: Não fiquem tristes ou infelizes com vocês mesmas. Saíam de cabeça erguida, pois o coração de vocês é puro. Acreditar e dar amor nos dias de hoje é difícil. Se vocês conseguem, sintam-se bem. Nunca deixem de fazer o bem. Façam o seu melhor, ofereçam as mais belas flores que habitam o coração de vocês. Se o parceiro ou parceira erra, a culpa não é de vocês. Por isso digo que quando damos o nosso melhor, temos que ter orgulho e não vergonha. Se a outra pessoa não sabe receber essas coisas boas, se ela não valoriza o que de fato estamos fazendo por ela, o melhor a fazer é sair para não se contaminar com tamanha falta de respeito [...] Todos nós recebemos uma educação extremamente machista. Uma das coisas que ouvi durante a minha adolescência e aposto que a maioria de vocês também ouviu é que o homem quando não tem em casa, procura na rua. O poder que essa frase exerce sobre nós é tão grande, que ficamos feito loucas procurando suprir todas as necessidades de outra pessoa só para que ela não procure na rua. Muitas vezes, deixamos de cuidar de nós mesmos só para dar ao outro o que ele precisa. Percebem o quão errado é isso?”.

Após ler toda a matéria e começar a cair na real do quão idiota eu estava sendo, tentei ligar pra ela várias e várias vezes, mas ela não atendeu o celular. Saí da empresa mais cedo, cheguei em casa e ela não estava.

Nosso vizinho Leonardo (um grande amigo nosso) me contou que ela saiu com uma mochila enorme e não disse para onde ia, mas parecia triste.

Fiquei bebendo feito louco e ligando para todos os nossos amigos para saber onde Juliana poderia ter ido, mas não tive resposta. Acabei adormecendo no sofá e acordei no chuveiro com Juliana me dando um banho frio. Ela lavava meus cabelos com uma doçura que achei que nunca mais fosse receber dela.

Ela me sentou na cadeira em frente a pia e começou a secar meu cabelo.

- O enjoo passou? – ela perguntou.

- Um pouco. Acho que vomitei bastante, não? – perguntei rindo.

- O suficiente – ela riu.

Ela terminou de secar meu cabelo, me ajudou a vestir a roupa e me deitou no seu colo.

- Ainda tá com raiva de mim? – perguntei.

- Sim, mas não é por isso que vou deixá-lo passando mal. Prometi estar contigo na saúde e na doença.

- Eu não estou doente – respondi seco.

- Mas vai ficar se continuar fazendo mal a quem só te quer bem – ela respondeu firme e cheia de mágoas na voz. 



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