História Amor ou Ódio? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela
Tags Amor, Aurora, Cantora, Fernando, Irmãs Gemeas, Leticia, Ódio, Tocadora De Piano
Exibições 86
Palavras 3.537
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lírica, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


#Primeira Fanfic de Escr1toras;
#Sou Aurora;
#Espero que gostem da primeira estória;
#Amo a Aurora e aqui ela vai disputar o papel principal com a Lety.
#Elas são gêmeas e na sinopse é uma frase de cada uma;
#Elas são apaixonadas por homens diferentes;
#Não se dão muito bem, tocam piano e quem ensinou Aurora foi a Letícia;

#Comente o que achou e logo estarei com o capítulo dois;

Capítulo 1 - Me Ajuda, Por Favor!



—Bom...  Já se passa quinze minutos do final do expediente e,  com isso a reunião está terminada. Boa noite. Disse o presidente de paletó fino e caro na cor azul; Uma gravata preta, a blusa de dentro branca, os cabelos presos a gel.


  Ela nunca se cansaria de dizer que sua voz era realmente linda e atraente. Na verdade ele era tudo isso por inteiro. Fechou sua pajela aonde anotara todos os tópicos da reunião. Pegou sua caneta e afastando a cadeira com as penas se levantou. Cumprimentou seus parceiros de trabalho e saiu da sala de reunião caminhando direto para a sua. Pegou o elevador descendo um andar e ao encontrar sua sala adentrou a mesma tomando sua bolsa. Teria que pegar um ônibus, fazia cerca de seis meses que estava trabalhando na Conceitos, uma empresa de vídeo, propaganda e marketing. Logo poderia comprar seu carro e ter algumas horas extras ao ir e vir para o trabalho. Fora sorte seu pai conhecer o pai do presidente e dono da maior parte da empresa, o encontrar em um restaurante e lhe entregar um de seus vários currículos. Claro que seu pai só lhe ajudou na entrega e, isso já fora o bastante, tinha um currículo perfeito e o que deixou na empresa à um mês atrás, com toda certeza, havia ido parar na lata de lixo. Finalmente as coisas estavam indo bem. 

Depois de duas horas de transporte público a diretora de finanças chegou a sua casa. Acabara de se passar das dez da noite quando ela abriu a porta vendo uma sala iluminada.


—Boa noite. Sorriu de canto. Parecia se arrastar, era o fim de mais um dia, de uma infinidade de números e horas de leituras, correções, somas, digitações... Necessitava de um banho.


—Boa noite minha vida. Como foi hoje no trabalho? - Ouviu uma voz da cozinha. Sua mãe já começava a esquentar o jantar para que sua filha se alimentasse. Eram alguns meses e ela ainda estava se adaptando a tudo. Devia estar exausta, entretanto só tinha a agradecer por tudo que lhes passava. Estava contente.


—Boa noite filha. -Disse seu pai sem tirar a concentração da televisão. Letícia se aproximou do sofá por trás e o beijou na bochecha agora sorrindo.


—Boa noite papai. Boa noite mamãe. Vou subir. Preciso urgentemente de um banho.


—Tudo bem meu amor. Desce logo para jantar.


—OK. Aumentou o tom da voz ao subir as escadas enquanto tentada tirar seu blazer sem deixar sua bolsa cair. 

  Ao entrar no seu quarto suspirou colocando a bolsa por cima da sua cama. Começou a tirar suas roupas e pegou a toalha indo para o banheiro que era na frente do seu quarto. Depois de longos minutos de relaxamento debaixo dos jatos de água saiu do banheiro indo ao guarda roupa. Abriu sua parte vendo que Aurora havia colocado uma parcela de suas infinitas roupas em sua parte. Bufou revirando os olhos e empurrou o cabide das roupas de sua irmã gêmea até a área que era realmente dela. Ajeitou seus cabides e suas roupas. Abriu sua gaveta, as duas debaixo e encontrou uma calcinha fio dental, de sua irmã, de um rosa bem chamativo. Suspirou e a guardou na gaveta acima. Será que ela não se sentia incomodada com isso? 

   Sem mais pegou uma calcinha e sua roupa de dormir vestindo-as. Foi à penteadeira, mas não se sentou na cadeira, pegou bastante creme, passou em seus cabelos e logo se pôs ao grande trabalho que era os pentear. Olhou no relógio vendo que logo daria onze da noite e desceu as escadas com pressa.


—A comida esfriou. - Disse seu pai no mesmo lugar ao qual o tinha visto quando chegou.


—Pensei que tinha dormido de novo como ontem: Sem comer. -Disse Julieta lhe beijando a cabeça.


—Ontem eu estava exausta mamãe. Só demorei um pouco no banho.


—Tudo bem. Já vou dormir. Vamos Erasmo?


—Espera um pouquinho mulher. –Questionou concentrado no programa televisivo.


—Onde está Aurora? -Indagou  comendo.


—Ainda não chegou. –Respondeu sua mãe pensativa.


—Deve estar naquele restaurante de novo. Já disse para não ficar fora de casa tão tarde da noite. Resmungou Erasmo.


Julieta sorriu torto para a filha e saiu da cozinha indo até a sala. Ela se aproximou da televisão e a desligou. —Vamos homem. Você tem trabalho amanhã cedo.


Ele a encarou e se levantou como quem não queria e saiu sendo seguido por sua esposa. Letícia estava na cozinha; sozinha. Suspirou pensando no carro que compraria e sua irmã veio ao seu pensamento. Sabia muito bem que as saídas à noite iam muito além de tocar piano. Ela esperava ser cortejada por algum homem cheio do dinheiro que fosse jantar naquele lugar. Sabia que ela tinha uma queda pelo dono do estabelecimento que também tinha vários outros restaurantes, inclusive fora do país, mas era noivo. Isso não estava com cara de que ia acabar bem. Será que sua irmã não aprendia?


  Terminou de comer e foi lavar seu prato. O secou e o guardou desligando a luz da cozinha e da sala. Subiu as escadas lentamente e quando chegou à porta do seu quarto ouviu o barulho do chuveiro que vinha do lado. Sua irmã havia chegado. Entrou no quarto e ajeitou sua cama se deitando com seu celular. Viu se tinha algum email e os respondeu. Mensagens não havia, não possuía um namorado. Soltou o celular e mexeu no despertador. Eram 23:40 horas da noite. Fechou os olhos para dormir, mas a porta foi aberta e ela viu o corpo molhado de sua irmã de frente ao guarda roupa. Ela o abriu e começou a mexer nos cabides. Estava enfaixada a uma toalha e molhava o chão.  Quando Letícia ouviu a mesma empurrar uma grande quantidade de cabides, fazendo assim barulho, abriu a boca.


—Espero que não esteja invadindo mais uma vez a minha parte do guarda roupa.


Aurora sorriu e pegou uma bermuda e uma blusinha, que diferente da roupa de Letícia, era colada ao corpo e pequena. —Temos 23 anos Letícia. Por favor. Disse com tom irônico vestindo sua bermuda. 


—Não vai vestir Lingiere?  Uma calcinha?


—Ah, não Lety. Isso de novo não. Eu vou dormir, não vou sair.


—Como se nunca tivesse saído sem. -Resmungou Letícia.


—Não me viu o dia todinho e quando tem a oportunidade de me ver fica resmungando?! Eu também estou feliz em te ver. Não estrague minha felicidade.


Letícia se sentou na cama vendo ela - mesmo com o escuro do quarto - pentear seus lisos cabelos ruivos.


—E por que está feliz?


—Ora por quê... Porque sim. Porque foi um dia bom.


—Aurora... - Exortou com seu tom de voz. A ruiva rumou ao seu encontro sentando na cama de sua irmã.


—Hoje fui tocar no San Diego.


Letícia fez careta. Era o restaurante do homem que sua irmã era apaixonada. 


—Rafael disse que eu tocava muito bem, por isso tinha me chamado de novo. E como recompensa me convidou para jantar com ele. Convidou não, ele disse que era uma ordem, que eu não poderia recusar. Eu tenho certeza que ele me olhava diferente. Eu senti, sabe aquela conexão???  Eu acho que ele está gostando de mim Lety. Disse com um largo sorriso nos lábios.


—Au...  -A chamou pelo apelido. —Ele está noivo... - Relembrou-a com pesar.


—Mas se ele se apaixonar por mim pode romper. Não começa à destruir meus sonhos de novo Lety. Afastou-se de sua irmã.


—Eu não estou destruindo nada Au. Desculpe-me. Só não quero que te magoem. Ele está noivo de uma modelo...


—Uma seca anorexa; Loira sem sal. Eu sou mais bonita, eu amo ele...


Letícia respirou fundo. —Por favor, não faça algo que possa se arrepender depois. Não... -Parou de falar. —Não durma com ele.


—Mas como fala isso?! -Fingiu espanto.


—Não adianta mentir pra mim. Somos gêmeas. Acha que não te conheço?  Se você gosta mesmo dele, não durma com ele até ele terminar e a notícia sair nas revistas de fofoca. Não dê o que ele tanto deseja, se não ele vai dormir com você e sumir no outro dia. Não faça isso.


Aurora afirmou com a cabeça. —Tudo bem. Não vou fazer. Mas ele é tão lindo Lety. Vamos amanhã comigo?  Papai jamais iria me assistir tocar, mas você iria não é?  Diz que vai. Lhe apresento a ele. E você não pode negar, foi você quem me ensinou a tocar! –Afirmou como se fosse o argumento mais convincente do mundo.


—Já te vi tocar. Retrucou ajeitando os lenções para voltar a se deitar e dormir.


—Mas não no San Diego. Vai ver como ele é lindo.


—Já vi nas propagadas do restaurante dele. Eu trabalho na Conceitos.


—Mas não viu ele de perto, assim na sua frente. É mais lindo.


Letícia revirou os olhos. —Não...


—Para de ser chata. Quem sabe você arruma um namorado?


—Quem vai para esses lugares atrás de namorados é você e não eu. Tenho trabalho.


—Até as 11:00 da noite? Retrucou.


—Tudo bem!  OK!  Sai da minha cama. Preciso dormir e você também. Como está a faculdade?


—Chata, mas bem. Disse saindo da cama de sua irmã feliz. —Boa Noite Lê.


—Boa Noite Au.


  …


 


 No outro dia, Letícia olhou no relógio de pulso. Era 7:40 horas da noite. Não sabia que horas a sua irmã tocaria. O táxi parou e ela o pagou agradecendo e descendo do mesmo. Algumas pessoas passaram na sua frente e ela em seguida caminhou. Seus sapatos faziam um certo barulho irritante. Jurou se lembrar de uma vez de joga-los fora. Sua saía era café com leite e passava do joelho. Seu blazer da mesma cor, a blusa de dentro violeta. Usava meias e um sapato com um mini salto e de bico fino. Estava de óculos e seu costumeiro coque. A diretora de finanças ajeitou sua bolsa se dirigindo à recepção e, pediu uma mesa para duas pessoas. Fora acompanhada até a mesma que ficava no canto da parede. Não daria pra ver sua irmã muito bem estando no fundo, porém, ouvir era o importante. 

  Ela se sentou pegando o cardápio e sua boca abriu em um "O" ao ver os preços da comida.


—Nossa, da pra pagar um mês de gasolina com esse dinheiro. R$ 100,00 reais essa coisinha pequena??? Que absurdo! Vamos ver...  Que tal uma sopa?  Affs. Sopa eu como em casa. E Vinho? Uma garrafa custa muito caro. Deixe-me ver... Passou os olhos por toda a lista. —É como eu imaginava. Não tem cerveja.


—Com licença senhorita?  Já vai pedir? 


Ela abaixou o cardápio e sorriu forçado. —Ér... Hum...  Ainda não. Estou em um dilema.


—Pois sim. São maravilhosos pratos. Depois eu volto. Com licença.


Ela afirmou com a cabeça. —Toda.


Após ver o garçom se afastar ela soltou o cardápio na mesa suspirando. Tirou seu óculos e fez careta. —O que eu estou fazendo aqui? - Se perguntou. Limpou seu óculos pensando em

como o lugar era agradável. A luz era baixa, o ambiente perfeito, para um jantar romântico e não uma reunião. O Le Noir era uma boa opção. Além de ser um pouco mais barato. 

Colocou seu óculos observando o lugar e arregalou os olhos quando viu seu chefe entre uma mesa e outra. Ele estava bem na frente e sua mesa era para dois. Se mexeu confusa e esticou-se tentando ver com quem estava acompanhado. A pessoa estava escondida atrás de um suposto empresário- se levasse em conta sua roupa. Ficou alguns minutos observando até que a morena apareceu em seu campo de visão. Ela sorria largo e levava uma taça com um liquido dourado aos lábios. Com toda certeza era champagne. Colocou o cotovelo sobre a mesa e apoiou seu rosto em sua mão bufando. Já era para ter desistido do seu chefe. Ele nem se quer havia reparado nela e nunca o faria. Revirou os olhos não suportando a si mesma e seus pensamentos. A organização da mesa era linda. O lugar era lindo, mas seu chefe com toda certeza era mais. 


—Burra, burra, burra...  Cantarolou pegando o cardápio. Tentava se concentrar em outra coisa mas não conseguia.


—Com licença senhorita. Desculpe-me interromper mas a apresentação já dará o seu início e queria saber se não desejaria pedir antes.


Passou os olhos pelas letras e abaixou o cardápio. —Um vinho. Só isso.


—E qual?


—Esse daqui. Apontou no cardápio e o garçom sem graça se aproximou lendo e anotando.


—Com licença.


Ela fez careta. Não era para ter pedido bebida. Amanhã era sábado, porém não era para ter feito isso. —O que eu estou fazendo?  É melhor eu ir embora.


Ao fechar sua boca ela ouviu um pequeno ruído vindo da frente e viu sua irmã surgir no palco. Ela estava com um vestido longo e amarelo, com um decote generoso e costas nuas. Fez beiço, ela estava linda. Como sempre, nunca fora novidade. Algumas pessoas a olharam, mas seu chefe não, ele segurava a mão da mulher a beijando. 

  

O garçom apareceu a servindo e ela observou sua irmã tocar as primeiras notas. Havia lhe ensinado muito bem. Queria ficar feliz, mas não conseguia. Olhou para o seu chefe de sorrisinhos com outra e pegou a taça provando do líquido escuro. Quando deu por si a música já havia acabado e,  em vez dela apreciar a mesma, ficou observando de relance o casal da frente. Seu chefe e a morena. Colocou as mãos sobre a mesa vendo suas unhas. Precisava fazê-las.


—Que bom que veio.


Levantou o rosto vendo a linda figura da sua irmã. Forçou um sorriso.


—Aurora. –Uma voz grave chamou a atenção das duas que olharam para trás vendo um aposto homem de cabelo bem baixo. Olhos verdes e forte. Aurora logo sorriu vendo Rafael.


—Linda como sempre.- Ele disse lhe sorrindo largo. Letícia observou como sua irmã estava totalmente apaixonada por ele. Era nítido. Sorria feito uma boba e idiota.


—Obrigada...  Ficou o encarando e sorrindo até notar seu deslize. —É...  Essa é minha irmã, Letícia. Letícia esse é Rafael,  o dono desse lindo estabelecimento.


Ela ia levantar-se quando ele fez sinal de que não precisava e sorriu para a mesma lhe cumprimentando com um aperto de mão. —Por favor, não se incomode. Eu queria falar com você Aurora.


—Claro. Com licença Lety.


—Toda.


Rafael lhe tocou as costas a conduzindo e sumiu entre as mesas. Ele a levou por um corredor escuro e abriu a porta para Aurora entrar.


—Sente-se.


Era uma mesa de escritório tão linda quanto tudo ali e obedeceu agradecendo.


—Bom...  Sua apresentação  está maravilhosa. Parabéns.


Ela sorriu. —Obrigada.


—Hoje me apareceu um cliente querendo pedir que cante.- Ela sentou mais para trás naquela poltrona olhando para os lados. Não devia ter mentido dizendo que sabia cantar. Fora o erro mais absurdo de sua vida. Claro que não podia perder a oportunidade de se apresentar no restaurante fixo do seu grande amor. Ele nunca ficava em outros restaurantes, fora que sempre viajava, então tinha que aproveitar toda oportunidade de se aproximar dele para que o fizesse se apaixonar por ela. Mas não poderia continuar usando a desculpa da gripe. Que tipo de gripe seria incurável?


—E a próxima musica dá noite pode ser cantada em vez de tocada somente no instrumental.


—Eu...  Eu pensei que faria apenas um instrumental. Que não seria relativamente um  show... Um toque de fundo que deixasse o lugar mais calmo e relaxante... Agradável.


—Bom...  Mas se você sabe cantar não será um problema, certo?


—É...  É que...


—Eu aumento seu cache sem problema algum. Vamos Aurora. Diga que sim. Todos te adoram. Não quero ter que trocá-la.


—Não!  O que isso?! Não precisa me trocar. Eu, eu...  Ér...


Ele se levantou sorrindo e foi até ela. —Sabia que podia contar com você. Posso pedir á música que vai cantar hoje?


Ela arregalou os olhos fazendo careta. Rafael a abraçava e não podia ver sua expressão de terror.


—Hoje???  Sua voz afinou e ela pigarreou.


—Claro que sim. Tenho certeza que todos vão adorar.


Ela olhou para a parede e abaixou a cabeça passando uma mecha para trás da orelha. —Eu acho que está meio que em cima da...  Da hora...  Bom... eu não, eu não ensaiei e...


—Mas você já faz isso á tanto tempo. Vamos. Tem meia hora para se preparar.


Ela forçou um sorriso tentando esconder sua expressão de pânico enquanto Rafael a conduzia de volta para a mesa de sua irmã.


...


—O que aconteceu?  Você está pálida. Meu Deus Aurora. O que ele fez com você?


—Comigo?  Que comigo o que? O que está pensando? –Se sentou tentando disfarçar.


—Eu-eu...  Não sei. O que devo pensar se você chega aqui praticamente arrastada com essa cara de espanto e pálida que nem um papel?


—Não é pra tanto. Quero dizer...  Se isso que você pensasse tivesse ocorrido eu iria estar nas nuvens e não aterrorizada.


—Ah, então você está aterrorizada? - Indagou tentando olhar seu chefe, porém o corpo de sua irmã o escondia agora.


—O que está olhando?


—Nada!-Sorriu forçado.


Aurora balançou a cabeça varrendo toda confusão. —Deixa pra lá. Você precisa me ajudar. Não sabe o que me aconteceu.


—O que?


—Tenho 25 minutos para saber cantar perfeitamente enquanto toco o piano.


—O que??? -Indagou confusa. —Você está louca?  Bebeu?


—Quem está bebendo é você. Para. Lhe tomou a taça. —Presta atenção. Na próxima apresentação eu tenho que cantar. Cantar e tocar.


—Mas você não sabe cantar.


—Me diz uma coisa que eu ainda não saiba.


—Cantar.


Aurora urrou e forçou um sorriso quando algumas pessoas a olharam. —Eu não sei o que eu vou fazer.


—Simples. Diga: eu não sei cantar e avisei desde o começo que trabalho com instrumental.


. —Mas eu disse que sabia cantar. -Falou entredentes.


—Você disse o que?!


—Que...  Eu sabia cantar? - Sorriu desgostosa tomando um pouco do vinho de Letícia.


—Você só pode estar brincando. Você não sabe cantar.


—Eu sei disso!


—Então porque disse que sabia???


—Porque..  Porque...


Lety cuspiu o ar tentando se acalmar. —Tudo bem. Vamos tentar se acalmar.


—Sim. Se acalmar... -Repetiu Aurora recebendo um olhar frio de Letícia.


—Vai lá e diz que você está gripada.


—Eu usei essa desculpa mês passado.


—Diz que está de novo.


—Pelo terceiro mês consecutivo?


A morena balançou a cabeça negativamente não acreditando que sua irmã aprontara mais uma das suas e a colocara dentro disso tudo.


—Fale a verdade e fim.


—Mas ele vai me trocar. Eu não posso sair daqui sem fazer ele se apaixonar por mim.


—Como você é turrona. Cabeça dura. Olha só no que deu.


—Puxamos para o papai.


—O que vai fazer?


—Não sei... - Olhou para os lados. —Você é  a irmã nerd. Não tem alguma ideia?


—Uma nerd sem problema porque ele é todinho seu.


—Ah não Lê. Lê, nós somos irmãs. Irmãs gêmeas, temos a união mais forte que o comum. Não pode me abandonar agora. Por favor, você tem que me ajudar.


Ela revirou os olhos. —Com o que?


—Não sei...  Deixa eu ver...  Já sei!  Somos gêmeas, trocamos de roupa e você canta no meu lugar.


—O que?!!  Está maluca!  Somos diferentes não dá certo.


—Claro que dá. Somos gêmeas idênticas.


—Que incrivelmente não se parecem.


—Se somos idêntica é porque somos uma a cara da outra.


—Mas nós não nos parecemos. Somos diferentes. Meu cabelo é preto e o seu liso e vermelho. Fora o resto.


—Eu uso lente, pintei o cabelo. Você pode fazer o mesmo e alisá-lo.


—Claro. É super fácil. E além do mas, temos todo o tempo do mundo.


—Ai meu Deus temos 12 minutos. Vem Lety. Vamos no banheiro. - Arrastou a irmã.


Fernando sorria para a linda modelo que estava a sua frente. Seria mais uma bela noite ao lado de um corpo muito atraente. Ao lado, em baixo, atrás, em cima...  Tinha uma variedade grande. Sorriu de canto quando ouviu o som do piano mais uma vez. Quem não sabia tocar piano? Todos aprendiam quando eram menores. Ele colocou a taça sobre a mesa quando ouviu uma voz doce cantar. Era bonita. Provou da sua comida. A versão da música que ela tocava era a mais complicada que ele conhecia. Ela tocava muito bem e cantava igual. Se virou limpando sua boca e viu um grande piano de calda negro e atrás dele uma mulher de vestido amarelo. Ela tinha um pano grande envolto a sua cabeça escondendo seu cabelo. Com a baixa luz não conseguia ver muita coisa. Mas quando ela se levantou e agradeceu ao público viu seu corpo escultural. Ela devia tirar aquele pano. Parecia uma indiana.


—Fer?  Podemos ir?- Sua companheira percebendo seu interesse na tocadora de piano o chamou.


Ele sorriu. Finalmente chegaria a melhor parte do seu dia. A parte pela qual tem que fazer todo um ritual para consegui-lo. —Claro.



—Você foi fantástica! Perfeito. Eu disse que ninguém notaria a diferença.


Letícia subiu as escadas. Sua irmã estava eufórica, não parava de elogia-la um só segundo desde o restaurante até em casa. No fundo se sentia bem.


—Tinha esquecido como toca bem e canta bem. Faz tanto tempo. Como não perdeu a prática?


—Porque eu não parei. -Respondeu entrando no seu quarto. Angélica a segui fechando a porta.


—E porque eu não sabia?  Está indo no teatro ou na escola do Romeu?


—Os dois. Só quando tenho tempo. Colocou sua bolsa na cama e se sentou tirando seus sapatos.


—Devia ter me contado. Poderia continuar me ensinando. A versão complicada daquela musica... Ficou perfeita. Eu só sei a simples. Me ensina por favor?


—Au...


—O que tem de mau?


—O que vai fazer?  Com toda certeza vai ter que cantar amanhã.


—Ai meu Deus!!!  Por que sempre acaba com minha alegria?! Droga!


Ela apertou seus pés fazendo uma massagem não se importando com o drama da irmã. —E então?


—A mesma coisa de hoje, não tem outro jeito.- Falou como se fosse a coisa mis simples do mundo. O que sempre irritava sua irmã.


Letícia apenas lhe encarou preparando seu ótimo discurso e seu belo não.




Notas Finais


Obrigada por ler e por deixar sua opinião.


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