História Amor ou Ódio? - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela
Tags Amor, Aurora, Cantora, Fernando, Irmãs Gemeas, Leticia, Ódio, Tocadora De Piano
Exibições 68
Palavras 3.060
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lírica, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada pelos comentários e espero que gostem dessa capítulo.

Capítulo 3 - Admiradores


Letícia passou os dedos pelas teclas do piano como se fosse uma carícia; sentia cada detalhe. Ao respirar fechou os olhos e mexendo a cabeça voltou a deslizar seus dedos com maestria. Era uma sequência difícil, mas não tanto já que estava sentindo a música. Seus dedos eram ligeiros e ela não abriu os olhos. Tinha tanta intimidade que já havia aprendido o espaço de cada nota. Ela terminou apertando várias teclas em sequência e logo apenas uma, que em seguida trouxe outra e assim ela começou outra música. Sua voz suave acompanhou o instrumento. Já poderia comprar seu carro e o faria amanhã mesmo. Um carro do ano. Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios enquanto cantava. Sempre sonhou com um carro do ano, branco, com seu cheiro de novo e todo o seu conforto. Só de imaginar que não gastaria mais horas indo e vindo para o trabalho de ônibus a fez suspirar. Tudo graças a sua irmã. No mesmo momento ela parou de tocar e apertou a nota errada. 


—Continua. -Disse uma voz e Letícia viu uma mulher de calça jeans e uma blusa de alça na cor rosa, de bojo que deixava seus seios em evidência. Ela usava um salto e os cabelos lisos a prancha. Eram vermelho; Era sua irmã. 


Aurora estava com as mãos no bolso traseiro de sua calça olhando Letícia atrás do piano. Havia assistido quase tudo. Sua irmã era tão boa, sempre fora e sabia cantar. Nunca desejou tanto em sua vida saber cantar, tocar perfeitamente igual. Por um bom tempo de sua vida achou que Letícia havia desistido de tocar, diferente dela que nunca o fez. E mesmo com os anos de práticas ainda era inferior a sua irmã. Como sempre fora. 


  Os saltos de Aurora faziam barulho enquanto ela caminhava lentamente até sua irmã. Letícia apertava teclas aleatórias, como se tocasse uma música em câmera lenta, mas na verdade pensava em vários porquês e o principal deles era o que sua irmã fazia ali. 


—Sabia que estaria aqui. 


Letícia afirmou com a cabeça e continuou tocando. Aurora passou seus dedos nas teclas e tentou acompanhar sua irmã. 


—Levantou cedo hoje. Quer que eu vá com você amanhã comprar o carro? 


—Se quiser... -Falou começando a tocar ligeiro e Aurora se concentrou em acompanhá-la até onde pode. Errou uma nota. 

—Eu quase consegui! Se não tivesse esquecido as notas... 


Flashback


—O que você está fazendo Lety? -indagou a pequena de cabelos lisos e negros ao ver sua irmã com um instrumento diferente. 


—Eu faço aula de piano Au. Isso é um teclado. Como o piano é muito caro papai e mamãe me deram um teclado porque é quase parecido. —falou acariciando as teclas do instrumento.—Só tenho que aprender as diferenças. 


Aurora estava boquiaberta. Sua irmã era tão esperta e inteligente. Sempre sabia de tudo. —Você sabe tocar? 


—Sim. Eu acho. Olha... -começou a tocar as notas para tentar descobrir quais eram. —Sei mais ou menos. Vou tentar tocar uma bem fácil. Parabéns pra você. 


Aurora admirava tudo. Era lindo. —Me ensina também??? Eu quero aprender!! -queria ser como sua irmã. 


Flashback off



—Não é tão difícil. -Disse Letícia se lembrando que teria que se apresentar hoje de novo no San Diego. 


*Pra você nunca foi* pensou Aurora desistindo de tocar. 


—Vamos para casa antes que Romeu saia da sua aula só para achar que pode nos ensinar uma coisa que já sabemos. -Falou se levantando. Estava com um rabo de cavalo e seu cabelo vermelho. Não usava a peruca. 


—Bom dia. -Disse um intruso moreno fazendo Letícia resmungar baixo. —Meu Deus! Como estão parecidas. Quem é a Letícia? -Olhou para Aurora vendo seu decote, Lety não usa esse tipo de roupa. Olhou para o lado vendo a outra de vestido negro e um rabo de cavalo. Parecia uma menininha. 



—Como sabe que não era eu a Lety. -Perguntou Aurora de testa engilhada. 


—Porque ela não se veste assim. -Apontou para ela. —Embora estejam tão iguais. 


—Assim como? 


—Como você Au. 


—E como me visto? 


Letícia revirou os olhos. —Acho que já deu. Preciso ir. 


—Mas já? Não podemos tocar nada juntos? 


Letícia forçou um sorriso, não estava a fim de suas insinuações e seu ego tentando lhe ensinar uma coisa que já sabia. —Preciso mesmo ir. 


—Mas hoje é domingo. 


--Tenho um compromisso. 


—Vai sair com alguém? 


Aurora levantou as duas sobrancelhas e sorriu. 


—Sim. Com a Aurora. Tenha um bom dia. -Saiu puxando sua irmã 



Letícia se olhou no espelho. Na sua adolescência queria ser igual sua irmã e ali estava ela. Literalmente um clone perfeito, ou melhor dizendo: sendo ela. Havia começado sua dieta, sentia até fome. Seus cabelos estavam com prancha, longos, soltos e vermelho. Usava um vestido preto longo. Nunca se viu tão linda. De repente viu pelo espelho seu chefe lhe fitando. Ele sorriu de canto e se aproximou com um olhar predador. Sentiu um pequeno calafrio e fechou os olhos fortemente. Havia passado todo o dia sem pensar nele, pensou até que tinha começado a superá-lo. Fora burra. Ele estava lá fora com o namorado da sua amiga do trabalho. Ambos sentados a uma mesa e acompanhados. Fernando incrivelmente estava com sua irmã Márcia em vez de uma mulher e Omar com sua namorada: Carolina. 

   


—Vocês são dois idiotas. -tentou falar entre o riso. 


—Não sei por que, é a verdade. As mulheres só querem os homens como brinquedo sexual. -riu Omar divertido. Fernando se divertia com tudo. —Fernando é a prova do que eu estou falando. Eu tenho namorada, uma namorada perfeita.- Tentou se redimir com sua namorada pelo que havia falado. 


Fernando fingiu indignação. —Eu??? Por que eu? 


Sua irmã lhe encarou e lhe deu um tapinha em sua mão. —Eu conheço você, e as histórias das mulheres que você usa. Devia ter vergonha. 


Ele apenas riu não levando a sério. Bebericou seu vinho. Márcia sorriu quando viu seu noivo se aproximando. 


—Olha só quem nos deu o prazer de sua ilustre presença. -disse Omar. 


—Me desculpem. Tive alguns problemas para resolver. Tudo bem meu amor? -Logo a cumprimentou com um selinho. 


—Quando vai ser o casório? Quero ser madrinha. 


Márcia respondeu sorrindo. —Tudo. Claro que vai ser madrinha Caro. 


Fernando olhou para os lados ignorando o assunto de casamento. 


—Como vai Fernando? 


Ele olhou de relance e forçou um sorriso. Não ia muito com a cara do noivo de sua irmã. Estava tentando aceitar o fato. 


—Muito bem, obrigado. 


Letícia entrou no palco sentandosse. Ela nunca cumprimentava, apenas entrava e sentava; tocava. 


—Tem música agora aqui? Bem que Fernando poderia tocar. 


—Espero que gostem da apresentação. Vou me retirar um pouco. 


Márcia esperou seu noivo se afastar.—Já disse pra você se comportar Fernando. 


—Não vou com a cara dele. 


—É que um sente o cheiro do outro. São iguais. -Riu Omar lembrando de seu amigo ter lhe falado que ouviu certos boatoa de que Rafael era um cafajeste e Fernando lhe fuminou com o olhar. 


—Eu vou me casar com ele. Acho que já deveria ter entendido e aceito. 


—Bem... Acho que não estamos aqui para brigar. Olha essa música, que tal apreciá-la? -Interviu Carolina. 


Márcia olhou para a tocadora tentando não se chatear com seu irmão. Havia acabado de chegar na cidade e logo teria que ir viajar de novo. A pianista era bonita e tocava muito bem. A voz dela era suave. —Ela toca bem... -pensou alto. 


—Sim. -concordou Fernando repousando sua taça sobre a mesa. —Tenho que concordar. 


—Reconhecendo algo, e de uma mulher... Há um progresso aqui. -disse Márcia fazendo Carol e Omar se divertirem com a situação. 


—Bem. Ela também não é de se jogar fora. Olha aqueles peitos. 


Márcia revirou os olhos. —Você não muda. Ela toca melhor do que você. E canta. 


—Só vou ter certeza quando tivermos uma aula particular. 


—Acho que temos alguém na mira do nosso presidente. -retrucou Omar em alerta. 


—Fernando... -Alertou sua irmã. 


—Champagne ou vinho? -Perguntou ele querendo saber qual era o melhor para presentear. 


—Rosas. -Disse Carolina. Sabia que Fernando estava se divertindo ao irritar Márcia. 


—Vocês são malucos. -retrucou Márcia irritada com tudo. —Um dia ainda vai se arrepender disso tudo. 


Fernando apenas riu ignorando sua irmã. Disse apenas para irritá-la, chatea-la, e conseguiu. Porém, até que não era uma má ideia tentar algo com a tocadora. Ia ser apenas algo e nada mais. 


Aurora estava sentada a uma mesa sozinha com a peruca e roupas de sua irmã. Dali podia ver bem a noiva de Rafael. Sentia desapontamento e um pouco de raiva. Assim seu plano não daria certo. Ela era linda e sabia que só era por causa de seus olhos azuis, sem eles ela seria comum. 

  Viu quando Rafael se aproximou e a levou consigo para o seu escritório. Odiou. Não podia fazer nada. 


Carolina pediu licença para ir ao banheiro e Omar a olhou até que se afasta-se o bastante. —Estava falando sério? 


Fernando olhou a tocadora e sorriu pequeno. —O que acha? 


—Bom... Ela não igual a nenhuma das mulheres que está acostumado a dormir. Ela sabe tocar e cantar, deve ter os mesmos gosto que você, ou seja, não é burra como as outras. 


—Ela é bonita. Não existe mulher gostosa e inteligente. Vai ser rápido, quem sabe me surpreendo. 


—Se apaixona. -Riu divertido. 


—Isso é para homens lentos que nem você. 


—Veremos senhor presidente. Veremos... 


Fernando deu de ombros fitando a tocadora e imaginando como iria fazer para falar com ela. Foi quando lembrou do pé no saco do seu cunhado. Era perfeito. 


Letícia se retirou do palco indo direto para uma sala que haviam reservado para si. Bebeu água se refrescando. 

   Fernando logo conseguiu com Rafael entrar na parte da direção. Sabia até qual era o quarto da tocadora. 

 Aurora fez careta quando viu um homem moreno na porta e se escondeu. Hoje realmente não estava sendo um bom dia. 

  Fernando bateu na porta, segurava uma garrafa de vinho, sentiasse um palhaço, mas dormiria com essa pianista ou não se chamava Fernando Mendiola. 

  Letícia suspirou já imaginando que seria Rafael, o mesmo não tinha ao menos vergonha na cara, sua noiva estava lá fora, que para sua surpresa era a irmã do seu chefe. Ela abriu a porta e ficou paralisada vendo seu pensamento se materializar na sua frente. 


—Boa noite. -Sua voz era sedutora tanto quanto uma música. Letícia continuou muda. Fernando levantou uma sobrancelha. —Não vai me deixar entrar? 


—Pra quê? - perguntou se arrependendo em seguida. Tinha um vocabulário enorme e usou de sua grosseria. Devia ter se tornado automático esse tipo de resposta. Se odiava ainda mais. 


Fernando sorriu divertido. —Para conversamos. Parabéns, você é perfeita. - lhe entregou o vinho e ela o pegou lhe dando passagem. 


Fernando entrou vendo algumas roupas jogadas e imaginou a tocadora se trocando ali na sua frente. 

  Letícia olhou para o vinho que segurava e em seguida para as costas de seu chefe. Não conseguia acreditar que ele estava ali na sua frente. 


—Sou Fernando Mendiola e como se chama minha pianista? 


Ela fitou seu rosto perfeito e a língua travou. Esqueceu seu nome. 


Fernando notou que seria um pouco difícil, ela era meia séria, ou não dava muito espaço. Ficava o encarando e demorava para responder suas perguntas. Talvez fosse burra de verdade. Esse pensamento fez ele sorrir. 


—Me chamo Le.. -pigarreou. —Aurora Mayer. -agradeceu por se lembrar no nome besta e artístico de sua irmã. Elas eram Padilhas e não Mayer. 


—Lindo nome. -se aproximou dela. —Gostaria de sentarsse a mesa comigo? 


—Agora? 


—Certamente. 


Lembrou-se que precisava desfazer a troca e que sua irmã não ia gostar nada disso. Era a vez dela de queixar Rafael. Mas ele estava com a noiva, não ia poder fazer nada. -Sim.  



Márcia apertou as mãos de Rafael. —Vamos a Londres comigo? 


Ele olhava por trás de sua noiva Fernando puxar a cadeira para que Aurora sentasse. —Não posso, tenho negócios. 


Márcia suspirou. —Você sempre tem negócios... E seu restaurante em Londres? 


Ele a fitou. —Você também vive viajando. Preciso resolver algumas coisas aqui para depois ir resolver as de lá. 


—Eu sou modelo. 


—E eu empresário. 


—Podemos ao menos marcar um dia para ver a data do casamento? 


—Nós mal noivamos amor. 


—Já temos um ano. 


—E o que há de mal nisso?


—Como? Você não está interessado em se casar comigo não é mesmo? Me enganou todo esse tempo? 


Rafael a fitou e ela se levantou retirando-se. Ele olhou mais uma vez para o casal e a seguiu. 



Fernando os serviu com o vinho. —Então Aurora? O que você faz? Além de tocar perfeitamente? 


—Eu.. Sou ch... Quero dizer... Eu estudo Administração, faço estágio e toco a noite. -se repreendeu por falar o que Letícia fazia e não Aurora. 


—Interessante. E o piano? Creio que toca desde muito cedo. Com quem aprendeu? 



—Sim. Desde os 6 anos. Me lembro que fazia aula com uma senhora que tinha um piano rm casa. Ela foi minha primeira professora e já tinha certa idade. Eu não me lembro de muita coisa, mas foi ela quem fez eu me apaixonar. Era uma amiga de mamãe. A vi tocar uma vez em um teatro, era um concerto no centro da cidade. 


—Tocava ali... -pensou alto. Era a Sullivan? -indagou ele reconhecendo poucos fatos. 


—Não sei. Ela usava um charpe, adorava Charpes. E tinha um anel... 


—Na mão direita. Uma pedra turquesa. -Complementou Fernando recordando-se de sua avó. 


—Exatamente. Como? Como você sabe? 


—Bom, é que ela era minha..  


—Com licença. Desculpe-me incomodar. Mas um admirador mandou lhe entregar isso. -Disse o garçom segurando um buquê de flores e um vinho do mais caro que havia no restaurante. 


Fernando encarou o garçom por sua interrupção e se irritou com tudo aquilo. 


—Pra mim? -perguntou surpresa. 


—Sim. E esse cartão foi uma moça que mandou. 


Letícia pegou o cartão vendo a letra de sua irmã.

"O que está fazendo? Pensei que não ia paquerer ninguém. Eu preciso falar com Rafael. "


Ela leu o bilhete e procurou sua irmã pelo salão. —hum... Tem uma caneta? 


O garçom lhe entregou a sua e ela respondeu o bilhete. 

"Ele está com a noiva dele. E não estou paquerando. É apenas um fan. " —entregue isso para a mesma moça. 


Fernando colocou a taça na mesa. 


—Desculpe-me. 


—Bem. Como dizia. Ela era minha … 


—Com licença. 


Ele fuminou o interrupitor. 


—Desculpe. Márcia sumiu. Parece que brigou com Rafael. -sussurrou. 


Ele encarou o amigo. Sabia que ele estava interrompendo de propósito para ver Aurora mais de perto. 


—Sim.. Aurora esse é meu amigo Omar e, Omar essa é Aurora, a pianista. 


—Muito prazer em conhecê-la. Vejo que tem alguns admiradores. -Olhou para a outra garrafa de vinho e as flores. Estava se divertindo com a irritação de seu amigo. 


—Parece que sim. -respondeu sem graça. 


—Desculpe-me mais uma vez. Aqui está. - o garçom deixou o recadinho novamente sobre a mesa e Letícia o pegou tentando lê-lo sem que ninguém visse o que continha ali. 


"Acontece que eles brigaram, chegou a minha vez, preciso que venha para mim consolá-lo. Agora!. "


—Preciso ir. Com licença, é urgente. Obrigada e muito prazer. 


Fernando a olhou se retirar e deu um olhar mortal para o seu amigo. 


—Filho da puta. -sussurrou e Omar sorrindo largo puxou a cadeira para se sentar. 


—Ela é mesmo interessante. Bonita... Esse vestido vermelho está demais. 


Fernando se lembrou de seu corpo desenhando por aquele tecido vermelho. Seu lindo decote estava a sua frente. A poucos sentimetros de si. O pecado vermelho. 



—Mas você não é o único que quer aqueles dedos mágicos em sua cama. -complementou 


—Mas serei o primeiro deles. Ela vai ser minha Omar. E eu não esqueci de te matar por me interromper. 


—Acha que vai ser fácil? 


—Levaria ela hoje pra minha cama. Só porque você não pode ser mais feliz não quer dizer que os outros também não podem. 


—Eu vou ter alguém do meu lado a noite, e alguém que amo. 


—Não vem com essas conversinhas de novo para o meu lado. 



—Fernando... Ela é esperta. Se nota de primeira. 


—Eu também sou, mas os homens são os melhores. 


—E se ela quiser apenas te usar? 


—Melhor ainda. 


—Ela pode fazer você se arrepender. Parece uma mulher muito decidida, não sei. Não é fácil como as outras. 


Ele lembrou de quando bateu na porta dela e ela nem o convidou para entrar. —Para tudo tem uma primeiras vez. 


Letícia passou pelo corredor indo em direção ao seu quarto quando Rafael a encontrou. —Que bom que te achei Aurora. Queria muito conversar com você. 


—Agora? 


Ele olhou para as flores que ela segurava e o vinho. Parece que ela havia gostado do seu presente. 


—Sim. Vem. -A puxou para a sua sala levando-a até o seu sofá. 


—Eu briguei com minha noiva. Ou melhor dizendo. Nós brigamos. Ela reclama de mim e esquece que como modelo vive viajando. Diz que não tenho tempo para ela, porém é ela que sempre está longe. Não sei se nosso compromisso é uma boa idéia. 


Ela tentou conter sua careta enquanto Rafael a abraçava. 




—Que droga!  


—Não foi minha culpa. - respondeu cansada de sua irmã resmungando e de tudo. Tinha que acordar cedo amanhã. 


—Era a minha chance!!! 


—Devia estar feliz. Ele pensa em não se casar. 


—Mas, se eu tivesse lá. .. 


—Ia fazer o quê? Agarrá-lo? Você sabe que ele é noivo da irmã do meu chefe não é mesmo? 



—Isso não me interessa. Quem era aquele homem que estragou tudo? Se não fosse por ele teria dado tudo certo. 


—É meu... É irmão da noiva do Rafael. 


—Essa mulher sempre atrapalhando minha vida. 


—Já chega Aurora. Eu preciso dormir, tenho trabalho amanhã cedo. E devia pensar no lado bom. Rafael acha que era você e isso é o que importa. 


Ela olhou para Letícia e finalmente conseguiu ficar calma. Já Letícia fez careta lembrando dos abraços de Rafael. Ele estava indo longe demais. Se não estivesse no lugar de sua irmã sabe -se lá o que os dois teriam feito juntos. Pelo menos teve quase um encontro com seu chefe, se não fosse sua irmã. Sonharia com ele e com seu perfume maravilhoso. A conversa natural, as coisas em comum. Não entendia como ele sabia quem era Sullivan. Ele havia acertado, era engraçado e surpreendente. 






  







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