História Amor Platônico - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Drama, Romance
Exibições 7
Palavras 756
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drabble, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


O conto não é muito longo, porém escrevi-o de coração em homenagem à meu amor platônico.

Capítulo 1 - Capítulo único


Foram poucas as ocasiões. Mas eu posso me lembrar como se fosse ontem todas as vezes que sua boca tocou-me com ternura. Seus lábios sempre macios e levemente molhados encostavam por meros segundos, mas era tempo suficiente para que eu desejasse tê-lo por toda a vida.

Queria que tivesse a noção do quão ansiados eram seus beijos por mim a cada dia. Gostaria que soubesse os relances de prazer que era possível sentir com apenas um toque em meu pescoço. Desejava que soubesse disso, desejava muito, e que os intensificasse ainda mais, pois cada beijo, cada abraço, cada gesto de ternura apresentado por ele – mesmo que fossem mínimos – eram capazes de triturar o coração de pedra que tive todo o trabalho de construir.

Fazia-me sentir a beleza da vida em seus toques, sentia o que se pode chamar de verdadeira paz em seus braços e podia ter certeza que em qualquer momento que estivesse ao seu lado minha felicidade estaria garantida. No entanto, eu também sentia angustia e insegurança.

 Como pode alguém sentir-se tão bem nas mãos de um homem e ao mesmo tempo sentir-se mal por isso?

Depois de várias desilusões amorosas não pude deixar de ter minhas dúvidas. Duvidava se tudo aquilo era real. Perguntava-me se tal grandioso amor que sentia era mútuo.

Tinha medo, desconfiança. Pois ao passo em que seu carinho e demonstrações de afeto preenchiam todo meu ser com a mais completa felicidade, ainda questionava se era verdadeiro. Não de minha parte, pois sabia que as borboletas em meu estômago nunca estiveram mais vívidas, e tinha completa certeza disso, mas e quanto a ele? O rapaz reservado do qual recebia de mim tanto amor e admiração não costumava relatar sobre seus sentimentos, eu não podia ter certeza se haviam dúvidas de sua parte, o que permitia crescer interrogações depressivas dentro de mim.

Tinha medo de que o tamanho de meu amor não fosse o mesmo que o dele, que fosse maior. Não tinha como saber se em sua mente passava o “continuar junto por além dos tempos” ou se somente se divertia com minha companhia enquanto ainda lhe era útil. Não havia como saber se minha mente conspirava contra minha própria felicidade, ou se me alertava de um próximo ferimento que eu estaria prestes permitir mais uma vez.

Estive incomodada por questões como essas durante dias, e certamente fui afetada por elas. De vez ou outra meu amado parecia concordar com os absurdos de minha mente, como também, na maioria das vezes, porém, se demonstrava ainda mais adoravelmente apaixonado quanto eu poderia imaginar em qualquer uma de minhas fantasias esquisitas. Eu estava claramente confusa, tanto que cometi o erro de transbordar minhas inseguranças, mostrando um lado irritadiço e preocupado.

Neste momento, qualquer um que presenciasse pela primeira vez o lado dramático e raivoso de Anne se afastaria no mesmo instante, mas não foi isso que vi acontecer. Thomas mostrou-se preocupado e interessado em ajudar a resolver meus problemas, mas claro, ele não foi capaz de dizer tais palavras. Como um homem plácido que é ele manteve sua postura. Abraçou-me forte e perguntou se queria conversar.

É claro que eu jamais seria capaz de despejar minhas incertezas de nosso relacionamento para ele. Acho que já dá para imaginar o quão clichê é para uma mulher dizer que tem dúvidas do amor do namorado para o próprio. Portanto, não fui capaz de fazê-lo.

Thomas, por muitas vezes, me viu em conflito com meu próprio ser e, por várias outras, ajudou-me a passar por aquele momento, como também já notei que chegou a se irritar com meus dramas. Mas desta vez havia sido diferente. 

Vê se fica bem, Ok?” ele disse.

Essa frase não era comum em seu vocabulário. Neste momento pude perceber que meu amor não era algo unilateral, que não era somente eu que nutria algo por ele, mas ele também tinha dentro de si algo que me fizesse única. Thomas demonstrou que se importava, mas não o fez como geralmente homens fazem, apenas dizendo duas ou três palavras bonitas de consolo, mas sim com respeito à minha vontade de não abrir-me sobre o assunto.

Neste momento cheguei a uma conclusão que sanou pelo menos metade de minhas dúvidas.

Cada um possui seu próprio jeito de amar. Não importa se é um amor afobado e agitado como o meu, ou se é calmo e discreto como o de Thomas, o importante é que esse amor existe e ele é demonstrado do melhor jeito possível, o jeito próprio de ser de cada um. 


Notas Finais


espero que tenham gostado..


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