História Amor por acaso - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Luan Santana
Exibições 119
Palavras 1.116
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quero agradecer muuuito a vcs pelos comentários lindos! 💖💖💖💖

Capítulo 2 - Você vem comigo.


Fanfic / Fanfiction Amor por acaso - Capítulo 2 - Você vem comigo.

Ana.

Desci do ônibus e fiz o mesmo trajeto que fazia até a casa de tia Mari quando ia visitá-la nas férias de julho, eram apenas alguns minutos de caminhada e logo cheguei à imensa fachada branca que sua casa continha. Ajeitei minha mochila nas costas e toquei a campainha. Esperei que algum empregado viesse atender, mas foi ela mesma quem apareceu na porta e inúmeras memórias passaram na minha cabeça ao vê-la.

- Ana? Meu Deus! Como você está diferente, menina. Que saudades! – ela me abraçou forte e retribui.

- Espero que eu não tenha vindo num momento inadequado. – disse sorrindo.

- Ficou louca? Você sempre será bem vinda à minha casa, é quase minha terceira filha. Vem, vamos entrar.

Ela me guiou para dentro da mansão e as coisas continuavam do mesmo jeito, sempre admirei o bom gosto que ela tinha pra decoração.

- Minha querida, quanto mais o tempo passa, mais você fica parecida com sua mãe. – ela acariciou meu rosto e sem querer deixei uma lágrima escapar. Falar dela era um limite rigído pra mim. – Tenho certeza que ela está muito orgulhosa da mulher que se tornou.

- Sabe que eu devo tudo a senhora, não sabe? Eu nunca vou saber retribuir tudo que fez por mim.

- Retribua me contando como anda sua vida, ou melhor, vou avisar a Bruna que está aqui. – tia Mari se levantou e caminhou até a escada. Passei a me sentir mais a vontade e tirei a mochila dos ombros, e aceitei o café da manhã que uma empregada me ofertava. Não demorou para que houvesse uma agitação na casa e Bruna viesse correndo em minha direção.

- Mal posso acreditar que está aqui! – reconheci a voz de longe. Minha melhor amiga continuava do mesmo jeito que eu lembrava e se jogou em cima de mim. – Por que não avisou que vinha? Ana, você precisa começar a dar mais notícias! Mas deixa eu te ver, você mudou muito.

Fiquei de pé e ela exigiu que eu desse uma rodadinha, no fundo eu adorava esse jeito da Bruna. Queria ser que nem ela, divertida, engraçada...

- Tá gostosona, hein!

- Bruna! – a repreendi e senti meu rosto esquentar. Eu não era habituada a receber elogios, quem dirá ser chamada de gostosa.

- O que foi? É verdade, ué.

- Para de deixar a menina sem graça, filha. – tia Mari murmurou. – Está se sentindo cansada da viagem? Eu estava pensando se poderíamos dar uma volta no shopping, conversar, fazer compras. E durante esse tempo eu pediria para que os empregados arrumassem o quarto de hóspedes pra você, aliás, sabe quanto tempo vai ficar?

- Ahn, poucos dias, eu preciso resolver umas coisas. Por mim vai ser ótimo sair com vocês.

A campainha tocou e uma senhora de uniforme foi atender. Um rapaz alto e musculoso, de pele clara e extremamente bonito surgiu na sala, com uma pequena mala. A semelhância com o tio Amarildo não podia ser negada. Só podia se tratar do filho mais velho deles... Como era mesmo o nome dele? Ah, é Luan.

- Duas visitas inesperadas no mesmo dia? É demais pra mim! – tia Mari abriu um sorriso largo e se dirigiu até seu filho. Por mais que tentasse, não conseguia tirar os olhos dele.

- Oi mãe, é bom te ver também. – ele a envolveu num abraço que me permitiu ver sua aliança de casamento reluzindo no dedo. Eu havia sido convidada pra festa e tinha optado por não ir. – Espero que não se importe de acolher seu filho durante alguns dias, Jade está me deixando louco. Tem mais alguém aqui além de mim?

- Lembra-se da Ana? A filha da minha amiga? Bem, ela veio nos visitar. Acho que vocês se conhecem, mas não devem lembrar um do outro já que faz tempo que não se veem.

Ele caminhou sorrindo em minha direção, e antes que chegasse até mim, bagunçou o cabelo de sua irmã e ela fez careta pra ele.

- Bem vinda, Ana. – sua mão suave apertou a minha e ele delicadamente beijou os nós dos meus dedos. Não pude negar minha surpresa com aquela atitude. Ainda existiam homens assim no mundo? – Sei do carinho que minha mãe sente por você, sinta-se a vontade aqui.

- Obrigada, de verdade. – disse tímida. Eu devia estar sorrindo que nem uma boba.

 

Luan

Já que a casa ficaria vazia, optei por acompanhar as meninas num passeio ao shopping, sei que não seria tão ruim... Tinha algumas lembranças de Ana, mas vê-la crescida, com jeito de uma mulher me fez pensar o quanto ela tinha ficado linda.

- Limpa essa baba que está escorrendo ai. – Bruna implicou, passando o dedo em meu rosto.

- Que baba o que, garota?

- Você tá babando na Aninha desde quando bateu o olho nela, pensa que eu não vi?

- Tá vendo demais. – respondi.

- Prefiro a Ana no lugar da Jade cobra. – ela continuou implicando. – Já sei, vou ser a cupida de vocês!

- Para de viajar, Bruna. Eu sou muito bem casado.

- Se você diz... – ela deu de ombros e saiu andando. Amava minha irmã, mas as paranoias dela chegavam a ser engraçadas.

{...}

Comecei a me arrepender daquele passeio quando tive que carregar umas dez sacolas com roupas que a Bruna insistia em comprar pra Ana. Ela tinha um jeito delicado e meigo, mas não deixava de ser engraçada. Porém eu notava que ela estava tensa, preocupada com algo que não sabia o que era. Fizemos uma pausa para o lanche e agradeci mentalmente por isso.

- Então querida, o que te trouxe a minha casa? Não foi só saudade, foi? – minha mãe a questionou. – Tem algo errado?

Ela respirou fundo antes de falar e notei que estava constrangida.

- Quando terminei os estudos, decidi morar sozinha e trabalhar para juntar dinheiro para pagar minha faculdade no futuro. Só que eu fui demitida, precisei usar o dinheiro que tinha guardado para pagar contas, meu apartamento...

- Por que não avisou mais cedo? Sabe que dinheiro não é problema, não precisava ter vergonha de pedir.

- Não, tia Mari, não me entenda mal. Não é dinheiro que eu quero, sei que a senhora e o tio Amarildo conhecem muitas pessoas, talvez pudessem me indicar para um emprego. Juro que topo qualquer coisa, aprendo a fazer tudo muito rápido e... – decidi interrompé-la.

- Você vem comigo. – disse e elas me olharam confusas. – Quero dizer, estamos precisando de uma outra empregada na nossa casa, você aceita? – expliquei melhor e propus.

- Claro, eu preciso do dinheiro. – ela respondeu imediatamente e Bruna me lançou um olhar malicioso.

- Combinado então, você vem comigo. – repeti e ambos sorrimos.


Notas Finais


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