História Amor próximo - Capítulo 29


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - Capítulo 29 - Bissexual e arromântico


Fanfic / Fanfiction Amor próximo - Capítulo 29 - Capítulo 29 - Bissexual e arromântico

Tenho certeza que o Gabriel sentiu um medo absurdo, mas ele não precisava, pois eu notei os incontáveis olhares para nós e não só a ele, já que esse professor se preocupa demais com o nosso relacionamento e eu nunca compreendi o motivo disso tudo, porém se não nos incomoda, não preciso temer.

Confesso que foi engraçado vê-lo com vergonha por conta da galera zoando eu não esperava menos deles, é uma pena que tenhamos um trabalho para semana que vem, o jeito é fazer ou diminuir a nota final e esse é o pior pesadelo dos estudantes, me incluindo, claro.

— Nem pensem em conversar ou eu passo mais um trabalho!

A raiva que ele sentia não passava por mim como algo bom, não que alguma raiva seja boa, contudo sinto que ela tem a ver comigo, como se ele me amasse e estivesse mal pelo nosso relacionamento estar bem.

Pode parecer precipitado, só que eu não sinto nada, além disso.

Na hora em que ele saiu me chamou para fora, também para conversar e eu já esperava o que ouviria naquele instante, porém senti medo de algo a mais acontecer entre nós, ainda mais depois daquele dia.

— Por mais errado que seja eu te amo e eu quero você para mim, esquece do Gabriel e vem para o meu lado.

— Eu amo apenas o Gabriel e ninguém mais, me desculpa, mas eu não te amo e pode ser que nunca te amarei.

Foi então que as minhas especulações começaram a ter um fio de verdade, contudo não sei se eu deveria estar calma nessa situação, algo me diz que ele vai tentar um movimento errado.

— Se eu não posso ninguém mais pode!

— Só se for à sua imaginação!

Peguei e chutei seu saco, depois pisei em cima do seu corpo e arranhei várias vezes seu corpo, que homem mais fácil de vencer, porém eu não posso ficar desatenta nas aulas dele, já que ele vai querer vingança dos meus atos e para isso precisarei ter o Gabriel ao meu lado.

— Eu ainda terei a minha vingança!

No mesmo instante pisei em cima da sua parte intima pela calça, ainda que não fosse a pior dor do mundo, continuava sendo irritante e cruel, se precisar eu transformo no meu serviçal entre quatro paredes.

— Ele te ma...

Quando o Gabriel viu essa situação ele percebeu o quão ferrado estava se tentasse algo a mais comigo e me olhou de maneira amedrontada, mas nada que eu não soubesse que aconteceria.

— Ok, o que aconteceu para ele ter ficado nesse estado?

— Só o fato de ele ter tentado me transformar na mulher dele mesmo sem eu querer, aquele idiota.

— Eu sempre suspeitei dele, o jeito dele me irrita desde o começo do curso, mas fazer o que.

Decidimos que o melhor a fazer no momento é avisar aos diretores sobre os problemas que ele pretende me causar e como ele quase acabou me machucando e causando traumas.

E como eu preciso de uma testemunha, o meu amado será quem me ajudará nesse caso, uma vez que podem confiar nele por ser um aluno que não mente e tira notas boas, só que eu tenho medo de não funcionar e tudo continuar na mesma.

Assim que chegamos, notamos a organização do local, tudo limpo, com várias pastas, várias caixas, chegava a arrepiar de tão arrumado que ele conseguiu ser.

— Olá, diretor, o professor Hinata queria me obrigar a ser a mulher dele só porque ele me ama, eu recusei e quando isso aconteceu, ele disse que se eu não fosse dele, eu não seria de mais ninguém.

— Eu estava lá e isso aconteceu mesmo! Foi horrível e eu fiquei sem reação, enquanto ela se defendia.

— Entendi o caso, vou demitir esse professor e se ele continuar te irritando, chame a policia e grave tudo o que puder para ter provas.

— Obrigada.

Após sair do local suspirei bem fundo e voltei à sala, só de saber que eu não o veria todos os dias já é uma vitória sem tamanho e eu nem queria lembrar que ele viraria meu perseguidor.

Talvez eu comece a ter medo de sair de casa, talvez eu comece a ficar louca e paranoica tanto quanto meu amado, talvez eu não viva bem.

— Depois da escola podemos ir a policia?

— Claro.

Várias aulas se passaram e o sinal de saída tocou de vez, era meu alívio e meu medo, dois sentimentos distantes que se uniram em um só momento, a dor de saber que eu voltaria sem saber se eu conseguiria ter paz e a felicidade de poder dormir de vez.

Comecei a olhar para todos os lados sem dó nem piedade, não havia dor no pescoço que impedisse a minha capacidade de virá-lo minuto após minuto de loucura, mal raciocinar era possível nesse ambiente de paranoia constante.

— Se acalme pelo menos um pouco ou nem dormir conseguirá.

— Eu conseguirei se trancarmos todas as fechaduras e deixarmos em volta da casa um sistema de segurança avançado.

— Amanhã posso arranjar esses produtos, mas ainda é cedo demais e nós nem fomos a policia ainda.

— Tem razão.

Não demoramos muito para chegar ao local de parada, meu coração estava nos ares insanos do medo, mas se eu o deixasse vencer nem adiantaria ter usado minhas técnicas de defesa que aprendo há anos.

— Como posso ajudá-los?

— Um professor disse para mim que se eu não fosse dele, eu não seria de ninguém, isso depois de eu o rejeitá-lo por amar esse garoto que está conosco.

— Tem foto?

— Sim. — Desbloqueei o celular e mostrei as várias fotos que ele tirou comigo ao longo desses dois semestres.

— Só me dizer os dados básicos que souber dele.

Após eu falar tudo o que eu sabia sobre ele, disseram que me ajudariam no caso e que se eu o visse perto de mim era só ligar que eles iriam ao local sem nem pensar duas vezes, nisso saímos mais calmos, só que eu não vou deixar a minha casa aberta sabendo que eu posso morrer a qualquer instante.

Nós seguramos as mãos como forma de segurança de ter um ao outro nesse dia de tantas lembranças ruins e que podem me traumatizar ainda mais, é como se eu estivesse em um ciclo de maldades e tristezas.

Algo que eu vi em uma série de músicas e que espero que não esteja acontecendo comigo ou estarei ferrada de vez, afinal, não quero ver o Gabriel morrendo toda a hora.

— Pronto, tranquei as portas e amanhã vou aumentar a segurança da nossa casa, se ele te atacar nas redes sociais tira foto e deixa registrado para que possa usar como prova, áudios também são importantes provas.

— Entendi.

A dor que eu sentia no meu coração era imensa, eu não queria ser essa pessoa que está trancada dentro de casa, mas sim uma pessoa que pode viver como bem entende, sem ter medo de morrer a cada minuto.

— Durma de uma vez para que vá junto comigo aos locais de compras.

— Já entendi.

Antes de tudo verifiquei meu estado e fiz as trocas e adições necessárias, pois não quero ver uma poça de mancha quando acordar, porque é o cúmulo sentir tudo isso e ainda ter que aguentar um perseguidor.

Fechei os olhos várias e várias vezes até conseguir de fato ter o primeiro sonho definitivo, porém os olhares dentro dele eram horríveis, estou com medo do meu futuro.



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