História Amor próximo - Capítulo 31


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Palavras 1.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 31 - Capítulo 31 - Demigirl e frayssexual


Fanfic / Fanfiction Amor próximo - Capítulo 31 - Capítulo 31 - Demigirl e frayssexual

Não sei como e porque, mas a Makoto estava triste demais ao meu gosto, parecia que algo tinha acontecido e só eu não sabia isso me deixou tensa assim como ela, por mais que eu tentasse ignorar.

— Pare de me olhar como se eu estivesse com problemas, sabe que se eu tivesse algum eu já teria contado há tempos.

O tom não me agradou, pois senti uma mudança durante a frase e se ela estivesse falando a verdade isso jamais aconteceria, tenho a sensação de que está escondendo fatos importantes de mim, nem aparenta confiar mais na minha pessoa.

— Não minta! Sei que algo te incomoda então por que não me conta de uma vez?

Sem notar que já estava chorando talvez eu seja fraca mesmo, por isso não consigo ficar sozinha, por isso gosto quando os caras me paparicam.

— Aconteceu de vez e agora vai tudo para o ralo.

E pensar que ocorrerá de vez, nossas tentativas de afastá-lo dela falharam de maneira miserável que decepcionante e não importa se ele foi demitido da faculdade, a vida dela está a um passo de virar um transtorno constante.

— Nada vai ajudar no final das contas, mas fiquei sabendo que ela conversou com a polícia depois da universidade, ainda bem.

Ver a minha amada chorando partiu meu coração de uma maneira que eu nunca senti antes, mas o que eu posso realizar? Não sei nem lidar com os meus sentimentos, quanto mais de outra pessoa.

Nisso me aproximei do seu corpo e abracei-o, acariciando seus lindos cabelos marrons rosados, ainda que as lágrimas caíssem nos meus ombros, eu deveria permanecer forte para acalmar seu coração partido.

— Com o Gabriel ao lado dela tudo vai dar certo, mas nós também precisamos ser fortes ou podemos piorar a situação.

— Você está certa.

Obter seu lindo sorriso com aparelho é revigorante para mim, porque eu sei que ajudei no que pude e foi o suficiente, mesmo que eu não estivesse confiante como costumo ser na maioria das vezes.

Os cabelos dela são lindos, não dá para olhar em outro ponto de tanto que chamam a minha atenção, mas também, o cuidado que ela toma com esses cabelos não é para qualquer um.

Só não mexo neles porque ela vai querer acabar com a minha existência de tanto que não gosta que mudem uma posição do fio, por conta da demora que acontece na hora de pentear cada mecha.

— Já pensou em colocar mais cores?

— Detonaria o meu cabelo sem dó, então nem pensar.

— Que pena, ficaria lindo.

As risadas mais leves acabaram com qualquer sentimento que estivesse tentando se formar depois de ver o sofrimento da Makoto durante esses momentos em que pensou naquela pessoa.

Pouco depois dei um suspiro e senti vontade de beijá-la, mas sei que ela não se atrai pela minha pessoa porque criamos um laço, então nem tento nada, já que prefiro manter esse laço forte a ter que perdê-la por um desejo que pode acontecer com outros humanos, não só com ela.

— Por um segundo achei que tentaria algo comigo, ainda bem que foi só um pensamento estranho.

— Claro afinal, eu sei dos nossos limites como amigas.

Uma culpa bateu na minha cara para mostrar que eu não deveria ter essas vontades, mas não tenho maneiras de controlá-los, uma vez que eu não aprendi a parar de querer ter algo a mais com a minha amada.

Nisso sugeri que víssemos um filme juntas, de qualquer tema menos romance, assim variaremos os nossos gêneros da sétima arte, até porque já enojei de tanto ver casais que sofrem e depois conseguem namorar sem problemas, ou casais que são felizes o filme todo, na verdade cansei de casais no geral.

— Vamos ver esse do estúdio ghibli! Deve ser ótimo, isso é nem deve ter algum filme ruim dessa lindeza da humanidade.

— Então vamos.

Considerei o nome bem simples, “A Tartaruga Vermelha” e a obra havia lançado ainda nesse ano, o que é uma raridade que está acontecendo comigo, pois eu quase não vejo nada no ano de estreia.

Depois que ele terminou notei que seus olhos estavam marejados e dessa vez de felicidade, o que me deixou feliz até demais, pensando bem, eu não sentia isso há anos, talvez seja por isso que eu quase não tenho memórias felizes.

Também pouco convivi com os meus pais, pois o trabalho os obriga a sair de casa todo ano, algumas vezes eles nem voltavam e me deixavam com a minha irmã mais velha, só que ela também se esquecia da minha existência.

Sei bem os motivos de a minha personalidade ser conturbada desse jeito, não é para menos, porque as meninas da sala me zoavam várias e várias vezes por eu não ter meus pais presentes, isso para elas era o fim do mundo e para mim também.

— Qual é! Para de ficar pensando nesses momentos ruins, vamos criar momentos bons para substitui-los.

— Sim, hoje parece que deu a louca nos meus sentimentos e eu só consigo pensar nos piores dias da minha vida, nem sei como e porque isso está acontecendo.

— Não importa o motivo, mas sim como vai perdê-los comigo!

É a primeira vez que eu vejo tanta alegria estampada no seu rosto, algo de estranho deve estar acontecendo no universo, uma vez que é quase sempre o oposto, eu sendo a palhaça e ela tentando achar a felicidade de todas as formas possíveis.

Nós procuramos figure actions que eu guardo em um lugar que eu não quebrarei fácil e começamos a brincar com elas, fingindo que somos as personagens, criando diálogos, cenas, após isso zoamos de dublar animes e várias outras coisas que ocorreram no resto da tarde, sem contar que pedimos pizza.

— Agora sim terminamos com chave de ouro.

— Sem dúvida alguma!

Ligamos a televisão para ver se algo de novo virava notícia e sentimos um medo em especial quando vimos aquele nome nas letras do noticiário, algo de ruim estava para acabar com a vida dela, se já não havia feito seu trabalho.

— Então ele conseguiu o endereço e logo vai tentar entrar na casa e tomar vários choques, vários outros tipos de golpes.

— Que sistema bom.

— Isso se chama Asashio.

Demorei a entender e quando o estalo me guiou, notei que era sobre a própria pessoa citada, pelo fato dela saber de várias técnicas de defesa úteis, se não fosse por elas teria se ferrado muito na vida.

— É uma boa ligarmos para eles?

— Sim.

Peguei o telefone e digitei os números, nisso chamou diversas vezes até que atenderam e a voz da nossa colega de faculdade não era nada boa, chegou a dar arrepios nos meus pelos.

— Estou tão mal que eu nem consigo dormir, comer, sair de casa que já sinto medo de dar tudo errado.

— Pelo menos o Gabriel está te ajudando melhor do que não ter ninguém com você.

— Nós dois não sabemos o que fazer nesse momento, ainda mais depois de tantas mensagens recebidas dele, sinto que a minha vida não tem mais rumo.

— Só não pense naquele tipo de atitude, pois precisamos de você em nossas vidas.

— Sei bem disso, tentarei aguentar o quanto puder.

Assim que a frase foi pronunciada o telefone desligou não foi por queda na linha, mas sim por ato dela, estou com medo do que pode ser seu futuro, pois só de pensar em perdê-la me dá arrepios e dores em todos os meus sentimentos.

— O que ela disse?

— Que não consegue mais viver e que está sem rumo, a situação está feia de vez, então não acho que ela vá suportar por mais tempo sem pensar naquele tipo de ato.

Dessa vez nós duas estamos em lágrimas, não importa o quanto tentarmos falar de outros assuntos, eles sempre terão uma rota final, o caso de uma de nossas amigas mais preciosas, sem contar na dor do seu amado, que pode jamais vê-la na sua vida, podendo cometer o mesmo ato.



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