História Amor próximo - Capítulo 32


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 32 - Capítulo 32 - Frayssexual e demigirl


Fanfic / Fanfiction Amor próximo - Capítulo 32 - Capítulo 32 - Frayssexual e demigirl

A tentativa falha de ficar feliz era evidente nas minhas expressões, no meu tom de voz, a cada palavra que eu pronuncio e é impossível pensar que a minha amiga do coração está quase perdendo o motivo de existir.

Preciso dela! Nós precisamos dela! De que adianta vender o produto se ele não será o suficiente?! Nem tudo é pelo dinheiro! E não sou só eu que penso assim, como que o Gabriel está reagindo a tantos problemas? Ele nem consegue pensar direito, está criando uma paranoia enorme.

— Precisamos salvar a nossa amiga, não quero viver sabendo que eu poderia ter ajudado, mas não o fiz!

— Vamos nessa.

Procuramos o endereço desse homem que nós chamávamos de professor, porém ele não merece mais ser chamado com essa denominação importante, ele não merecia ter entrado naquele lugar.

Ao encontrarmos o que procurávamos vimos que não era distante, pelo contrário, era perto da casa da Atsuko, algo inusitado por sinal, mas temos que aproveitar as chances que nos são dadas.

— Vamos juntas e usaremos a melhor técnica já existente contra os homens.

— Claro que usaremos esse golpe.

Não demoramos muito e notamos as janelas abertas, observamos bem e o encontramos na cama, dormindo como um bebê, porém antes de aplicarmos essa arte de chutar o saco, arranjamos uma garrafa de vidro para quebrar na sua cabeça, na verdade, para ameaçarmos.

Sem quaisquer diálogos para não ter qualquer suspeita de que estamos invadindo uma casa para agredir aquele que precisa.

Pulamos em cima do seu corpo, lógico, mirando bem o alvo para que tudo desse certo ou quase tudo.

— Vocês! Já sei o que querem fazer, desejam me matar ou algo pior.

— Não, queremos só conversar e precisamos de duas respostas, por que a Asashio? Por que não procura um tratamento para vencer dessa obsessão doentia que possui pela pessoa que ama?

— Não sei por que ela, mas quem aceitaria um homem como eu? Ninguém, a minha mulher me largou, meus filhos desistiram de mim quando cresceram e a minha família não quer mais lembrar que eu existo.

— É justo por isso que você precisa se tratar ou jamais terá companhias na vida e poderá ser preso a qualquer momento, já pensou ter que perder anos da sua vida pagando pena?

Observar as suas expressões estranhas era bizarro, pois não dá para saber se ele está sendo verdadeiro ou falso conosco, por precaução continuei com a garrafa quebrada ao meu alcance.

Se bem que foi dessa maneira que conseguiu conquistar vários alunos ao seu lado, incluindo a sua vítima, porém e se for verdade tudo o que está contando para nós? Não poderemos julgá-lo como pensaríamos antes.

A conversa durou minutos e mais minutos, até que pegou um objeto que guarda no sofá, assustando-nos sem dó nem piedade.

— Abaixa esse obje... — Não era nada mais, nada menos que um retrato da família que construiu durante anos, com sorrisos, antes de tudo quebrar a vivência entre todos, algo me diz que foi a bebida que causou tantos problemas.

— Podem revistar a minha casa sem problema, eu sei que pareço um louco e sou mesmo, mas depois de levar tantos golpes não consigo mais andar sem sentir dor e sem ver as marcas, pois não gosto de andar com camisa dentro de casa. E eu vi que está com uma garrafa que eu joguei fora de casa.

— Então conseguiu repensar nos seus atos? Mas precisava ter causado uma loucura em uma aluna para isso? Ela não come mais direito, não dorme, não sai de casa por sua culpa! Custa pensar nos sentimentos dos outros antes de fazer tudo sem pensar?!

Não tinha como eu abaixar meu tom de voz, por conta da dor excessiva que ronda meu coração fraco, que pode quebrar a qualquer instante por qualquer coisa, mas deixar que um cara fale como se fosse uma mera vítima já é demais para mim.

— Para mim as minhas atitudes eram certas, eu não via nenhum problema, ainda mais com vozes incentivando cada vez mais os meus problemas, não é como se eu tivesse escolha e eu sei bem o que eu causei.

— Se sabe então peça desculpas para ela e diga tudo o que disse para nós e já sabe, se mudar de atitude eu não vou ter piedade com a sua vida.

— Entendi.

Quando notei já estava até com uma expressão nervosa, mesmo sem ser a intenção, tudo o que eu sentia era ódio e mais ódio misturado com raiva, talvez seja por isso que eu não consigo manter o sorriso de sempre.

Voltamos à casa da minha melhor amiga e pensamos se ele realmente cumpriria o acordo, caso não tivesse essa atitude já poderíamos considerá-lo um homem morto, pois pessoas assim não merecem viver ou outras morrem.

Sei que meu pensamento é louco, mas eu sou louca, não do tipo dele, porém se alguém me irrita demais posso pensar na morte dessa pessoa sem problema, talvez eu tenha algum problema.

Só sinto dó do meu futuro namorado ou da minha futura namorada, eu não nasci para namorar e manter relacionamentos saudáveis, uma vez que eu não sei administrar meus sentimentos, deixo-o loucos dentro da minha mente.

E qualquer um que convive comigo sabe bem desse problema, só que eu não sei como que aconteceu e porque ainda acontece, parece que estou pagando uma divida de tanto ser cruel com os outros.

Suspirei e chamei-a para discutirmos quanto aos nossos problemas em relação a ele, afinal, se nos acalmarmos é nessa que ele acaba de vez com a nossa paz, por isso devemos ficar de olhos abertos o tempo todo.

— Ligaremos de maneira constante a Asashio e ao Gabriel, essa é a melhor maneira de sabermos de tudo, pois pelas redes sociais não sabemos da tonalidade da voz e não tem como saber o sentimento predominante.

— Concordo, sem contar que vamos atormentá-lo sem pensar duas vezes, indo na casa dele, chamando-o nas redes sociais, descobrindo ou pedindo o número de telefone e celular, para que ele não tenha chances de escapar.

Ambas olhamos confiantes quanto ao nosso plano e se ele funcionasse estaríamos de bem com a vida de uma vez por todas e não há recompensa maior que a felicidade daquela que adoramos tanto.

Não só dela como do cara que cuida dos seus problemas como pode, esse é o melhor tipo de pessoa, com toda certeza do mundo, mas ela não pode esquecer-se das amigas ou ficaremos tristes por perdê-la para um cara que nem pode corresponder seu sentimento.

— Vamos dormir um pouco? Estou com sono, mas antes vamos avisá-la sobre o que conversamos e o que ela tem que esperar se não ocorrer em uma semana podemos ir de novo a casa dele.

— Combinado.

Depois de terminarmos as nossas tarefas do dia tiramos o melhor cochilo que podíamos.



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