História Amor próximo - Capítulo 34


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Palavras 1.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 34 - Capítulo 34 - Cupiossexual, polissexual e gray-A


Fanfic / Fanfiction Amor próximo - Capítulo 34 - Capítulo 34 - Cupiossexual, polissexual e gray-A

Será que eu planejo outra discussão que só eu e a Chou poderemos vencer? Bem, posso fazer isso amanhã e eu vejo com ela como que vai funcionar, é uma pena que ele nem desconfie dos nossos planos.

A melhor parte de parecer mais fofa é não ter suspeitas em cima de mim, apenas da nossa outra namorada, mas ele já está começando a entender que não vale a pena ignorar o meu comportamento.

Sem contar que a maior parte pervertida do nosso casal vem pela minha parte, mas eu não me atraio, mesmo querendo manter um lado sexual do nosso relacionamento, por mais que isso seja possível de certa forma.

Muitos que são cupios são do lado romântico, eles desejam se relacionar dessa maneira, mesmo não se apaixonando, não é tão diferente do que eu.

— Parem de se comunicar pelos olhares! Não me excluam das suas atividades, pelo menos das que não quebrem a privacidade.

— Nos obrigue.

Tem resposta melhor que essa? Sem ser aquele palavrão que tantos usam claro, mas esse eu também gosto e acho ótimo por servir para diversos contextos, é incrível como uma palavra vale para tantos momentos.

— Entendi, mas tentem não gerar o caos entre nós de novo.

— Quem disse que não queremos gerar o caos?

A expressão dele já revelava a raiva que sentia de saber que seria colocado contra nós duas mais uma vez, nada mais que o esperado do nosso Rin, pena que ele é fraco em questão de argumentação ou as nossas discussões durariam mais.

Estava pensando se um dia nós não sairíamos de casa para um restaurante, pois só comer no nosso lar enjoa de tanto que realizamos esse ato na semana, sei que é econômico, mas eu não aguento mais!

Será que a Chou não pensa do mesmo jeito? Ai nós poderíamos convencê-lo a nos levar para esses locais a cada dois meses, para não gastarmos tanto com comida e gasolina, poupando as nossas finanças.

— Vocês sempre querem brigas, mas eu não entendo qual o propósito disso tudo se sempre acabam do mesmo jeito.

— Não entende que queremos melhorar a sua argumentação? Ela é fraca e em pouco tempo você perde na briga.

— Podemos fazer isso com debates, sem gerar problemas entre nós e é mais simples.

Por mais que ele tenha razão, quase sempre que há opiniões diversas quanto ao mesmo assunto, por algum motivo não entendido pela lógica, sempre acaba em briga, em discussão.

Então é mais fácil já começar da discussão que vê-la acontecer aos poucos, pode ser que eu seja apressada demais, porém é mais prático e eu não preciso me estressar sem motivos.

Sem nem demorar a criar esse pensamento, procurei vídeos de danças que fizeram de músicas do programa Vocaloid, nisso peguei uma música que nenhum de nós havia tentado e coloquei na televisão.

— Vamos para o desafio de dança!

Os olhares aos outros revelava cada vontade de vencer que havia nessa casa, então comecei o vídeo para que tudo desse início de uma vez por todas.

— Que música agitada! Mas eu não posso perder para vocês!

Quais as chances de vê-lo dançar bem músicas com um ritmo acelerado? Quase nenhuma comparada com as nossas, e isso apenas mostrava que a briga era entre eu e a Chou, sem mais, nem menos.

Até que uma virada surpreendente aconteceu do meio para o final e nenhuma de nós conseguíamos acreditar no que as nossas visões conseguiam captar de tão extraordinário, pois pela primeira vez ele pode nos vencer.

— Eu disse que não perderia para vocês.

O sorriso radiante aumentava a nossa vontade de continuar tentando diminuir as possibilidades de ele conquistar a sua vitória, porque ele lava bem a louça e não quebra nenhum prato nesse ato.

No final da música ele perdeu o ritmo e nos deu a vitória de lavada, que azar, não?

— Não acredito que a louça é minha de novo! Eu aceito de vez que só eu farei isso nessa casa, mas eu não farei as compras em troca.

— Melhor assim, você sempre se esquece de algo durante as compras.

O Rin limpou a lente dos óculos e foi realizar seu ato de lavagem enquanto nós víamos televisão, não há nada melhor que poder ser preguiçosa, mas sei que logo mais eu que cozinharei, pois eles são um desastre na cozinha.

Passaram-se alguns minutos e por magia, já que havia várias louças na pia e não existe outra explicação, ele conseguiu terminar a sua tarefa, juntando-se a nós para assistir o noticiário.

Terremotos em cima de terremotos de tantos que acontecem durante o mês, mas não é para menos, uma vez que o nosso país está em uma área instável e por isso é propenso aos mil e um tremores.

Por mais que o Japão seja um país gostoso de viver não é o melhor do mundo em tudo, sem contar no fato anterior, mas eu gosto de morar aqui e não sei se eu me acostumaria com outros lugares do mundo.

— Depois de um tempo a gente se acostuma com esse tipo de problema, afinal, não dá para empurrar um país.

— É verdade, quem dera poder empurrá-lo sem sofrermos as consequências.

Nós rimos e pouco depois sentimos um tremor, é só falar dele que ele aparece de novo, nem importamos por conta da pouca intensidade e voltamos ao nosso cotidiano, nada mais que o habitual.

Tem dias que eu penso em como seria ter uma personificação do país na vida real, nem consigo imaginar convivendo com o personagem criado há uns anos em um mangá de tão fofo que ele é.

Ainda que seja uma paródia, gosto de assistir e ler essa obra para me divertir, pois se eu ficasse apontando todos os erros nem teria graça de acompanhar.

— E mais uma vez o terremoto nem nos assustou, ainda bem, pois é horrível ver os casos no noticiário e que acontecem com vários japoneses ao redor do nosso território.

— Com toda certeza, mas nada podemos fazer para evitá-los.

Nessa mesma hora fomos abraçados pela Chou, como uma maneira de pararmos com esse assunto de uma vez e não é para menos, já que a mãe dela morreu em um desses, enquanto o pai continua internado até hoje.

Então é raro falarmos sobre esse tipo de fenômeno natural, só quando decidimos ver televisão e as notícias, ou seja, quase nunca de tão raro que é.

No final de tudo sabemos o quanto ela está sofrendo e o motivo dela ser mais alegre, o que importa mesmo é que estamos todos juntos acima de tudo, o nosso amor romântico está ajudando-a com as barreiras criadas pelo seu medo.

— Nós sempre estaremos com você, saiba bem disso.

Com isso retribuímos o abraço e fizemos cócegas por todo o corpo, para aliviar o que sentia naquele instante.



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