História Amor próximo - Capítulo 35


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Palavras 1.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 35 - Capítulo 35 - Polissexual, cupiossexual e gray-A


Fanfic / Fanfiction Amor próximo - Capítulo 35 - Capítulo 35 - Polissexual, cupiossexual e gray-A

Ouvir tanto sobre terremotos causou uma dor imensa nos meus sentimentos, como se eu ainda não estivesse vencido do meu problema com os meus pais e amanhã irei ao hospital para saber do estado de saúde do meu pai.

Ver todos tentando me deixar para cima é ótimo, mas não é o suficiente, uma vez que eu vivenciei ainda nova, antes da minha adolescência chegar de fato, o que me causou um trauma imenso.

Sentir um tremor me deixa louca e mesmo que seja passageiro, ele vai me dar medo, vai me fazer lembrar-se do dia mais tenso que eu vivi talvez seja por isso que eu sou tão paranoica em continuar morando no Japão.

Penso em mudar de país depois que eu conseguir ver meu pai bem ou eu me sentirei culpada por deixá-lo na mão quando ele mais precisou da sua filha por perto.

— Não tínhamos percebido o quão mal estávamos fazendo enquanto falávamos sobre tudo isso, pode nos perdoar, Chou?

— Claro que posso, só vou pedir que não fizessem mais isso.

— Nós não faremos mais isso, pode ter certeza.

A minha falta de coragem para contar sobre o meu pensamento pode nos afastar, pois eu não sei quanto tempo aguentarei morar nesse país depois que tudo estiver bem entre eu e o meu pai.

— Você quer sair do Japão, não é?

Meu coração começou a acelerar de medo, parecia que eles desistiriam da minha pessoa naquele instante e tudo estaria acabado entre nós.

— Sim, tenho medo de que aconteça de novo.

Fechei os olhos por não querer ver as reações deles, nisso ouvi as falas positivas e comecei a chorar por saber que tudo não passava de um filme da minha cabeça, inventado pela minha paranoia.

Suspirei fundo e voltei a olhar o que estava acontecendo no nosso espaço.

— Nós entendemos seu medo e nós não te largaríamos apenas por isso, afinal, nós te amamos acima de tudo, não é um sentimento qualquer, mas sim um sentimento forte que mostra o quão o nosso laço é forte.

— Obrigada, meu maior medo era que vocês desistissem de mim.

— Nós jamais desistiríamos de você por isso, porque nós sabemos do seu problema e o que o causou.

Comecei a chorar de felicidade ainda mais forte do que antes, é uma emoção grande demais para dizer em palavras, só será uma tristeza não poder vê-los todos os dias no pessoal, apenas por computador.

Tenho que pensar diversas vezes antes de tomar qualquer decisão que impacte na minha vida pessoal de todas as formas, não só na minha como na deles também, pois o nosso relacionamento pode acabar virando instável.

Primeiro de tudo terminar o curso, ver meu pai bem pela primeira vez e fora do hospital, ai sim eu poderei pensar melhor quanto aos meus atos, porque estarei de cabeça vazia e fria.

As minhas decisões quando adolescente foram ruins ou chocantes justo pela minha cabeça estar quente e cheia de assuntos, como o primeiro namoro, o primeiro beijo, a primeira relação sexual, o primeiro amor e sem contar o meu pai que estava em um estado ainda pior.

Hoje em dia as minhas preocupações são outras, arrumar um emprego melhor, pagar a minha parte das contas, fazer as minhas tarefas, estudar e me formar. Filhos eu não pretendo por darem um trabalho enorme, sem contar nos gastos que eles arranjam e eu não consigo me ver como mãe.

— Espero que seu pai melhore logo, pois amanhã terá de vê-lo e deve ser uma dor insuportável.

— Eu também espero que ele melhore de uma vez, quero meu pai de volta! Aquele que cuidou de mim e me ensinou a andar! Ficar sozinha é uma dor que eu não aguento mais ter por ser uma filha quase órfã.

— Não chore, por favor, já me machuca ver o estado do seu psicológico, com lágrimas de tristeza dominando seu corpo, ai que eu me quebro por inteiro.

— Não precisa ficar triste por mim, pense mais nos seus problemas e tente resolvê-los, pois eu tenho que vencer dos meus problemas entre eu e eu, por enquanto.

— Jamais pense assim! Ou vai acumular tanto que chegará uma hora que a explosão é certa de tanta dor misturada com mágoa!

Dei um leve sorriso e voltei aos meus estudos, para ver se aliviava a dor imensa que não queria parar de se formar dentro de mim, a pior parte de toda essa angustia que está sendo criada, é que ela não tem fim.

Preciso de um tempo para relaxar, mas quem disse que o curso permite? É prova e depois trabalho e depois terei o TCC que vai acabar com todo meu sono que já é pouco, nem sei mais como será o rumo da minha vida.

Se eu não visse aquela cena tão nova, talvez eu conseguisse lidar melhor, porém vê-la com oito anos foi o suficiente para me quebrar e jogar em um lixo perto da minha casa, já que eu não tenho mais uma vida, eu só existo por existir.

— A sua magoa vai te corromper o quanto antes, por isso precisa nos ouvir e deixar que tudo saia de vez de dentro de você ou vai guardar tanto que a sua vida não terá mais um sentido.

— Quem disse que eu tenho algum sentido em viver? Estou nesse mundo apenas para cuidar daquele que cuidou de mim, depois disso eu não sei como seguir e se vou seguir, pois para curar esse sentimento vai demorar anos e talvez eu não aguente esses dias longos.

— É por isso que precisa de nós! Para saber o que tomar como rumo da sua existência, melhor do que pensar de maneira precipitada e depois causar um arrependimento por tudo o que fez.

O tom de voz dela era tenso e alto, como uma forma de tentar entrar nos meus pensamentos com essas palavras, querendo quebrar o que podia para me ver mais feliz e me ver tentando voltar a ter essa vida que eu perdi há anos.

Saber que ainda pode existir um ser dentro de mim é estranho, ainda mais sabendo que muitas pessoas nem acham que eu existo por ser além de hétero, homo e bi, os mais aceitáveis e olha que a galera bi sofre bastante.

A questão é que se eu tentar e me arrepender de que adiantará ter tentado? Só para ver pessoas felizes sendo que eu não estarei feliz? Isso não entra na minha cabeça, pois é estranho demais para mim.

Se eu vou ter a felicidade em algum momento não sei, porque só sei que nada sei da minha vinda à Terra, quanto mais o que farei nela depois de terminar de vez os meus estudos.



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