História Amor próximo - Capítulo 36


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 36 - Capítulo 36 - Gray-A, polissexual e cupiossexual


Fanfic / Fanfiction Amor próximo - Capítulo 36 - Capítulo 36 - Gray-A, polissexual e cupiossexual

Ver o estado psicológico da Chou me despedaçou meu interior sem dó, ainda mais em saber que ela pode acabar saindo do país a qualquer momento, só de pensar nisso eu não sei mais o que fazer e tudo isso causa um desespero enorme.

Com isso chamei a nossa outra namorada para conversar enquanto ela está visitando seu pai, pois é o momento de ficarmos sozinhos e termos um diálogo de adulto para adulto.

— O que vamos fazer para ajudar a Chou?

— O que pudermos, porque é isso que namorados saudáveis fazem.

Concordei e esperamos a volta dela para casa, não sei como reagiríamos por medo, por achar que aumentaríamos o problema ainda mais, mas usamos o que estava ao nosso alcance.

— Voltei, mas sem notícias boas, apenas com uma péssima.

Nossos olhares expressavam o que nós não queríamos imaginar de jeito algum, mas era a hora de aceitar.

— Pode contar não tenha medo

— Meu pai não resistiu e morreu, agora sou uma pessoa sem os pais e sem parentes próximos, que dia horrível, vou dormir e não me chamem para ir a faculdade, quero só chorar, ouvir minhas músicas e nada mais.

Agora a casa caiu de vez, perdemos a nossa namorada para a dor e para a tristeza, era o que esperávamos, mas não queríamos vê-la assim logo de cara, no momento devemos deixá-la respirar e ter seu momento de soltar todas as mágoas, porém amanhã ela que pense em continuar na cama.

Esperei o almoço sair para ver se eu também esfriava a minha cabeça, por mais difícil que seja, é necessário ou todos nós sofreremos e a angustia dela só aumentará conforme os dias passam.

— Tudo pronto!

Ela sequer levantou-se da cama, só ficou lá sem mover um dedo, essa vai ser a pior data dela com certeza e não há o que podemos fazer para mudar e é isso que nos irrita.

— Não a chame, pois ela precisa desse momento de aceitação ou se machucará todos os dias.

Suspirei fundo e segui as ordens da Kasumi pelo bem do nosso relacionamento e não só dele, mas também da nossa querida amiga e namorada, uma vez que meu medo é de vê-la cometer aquele ato.

— Come de uma vez e esquece que ela existe.

Olhei ao prato e comi o que eu consegui mesmo que não fosse muito ou eu teria problemas mais tarde, como ficar furioso por qualquer motivo.

Se eu não posso ajudar em nada, prefiro nem olhar em seu rosto ou eu me sentirei cada vez mais mal com os meus atos, pois só de imaginá-la chorando já me causa uma dor intensa nos meus sentimentos.

— Pare de pensar nisso tudo, você não quer que ela melhore?

— Eu quero, mas me machuca pensar que ela está chorando sem rumo e nós estamos apenas deixando que tudo aconteça sem nem falarmos com ela.

— E o que podemos fazer?

— Conversar, sair, montar uma homenagem ao pai dela em um lugar especial e por fim não deixá-la desse jeito.

Por incrível que pareça consegui convencê-la e primeiro montamos a homenagem com a foto mais recente que ela possui dele, nisso a chamamos para ver o nosso feito e as lágrimas começaram a cair com mais facilidade.

— Chore o quanto precisar, pois precisa se acalmar aos poucos e é assim que se começa.

Os seus gritos com o nome dele eram mais do que necessários para que conseguisse superar todo o momento, da mesma maneira que o dia em que viu a sua mãe morrer ainda nova.

Passou um tempo e limpou as suas lágrimas, as tentativas de começar a sorrir nos animava, mas não duraram muito e logo depois continuou seu momento de marejar seus lindos olhos âmbar.

Vários gritos, várias lágrimas, tudo o que ela podia já estava fazendo e nos aproximamos de maneira lenta como maneira de não repelir os nossos atos.

Abraços, beijos, carícias e derivados, para ver seu lindo rosto limpo e nada mais derrubado ao chão pela dor, pegamos as suas mãos e sorrimos, mostrando que não precisava sentir tanta dor.

Lógico que duas perdas na vida e as mais importantes para ela, a machucaram e muito, porém seria errado vermos a nossa amada dessa forma sem consolar pelo menos até onde conseguíamos por isso queríamos ver seu sorriso de novo.

— Pai! Volte por favor!

As falas nos despedaçavam e nada podíamos realizar quanto a isso, o que era horrível para nós, porém fizemos o que estava ao nosso alcance e isso era o suficiente, pelo menos deveria ser.

— Chou! Volte por favor!

Com essa frase ela olhou de maneira direta nos nossos olhos e nos abraçou, entendendo que queríamos ver aquela garota brincalhona de novo e que sabia dos seus problemas, do que aconteceria conosco se nos deixasse.

— Eu voltei! Não vou deixá-los de jeito algum! A minha recaída não vai acabar comigo!

Vendo-a sorrir depois de tanto tempo era ótimo, porque por um momento achei que o dia inteiro seria ela chorando e reclamando de tudo, ainda bem que a minha amada está de volta para nos animar e mostrar que é forte.

— Agora vai comer de uma vez antes que fique reclamando de tudo.

Umas risadas leves eram ouvidas por mim e pela Kasumi e nos sentíamos ótimos, junto com a cena dela comendo afinal, era ruim pensar que ignoraria as refeições por ter perdido seu ente que tanto amava.

Só sei que a deixaremos não ir à faculdade hoje ou seria forçá-la demais, a não ser que ela queira ir mesmo assim, nesse caso não temos como mudar a sua escolha, sem contar que seria melhor para si mesma.

Não apenas para ter todas as matérias do dia, mas também para socializar e não ficar ouvindo músicas tristes o tempo todo enquanto chora na cama ou vendo filmes tristes para saciar a sua vontade de chorar.

Queria entender como que funcionam os sentimentos dela, pois uma hora chora outra ri e chora de novo por felicidade e em outras por dor, eu não entendo mesmo, mas o que importa é ver que está melhor.



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