História Amor próximo - Capítulo 37


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Palavras 1.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 37 - Capítulo 37 - Cupiossexual, gray-A, polissexual


Fanfic / Fanfiction Amor próximo - Capítulo 37 - Capítulo 37 - Cupiossexual, gray-A, polissexual

Por mais triste que fosse esse momento, eu já esperava que ele pudesse morrer em algum momento, afinal, todos nós morremos algum dia.

Mas eu não aguentava mais ver a Chou chorar sem pausa, era uma quebra atrás de outra no meu coração fraco, porque por mais forte que eu me tente passar, sou o completo oposto disso.

Quando eu vejo filmes de drama já choro bastante, se tem uma notícia triste eu não consigo ficar feliz rápido, é tenso ser assim, porém se eu sou assim devo me aceitar dessa maneira e pronto.

Claro que eu quero ser mais forte, mas é difícil e eu pretendo completar a faculdade antes para não comprometer os meus estudos, já é difícil sem projetos paralelos, com eles então é pior ainda.

Sei bem disso porque vários alunos estão trabalhando duro, claro, eu trabalho, mas não tão pesado quanto esses, e também alguns estão escrevendo o próprio livro de ficção e eu acho insano.

Sem contar os mil e um mangakás da vida, esses são heróis por conseguirem manter a faculdade e o mangá ao mesmo tempo.

— Me desculpe por ter chorado tanto, eu não conseguia me controlar e agora meus olhos estão estranhos e pesados.

— Pare de se culpar e venha se divertir, porque é difícil sim aguentar viver sem os pais e agora você não tem nenhum de vez, o que está te deixando triste e sem rumo, mas saiba que iremos te apoiar e te ajudar no que pudermos e for necessário.

— Obrigada pessoal, eu jamais havia pensado que teria namorados como vocês.

— Não é todo dia que você arranja os melhores namorados para você, então aproveite enquanto durar.

Seu lindo sorriso me encanta de uma maneira que eu nem sei descrever, mas é lindo, chega a me deixar sem fôlego de tão brilhante e reluzente, junto aos sentimentos verdadeiros que são maravilhosos.

Eu adoraria conseguir transmitir as minhas emoções igual a ela, mas já que demora a ser mudado, então terei de começar aos poucos e ver se mais velha estarei mais sincera e melhor.

— Vocês me vêm como um modelo perfeito a seguir, mas eu não sou e ninguém é, pois todos possuem erros e eu estou inclusa nisso tudo.

— Sabemos bem, mas é impossível não ver o quão você é incrível, mesmo sendo nervosa em alguns momentos e brigando conosco por motivos idiotas, ainda é aquela que queremos ser em vários pontos e em um deles é a facilidade para demonstrar seus sentimentos.

— Não falem como se eu tivesse algum ponto ótimo a ser seguido, sério, é horrível ser vista como uma pessoa boa, ainda mais com a minha instabilidade emocional, então não façam mais isso.

O olhar amedrontador com os piores sentimentos já nos dava uma prévia do seu dia nas próximas horas e eu nem quero ver como será mais tarde, tenho sorte que logo irei fazer as compras, mas o Rin não terá nada para fazer nem a Chou, só sinto por ele.

Peguei as sacolas que levarei junto a mim e sai de casa para fazer as compras dessa semana, com o meu dinheiro, afinal, eu não trabalho a toa, ninguém trabalha a toa na verdade.

— Logo estarei de volta.

Ao ver a reação do Rin senti que na minha volta ele se seguraria em mim por medo da nossa namorada, mas o que eu posso fazer se também tenho medo dela, ele é mesmo um tonto por achar que eu sou um bom escudo.

Quem dera entendê-la por completo, seria mais fácil e várias brigas seriam evitadas, eu nem entendo seu gosto de roupas e isso é o mínimo, mas eu acho tão difícil e crio um caos dentro de mim.

Assim que cheguei ao supermercado notei a quantidade de pessoas, pelo visto hoje é o dia de todo mundo, por mais que eu odeie multidões é a hora de enfrentá-las ou terei sérios problemas e começarei a surtar.

— Posso ajudá-la?

— Não precisa, mas agradeço pela sua gentileza.

Tentei sorrir mesmo com o meu maior pesadelo estando logo ao lado, porém se eu continuar dessa forma terei problemas com eles de novo e pagarei por uma conta altíssima novamente, eu não mereço nada disso.

Nisso vi uma menina não conseguindo alcançar os doces que ela queria e fui ajudar, pois eu sei como é ruim ter problemas com altura, ainda mais sendo a mais baixa do namoro, sendo que o Rin é apenas dez centímetros mais alto que eu.

— Obrigada, moça.

O sorriso dela esquentou meu coração e quase o derreteu, mas eu sou mais forte e consegui aguentar essa lindeza que acabou de passar por mim, na verdade foi até um alívio vê-la feliz, até parecia comigo quando mais nova, uma garota fofa que gosta dos outros.

Não demorou muito e eu terminei de pegar todos os produtos, com isso passei no caixa e andei de maneira lenta para não pegar o pior momento da Chou, isso é o mínimo que eu mereço depois de ter feito as compras.

Nesse mesmo momento vi um jovem que é do último ano do colegial e ele começou a me seguir, como se estivesse tentando falar comigo, mas tivesse medo de ser atacado ou ignorado pela minha pessoa.

— Pode falar comigo de uma vez? Preciso voltar para casa.

— Você é a Kasumi?

— Sim, por quê?

— Nós conversamos na internet e eu queria te conhecer no pessoal.

— Sem problema, se quiser vir em casa para conversarmos seria melhor, assim poderia ajudar eu e um dos meus namorados, topa?

— Claro!

Como adolescentes no colegial são fáceis, se bem que eu não era das mais difíceis e me ferrei muito por causa disso, ainda bem que eu amadureci e não faço tudo o que me desafiam.

Já beijei tantos meninos, meninas e pessoas de outros gêneros, tive vários encontros, comi vários alimentos, falei com pessoas estranhas na rua, entre outras coisas nesses jogos de verdade ou desafio.

E eu era uma adolescente delinquente, sempre ficava mais tarde na escola para limpá-la, mas não porque eu queria e sim porque os professores me obrigavam então eu peguei raiva de limpar a casa, assim como dormia na aula, conversava na aula, usava cabelos pretos com mechas, agredia pessoas, eu era tudo de ruim.

Só melhorei porque conheci uma pessoa que me mudou, o Rin, se não fosse por ele eu ainda estaria nessa vida e voltaria todos os dias machucada para casa, fico feliz que eu seja uma pessoa melhor nos dias atuais.



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