História Amor próximo - Capítulo 40


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Palavras 1.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 40 - Capítulo 40 - Demibissexual


Fanfic / Fanfiction Amor próximo - Capítulo 40 - Capítulo 40 - Demibissexual

O assunto durou um bom tempo e assim que ele terminou pedi ajuda a eles para mudarem meu visual e o meu jeito, claro, não tem como ter uma reforma completa, mas um novo eu que venceu as suas barreiras.

— Podia ter pedido no meio do assunto, enfim, vamos começar a te dar sugestões e você vai pegar um papel e anotar todas elas, para julgar as que você gostou mais e as que você menos gostou, feito?

— Entendi.

Passaram alguns minutos e várias sugestões foram colocadas em pauta, nós discutimos quanto a algumas e outras descartamos logo de cara, chegamos a testar umas delas ali mesmo.

Demos risada de boa parte, mas admiraram outras, porém eu não podia me ver daquela maneira, somente eles e era injusto tudo isso!

— Com certeza a opção cinco foi a melhor de todas, depois se veja no espelho com esse visual, vai adorar.

— Não sei se posso confiar, mas vou fazer sim.

Quando vi que já era tarde, levei a Miki para casa e voltei ao meu local de repouso e estudos, contudo antes de qualquer ato eu experimentei o que eles disseram e não era tão ruim assim.

Talvez eu demorasse a acostumar, só que é de boas, afinal, passamos por mudanças o tempo todo, mas não notamos nem metade delas pela rapidez que nos acostumamos com tudo.

Deitei na minha cama e comecei a refletir quanto a tudo que estava acontecendo e como era estranho ter tantas modificações na minha personalidade, agora eu tenho uma amiga na escola e três amigos fora dela, é mesmo um avanço.

O que falta é eu descobrir meu tempo de atração romântica e sexual, depois disso eu me sentirei completo, nem percebi que eu não pensei em um curso e não tenho mais tempo, é a hora de juntar tudo o que puder para ver qual vai ser a melhor opção.

Dormi em pouco tempo deitado e quando acordei senti umas dores pela má posição, mas nada insuportável e que não pudesse passar com remédios.

No caminho até a escola me encontrei com a Miki mais uma vez, agora ela conhecia as pessoas que eu converso no meu dia a dia, só resta mostrar meus gostos e ver quais serão compatíveis.

— Ontem foi tão legal, como você conheceu essas pessoas?

— Eu já conversava com a mais baixa pela internet, com isso nós nos encontramos por coincidência na rua e ela me reconheceu nisso ela me usou para acalmar a namorada e ela estava quase querendo acabar comigo, foi assim.

— Não sei como você conseguiu sobreviver, mas já que sobreviveu pode continuar comigo, não é?

— Claro.

Algo em mim dizia que ela tem um labo obsessivo e claro que eu fiquei com medo, porém não queria demonstrar, vai que ela odeia essa outra face e por isso quase não conversa com outras pessoas? É melhor prevenir do que remediar.

Uma aura ruim começou a tomar o nosso espaço e eu não entendi nada, o que estava acontecendo com ela? Eu preciso ajudar o quanto antes.

— O que aconteceu?

— De novo eu deixei esse meu lado dominar! Odeio quando isso acontece! É o meu pior pesadelo!

— Se acalme, por favor, eu quero ajudar no que eu puder! Deixe-me ser útil para você!

As lágrimas começaram a cair no chão e eu a abracei de maneira leve, tentando mostrar que eu quero ajudar e que ela não precisa ter esse ciúme tão grande, que ela consegue controlar.

— Vai dar tudo certo, eu acredito em você.

Na hora que olhou de maneira fixa aos meus olhos notou que eu tinha algo de diferente e de fato eu tenho, pois possuo heterocromia, uma doença que deixa um olho de cada cor se for completa, que é o meu caso.

— Como eu nunca notei que seus olhos são castanhos e azuis?!

— É que a gente demora a perceber, mas eu tenho isso desde que nasci e eu adoro isso, só queria não ter que usar óculos por miopia.

Quando a vi dar risadas me senti bem melhor e estávamos perto da escola, ainda bem, porque chegar atrasado é horrível, não sei como tem gente que consegue nem se importar, pode ser que eu seja muito estudioso e por isso me afete.

Depois de trocar os sapatos, fomos até a sala e a mão dela estava descendo até a minha, o que me causou uma vergonha enorme, mas ela me ama e é normal os casais andarem assim, pena que ainda somo amigos.

— Já namoram?

— Não, somos só amigos por enquanto, mesmo assim gostamos de andar com as mãos dadas.

Eles riram e me encararam, porém era entendível, afinal, a garota mais fofa da sala me ama também ela é mais paquerada, então eu receberia alguma punição por isso, é quase uma regra de convivência e eu já sabia disso tudo.

Algo que eu acho incrível nela é a precisão quanto aos golpes que consegue realizar, dá uma coisa tão boa, pois é nítida a vontade dela de fazer o movimento perfeito, ainda que nem sempre consiga.

— Se eles continuarem me olhando eu não terei dó alguma, não gosto que me encarem e muito menos que olhem ao meu corpo.

— As garotas me olhariam demais se soubessem do meu físico, é que eu uso blusas largas, mas eu tenho o peitoral e o abdômen definido.

— Sério?

— Sim.

O olhar dela mostrava a surpresa e a vontade de saber se era verdade ou mentira, mas eu jamais mentiria para ela, só tenho vergonha de mostrar meu corpo por ser definido demais, é estranho, porém várias garotas acham atraente esse tipo de corpo.

— Hoje eu posso ver?

— Se é o seu desejo.

Como a gente iria de novo à casa da Kasumi, eu poderia mostrar sem problema, só não sei qual será a reação, espero que seja das melhores ou eu morrerei de vergonha em dobro, pela timidez em si e pela má reação.

Só sei que um monte de garotos a olham por causa do tamanho dos seios, eles são maiores que o normal do nosso país e por isso eles a acham perfeita, isso é nojento, como se peitos fossem tudo.

Também, eles veem animações em que isso é tão exagerado que não tem como acontecer no Japão e em lugar nenhum, a não ser que a mulher tenha uma doença que os faça crescer muito.

Sem contar que a forma da animação é horrível, parecem mais balões de água do que tudo, credo.

— Qual é a primeira aula?

— Matemática.

— Estou ferrada, já não gosto e a matéria está um monstro, você pode me ajudar?

— Claro, mas terá que me recompensar com humanas.

— Sem problemas.

Um cara nos interrompeu e ela olhou de uma forma que ele congelou de medo, é ótimo que ela tenha técnicas de defesa, porque eu não sei nada sobre lutas, golpes, no máximo soco e tapa.

Quem dera ser igual à Miki, uma garota que consegue ser quieta nas horas certas, sabe se defender e sabe decifrar os textos das matérias interpretativas, isso eu considero um marco, pois sou horrível com elas.

Assim que a matéria começou a ser colocada na lousa senti um arrepio da parte dela e já sabia a minha tarefa no final dessa aula, se eu conseguir melhorar esse problema nós poderemos sofrer menos durante o ano.

Ela é mesmo uma aluna exemplar e admirável, isso é ótimo para mim, pois eu não sei ser dessa forma, será mesmo um aprendizado atrás do outro.



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