História Amor próximo - Capítulo 41


Escrita por: ~

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Palavras 1.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 41 - Capítulo 41 - Demibissexual


Fanfic / Fanfiction Amor próximo - Capítulo 41 - Capítulo 41 - Demibissexual

Depois de longas horas na escola pudemos sair dela e irmos ao nosso local especial de todos os dias, a cada da Kasumi e dos seus namorados, onde eu posso me divertir sem me sentir mal.

Tudo que eu quero agora é poder aprender a ser disciplinado e a não perder o foco, pois quase sempre eu me esqueço do que li e tenho que reler várias vezes até que tudo dê certo, o que me atrapalha demais na hora de estudar.

E as minhas notas vão lá embaixo, enquanto vejo gente tendo nota 100 e eu fico maravilhado, só que essa não é a minha realidade, mas seria ótimo se fosse dessa forma, eu me sentiria bem melhor.

Afinal de contas, vai adiantar em algo começar uma comparação enorme com pessoas que conseguem uma nota perfeita? Claro que não, eu preciso ver meus erros e consertá-los.

— Demorou em chegar por acaso estava em um beco com a Miki?

— Claro que não, é que comecei a ter mil e um pensamentos no meio do caminho, desde já vou deixar claro, eu só me apaixono e me atraio por quem eu tenho uma ligação ou uma conexão.

— E nós não temos isso?

— Eu não sei meu tempo de atração, só que eu preciso desse requisito.

Que arrepio, ela consegue ser apavorante quando pode, fico feliz que eu não veja sempre esse lado e tenho dó dos meninos que a irritam.

— Descubra logo, pois sabe que eu quero bem mais que só amizade.

A mudança constante de tom de voz e expressão só me deixava ainda mais amedrontado, mas o que eu posso fazer se ela é assim? Nada, apenas aguentar e sofrer sozinho na minha.

— Sabia que a garota fofa era só um disfarce, pois eu uso também e sei como funciona.

Agora vamos ter um entendimento entre elas, que normalidade, isso é a reação do namorado não foi das melhores, então algo me diz que estou ferrado mais do que eu poderia imaginar.

— Rin, é uma boa hora para corrermos?

— Sim.

Pena que nós pouco temos fôlego, nisso não duramos quase nada e de maneira repentina elas voltaram ao normal como se nada tivesse acontecido antes, é uma habilidade que eu preciso criar.

A voz fofa, o jeito fofo, os lindos cabelos, os lindos olhos, nem parece que ela tem um lado ruim, mas quem não tem um lado ruim? Só se a pessoa for um ser que nasceu para o bem e só, mas na maioria das vezes todos nós temos os nossos lados ruins e bons, para gerar um contraste.

Pensando bem e bastante, ela me lembra de aquelas personagens que são fofas por fora e frias por dentro, as yanderes, porém espero que seja só isso e nada mais, aposto que a Miki conseguirá vencer dos seus problemas o quanto antes.

— Fique calmo, não vou te machucar ou algo do tipo, até porque sou do lado que prefere a dor e não fazer o outro sentir dor.

— Como consegue falar desse assunto sem pensar duas vezes?

— É tão comum e você ainda fica pensando na hora de falar? Que inútil! Tem que falar tudo o que puder naquela hora, respeitando os limites.

Que pessoa exemplar, acho que é por isso que eu não consigo me dar bem com a sua personalidade, contudo não posso desistir dela! Eu quero descobrir o meu tempo de uma vez por todas!

É até estranho perceber que no colegial, no último ano dele, eu ainda não tive meu primeiro amor, muito menos pensar nas meninas como a maioria dos meninos pensam e até algumas meninas.

— Ela está certa, ou você, Takeshi, prefere viver em uma vida cheia de imposições desnecessárias?

— Eu entendi que estou errado, não precisam repetir isso de novo, só achei estranho, pronto.

Meu humor é bem tenso na maioria das vezes, preciso controlar isso logo ou serei o velho rabugento que fica reclamando de tudo e todos, como se nada estivesse perfeito, se bem que não existe a perfeição.

Sentei no chão e comecei a suspirar várias vezes para ver se eu voltava a ter o meu bom humor, mesmo que demorasse bastante, era melhor que irritar a todos em um dia ótimo para conversar.

De certo jeito eu ainda tenho problemas em olhar nos olhos enquanto converso, mas estou tentando melhorar no meu ritmo, sem me forçar e sem me obrigar a ser de tal maneira, pois eu não consigo ser tão comunicativo, tanto que eu preciso pausar o diálogo em algum momento para ter meu descanso ou começarei a gaguejar e tudo mais.

Comecei a entender os motivos dos meninos adorarem tanto ver o rosto dela, os olhos verde-escuros, o cabelo longo junto à cor castanho-claro e as mechas em um tom bem claro de rosa e roxo.

— Não é difícil cuidar desse cabelo cheio de cores?

— Eu me acostumei e gosto bastante deles dessa forma, pois causam algo bom em mim e sei que os meninos olham demais, o que é ótimo.

— São quase as mesmas cores que uma colega nossa da faculdade usa, mas no caso dela o tom é castanho-escuro e ela usa rosa e azul, cores que também combinam com os tons de cabelos de vocês.

— Deve ser lindo! Vocês tem foto dela?!

Nisso a conversa durou um tempão só deles falando dessa tal Asashio, mas fazer o que, se eles gostam dela é porque possui um motivo, assim como a Miki gostar de mim, nada acontece pelo acaso.

A não ser o amor, esse ai ainda não conseguiram uma explicação, talvez a gente não vá conseguir essa tal explicação, pois os sentimentos humanos são muito complexos e não dá para usar uma teoria para explicar essa tamanha complexidade.

Só espero que o meu chegue logo, não aguento mais ser o excluído das turmas por eu não ter meu primeiro amor até agora, mas eu não devo ficar me magoando só por isso, ou meu objetivo terá falhado de vez e sem dó alguma.

Não sei por que, mas lembrei de uma pessoa que dá aula no nosso colégio, Jun, uma pessoa que não se identifica com gênero algum, mas dá preferência para as roupas femininas na maioria das vezes, ainda que misture femininas com masculinas e às vezes tenta encontrar vestimentas que não tenham nenhuma denominação, como os tênis.

Deve ser difícil dizer que não se identifica com nenhum dos gêneros, alias eu notei que ela aceita tanto os termos masculinos quanto os femininos, então isso causa uma confusão enorme entre os alunos e eu adoro ver tudo isso.



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