História Amor, sangue e guerra - Capítulo 3


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Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Chris Argent, Derek Hale, Isaac Lahey, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Personagens Originais
Tags Derek Hale, Gay, Homossexual, Lemon, Lobisomem, Scott Mccall, Slash, Sterek, Stiles Stilinski, Teen Wolf, Yaoi
Visualizações 62
Palavras 4.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo Três:


Fanfic / Fanfiction Amor, sangue e guerra - Capítulo 3 - Capítulo Três:

A luz do sol parecia particularmente insuportável naquela manhã e por mais que se mantivesse por baixo de seu ar condicionado, Stiles sentia todo seu corpo suar como nunca em sua vida.As roupas se colavam em sua pele, o deixando irritado e incomodado. Pior que isso era sua dor de cabeça. Era como se estivessem esmagando seu crânio em milhares de pedaços.

O Stilinski não queria encarar a escola, mas se falasse para John que estava doente só iria deixar o xerife preocupado e ele já tinha preocupações o suficiente no trabalho. Fora que aquilo podia ser apenas uma gripe boba. Não podia ficar fazendo drama.

- Stiles? – Batidas suaves soaram em seu quarto e o adolescente ergueu os olhos pesados.

- Já vou. – A voz do moreno soara demasiada rouca e pesada como se ele não falasse a anos.

Um tanto desajeitado, o garoto conseguiu por fim se arrastar para fora da cama, sentindo-se tão como quanto gelatina. Suas pernas mal se firmavam enquanto ele ia até a porta. E sua aparência devia estar péssima, pois John arregalou os olhos assim que viu o filho.

- O que aconteceu? – John franziu a testa.

Stiles engoliu em seco, sentindo a garganta apertada. Tinha de mentir mesmo que aquilo não o agradasse.

- Deve ser apenas os treinos e a escola. Muita coisa para fazer acaba me deixando cansado sabe? – Ele embolou um pouco as palavras e seu pai arqueou as sobrancelhas.

- Tem certeza de que é só isso? Você parece doente.

Merda... Por que John tinha de ser tão insistente? Stiles não queria parecer fraco na frente dele.

- Sim pai. Agora preciso me arrumar para ir para a escola se não se importa.

O xerife abriu a boca para falar algo, mas o menino fechou a porta antes que pudesse escutar mais sermões. Talvez Stiles fugisse do Lacrosse só naquele dia, pois sabia que ia apanhar feio se jogasse no estado caótico que se achava. Ele inventaria alguma desculpa para o treinador e iria embora.

- Que merda. – O Stilinski disse ao se olhar no espelho.

Ele nunca fora do tipo bronzeado, mas sua palidez parecia pior naquela manhã, o deixando com aspecto de um fantasma. Era como se tivesse terrivelmente doente e olheiras profundas e em tom púrpurademarcavam seus olhos parecendo marcas de socos.  Não era á toa que assustara seu pai com aquela cara de morto-vivo. A marca da mordida de Derek havia sumido rapidamente e não deixara rastros nele.

- É Stiles, hoje é seu dia. – O adolescente disse com sarcasmo.

Tomar banho se tornou uma tortura, pois o garoto sentia como se a água quente estivesse derretendo sua pele. Ele não ia agüentar muito tempo em pé também.  Teve de se apoiar na parede e controlar a respiração.

Mas até mesmo respirar era impossível. Seu coração parecia inchar em suas costelas e o fôlego faltava, o obrigando a sair do Box com cautela e se sentar ao chão, com a cabeça entre as mãos, enquanto estrelas pipocavam sua visão.

- Acalme-se. – O menino dizia a si mesmo sentindo os nervos em frangalhos.

Movendo-se como um zumbi, Stiles se levantou e se secou. Ele sentia como se sua alma estivesse abandonando seu corpo, flutuando pelo espaço, parecendo o efeito de uma droga pesada. Mal sabia como se vestira e descera as escadas que levavam até a cozinha.

John ergueu os olhos do jornal local e mediu o filho mais uma vez, parecendo querer comentar algo, mas tudo que o homem de quase meia idade falou foi:

- Aceita um pouco de café? Acho que vai precisar de algo forte.

Stiles achava que não iria agüentar comer nada. Seu estômago dava tantos nós que parecia mais um emaranhado dentro de si. Mas se não tomasse o maldito café iria deixar o pai ainda mais alarmado.

- Acho que aceito. – O sorriso do adolescente parecia uma carranca.

O garoto largou a mochila no chão e aceitou a xícara cheia de café que o Xerife ofereceu. O líquido escuro pareceu arranhar sua garganta e queimá-la enquanto descia. Ele teve de se controlar para não fazer careta.

- Quer carona para a escola? – John perguntou casualmente, mas Stiles sabia que havia algo sugestivo naquilo.

- Não. Eu posso ir com o Jipe mesmo.

Stiles não queria chegar à escola com o pai como se fosse uma criança. Fora que aquilo poderia levantar muita fofoca. A última coisa que ele precisava era de seu nome na boca do povo. Especialmente do nojento do Scott McCall.

- Ok. Mas se precisar de algo me ligue.

O Stilinski rolou os olhos de modo teatral, largando a xícara já vazia na pia. Ele abraçou brevemente o pai e calçou os tênis de modo apressado mesmo que eles parecessem estar fora de foco. É... Realmente não havia como dirigir até Beacon Hills High School.

- Tchau pai.

O garoto quase gemeu de dor quando a luz do Sol bateu contra seu rosto. Seus olhos pareciam ter queimado, lacrimejando de modo débil. A caminhada seria longa pelo visto e ele provavelmente estava atrasado.

É... Stiles realmente deveria ter permanecido na cama.

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Lydia Martin estava encostada na porta de seu carro quando viu Stiles chegar. E assim que o olhou, um súbito arrepio passou por toda sua espinha e seus pelos se eriçaram, fazendo um tremor correr seu corpo.

Algo estava errado. Ela sabia daquilo sem nem precisar se esforçar muito. Seu lado sobrenatural reconheceu o perigo que estava cercando seu amigo antes mesmo de perguntar a ele se estava tudo bem.

- Estou me sentindo mal. – O moreno cochichou. Seu hálito quente estava cheirando café forte e a morte também. – Mas deve ser só uma gripe.

Gripe? Lydia duvidava daquilo. A ruiva sentia a aura sobrenatural do mal estar de Stiles. Tinha de descobrir o que era aquilo. Talvez se soubesse mais dos sintomas dele pudesse fazer uma pesquisa.

- O que está sentindo exatamente? – A garota temia a resposta, mas também podia ser coisa de sua cabeça.

- Tontura, enjôo, fraqueza. Estou com muita febre e me sinto fora de mim. E também dor por todo o corpo.

A Martin parou para analisar o garoto no meio do corredor. Ela o olhou nos olhos, vendo suas olheiras. Será que estava se preocupando á toa? Não sabia dizer, mas era melhor fazer buscas do mesmo modo.

- Isso começou quando? – Talvez estivesse paranóica, mas tinha de saber.

- Nessa madrugada. E sabe o que mais achei estranho?

Lydia negou com a cabeça, parando em frente ao armário e tentando não parecer preocupada. Todos olhavam para Stiles parecendo curiosos. A ruiva queria mandar que cada um cuidasse de sua vida.

- O que achou estranho? – A garganta da menina pareceu se estreitar.

Houve uma longa pausa antes de Stiles falar, o que obrigou a Banshee a encarar o melhor amigo. A atmosfera ao redor dos dois parecia congelada, inóspita. Era como se o tempo tivesse parado.

- Sonhei com Derek Hale.

Aquilo sim foi como uma bomba. Lydia sabia que Derek era um lobisomem poderoso e que iria atrás de John atrás de vingança. E quem mais poderia pagar por tudo que o Xerife/Caçador de lobisomem fez se não o próprio filho?

- Sonhou? Tem certeza de que foi só um sonho? – A Martin segurava os livros com tanta firmeza que seus dedos doíam.

Stiles a encarou como se ela tivesse o perguntado se ele gostava de meninas.

- Claro que sim. Se bem que pareceu tão real. Era como se ele estivesse estado mesmo em meu quarto. – O moreno coçou a cabeça em um gesto de desespero. – Mas deve ter sido o sono.

Não... Não era sono. Lydia queria tanto dizer aquilo, mas aquele não era o momento certo. Tinha de confirmar antes de soltar aquela notícia, pois não sabia como Stiles podia reagir.

- É. Deve ter sido isso. – A menina não olhava para o amigo enquanto se sentava a seu lado na sala de aula. Não conseguia.

Stiles ficou rabiscando distraidamente no caderno, parecendo pensativo. E, de repente, seus olhos se arregalaram como se ele tivesse visto uma aparição. A ruiva tocou suavemente em seu ombro.

- O que foi? Lembrou de alguma coisa?

Mas ele apenas balançou a cabeça, se recusando a falar o que quer que fosse. Seria algo grave? Provavelmente sim. Lydia queria sacudi-lo até que contasse, mas a entrada de Scott na sala a impediu.

- Para nosso azar ele continua vivo. – Stiles parecia amargurado. – Não aguento mais olhar para esse filho da...

Lydia cutucou o Stilinski que se calou ao notar que o McCall estava os olhando com um brilho afiado nos olhos castanhos como se quisesse matar a ambos ao mesmo tempo. Lydia sentiu os músculos ficarem rígido e Stiles apertou os lábios.

- O que ele quer? – O menino estava claramente irritado.

- Não sei, mas coisa boa não é.

Scott piscou, olhando bem para a cara de Stiles e um sorriso malicioso aflorou em seus lábios como se o menino risse de uma piada interna. O caçador de lobos cerrou os punhos desejando ter uma arma em mãos para ferir aquele petulante.

E sem notar, ele estava rosnando para o McCall. Era um som profundo, selvagem e cheio de raiva. O rosnado de um lobisomem furioso e que sentia vontade de atacar. Havia algo sobrenatural no modo como o garoto puxava os lábios para cima, mostrando os dentes.

Lydia arregalou os olhos, prendendo o fôlego ao notar que as pupilas de Stiles estavam dilatadas e suas íris... Elas mudaram repentinamente de cor, tornando-se mais escuras do que nunca.

- S-Stiles... – A Banshee estava apavorada. – Melhor se acalmar.

Mas o menino parecia não ouvi-la. Ele continuava a encarar Scott como se estivesse hipnotizado. Ela tinha que fazer alguma coisa antes que ambos começassem uma briga.

Lydia apertou o braço de Stiles com força o suficiente para chamar sua atenção e aproximou os lábios da orelha do menino, sussurrando o mais baixo que pode:

- Vamos embora daqui agora. Não quero que se machuque em uma briga.

A ruiva levantou o garoto pelo braço, o arrastando com força para fora da sala. Scott os seguiu para a surpresa total de Stiles e Lydia. Os dois se entreolharam sem entender nada. O que ele queria daquela vez?

- Stiles, eu quero falar com você á sós.

O Stilinski não sabia se era uma boa idéia. Ele não confiava naquele menino, mas algo dizia que ele deveria ir. Stiles olhou de Lydia para Scott. Matar aula não era algo que curtisse, mas podia abrir uma exceção.

- Tudo bem. Vamos para o vestiário.

Lydia sentiu a boca secar. Talvez devesse ir junto dos meninos, porém, sabia que não iriam permitir.

- Tome cuidado. – A menina disse apenas movendo os lábios quando Stiles acompanhava o McCall.

Stiles assentiu levemente. Ele não sabia o que poderia acontecer em uma simples conversa, mas algo dizia que iria mudar muitas coisas em sua vida.

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Um uivo de coiote recortou o pesado silêncio da manhã. Era uma nota tão alta e aguda que lembrava um grito humano carregado de dor. Aquele som parecia ser o alerta de algo ruim e fazia a alma de qualquer ser vivo gelar como a morte.

Era triste como um lamento, como um choro de criança. O som se propagava em ecos por toda a mata fechada, parecendo bater contra os galhos miseravelmente secos das árvores magrelas e curvas como anciãs corcundas com pele grossa e marrom que estendiam seus braços finos e pontiagudos para o céu obscurecido como piche negro.

Os galhos da vegetação se cruzavam como se estivessem se abraçando e se agarrando, lutando uns contra os outros, formando um túnel impenetrável para os finos raios de Sol que pairava radiante no topo de todo o mundo.

Os cheiros naquele local se misturavam em uma fragrância confusa que era feita de terra umedecida por chuva, fezes de diversos animais, plantas exóticas e de nomes estranhos e pelagem da rica fauna.

Os pequenos roedores que haviam naquela região saiam correndo de suas tocas enquanto uma sombra longa e bestial passava correndo por elas sob suas quatro patas pesadas e grandes, espalhando a terra batida para trás enquanto acelerava sua corrida.

A respiração quente da fera saia em espirais brancas por suas narinas imensas e dilatadas e seus pulmões pareciam queimar como brasa. Sua bocarra estava aberta, exibindo os dentes afiados como navalha enquanto seu bafo quente saia de modo pesado.

O coiote quase tão gigante quanto um urso parou de correr e tomou a cabeça para trás, colocando a língua grande e avermelhada para fora como se provasse o ar quente, procurando por algo.

E então, o sentiu. O lobo estava próximo, mais do que imaginara, mas talvez não devesse se sentir surpresa com aquele fato. Afinal, Derek Hale nunca abandonara seu loft e não seria agora que o faria. Ainda mais com John rondando a área em busca de mais lobisomens para matar.

O xerife estava cada vez mais louco. E ainda ensinara ao filho como ser caçador também. Malia não gostava nem um pouco de Stiles para falar a verdade e adoraria colocar as garras nele, mas sabia que não podia, afina, Derek iria se irritar com ela.

Porém, aquilo não era hora de pensar demais. Acelerando o passo a garota em forma de coiote foi até a casa do alfa. O local se achava todo fechado como se estivesse abandonado.

O loft do Hale tinha um ar sombrio e apático. Malia não era muito fã daquele lugar, mas quem disse que conseguia convencer Derek a se mudar dali? Ele era um homem isolado e teimoso.

A menina galgou os degraus da frente e se postou perto da porta, esperando pelo Alfa. O homem não tardou a aparecer e trazia junto de si peças de roupa as quais colocou no chão.

- Melhor entrarmos. – Derek encarava o chão.

Malia olhou o mais velho e sua forma animal foi sumindo, dando lugar a uma adolescente esguia e morena. A garota colou as roupas que tinham quase o dobro de seu tamanho e seguiu o lobo para dentro do loft.

- Desde quando você vive como um vampiro? – A coiote comentar ao notar o breu que preenchia a sala de estar.

O olhar que o moreno lançou á ela era duro como pedra. Derek não era muito bem humorado ainda mais em época de caçada.

- John ainda está na minha cola. Não posso ser displicente e ignorar o perigo.

Malia sabia bem demais o que era correr perigo. Ela quase morrera por causa daquele homem. John a deixou totalmente frágil alguns meses atrás e pensar naquilo a fez se encher de um ódio poderoso.

- É por conta dos perigos que estou aqui. – A morena cruzou os braços.

Derek se jogou no sofá. Ele sentiu que o que quer que Malia fosse falar era grave. E o modo como as mãos dela tremiam denunciavam seu nervosismo.

- A Cora sumiu. – A voz da adolescente não passava de um sussurro.

O lobisomem se ergueu do sofá de um pulo só. Ele parecia em choque. Como é que Cora poderia ter sumido? Com certeza foi obra de algum caçador.

- Quando ela sumiu? – As entranhas do homem se reviravam.

Malia transferia o peso de uma perna para a outra, mordendo o lábio. Derek nunca a vira daquele jeito.

- Uma semana.

Sete dias! A mulher já devia estar morta aquela altura. E se não estava talvez estivesse sendo torturada.

- Sabe aonde ela ia? Ela te disse? – O Hale passava as mãos pelos cabelos.

Malia ficou olhando para as próprias mãos. Ela mal conseguia respirar.

- Ela disse que ia para Kansas para poder ver o Peter. Os dois estavam resolvendo coisas sobre... Você sabe sobre o que.

O lobisomem soltou um suspiro pesado. Ele tinha medo de que usassem Cora para chegarem até seu tio. Se os caçadores soubessem sobre a existência do covil de lobisomens que havia no Kansas... Aquilo seria o fim.

- Temos que ir até lá. – Derek parecia determinado. – Peter e Cora podem estar lá escondidos. Quem sabe algum lobisomem de lá os tenha visto.

A coiote sabia que o alfa diria aquilo. Derek não deixaria aquela situação passar em branco e ela se sentiu aliviada. Por mais que não se desse bem muito com a mãe, Malia não queria perdê-la, afinal, ela quase não tinha família.

- Por mim iremos hoje mesmo. – A adolescente parecia ansiosa.

Derek concordou com a menina. Eles não tinham tempo a perder. Só que antes, o lobisomem precisava ver Stiles e se assegurar de que o garoto estava bem. O seu veneno já estava agindo no caçador e a Lua Cheia seria em apenas um dia.

- Eu só preciso organizar minhas coisas e iremos sair daqui duas horas. Melhor irmos em meu carro.

Malia queria dizer algo, mas permaneceu calada. Ela tinha de preparar as malas. Aquela viagem seria longa e precisava estar pronta para encarar a longa estrada ao lado do alfa.

- Eu te encontro aqui então. – A menina olhava Derek com cautela.

- Tudo bem. Tome cuidado ao sair. John estava aqui ontem de manhã.

A garota meneou a cabeça e saiu discretamente do loft, deixando o Hale sozinho novamente. Ele não parava de pensar em Peter, Cora e Stiles. Eram muitas coisas que andavam o preocupando e ainda tinha de ficar em alerta para não morrer.

Achar a mãe de Malia ia demandar muito tempo e Stiles iria se transformar em breve e Derek tinha de estar junto do adolescente para ajudá-lo nesse processo. Afinal, um lobisomem recém feito tinha um temperamento difícil e ele não podia simplesmente seqüestrar o moreno e trancá-lo em seu loft.

Se bem que não seria mesmo necessário pegar o garoto á força e arrastá-lo para um local seguro. O alfa tinha a total certeza de que assim que o Stilinski notasse o que estava mesmo acontecendo iria sair de casa para não matar o papai tão querido e procuraria pela ajuda do Hale mesmo que o odiasse.

John acabaria ficando sem seu único filho e aquilo o deixaria desolado, triste e abalado. O xerife iria cair em profunda depressão como Derek tanto queria. Ver aquele homem sofrer era como provar de um doce.

E se tudo desse certo, o alfa iria possuir o garoto. E caso sua sorte fosse grande, Stiles podia ser seu melhor beta, afinal, Derek iria treiná-lo e iria ensinar o Stilinski a odiar os caçadores de lobisomem, fazê-lo enxergar o quão patético alguns humanos podiam ser.

Então, quando o adolescente estivesse forte o suficiente, o Hale iria usá-lo como sua arma letal.

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Era a décima vez que Isaac Lahey lia a mesma página de seu livro de história sem realmente prestar atenção ao texto em negrito. O loiro estava com a mente bem longe de seu quarto pequeno e abafado, indo parar a quilômetros dali.

Ele estava pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo, parecendo triste, atordoado e muito, mas muito cansado mesmo. Seu rosto estava contorcido em uma expressão estranha.

E não era á toa que o menino estava daquele modo. O adolescente mal havia dormido na noite anterior. O loiro passara a noite em claro após ficar ouvindo seu pai quebrar objetos de vidro contra a parede.

O homem havia chego totalmente bêbado em casa, trançando as pernas e xingando alto como era de costume, acordando os vizinhos com seus gritos incompreensíveis e assustando Isaac.

O Lahey ficara amedrontado e se trancara em seu quarto para não acabar apanhando do mais velho. Isaac sabia que se o homem o batesse acabaria não se controlando e iria se transformar em lobisomem. A última coisa que o menino queria era matar seu pai.

Ele ainda era um lobo “recém feito”, portanto, não sabia como impedir que seu lado selvagem o dominasse especialmente quando estava nervoso. Talvez Isaac devesse sair um pouco e esfriar a cabeça, se distrair com coisas banais como qualquer adolescente faria.

Isaac pegou seu celular e ligou rapidamente para Kira que era sua melhor amiga atualmente e a única pessoa com a qual o lobisomem conseguia se abrir totalmente.

- Alô? – A voz da menina soou do outro lado da linha.

- Kira! Você está ocupada agora?

O garoto deixara o livro de lado e estava andando de um lado para o outro, procurando uma camisa para vestir em meio a bagunça de seu quarto.

- Estou na escola ou esqueceu que hoje tem aula? – A menina soou levemente irritada.

O Lahey bufou e rolou os olhos. Ele ultimamente andara matando muita aula por estar se sentindo deslocado. Quando se tornara um ser sobrenatural começou a sentir que sua vida estava virando de cabeça para baixo.

- Ah, qual é? – Isaac tentava vestir a camisa, lutando contra a dor que sentia em seus músculos rígidos. – Vamos, por favor, Kira. Não quero sair sozinho. Ainda mais por que é temporada de caça.

Kira soltou um suspiro. Ela parecia estar finalmente cedendo. O loiro sempre dava um jeito de convencê-la a fazer o que quer que fosse. Os dois eram inseparáveis como irmãos.

- Ok, mas só hoje Isaac. – O menino podia vislumbrar o sorriso da amiga mesmo sem vê-lo de fato. – Vou te pegar aí. Chego á sua casa em dez minutos. Vou falar que estou passando mal e cair fora.

- Essa é minha garota.

A menina riu do outro lado da linha e Isaac sentiu um estranho puxão em seu ventre. Ele adorava a garota e nem sabia o que aconteceria se um dia a perdesse. Pensar naquilo fez seu coração doer miseravelmente.

- Só sua garota. Agora vou desligar bonitão. Estou no banheiro a tanto tempo que vão começar a achar que morri aqui dentro. – Kira gargalhou levemente junto de Isaac. – Tchau garotão e me espere na porta ou serei obrigada a invadir sua casa.

- Seria interessante te ver arrombando a porta de minha casa. Aposto que meu pai iria ligar para o hospício dizendo que uma louca havia fugido de lá.

Kira devia estar rolando os olhos naquele momento e Isaac sorriu para si mesmo. Falar com aquela menina o acalmava de tal modo que era algo inexplicável. Só ela parecia capaz de amansar seu lobisomem interior.

- Agora é sério, senhor Lahey... Estou indo. Logo estarei aí para salvar seu dia.

Isaac não teve a chance de se despedir direito, pois antes que dissesse qualquer coisa um barulho alto de pânico foi escutado. O grito era alto e estridente lembrando o de uma vítima de filme de terror.

O sangue do loiro fugiu de seu rosto. Aquele som era terrível e agonizante, fazendo as mãos do Lahey tremer. O celular escapou de sua mão e se espatifou no chão. Ele sentiu a atmosfera ficar pesada do nada, como se algo ruim estivesse por perto.

Isaac sentia que precisava ver o que estava acontecendo. Sem pensar duas vezes, o menino saiu correndo do quarto sem se importar que o pai escutasse. Aquele berro feminino o deixara alerta e o que quer que tivesse acontecido sabia que não era bom.

Algo dizia ao menino que ele tinha de ser rápido, por isso, ele correu como louco, abrindo a porta de casa com tanta força e pressa que quase a arrancou das dobradiças e saiu desenfreado pelas ruas.

O menino estava tão distraído que na escutou o barulho alto de motor de um carro que se aproximava rapidamente. Por pouco Isaac não foi atropelado. O motorista o xingou, mas ele mal ouviu.

 Os olhos dele estavam fixos á sua frente, mirando uma casa pequena e simples, uma residência comum e sem nada de chamativo... Exceto pela porta aberta da frente. Um calafrio percorreu o corpo de Isaac quanto mais ele se aproximava do local.

Quando atravessou o gramado bem aparado o Lahey sentiu o coração saltar por de dentro do peito. Ele encarou mais uma vez a porta escancarada e respirou fundo, tentando acalmar os nervos, sentindo o sangue zunir nos tímpanos.

- Eu sou maluco. – O loiro disse á si mesmo, balançando a cabeça.

Então, após um segundo de coragem, Isaac finalmente entrou na casinha.


Notas Finais


Espero que gostem.


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