História Amor Secreto - Capítulo 1


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Categorias 50 Tons de Cinza
Exibições 43
Palavras 901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Amor Secreto - Capítulo 1 - Capítulo 1

- Você prefere ficar trancada neste convento a se casar comigo?

Havia incredulidade na voz de Jorge Salinas. Como podia aquela menina, na realidade uma mulher, apesar de não aparentar os vinte e cinco anos que seu pai afirmava que ela tinha, preferir viver num convento espantoso em vez de se casar com ele? Ele não era um bárbaro. Comparado com os homens gregos entre os quais ela havia sido criada, ele era mais do que civilizado.

— Você já sabia da minha resposta. Silvia Navarro respondeu friamente... - Não precisava perder tempo vindo aqui.

Jorge virou as costas para a ansiosa freira que os observava a distância, de forma que ela não os pudesse ouvir. Lúcia  devia ter insistido para que Silvia  tivesse uma acompanhante, mas isso não significava que a irmã precisasse participar da conversa.

— Você me transmitiu o não pelo seu pai Jorge respondeu baixinho....  -Você não me disse não. Ele raramente elevava a voz. Não era necessário. Seu tamanho e autoridade o tornavam suficientemente persuasivo. Entretanto, Silvia somente arqueou as finas e castanhas sobrancelhas.

— Algumas mulheres podem achar essa persistência lisonjeira, mas eu, não.

— Quer dizer que sua resposta é...

O riso de incredulidade de Silvia contrastou profundamente com o brilho dos seus olhos verdes.

— Sei que você é americano, mas certamente não deve ser tão idiota!

A fria recusa poderia ter atingido um homem de ego mais fraco, mas ele não era um homem qualquer. Assim como a senhorita Navarro também não era uma mulher qualquer. Jorge  precisava dela. Não deixaria Oinoussai sem ela.

— Você não gosta de americanos?

— Não de todos.

— Ótimo. Isso facilitará o período de transição quando mudarmos para Nova York. Ela o olhou nos olhos, as pupilas negras contrastando com a súbita palidez do rosto.

— Eu não vou me mudar. E nunca concordei com um casamento arranjado. Jorge desconsiderou aquela declaração juntamente com os outros protestos.

— No caso de você se importar com isso, posso me considerar um grego. Meus pais nasceram aqui, em Oinoussai. Eles ainda consideram este lugar como lar.

— Oh, eles podem se considerar felizes!disse ela irônica.

Ele quase sorriu. Não era à toa que seu pai, Luís, já estava se sentindo desesperado. Silvia não era uma noiva ansiosa por se casar.

— Não sei se eles serão felizes com uma nora como você, mas se acostumarão. Ela ficou corada.

— Tenho certeza de que sua mãe faz tudo por você.

— Acertou. A maioria das mães gregas daria a vida pelos filhos.

— Enquanto as filhas são ignoradas.

Jorge não deu nenhum sinal de haver percebido a dor em sua voz, a respiração entrecortada quando ela pronunciou aquelas palavras amargas.

— Não a minha. Minhas filhas serão muito queridas.

Aos trinta e cinco anos, ele precisava de uma esposa, e Luís Navarro precisava de um marido para a filha mais velha. Aquele não era um trato de amor, mas um trato feito num banco da Suíça.

— Sou filho único. O último dos Salinas no meu ramo da família. Prometi aos meus pais dar-lhes um neto antes de completar trinta e sete anos e cumprirei a promessa.

— Não. Você quer que eu cumpra a promessa! Ele procurou esconder a vontade de rir.

— Aceito a correção. Silvia retorceu as mãos, nervosa.

Gostaria de poder varrer o sorriso daquela face bela e arrogante. Nunca encontrara um homem mais seguro de si do que aquele. A não ser seu próprio pai. Procurou se conter, sentindo uma opressão no peito. Tentava entender porque seu pai havia atravessado o Atlântico para encontrar um marido para ela.

Logo ele, que desprezava os novos ricos. Devia estar se sentindo desesperado. Bem... ela também estava. Ele praticamente a estava leiloando pela oferta mais alta. Ela, que era a única herdeira. Procurou conter as lágrimas. Sua mãe nunca deveria ter permitido que o marido fizesse aquilo.

— Existem noivos piores, senhorita Navarro. Silvia percebeu a ironia, mas nem pôde sorrir.

— Um marido é um marido, e eu não quero um.

— A maioria das mulheres quer se casar. E o desejo de todas as mulheres gregas.

— Eu não sou a maioria das mulheres. Ele riu.

— Isso é o que você diz,  aprendir que nenhuma mulher é diferente das outras. Todas vocês possuem objetivos...

— E você não?

— O meu objetivo está claro. Quero filhos. Preciso de filhos. Percorreu-a com os olhos como se ela fosse um animal de raça em exposição. -Você é jovem. Dará uma excelente mãe, Silvia titubeou.

— Não quero ser mãe. Jorge deu de ombros, ignorando-a.

— Podemos nos casar hoje. Aqui só nós dois, receio que seu pai não esteja disponível.

Silvia sabia exatamente por que Jorge Salinas queria se casar com ela. Queria o seu dote;  os barcos de seu pai, quando Luís morresse, Jorge  herdaria o império dos navarro.

— Você está louco se pensa que vou me casar com você.

— Seu pai já consentiu no casamento. O dote já foi adiantado...

— Devolva-o!

— Não posso fazer isso. Preciso muito de você. Silvia olhou para ele com olhos brilhantes.

— Apesar do que ambos possam pensar, não sou nem tola nem fraca. Já que parece que você é surdo, deixe-me repetir. NÃO-VOU-ME-CASAR-COM-VOCÊ,  senhor Salinas. Nunca me casarei com você. Prefiro envelhecer neste convento a ter o seu nome... senhor Salinas



Continua...... 💕💕💕💕💕

Bjos.... 😚😚😚😚😚😚😚

Espero que goste.....



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