História Amor Secreto - Capítulo 10


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Categorias 50 Tons de Cinza
Exibições 23
Palavras 962
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - 10


— Não precisa ter medo.

— Não estou com medo — ela respondeu com voz trêmula.

— Mas parece que está.

Com o coração disparado, Silvia se sentia desfalecer se Jorge a tocasse, gritaria estava tudo errado, mas teria de continuar com o jogo.

— Engano seu estou completamente calma você está precisando de óculos.

Ele deu um sorriso irônico.

— Estou vendo perfeitamente bem nem meu pai nem minha mãe usam óculos.

O sorriso deu lugar a uma expressão séria.

— Por que tem tão pouca consideração consigo mesma?

A mudança de assunto a deixou desnorteada. Sentiu-se pressionada a encarar uma realidade a que sempre resistira... Por quê? Porque havia cometido um ato tão terrível, tão vil que fizera com que seu marido a deixasse... Seus amigos também a haviam abandonado... Depois... passara um longo tempo no sanatório para se recuperar.

— Você é inteligente, bonita, sensível e charmosa — ele disse, tocando-lhe o rosto com o dorso da mão.

Silvia virou o rosto, mas ele lhe segurou o queixo e a fez encará-lo.

— Por que essa falta de orgulho?

A bondade na voz de Jorge a desarmou ninguém, a não ser sua mãe, havia falado com ela daquela forma tão gentil, sentiu-se um ser humano novamente. As lágrimas brotaram-lhe dos olhos apertando a taça de champanhe entre os dedos, tentou interromper aquele momento.

— Por favor, pare...

— Eu queria entender.

— Não há nada para entender sou o que meu pai diz que sou, imprudente, desobediente e rebelde.

Apertou ainda mais a taça de champanhe, como se sua vida dependesse disso e se ele descobrisse a verdade? Se percebesse o tipo de pessoa que ela realmente era?

— Deixe-me ir, por favor pode ficar com meu dote, minhas jóias, minhas economias, não quero nada.

— Não iria sobreviver na pobreza, nunca experimentou o gosto da pobreza — ele ponderou, no mesmo tom.

— Prefiro ser pobre, mas livre. Por favor, me deixe ir embora!

Jorge a fitou com os olhos cor de mel penetrantes durante alguns momentos, ficou em silêncio, depois sacudiu a cabeça.

— Não posso, preciso muito de você.

Silvia não se conteve apertou os dedos em torno da taça de champanhe, que se partiu em pedaços. Um caco de vidro cravou se dolorosamente em sua mão ficou olhando o sangue rubro e brilhante escorrer por entre os dedos Jorge praguejou em grego, enquanto procurava estancar o sangue com um guardanapo.

— Não se preocupe, estou bem — Silvia protestou com voz fraca.

— Não, não está, está sangrando muito — ele disse, levantando um pouco o guardanapo para examinar o ferimento. — Vai precisar levar pontos.

— Vai parar.

Jorge olhou-a preocupado.

— Tem uma lasca de vidro aqui aguente firme...

Com expressão concentrada, ele comprimiu o ferimento, procurando extrair o caco Silvia gemeu, tentando afastar a mão.

— Calma...

Calma! Como se ele tivesse o poder de curar feridas, restaurar sua paz mental e dar-lhe a tranquilidade da alma, não apenas um marido, mas um homem milagroso, lágrimas lhe deslizaram pelo rosto e ela mordeu o lábio, tomada pela necessidade de descansar e se sentir inteira novamente. Jorge depositou o caco de vidro sobre a mesa.

— Aqui está — disse, enxugando o sangue, ao providenciar uma bandagem com o guardanapo.

Silvia conteve a respiração, sentindo um forte calor lhe percorrer o corpo àquele simples toque. Ele a fazia se sentir protegida, quanta ilusão! Nada podia ser mais enganoso.

— Seu pai me disse que eu não deveria confiar em você.

Jorge olhou para ela, com uma expressão indecifrável.

— Não entendi bem o que ele quis dizer.

Debaixo do tom irônico, ela detectou preocupação mais o que importava? Tudo aquilo não passava de uma farsa, e ela lhe saíra uma esposa cara. Olhou para as mãos dele, grandes os dedos longos e fortes entretanto, seu toque era gentil e delicado.

Legalmente, era o seu marido... Marido! Um calafrio de antecipação percorreu-lhe o corpo sua m imaginação corria à solta nervosa, olhou para ele, não como uma das mulheres mais ricas da Grécia, mas como uma simples esposa amedrontada. Dinheiro não implicava em confiança ou felicidade.... Ninguém melhor do que ela sabia disso.

— Meu pai... disse que não era para confiar em mim?

— Humrum...

O sangue subiu-lhe ao rosto que mais ele teria contado? Sabia que a franqueza de seu pai podia ser brutal. Havia ferido a ela e à mãe inúmeras vezes para ele, ninguém era suficientemente bom.

— Não — Jorge disse, com a voz rouca, ao tocar-lhe o rosto com os dedos.

— Não o que?

— Não pense — ele disse. — Está se torturando novamente.

— Melhor a mim do que a você. — Silvia sorriu, procurando demonstrar despreocupação.

Havia lutado com os demônios anteriormente e vencera... Venceria novamente.... E faria isso sem o auxílio ou interferência de Jorge, quem quer que ele fosse.

— Vamos examinar isso de novo — ele insistiu.

Tomando-lhe a mão e erguendo uma ponta do guardanapo para examinar o corte.

— Acho que não vai ser preciso dar pontos.

— Obrigada doutor.

— Foi um prazer.

Ele poderia ter rido, mas ficou olhando-a fixamente, com uma expressão séria no rosto como se a estivesse transpassando, vendo seus medos, seus segredos mais íntimos. A intensidade daquele olhar a deixava nervosa o que poderia estar tentando adivinhar? O que possivelmente saberia?

— Francamente, Jorge, não vou morrer por causa deste corte!

Falara em tom de brincadeira, para tentar diminuir a tensão, mas ele continuava sério.

— Pela primeira vez, você me chamou só de Jorge.

O que ele estava pretendendo fazer? Abrandar seu coração para quebrar suas defesas? Não permitiria isso. Ninguém jamais entraria no seu coração novamente. Nunca.





Continua.... 😘😘😘😘😘

Bjos.... 💋💋💋💋💋💋💋

           💘Silvia&Jorge💘



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