História Amor Secreto - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza
Exibições 33
Palavras 1.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Jorge girou nos calcanhares e tentou controlar o riso. O pai dela o havia advertido sobre seu gênio difícil, mas não falara sobre a inteligência e brio da filha. Havia uma diferença entre ser difícil e ser briosa. Esta qualidade agradava os homens. Tal como um cavalo fogoso, uma conquista difícil, uma partida acirrada de tênis. Entretanto, nada era mais atraente do que uma mulher briosa.

— Acho que gosto muito de você, ele murmurou baixinho.

— O sentimento não é mútuo. Com. a incidência dos raios do sol no. rosto de Silvia, Jorge subitamente notou que os olhos dela verdes. mudou de cor de acordo com a. iluminação, para um verde mais intenso e misterioso. Como as esmeralda. Cabelos da cor. castanhos... Ela se parecia muito com a mãe, metade inglesa e metade grega, cujas fotos havia visto. Uma mulher considerada uma beldade quando jovem.

— Com o tempo, você aprenderá a me tolerar. Poderemos ter uma vida razoável.

Silvia sentiu o coração pulsar. Entretanto, seus olhos demonstravam raiva, paixão e oposição. Iria lutar contra ele com unhas e dentes. Afastou-se para um canto distante do jardim murado, os braços cruzados sobre o peito arfante. Jorge a seguiu vagarosamente, sem querer forçá la demais. Pelo menos não naquele momento. Furtivamente, tocou o bolso do paletó, sentindo a folha do jornal da manhã. Ela não iria. gostar da notícia. Ele era o primeiro a admitir que se tratava de um jogo de poder, mas não pretendia desistir do seu negócio. Havia prometido aos pais que traria fortuna para o ramo da família, e todas as decisões que tomara desde então se destinaram à. realização daquele objetivo. Silvia sentiu a aproximação dele.

— Você não tem princípios éticos? A voz alterada vibrava de emoção. Como pode se casar com uma mulher contra a vontade dela?

— Não será contra a sua vontade.. Você tem uma escolha.

— Você me enoja!

— Então volte para dentro. Chame a irmã. Ela está louca para participar desta conversa. Silvia olhou de soslaio para a freira e cerrou os lábios.

— Você está se divertindo com isso.

— É o dia do meu casamento. Como não vou me divertir? Ela afastou-se um pouco e sentou-se num banco de mármore. Jorge contornou o banco e sentou-se a sua frente.

— Silvia, seu pai jurou deixá-la aqui até que nos casemos. Isso não a preocupa?

— Não. Você não é o primeiro homem que recuso, e ouso dizer que não será o último. Há quase um ano estou aqui, e as irmãs têm sido maravilhosas. Para ser franca, comecei a considerar o convento como um lar.

Um convento como lar? Ele não acreditava. Silvia não combinava com os hábitos, de cor marrom simples do convento mais do que ele combinava com os hábitos dos

monges. Jorge sentiu uma súbita onda de simpatia por ela, mas não o suficiente para desistir da negociação. Não, ele nunca se afastara das mesas de negociações ousadas que envolviam poder na indústria grega de frotas de navios.. Negociações que até então haviam resultado em lucros enormes. Tivera sucesso em tudo que empreendera.

— Seu lar, Silvia, será junto de mim. Escolhi você. Você faz parte do meu plano. E quando ponho um plano em ação, jamais desisto.

— Esses admiráveis negócios seriam mais bem realizados em outro lugar.

— Não há outro lugar. Não há outra opção. Você, nosso casamento, constituem o futuro.  ele disse baixinho, enquanto uma brisa morna soprava pelo jardim, soltando uma mecha de cabelos do recatado penteado de Silvia. Ela não tentou prendê-lo, e a mecha castanhos flutuou, leve como uma pluma. Jorge apreciava o jogo de luzes no rosto de Sílvia.

— Sei quem é você, senhor Salinas. Não ignoro o seu sucesso. Ela arqueou as sobrancelhas. Quer que lhe diga o que sei?

— Por favor. Aprecio a minha história de sucesso.

— De puro sangue grego, nasceu e foi criado num subúrbio de classe média de Nova Iorque. Frequentou a escola pública, antes de ser aceito; por uma das mais prestigiadas universidades americanas.

— Yale — ele especificou.

— Que é muito boa, ela concordou. Mas por que não Harvard? Suponho que Harvard seja a melhor.

— Harvard é para os ricos tradicionais.

— É verdade. Seu pai deixou Oinoussai falido e em desgraça.

— Não em desgraça. Apenas pobre. Desejoso de encontrar uma vida melhor em outro lugar.

— Seu pai trabalhou nos estaleiros.

— Ele era soldador. Jorge acrescentou, disfarçando a intensidade da sua emoção. Era leal aos pais, particularmente ao pai. Sua dedicação, moral ilibada e total devoção à família havia permitido que suportassem durante muito tempo a grande derrota financeira. Rapidamente, antes que ela pudesse continuar, ele desviou o foco da conversa.

— E seu pai, Silvia, herdou milhões. Você nunca passou necessidade. Não tem idéia do que significa da palavra "pobre".

— Mas você não é mais pobre, senhor Salinas. Possui agora mais navios do que toda a frota mercante inglesa. Apesar da sua origem humilde, não seria difícil encontrar uma noiva... Uma leviana mais ansiosa em aceitar sua, proposta.

— Não posso achar um outro Luís Navarro.

— Quer dizer que na realidade, você está se "casando" com o meu pai. Ela era esperta. Jorge sorriu, divertido com a contradição entre a serenidade exterior e a força interior que ela demonstrava. Repentinamente, flagrou-se imaginando como ela seria na cama. Provavelmente, apaixonada. Seu corpo enrijeceu-se, tomado pelo desejo. Apreciaria muito estar casado com uma mulher assim. O ato de procriar seria um imenso prazer. Silvia inclinou-se para trás no banco, projetando os seios firmes. As pálpebras abaixadas escondiam-lhe a expressão.

— Até que ponto você conhece meu pai?

— O suficiente para saber quem ele é. Ela se permitiu um leve sorriso, e Jorge notou-lhe o sorriso mais lindo do mundo. Seriam seu também, depois do casamento.

— Meu pai deve estar muito satisfeito por ter realizado negócios com você. Posso vê-lo esfregando as mãos, rindo alegremente. Ergueu a cabeça e descerrou as pálpebras, revelando as íris cor do mar.  Ele esfregou as mãos depois que você fez a proposta, não foi? Aquele tom, aquela voz, aqueles olhos... Oh, ele a desejava! Abruptamente, inclinou- se para frente e posicionou a mão na nuca de Silvia, atraindo-a para si. Ela arregalou os olhos, incapaz de impedir o beijo que se seguiu. Inspirou fundo, enquanto ele traçava-lhe o contorno dos lábios com a língua. Da mesma forma repentina, soltou-a.

— Você tem um ótimo sabor.







Continua........ 😚😚😚😚😚😚😚

Bjos...... 💋💋💋💋💋💋💋💋💋



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